O caso das Americanas é exemplar do que pode ocorrer com um modelo de gestão capitalista, hoje disseminado pelas grandes companhias.
As empresas tornadas entes financeiros são entregues à gestão profissional. Os donos do capital se tornam acionistas, entregam a gestão a executivos, os CEOs, dos quais só exigem que lhes mantenham polpudos dividendos, regiamente recompensados. Quanto maiores os dividendos, maiores os prêmios.
O resultado é esse: os executivos garantem seus prêmios distribuindo polpudos dividendos, mesmo à custa da verdade contábil. Num caso extremo, chega-se ao caso Americanas.
A questão é: dada a disseminação do modelo, as Americanas serão um caso isolado?