A confusão criada pelo Ministério da Saúde na divulgação dos números de contaminações e mortes causadas pela Covid 19 provocou uma avalanche de críticas ao governo, dentro e fora do país.
Numa primeira divulgação, o ministério apresentou números coerentes com a evolução da pandemia no país: seriam 37, 3 mil novos casos de contaminados com 525 mortes nas últimas 24 horas.
A redução drástica no número de mortes, quase à metade da média dos últimos dias, surpreendeu e gerou suspeitas de manipulação.
Horas depois uma nova estatística do Ministério revelou a grande discrepância nos dados: seriam 36, 4 mil novos casos (quase mil a menos do que o número anteriormente divulgado) e 1.382 mortes em 24 horas, uma diferença de 825 mortes a menos em relação ao dado anterior.
A confusão vem coroar uma política errática que o governo federal, por orientação do próprio presidente, vem adotando, inicialmente minimizando os perigos da pandemia, que não passaria de uma gripezinha, depois questionando as estratégias de isolamento social adotadas pelos Estados e Municípios.
Bolsonaro trocou dois ministros – Henrique Mandetta e Nelson Teich, ambos médicos – e acabou colocando um general da reserva no Ministério da Saúde.
A principal preocupação do governo desde então parece ser a questão das estatísticas. Primeiro duvidando dos números apresentados diáriamente e insinuando que estavam sendo manipulados, forncecendo material para a imprensa disseminar o medo na população.
A primeira providência foi mudar o horário de divulgação dos dados de cada dia, para evitar que fossem divulgados com destaque nos noticiários da televisão no início da noite. Culminou com essa confusão dos números que até o início da manhã desta segunda-feira não tinha sido esclarecida pelas autoridades.


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