Após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar nesta quarta-feira (13) que todos os exames feitos pelo presidente Jair Bolsonaro para o Covid-19 entregues em seu gabinete fossem tornados públicos, o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) estampou na manchete em seu portal de notícias que os laudos deram negativo para a doença.
Os testes foram feitos com os codinomes Airton Guedes e Rafael Augusto, mas CPF, RG e documentos informados nos papéis são do presidente, revelou o jornal.
Desde 13/3, o jornal tentava ter acesso aos resultados dos testes laboratoriais de Bolsonaro. Em ação ajuizada contra a União, obteve o pedido de tutela de urgência, mantido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), mas suspenso pelo STJ.
Na RCL 40574, ajuizada ontem (12), o Estadão sustentava que a decisão do STJ representava censura prévia e ofendia a autoridade do entendimento do STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, em que se garantiu a liberdade de manifestação do pensamento. Por isso, pedia o restabelecimento da obrigação da União para apresentar os laudos de todos os exames no prazo de 48 horas.


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