Olavo diz que generais querem restaurar 64 e usam Bolsonaro como "camisinha"

Em entrevista ao Valor, no sábado à noite, em Washington, o guru da familia Bolsonaro , o filósofo Olavo de Carvalho repetiu sua avaliação, de que o presidente está de mãos amarradas por militares próximos com “mentalidade golpista”.
Advertiu sobre a necessidade de uma mudança de rumo para o governo não acabar daqui a seis meses. Ele chamou esses militares, que vê associados à mídia oposicionista, como um “bando de cagões”.

– Se tudo continuar como está, já está mal. Não precisa mudar nada para ficar mal. É só continuar assim. Mais seis meses, acabou – disse.
Para ele, Bolsonaro é um grande homem, mas está sozinho e cercado por traidores fardados. “Ele não escolheu 200 generais. Foram 200 generais que o escolheram. Esse pessoal quer restaurar o regime de 1964, sob um aspecto democrático.,Eles estão govern\ando usando o Bolsonaro como camisinha”
Olavo fez menção especificamente ao vice-presidente Hamilton Mourão.
– Não digo que seja realidade, mas o que eles querem. O Mourão disse isso. Que voltaram ao poder pela via democrática – disse.
Então, reforçou o ataque:
– “Se não é um golpe, é uma mentalidade golpista.
Olavo fez esses comentários à saída de uma sessão do filme “Jardim das Aflições”, sobre suas ideias, em evento organizado pelo estrategista americano Steve Bannon e pelo executivo do mercado financeiro Gerald Brant. Foi uma tentativa, segundo Bannon, de apresentar o pensamento de Olavo para fora da comunidade brasileira.
Questionado se falará sobre isso com Bolsonaro no jantar deste domingo à noite com expoentes da direita americana, na residência do embaixador brasileiro em Washington, Olavo disse que esse não é o ambiente adequado.

O filósofo comentou ainda a crise no Ministério da Educação e fez questão de mostrar distanciamento dos episódios envolvendo o ministro Ricardo Vélez Rodríguez. Ele afirmou ter tido apenas duas conversas até agora com Vélez.
– Uma para cumprimentá-lo e outra para mandá-lo enfiar o ministério no cu.
Olavo reiterou que não se vê como guru do governo Bolsonaro e atacou a mídia.
– O sonho dos jornalistas é exercer influência no governo. Acham que eu sou igual a eles? Isso é muito vil, é muito miserável para um homem como eu.
De acordo com ele, suas pretensões são maiores.
– Eu quero mudar o destino da cultura brasileira por décadas ou séculos à frente. Estou tentando formar uma geração de intelectuais sérios, que vão formar outras gerações de intelectuais sérios. Eu sou Olavo de Carvalho, sou escritor, não preciso de governo, de cargos no governo.
* Do Valor Econômico

Fiergs orienta sindicatos patronais sobre negociações coletivas

Dia 25 de março, com uma “ampla programação voltada a orientar representantes de sindicatos industriais” ocorre o Seminário de Negociações Coletivas 2019.
Começa às 13h, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).
A realização é da FIERGS, por meio dos Conselhos de Relações do Trabalho (Contrab) e de Articulação Sindical e Empresarial (Conase) da entidade.
As principais cláusulas normativas para as negociações coletivas, contribuição negocial e projeções econômicas são alguns dos temas a serem debatidos durante o evento, que tratará também da atuação do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região na mediação e julgamentos de dissídios coletivos após a vigência da Lei nº 13.467/2017, da Modernização Trabalhista.
A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.
(Com informações da assessoria)

"Marielle Franco se tornou um grito de guerra num Brasil polarizado"

Reportagem do The New York Times sobre as manifestações do 14 de março.

 A questão paira sobre a cidade: “Quem matou Marielle Franco?”

É criada em grafite em praticamente todos os bairros, estampada em camisetas e escrita em faixas exibidas desafiadoramente em manifestações de massa.

Esta semana, poucos dias antes do aniversário de sua execução, os promotores deram uma resposta parcial, acusando dois ex-policiais de realizar a matança. As principais questões do caso – incluindo quem ordenou o assassinato e por quê – permanecem sem resposta.

Um ano depois de sua execução, o pedido por justiça para Franco – uma vereadora negra, homossexual e feminista do Rio de Janeiro que foi criada pobre – se transformou em um grito de guerra em uma nação profundamente polarizada para aqueles que se sentiam representados por ela.

Seu nome e sua imagem se tornaram uma antítese das forças políticas dominantes no Brasil, enquanto o presidente de direita, Jair Bolsonaro, assume o cargo.

Bolsonaro, ex-pára-quedista conhecido por fazer comentários ofensivos sobre mulheres, negros e gays, fez campanha prometendo melhorar a segurança com medidas que incluem a facilitação para obter porte de armas e facilitar a morte de suspeitos pela polícia.
Um dos suspeitos do assassinato de Franco, Élcio Vieira de Queiroz, postou uma foto em sua página no Facebook, na qual ele aparece em um abraço amigável com o presidente Jair Bolsonaro.
Mas os críticos temem que suas políticas possam piorar os aspectos da violência no Brasil, que inclui um número impressionante de pessoas mortas pela polícia, uma taxa de assassinatos de mulheres que os especialistas classificam como alarmante e uma segmentação sistemática de gays e transexuais.

O assassinato de Marielle Franco – que representou muitos desses grupos que agora se sentem ameaçados – chocou e dividiu o Brasil. Mas também injetou uma sensação de urgência de vida ou morte nos movimentos de direitos que ela adotou.

Também ajudou a impulsionar as carreiras políticas das mulheres negras, incluindo três que agora se sentam na Câmara onde Marielle, até sua morte, ficou sozinha.

“Marielle ainda representa, mesmo que apenas na memória, uma ameaça ao status quo”, disse Renata da Silva Souza, ex-chefe de gabinete, que foi uma das mulheres negras eleitas para a Câmara Municipal no ano passado.

“Ela encarna as pessoas que podem ser mortas” no Brasil com impunidade, disse Souza.

Marielle Franco morreu no ano passado na noite de 14 de março no Rio de Janeiro, quando um atirador disparou várias balas no carro em que ela estava após sair de um evento de trabalho.

Ela foi morta instantaneamente. Assim como o motorista, Anderson Gomes.

Em poucos dias, Franco, 38 anos, uma estrela política ascendente de um partido socialista que tinha pouco reconhecimento de nome fora dos círculos políticos em sua cidade natal, tornou-se um símbolo global de resistência à crescente maré conservadora. O que tornou a matança particularmente chocante para muitos brasileiros foi o quão raro fenômeno ela era.

Nascida e criada na favela da Maré, um distrito de baixa renda no norte do Rio de Janeiro, Franco se tornou uma crítica à brutalidade policial e à negligência do governo em áreas pobres de sua cidade enquanto cursava mestrado em políticas públicas.

Ela então trabalhou por uma década na equipe de um vereador, ajudando-o a investigar milícias, grupos paramilitares altamente armados formados por ex-militares e policiais ativos, antes de montar uma candidatura bem-sucedida para seu próprio assento em 2016.

O auditório estava repleto de bandeiras do orgulho gay e gritos de alegria quando Franco fez seu discurso de posse em fevereiro de 2017, parecendo ao mesmo tempo radiante e um pouco surpresa com a atenção.

Ser negra, manter fortes laços com a favela onde foi criada e ser aberta em relação ao mesmo sexo fez com que Franco fosse única na política brasileira – e um modelo para as pessoas que não se vêem representadas em um sistema dominado por homens brancos.

“Ela foi uma inspiração”, disse Dani Monteiro, outra vereadora negra eleita após a morte de Franco. “De repente você não está mais invisível em um espaço onde sempre fomos invisíveis.”

Ao longo de sua vida, Dani Monteiro disse que se sentia cercada por pessoas brancas e de pele mais clara que instintivamente relegavam pessoas como ela ao segundo plano.

“As pessoas negras são úteis para servir café ou limpar o chão”, disse ela, descrevendo a sensação de exclusão que era uma constante em sua vida. “Se eles não fizerem isso, eles são criminosos.”

Durante seu mandato na Câmara, Franco condenou a decisão do governo federal de fazer a intervenção militar na Segurança no Estado e continuou a lutar contra a brutalidade policial e a presença de milícias no Rio.

Mas colegas e colegas ativistas dizem que não viram sinais de que seu trabalho político a colocasse em risco iminente.

Enquanto o choque sobre a morte diminuía, investigadores e aliados de Franco começaram a suspeitar que o crime havia sido realizado por milicianos.

“Milícias no Rio de Janeiro constituem hoje uma importante estrutura de poder com tentáculos em diferentes esferas de poder”, disse Pedro Strozenberg, ouvidor do Conselho Superior da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

Bolsonaro e seus filhos, que também são políticos, mantiveram-se em silêncio sobre o crime, o mais chocante assassinato político no Brasil em anos. Mônica Benício, companheira sobrevivente de Franco, disse que isso era preocupante, mas não surpreendente.

Seu silêncio, ela disse, é uma parte fundamental de um acerto de contas para o Brasil que é necessário, embora doloroso.

“Durante anos, vendemos uma imagem de cartão-postal do paraíso, o país do carnaval, de pessoas felizes e cordiais”, disse Benício. “A execução de Marielle e a eleição do atual presidente revelaram ao mundo que somos racistas, que somos sexistas, misóginos, homofóbicos”.

“Precisamos começar a lidar com isso”, disse ela. “Precisamos começar a desconstruir um sistema político que sempre foi dominado por homens brancos”.

Bolsonaro e seus filhos estão sob investigação sobre suas perspectivas e laços com as milíciasNo passado, o presidente defendeu as milícias como uma forma de impor uma ordem paralela mas de punho de ferro. Recentemente, no ano passado, ele disse em entrevista a uma rádio brasileira que as áreas controladas por esses grupos paramilitares “não têm violência”.

O grito ecoa nas ruas: "Quem mandou matar Marielle?"

A avenida Borges de Medeiros, no centro histórico de Porto Alegre, tornou-se rua Marielle Franco no anoitecer desta quinta-feira, 14 de março.
As palavras de ordem ecoaram pelos arcos do viaduto: “Quem mandou matar Marielle?”.
No ato que marcou um ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes,  milhares de militantes de  todas as idades e tendências diversas juntaram-se cidadãos sem bandeiras partidárias. Não foram ouvidas buzinas em protesto ao interrompimento do trânsito, e uma viatura da polícia militar seguiu o cortejo em silêncio.
A imagem do rosto de Marielle passou pela avenida como um estandarte.
Manifestações exigindo esclarecimentos e justiça ocorreram em todo o país e em diversas cidades do mundo.
“Os que mataram não imaginavam que as sementes de Marielle ocupariam as ruas quantas vezes fossem necessárias até conseguirmos justiça”, discursou em Porto Alegre a deputada federal Fernanda Melchionna, do Psol, mesmo partido de Marielle.

Atos e eventos clamando pela vida, pela democracia e pela justiça, se alastraram por várias cidades do Brasil e do mundo. Os eventos acontecem não apenas na data do crime, mas se estendem até a semana que vem, em várias cidades do planeta.
Confira agenda de atos por Marielle no Brasil e no mundo.
Praça Luís de Camões, em Lisboa

Em cidades como Lisboa, Buenos Aires, Berlim, Amsterdã, Genebra, Bolonha, Madri, Melbourne, Londres, Nova York, Boston, Los Angeles, Montreal, Ottawa e Montevidéu houve manifestações com o mesmo mote: “Quem mandou matar Marielle?”
O ex-candidato à presidência da República pelo Psol, Guilherme Boulos, também lembrou que o assassinato da vereadora completou um ano sem que se soubesse quem foram os mandantes do crime. “Há poucos dias identificaram os suspeitos do assassinato. Mas não basta saber quem apertou o gatilho. É preciso saber quem mandou matar Marielle” registrou. “É isso que este ato aqui em São Paulo e manifestações em todo o Brasil estão querendo saber.” Porque “a morte de Marielle foi um crime político”. 
O padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua, saudou a “coragem dos que enfrentam os poderosos e nunca ficam do lado dos que pisam nos pobres”. O religioso clamou para que a população defenda os oprimidos, como fazia a vereadora. “Defendam aqueles que são exterminados pelo preconceito e pela violência. Marielle está viva, Anderson (o motorista da vereadora, também morto em 14 de março de 2018) está vivo, junto com todos os que lutam.”

Monica Leal diz que prefeitura atrasa discussão do Plano Diretor na Câmara

Em palestra na Associação Comercial de Porto Alegre, na terça-feira,12, a presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Mônica Leal (PP) reconheceu atraso nas discussões para atualizar o Plano Diretor de Porto Alegre até 2020, como prevê a lei.

Lei maior da cidade, que regula a ocupação do espaço urbano em todo o município, o Plano Diretor é revisado a cada dez anos. O atual consumiu seis anos de discussão até ser aprovado em 2010. O novo, que tem que ser votado no ano que vem, ainda não entrou em pauta. E pelo que disse a presidente do Legislativo aos empresários dificilmente isso vai acontecer este ano.
A Prefeitura, segundo informou, ainda vai contratar uma consultoria para auxiliar no processo.

Celular forneceu a pista para polícia chegar aos assassinos de Marielle

Foram presos na madrugada desta terça-feira dois suspeitos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no Rio.
Ronnie Lessa, de 48 anos, sargento reformado da PM, teria sido o autor dos disparos.  Elcio Vieira de Queiroz, ex-PM expulso da corporação, o motorista do carro, um Cobalt prata, usado no atentado.
O crime completa um ano nesta quinta-feira, 14 de março de 2019.
Eram quatro horas da manhã quando uma força-tarefa da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado chegou ao endereço do ex-sargento Lessa,  na barra da Tijuca, no mesmo condomínio de classe média alta onde o presidente Jair Bolsonaro tem sua casa.
O presidente também aparece numa foto no Facebook do ex-PM Queiroz, o outro suspeito preso.
Segundo as duas promotoras, Simone Sibilio e Letícia Emile, que comandam as investigações, o crime foi “meticulosamente” planejado durante três meses.
Além das prisões, a operação realiza mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para recolher documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos.
A principal prova colhida pelos investigadores saiu da quebra do sigilo dos telefones celulares dos dois suspeitos.
Ao verificar os arquivos acessados por Lessa pelo celular, antes do crime, armazenados na “nuvem” (dados que ficam guardados em servidor externo e podem ser vistos remotamente), eles descobriram que o suspeito monitorava a agenda de eventos de que Marielle participava.
A polícia descobriu que Lessa usava na época do crime um telefone “bucha” (comprado com o CPF de terceiros, para não ser rastreado).
Já o aparelho registrado na operadora telefônica em nome do próprio sargento foi usado no dia do crime por uma mulher em um bairro da Zona Sul. Foi, segundo os investigadores, uma tentativa de despistar a polícia.
Para chegar ao celular “bucha” usado pelo PM no local do crime, os investigadores  fizerem o que chamam de “triangulação de antenas”, ou seja, levantar as ERBs da região do crime.
O resultado deste levantamento dos telefones ligados na região onde a vereadora passou, da saída da Câmara dos Vereadores até o local da emboscada, no Estácio, gerou uma extensa lista. “Era como achar uma agulha no palheiro”.
Por vários meses, os técnicos da polícia trabalharam na pesquisa.
Uma imagem de câmeras de segurança da Rua dos Inválidos, no Centro, no dia  do crime, foi decisiva na identificação.
A imagem mostra um ponto luminoso (que seria um celular ligado) dentro do Cobalt prata dos executores. O carro deles estava estacionado perto da Casa das Pretas, onde Marielle participava como mediadora de um debate.
Com o registro do horário que o possível aparelho estava em uso, a polícia fez uma nova triagem na lista de celulares já existente até descobrir que um destes telefones fez contato com uma pessoa relacionada a Lessa. Daí, a polícia partiu para buscar os dados na nuvem do policial.
Além da interceptação dos dados digitais dos suspeitos,  também num trabalho de inteligência e de depoimentos de informantes, inclusive presos no sistema carcerário, levaram aos criminosos
Falta ainda, segundo os investigadores, identificar uma terceira pessoa que segundo todos os indícios estava dentro do veículo dos assassinos.
Também reforçou a suspeita sobre o sargento Lessa, o atentado que ele sofreu no dia 27 de abril, no mês seguinte ao crime. Ele e um amigo bombeiro foram baleados no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
Um homem de motocicleta teria abordado o carro onde viajavam, mas os dois reagiram e balearam o criminoso, que fugiu.
Na época, a Polícia Civil considerou uma tentativa de assalto. Mas os investigadores do caso Marielle consideraram a hipótese de uma tentativa de queima de arquivo.
Lessa, baleado, foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas teria deixado logo a unidade sem prestar esclarecimentos.
Em 2009, Lessa foi vítima de um atentado, em Bento Ribeiro, quando uma bomba explodiu dentro da Toyota Hillux blindada que dirigia. Ele escapou da morte, mas perdeu uma das pernas, e desde então usa uma prótese.
Mas ele era considerado ficha limpa, sem ter sido investigado em  nenhum momento.
Ronnie Lessa, no entanto, era conhecido nos meios policias. Tinha fama de exímio atirador, associada a crimes de mando pela eficiência no gatilho e pela frieza na ação.
Egresso dos quadros do Exército, entrou para a Polícia Militar do Rio em 1992, atuando principalmente no 9º BPM (Rocha Miranda), até virar adido da Polícia Civil, trabalhando na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), na Delegacia de Repressão à Roubo de Cargas (DRFC) e na extinta Divisão de Capturas da Polinter Sul.
A experiência como adido na Polícia Civil foi o motor da carreira mercenária de Lessa, segundo os investigadores.
A polícia trabalha agora para identificar o mandante ou mandantes do crime.
(Com informações do G1 e Extra)

Fantasia inspirada nos depósitos de Queiroz vence concurso no Rio

A fantasia do caixa eletrônico e 48 envelopes para depósito foi a mais votada pelos leitores e ganhou o tradicional Concurso de Fantasia Serpentina de Ouro, do jornal o Globo, no Rio. GLOBO.
A inspiração da fantasia são as “movimentações financeiras atípicas” de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
A ideia foi do professor Faber Paganoto, a partir de um meme no Twitter que dizia: ” somos todos depósitos do Bolsonaro”.

— A escala da fantasia deu uma dimensão maior do problema. Acho que por isso a fantasia fez tanto sucesso — conta o professor.
Para o concurso, foram selecionadas dez fantasias entre as inscritas no Instagram e  as selecionadas nas ruas pela equipe de repórteres que fez a cobertura do carnaval de rua no Rio. A votação foi feita pelos leitores no site do  jornal.

Guru dos Bolsonaro diz que "governo está repleto de inimigos do presidente"

Apontado como “guru” da família Bolsonaro, o professor Olavo de Carvalho trouxe a público uma crise no interior do governo de Jair Bolsonaro.

Em post em sua página no Facebook, Carvalho recomendou aos alunos de seu curso online a deixarem o governo, no MEC específicamente, onde sua influência começa pelo ministro Vélez Rodrigues, que foi indicado por ele.
A recomendação também aparece na conta de Twitter atribuída ao ideólogo:
Jamais gostei da ideia de meus alunos ocuparem cargos no governo, mas, como eles se entusiasmaram com a ascensão do Bolsonaro e imaginaram que em determinados postos poderiam fazer algo de bom pelo país, achei cruel destruir essa ilusão num primeiro momento. Mas agora já não posso me calar mais. Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo — umas poucas dezenas, creio eu — deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar à sua vida de estudos”. 
O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles”, escreveu..
Em seguida em novos tuítes, Olavo diz que “oficiais militares induzem o ministro Velez a tomar atitudes erradas e depois lançam a culpa nos meus alunos”. “São trapaceiros e covardes”.

Ressalvou, porém, que “nenhum Olavette” havia, até então, sido demitido do Ministério da Educação. “Foram apenas transferidos para cargos politicamente inócuos”.
Ainda no sábado, o assessor especial do Ministerio da Educação, Silvio Grimaldo, um dos ex-alunos de Olavo de Carvalho, disse que há um “expurgo” em andamento no setor.

Em sua página no Facebook, Grimaldo, um dos prováveis exonerados, afirmou: “O expurgo de alunos do Olavo de Carvalho do MEC é a maior traição dentro do governo Bolsonaro que se viu até agora. Nem as trairagens do Mourão ou do Bibiano chegaram a esse nível”.

O traidor seria o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, indicado para o cargo por Olavo.
Além de Grimaldo, Tiago Tondinelli, advogado e também ex-aluno de Olavo de Carvalho, deverá deixar o cargo de chefe de gabinete do ministério.
Tondinelli era uma das pessoas mais próximas de Vélez Rodríguez, até o momento.
Ao contrário de Grimaldo, ele não quis comentar a sua saída. Disse, apenas, que ela estava prevista já antes dos comentários de Olavo de Carvalho e que a razão era pessoal.
(Com informações da revista Forum)

Marca das gestões petistas, Baile da Cidade volta ao parque da Redenção

Mais de 30 mil pessoas participaram do último dos bailes públicos no Parque da Redenção em 2012, comemorando os 240 anos de Porto Alegre.
A Banda Municipal interpretou músicas que se tornaram hinos da cidade, na voz dos seguintes convidados:
-Kleiton & Kledir, com “Deu Pra Ti”,
-Nei Lisboa (“Berlim Bom Fim”),
-Bebeto Alves (“Pegadas”),
-Isabella Fogaça (“Porto Alegre é Demais”),
Gelson Oliveira (“Ramilonga”),
Raul Ellwanger (“Pealo de Sangue”),
Vitor Hugo (“Horizontes”), Gisele de Santi (“Menino Deus”),
Cigano (“Porto City”),
Lourdes Rodrigues (“Alto da Bronze”),
Ângela Jobim (“Rua da Praia”)
Lucia Helena (“Porto dos Casais”).
O “Baile da Cidade”, no canteiro central do Parque da Redenção, foi criado quase de improviso nos primeiros meses da gestão de Olívio Dutra, em 1989. Foi um sucesso e tornou-se uma marca dos governos petistas.
Era organizado pela Secretaria da Cultura e envolvia todos os grupos e músicos locais para a grande festa popular do aniversário da cidade.
O sucesso era tal que  o “Baile da Cidade” aberto ao público no principal parque da cidade atravessou os dois mandatos de José Fogaça, que chegou à prefeitura com a bandeira anti-petista.

Fortunati e o secretário de Cultura, Sérgius Gonzaga no ultimo baile no parque, em 2012
Quase uma instituição, já com 23 anos, o Baile da Cidade, só foi sofrer intervenção no segundo mandato de José Fortunati que, em 2013,  transferiu-o para a Usina do Gasômetro, onde ficou dois anos. Em 2015, passou para o Largo Glênio Peres, onde morreu.
“Chegou a vez da prefeitura devolver um dos mais tradicionais eventos à população”, disse o secretário municipal de Cultura, Luciano Alabarse,  que compara o baile no parque ao reveillon na nova orla.
Ele espera recuperar aquele público que chegou a 30 mil pessoas no último baile no parque.

O último baile no parque.  Fotos de Luciano Lanes/PMPA
O início da programação musical está marcado para as 18h do próximo dia 23 de março (sábado), com animação do DJ Kbção até a meia-noite. A entrada é franca.
A prefeitura esclarece que “como haverá patrocínio da iniciativa privada”, não terá despesas com o evento.
A organização do baile está a cargo da empresa Best Entretenimento (dos empresários Pinheiro Neto e Sandro Sant’Anna), com parceria da Bá Pizzas e Erva-Mate Tchê.
Será montada uma estrutura com palco de 16 metros de largura, camarins e banheiros, além de duas praças de alimentação.
A partir das 14h, haverá uma unidade móvel do Hospital de Pronto Socorro para serviços de emergência.
A segurança será garantida pela Brigada Militar e a Guarda Municipal.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
Sábado, 23 de março
Local: Parque da Redenção
Entrada franca
Música
18h – André Scheid
19h – Rodrigo Ferrari
20h15- Tchê Barbaridade
22h – Cia. Show 4
(Com informações da Assessoria)

CPI da Ponte vai investigar reforma que já custou R$ 764 milhões

Foi instalada na quarta-feira (27/02) a CPI da Ponte Hercílio Luz, que vai investigar os gastos com a reforma do “Cartão Postal de Florianópolis”.
A obra já se arrasta por 28 anos e consumiu R$ 764 milhões dos cofres públicos.
Dezoito alterações entre contratos e aditivos já ocorreram, com troca de empresas e mudança de projeto.
A ponte foi interditada em 1982, reaberta para pedestres e bicicletas em 1986 e fechada definitivamente em 1991, para reforma.
A reforma, porém,  só começou 14 anos depois e, neste ano,  a ponte vai completar 15 anos em obras, com diversas paralisações e trocas de empresas.
Em março de 2016, uma nova empresa, o Grupo Teixeira Duarte, assumiu a obra comprometendo-se com um prazo de 30 meses e conclusão no segundo semestre de 2018.
Num seminário quinta-feira na Assembléia, o engenheiro responsável pela obra, Wenceslau Diotallevi, disse que a ponte está pronta.
O que falta decidir agora é qual vai ser o uso dela: está em condições de receber qualquer tipo de veículo (“o que passa na ponte de Laguna passa na Hercilio Luz”, disse o engenheiro. Mas há movimentos comunitários que defendem que a ponte integre uma rota turística, para pedestres, ciclistas e veículos leves.
O deputado Marcos Vieira (PSDB) foi eleito para a presidência da CPI e relator será Bruno Souza (PSB), que propôs a CPI.
A comissão tem nove deputados indicados pelos partidos e blocos: Fernando Krelling e Jerry Comper (MDB); Jessé Lopes e Sargento Lima (PSL), indicados pelo Bloco Social Liberal (PR e PSL); Marcos Vieira (PSDB) e Kennedy Nunes (PSD), indicados pelo Bloco Social Democrático (PSD, PDT, PSDB e PSC); João Amin (PP) e Bruno Souza (PSB), indicados pelo Bloco PP-PSB-PRB-PV, e Luciane Carminatti (PT).