Autor: da Redação

  • Segunda condenação reforça Lula como líder da oposição ao governo Bolsonaro

    Lula está preso na Polícia Federal em Curitiba desde abril do ano passado.
    Cumpriu dez meses de uma sentença que o condenou a nove anos e meio de prisão no processo referente ao tríplex do Guarujá (SP) que, ele sustenta, nunca foi seu.
    A segunda condenação, expedida nesta quarta-feira, 6, pede mais 12 anos e 11 meses de prisão para o ex-presidente, no processo sobre o sítio de Atibaia (SP), que ele também nega que seja seu.
    Esta segunda sentença, é da juíza Gabriela Hardt, que substitui temporariamente o juiz Sérgio Moro, agora ministro da Justiça.
    O ex-presidente foi enquadrado nos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
    A nova condenação não tem efeito prático imediato para a situação do líder petista. Sua defesa ainda pode recorrer. 
    O efeito é político e se irradia em várias direções.
    De um lado, a questão da prisão após condenação em segunda instância, quando ainda cabem recursos. O tema é controverso e o Supremo Tribunal Federal (STF) terá que se pronunciar sobre ele, porque se choca com a Constituição
    O agora ministro da Justiça, Sérgio Moro, quer consagrar o princípio da prisão já em segunda instância em seu “pacote anti-crime”. Esse, no entanto, tende a ser um dos pontos que pode fazer o pacote patinar no Congresso. E aí, o TSF terá que entrar em cena.
    Em outra direção, os efeitos da condenação favorecem a situação política de Lula.
    Em primeiro lugar, acendem a militância que já está promovendo manifestações no país inteiro.
    Uma segunda condenação, nos termos em que se apresenta, sem provas cabais, dá força à tese de que é um caso de perseguição política.
    “Lula não é um preso político, Lula é um refém”, disse o advogado Luís Eduardo Greenhalgh, um dos defensores do ex-presidente.
    Lula volta às ruas e manchetes e, mais importante, volta a ter destaque no cenário internacional como líder da oposição ao governo Bolsonaro.

    Réus podem apelar em liberdade
    Em sua decisão, juíza Hardt destaca que a culpabilidade de Lula “é elevada”.
    “O condenado recebeu vantagem indevida em decorrência do cargo de Presidente da República, de quem se exige um comportamento exemplar enquanto maior mandatário da República”, escreveu a juíza.
    “A prática do crime corrupção só nos quatro contratos citados na presente denúncia envolveu a destinação R$ 85.431.010,22 ao núcleo de sustentação da Diretoria de Serviços da Petrobrás – diretoria vinculada ao Partido dos Trabalhadores”, diz o texto da condenação.
    Segundo Hardt, “o crime foi praticado em um esquema criminoso mais amplo no qual o pagamento de propinas havia se tornado rotina”.
    Lula foi condenado uma vez por corrupção ativa, “pelo recebimento de propinas em prol do Partido dos Trabalhadores pagas pela Odebrecht”, e duas vezes pelo crime de corrupção passiva, “pelo recebimento de R$ 700 mil em vantagens indevidas da Odebrecht” e “pelo recebimento de R$ 170 mil em vantagens indevidas da OAS”.
    Já pelo crime de lavagem de dinheiro, Lula foi condenado duas vezes: pela “reforma feita pela Odebrecht no sítio” e pela “reforma feita pela OAS no sítio”.
    O Ministério Público, na denúncia, acusou o ex-presidente de ter recebido 1,02 milhões de reais através das obras do sítio feitas pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Schanin. Segundo a acusação, o imóvel pertencia a Lula, algo que o petista sempre negou e cuja posse atribuía a um amigo.
    Segundo Gabriela Hardt, “restou amplamente comprovado pela instrução dos autos que a família do ex-presidente Lula era frequentadora assídua no imóvel, bem como que o usufruiu como se dona fosse, inclusive mais do que seu proprietário formal, Fernando Bittar. Este inclusive confirmou que este fato ocorreu ao menos a partir de 2012”.
    “Portanto”, escreve a juíza, “sendo proprietário ou não do imóvel, é fato incontroverso que foram efetuadas reformas e comprados objetos para atender interesses de Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família”.
    Junto com Lula, foram condenadas outras 11 pessoas, entre elas Emílio e Marcelo Odebrecht, pai e filho responsáveis pela condução da empreiteira que leva seu sobrenome.
    A juíza não decretou nenhuma prisão a partir das condenações. “Assim, os réus poderão apelar em liberdade ante a ausência de elementos para a decretação da prisão preventiva. Por óbvio, a situação dos réus presos por outras condenações não se altera neste momento em razão desta sentença”, explica Hardt na decisão.
    A defesa do ex-presidente informou que vai recorrer de uma decisão condenatória “que atenta aos mais basilares parâmetros jurídicos e reforça o uso perverso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, prática que reputamos como ‘lawfare”.
    Na nota, o advogado Cristiano Zanin diz que “a sentença segue a mesma linha da sentença proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula sem ele ter praticado qualquer ato de ofício vinculado ao recebimento de vantagens indevidas, vale dizer, sem ter praticado o crime de corrupção que lhe foi imputado”.
    Segundo Zanin, “uma vez mais a Justiça Federal de Curitiba atribuiu responsabilidade criminal ao ex-presidente tendo por base uma acusação que envolve um imóvel do qual ele não é o proprietário, um ‘caixa geral’ e outras narrativas acusatórias referenciadas apenas por delatores generosamente beneficiados”.
    Ato com Haddad em São Paulo
    Em ato pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, Fernando Haddad, falou da parcialidade da Justiça Federal:

    “Estou falando como um cidadão preocupado com os destino do país, que não quer ver o desrespeito à imparcialidade da Justiça”, disse Haddad. Ele lembrou, em primeiro lugar, que Lula foi impedido de assumir o cargo de ministro da Casa Civil (pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em 2016).
    “Queremos justiça, que toda decisão de um juiz seja baseada em provas, não em convicções.”
    Haddad também mencionou que o ex-presidente teve sigilos quebrados sem autorização judicial, foi conduzido coercitivamente a prestar depoimento “sem ter resistido a um único chamado da Justiça” (em março de 2016) e, por último, foi impedido de enterrar o seu irmão, Vavá, que morreu na semana passada.
    “Num ano em que mais de 170 mil presos foram autorizados a enterrar os seus parentes. Por que existe direito para todo mundo e um Direito só para o Lula?”
    Se o petista, preso em Curitiba desde 7 de abril do ano passado, está impedido de dar entrevista até por escrito, “alguma coisa está muito errada”, disse Haddad.
    “O Lula é investigado há 40 anos. Se a justiça tivesse trazido a público uma conta em dólar no exterior, uma mala de dinheiro, ou um ato dele, do presidente da República, se demonstrasse cabalmente que ele contrariou claramente o interesse nacional em proveito de alguém, ninguém estaria aqui hoje”, acrescentou.
    “Seríamos solidários, mas não estaríamos pedindo uma revisão dessa decisão. Se cometeu um erro, paga, de acordo com a lei, mas nos limites da lei. Não existe prisão perpétua no Brasil, por exemplo. Não vemos no processo um ato dele que contrariasse o interesse nacional ou público.”
    O ex-prefeito paulistano afirmou que os advogados do ex-presidente vão recorrer nacional e internacionalmente “a todos os fóruns abertos a nossa provocação, porque estamos pedindo justiça, não estamos pedindo injustiça”.
    Participaram do ato em São Paulo inúmeras lideranças petistas e de movimentos sociais, como o ex-senador e atual vereador Eduardo Suplicy, o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, presidente estadual do PT, o coordenador da Frente Brasil Popular Raimundo Bonfim e o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), entre outros.
    Em Curitiba
    Na capital paranaense, os senadores Humberto Costa (PE) e Jaques Wagner (BA) falaram à imprensa, após visita a Lula. “Ao fim e ao cabo, as pessoas querem destruir o legado do PT. Política é isso mesmo, são ondas. Estamos vivendo uma onda conservadora aqui e no mundo”, disse Wagner. “Estou falando de onda conservadora do ponto de vista de valores. É só olhar o ministério do atual presidente.”
    Para ele, essa onda, que também “está pouco se importando com a pobreza”, vai pouco a pouco se dissipar. “Isso vai acabar aparecendo na cabeça do povo. Já deve ter muita gente desiludida. E a cada mês que passa vai aumentar.”
    Perguntado sobre o tema, Wagner disse que não pode prever o que o Supremo Tribunal Federal poderá decidir em 10 de abril, quando deve julgar as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44, sobre prisão após condenação em segunda instância. Caso o tribunal reverta a atual jurisprudência e entenda que o condenado só pode ser preso após decisão dos tribunais superiores, Lula seria solto.
    Apesar de tudo, segundo o senador Humberto Costa, Lula “está muito bem disposto”. “Pela segunda vez foi condenado num processo cheio de fragilidades, onde a própria pessoa que julga diz que as razões definitivas para que ele fosse condenado são um tanto indeterminadas.”
    O senador por Pernambuco afirmou que Lula “tem convicção de que mais cedo ou mais tarde a justiça deve se fazer”. “Esperamos que nos tribunais superiores a justiça possa ser feita”, concluiu.
    Manifestações programadas
    Quinta (7)
    Porto Alegre
    Local: Esquina Democrática
    Horário: 12h
    São Paulo
    Local: Diretório Nacional do PT – R. Silveira Martins, 132, Sé – próximo ao metrô Sé.
    Horário: 17h
    Curitiba
    Local: Vigília Lula Livre
    Horário: 17h
    Florianópolis
    Local: Em frente à Catedral – Centro de Florianópolis
    Horário: 16h
    Cuiabá
    Local: PT-MT – Rua Estevão Alves Corrêa, 197, Santa Helena
    Horário: 18h30
    Belo Horizonte
    Local: Praça Sete de Setembro
    Horário: 17h
    Palmas
    Local: Sede do Diretório Estadual – 106 Norte – Alameda 17, Lote 35
    Horário: 18h
    Sexta-feira (8)
    Recife
    Local: Armazém do Campo – Av. Martins de Barros, 387
    Horário: 14h
    Vitória
    Local: Praça Vermelha – Centro
    Horário: 14h
    Campo Grande
    Local: Sede do PT – Rua das Graças, 2320 B – Santa Fé
    Horário: 18h
    Campina Grande (PB)
    Local: STIUP – Rua Taváres Cavalcante, 199 – centro
    Horário: 17h
    Aracaju
    Local: Sede do PT Sergipe – Av. Barão de Maruim, 704
    Horário: 18h
    Sábado (9)
    Maceió
    Local: Clube Fenix
    Horário: 20h
    Macapá
    Local: Sede Campestre do Sindsep
    Horário: 19h
    Ribeirão Preto (SP)
    Local: Av. Santa Luzia, 120 – Sumaré
    Horário: 18h
    São José dos Campos (SP)
    Local: Espaço Kita Oka (Av. Paulista, 3 – Jardim Esplanada)
    Horário: 12h
    Uberlândia (MG)
    Local: Sede do PT – Rua Cruzeiro dos Peixotos, 817
    Horário: 12h
     

  • Cais Mauá terá área de lazer aberta ao público no final de março

    O prefeito Nelson Marchezan Júnior anunciou em palestra na Associação Comercial de Porto Alegre, que parte da área de dois hectares do Cais Mauá, ao lado da à Usina do Gasômetro, será aberta ao público em 26 de março, aniversário da Capital Gaúcha.

    O espaço contará com estacionamento para 600 veículos, áreas de gastronomia, quadras de beach tênis e bancos para apreciar o pôr do sol.

    Será temporário, por quatro anos, até que todos os armazéns sejam revitalizados e se chegue à execução do projeto original, que prevê shopping e torres comerciais.

    Com a entrega da primeira fase, a expectativa é que seja criada uma demanda que facilite a comercialização mais acelerada dos armazéns e do projeto completo.

    Para o diretor-presidente do Consórcio Cais Mauá, Eduardo Luzardo, existe uma expectativa da população de Porto Alegre pela abertura dos portões do Cais Mauá.

    “Uma pesquisa mostra que 99% da população nunca entrou na área dos armazéns. Por isso, nossa preocupação de entregar esse projeto piloto o mais rápido possível.”

    Atualmente, o objetivo do Consócio Cais Mauá é a captação de recursos de investidores. “Depois de tantos anos o projeto ficou desacreditado, mas a força da prefeitura e do governo Estado acelerou o processo”, afirma Luzardo.

    Sua expectativa inicial é que dentro do prazo de quatro anos, obtenha recursos junto a empresas privadas para a restauração dos armazéns do cais, que é a primeira fase.

    Depois dessa etapa será feita a captação de recursos para a viabilização de um shopping center na área a lado da Usina do Gasômetro, que poderá ser no modelo a céu aberto.

    Um shopping naquele local é muito contestado pelos críticos do projeto Cais Mauá. Além disso, serão captados recursos também para a construção de duas torres comerciais do outro lado do Cais, próximas da Rodoviária.

  • Polícia do Ceará diz que desmantelou "Tribunal do crime"

    Um agente penintenciário foi preso e outras cinco pessoas capturadas numa operação da Polícia Civil e com o apoio de outras forças de segurança que desarticulou um “tribunal do crime” num condomínio de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (7).
    O agente, identificado como Paulo Rodrigues da Silva, foi detido em um dos apartamentos do Condomínio José Lino da Silveira, no bairro Planalto Horizonte, dominado pela facção criminosa Guardiões do Estado (GDE).
    “A participação dele vai ser apurada no final do procedimento. Hoje adianto que ele foi pego com arma de uso restrito, celulares, chips e uma quantidade de entorpecentes“, disse o Delegado Titular de Horizonte, Ed Carlos Sousa Lima.
    O agente penitenciário foi transferido para a Delegacia de Assuntos Internos.

    Carandiru

    Segundo a polícia, o condomínio que é conhecido como Carandiru, e era usado pelas lideranças da facção para fazer julgamentos, torturas e execução das vítimas.
    A Delegacia de Horizonte conseguiu um mandado coletivo de busca e apreensão para mais de 900 apartamentos.
    A polícia civil iniciou a operação porque teve a informação de que os criminosos estavam se preparando para atacar o Fórum de Horizonte.
    A ação é a continuidade de uma operação deflagrada há três semanas, durante a onda de ataques criminosos no Ceará, em janeiro. Segundo os agentes, com os detidos desta quinta-feira, já foram capturadas 12 pessoas, sendo oito por envolvimento com a fação criminosa e quatro por crimes ambientais. Do total, três são adolescentes.
    A operação teve a participação de 300 policiais e foi planejada e executada pela Coordenadoria de Polícia (Copol) da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), além da Diretoria Técnica Operacional (DTO).
    Apoiaram a ação a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Perícia Forense do Estado (Pefoce) e a Força Nacional, com 30 viaturas e um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).
    (com informações do Diário do Nordeste)

  • Dívidas acumuladas pelo governo gaúcho superam os R$ 110 bilhões

    Em documento entregue à Assembleia Legislativa nesta terça-feira, o governador Eduardo Leite estima em mais de R$ 110 bilhões o passivo que pesa sobre o governo do Rio Grande do Sul.
    As principais rubricas destacadas por Leite  são:
    -Restos a Pagar de pessoal e fornecedores, somados aos valores não pagos de dívida à União, de R$ 15 bilhões;
    -Divida com precatórios vencidos e saques de depósitos juriciais: R$ 26 bilhões
    -Dívida com a União e com instituições financeiras: R$ 72,3 bilhões
    Somados os três principais itens do passivo estadual chegam a R$ 113,3 bilhões.
    “Estamos aqui, um novo governo e um novo Parlamento, que alimentam novas esperanças, mas o que a população deseja mesmo é um novo futuro”, disse o governador em sua mensagem.
    Ainda esta semana, o governo deve propor uma Emenda à Constituição (PEC) retirando a exigência de plebiscito para a venda ou federalização de CEEE, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás.
    A privatização das empresas é considerada vital para a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, primeiro passo para a busca do equilíbrio fiscal.
    “Um plebiscito joga para uma decisão da massa um tema complexo, que necessita análise de custos operacionais, de oportunidades de mercado, de alterações tecnológicas. Lança para a decisão de todos e, consequentemente, para a responsabilidade direta de ninguém”, defendeu o governador na tribuna.
     

     

  • Demissão do ministro do Turismo é mera formalidade, afirma Onix

    A demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio,  publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6), rendeu manchetes sensacionalistas mas é um fato irrelevante.
    Antônio, cujo nome de batismo é Marcelo Henrique Teixeira Dias, foi reeleito deputado federal pelo PSL de Minas Gerais no ano passado, com a maior votação do Estado: 230.008 votos.
    O decreto não traz justificativas para a medida, mas o chefe da Casa Civil Onix Lorenzoni esclareceu que a demissão é uma formalidade, para que  Alvaro Antônio tome posse na Câmara Federal.

    Ele é um dos quatro ministros de Bolsonaro que também é deputado e o único que ainda não havia sido exonerado pelo presidente para tomar posse no mandato de parlamentar.

    Os outros três ministros – Onyx Lorenzoni (DEM-RS), da Casa Civil; Tereza Cristina (DEM-MS), da Agricultura; Osmar Terra (MDB-RS), da Cidadania – foram exonerados para tomar posse e já foram nomeados novamente.

    Antônio está sob pressão desde segunda-feira, quando uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo denunciou um esquema de lançamento de candidaturas laranja com o objetivo de desviar recursos eleitorais do Fundo Partidário e beneficiar empresas relacionadas ao seu gabinete.
    Em sua conta no Twitter, Antônio afirmou, na segunda-feira, que foi “alvo de uma matéria que deturpa os fatos e traz denúncias vazias“.
    “Reforço que a distribuição do Fundo Partidário do PSL cumpriu rigorosamente o que determina a lei. Todas as contratações da minha campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”, acrescentou.

  • Ceará: atentado interrompe trégua que não completou uma semana

    Um caminhão com mercadorias foi incendiado na madrugada desta segunda-feira, 4, no bairro Álvaro Weyne, em Fortaleza.

    O veículo, que carregava trigo, estava estacionado na rua Teodomiro de Castro.

    O atentado interrompeu a trégua, que não chegou a completar uma semana, na guerra que o governo estadual deflagrou para reduzir o poder das facções criminosas a partir dos presídios.

    Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio ocorreu por volta das 2h55min. O fogo destruiu completamente o caminhão, que tinha placa de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza).

    A onda de violência no Ceará, iniciada dia 2, durou quase todo o mês de janeiro. O último ataque havia sido registrado na terça-feira, 29, quando um ônibus foi incendiado no bairro Jangurussu.

    Em nota, a Secretaria de Segurança informou que a situação está sob controle e que atos isolados revelam desespero dos criminosos.
    (Com informações de O Povo)

  • Burocracia enquadra o carnaval de rua em Porto Alegre: só pode sambar quem tem licença

    O Carnaval de Rua de Porto Alegre terá 26 blocos habilitados a desfilar neste ano. .
    A lista dos “habilitados” já foi publicada no Diário Oficial do Município, mas ainda há recursos em julgamento.
    O carnaval de rua 2019 começa no dia 16 de fevereiro e segue até o dia 24 de março, todos os desfiles devem acontecer entre 8h e 21h.
    O calendário a ser divulgado posteriormente pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC), inclui também os circuitos centralizados e os eventos do carnaval do circuito comunitário-descentralizado.
    Blocos habilitados:
    – Gonhas da Folia
    – Panteras do Samba
    – Galo do Porto
    – Areal da Baronesa do Futuro
    – Os Dinobicos
    – Bloco da Malvina
    – Puxa que é Peruca
    – As Cores da Cidade
    – Olha o Passarinho do Mário
    – Maria do Bairro
    – Bloco do Isopor
    – Império da Lã
    – Bloco do Bartira
    – Ai, que Saudade do meu Ex
    – Rua do Perdão
    – Banda DK
    – Cia. do Trago
    – Filhos do Cumpadi Washington
    – As Virgens do Bolinha
    – Afro Tchê
    – Bloco do OP
    – Bloco B Loukos
    – Tem Tudo Para Dar Errado
    – Bloco do Guerreiro
    – Deixa Falar
    – Ziriguidum Batucada Social

  • Quem quer adotar um cavalo? Quinze estão disponíveis no abrigo da EPTC

    Mais dois cavalos abandonados nas ruas de Porto Alegre foram recolhidos na semana passada por agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
    Os animais apresentavam sinais de maus-tratos, sendo uma égua com fratura na paleta e um macho com ferimentos em uma das patas.
    Eles estão no abrigo da EPTC, localizado na zona Sul, onde recebem tratamento veterinário, além de alimentação adequada.
    Atualmente, o abrigo conta com 26 cavalos acolhidos, sendo 15 deles considerados aptos para adoção.
    Os pedidos para adoção podem acontecer pessoalmente no Setor de Atendimento ao Cidadão da EPTC, localizado na avenida Erico Veríssimo, 100, em frente ao Ginásio Tesourinha, de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h.
    Os interessados entram em uma lista de espera.
    Denúncias sobre cavalos que sofrem maus-tratos na via, ou abandonados nas vias da cidade, podem ser encaminhadas pelos fones 156 e 118.
    A área de acolhimento de animais recolhidos pela EPTC fica localizada na Estrada Chapéu do Sol, 2.400, região sul de Porto Alegre.

  • Produtos da colônia invadem a praia em Torres

    Até domingo (03/02) quem for a praia em Torres  poderá conhecer
    o que de melhor é produzido nas propriedades rurais no interior do Estado na
    Feira Estadual da Agricultura Familiar, na Praça XV de Novembro.
    Neste sábado (02/02), a feira funciona das 12h às 24h, e no domingo das 10 às 17h.
    Ao todo participam 36 famílias de agricultores, de 27 municípios, que
    produzem compotas, conservas, vinhos, panificados, ovos, mel, linguiça,
    salame, queijos e outros derivados de leite, cachaça, geleias, biscoitos, flores,
    erva-mate, entre muitos outros produtos, além de flores.
    Deste total, três empreendimentos são de Torres: Mulheres em Ação, Orquisel e Afarve.
    Este é o primeiro ano que o Grupo de Artesanato Rural em Bananeira e
    Porongo Mulheres Rurais em Ação, de Torres, participa da Feira.
    O grupo é composto de sete mulheres que moram no meio-rural. Elas são produtoras e
    fazem artesanato para comercializar com a intenção de agregar renda e
    resgatar este tipo de artesanato que não é mais produzido no litoral.
    “Este é um trabalho que vem sendo desenvolvido há dois anos, desde a organização das pessoas, promoção de cursos com matéria-prima rural, participação em feiras e
    eventos municipais e que está culminando com esta feira estadual”, explica a
    extensionista da Emater/RS-Ascar em Torres, Sônia Cruz.
    Além do grupo, existem agricultores que percorreram muitos quilômetros para
    mostrar seus produtos aos consumidores como é o caso da família de Miguel
    Sobucki, de Sete de Setembro, que andou mais de 700 quilômetros até Torres
    para ofertar aos consumidores conservas, sucos e polpas de butiá, jabuticaba,
    pitanga, uvaia e de outras frutas.
    Para a diretora administrativa da Emater/RS, Silvana Dalmás, as feiras são o momento de colher os resultados de um trabalho que, às vezes, leva anos até que a agroindústria consiga se regularizar.
    “Tanto para Emater, que acompanha todo este processo, quanto para o próprio agricultor, estas feiras representam o coroamento deste esforço e eles têm o produto deles em contato direto com o consumidor. Além disto, é uma oportunidade para o
    agricultor buscar novos mercados”, ressalta Silvana.
    A diretora comenta ainda a importância de as entidades trabalharem em
    conjunto: “Com a união de todos, foi possível, por exemplo, conseguir a flexibilização da legislação, no ano passado, para facilitar a adesão das prefeituras ao sistema, permitindo que as agroindústrias possam comercializar em todo o Estado e não apenas no município”, esclarece.
    Segundo Silvana, este trabalho de flexibilização foi realizado em conjunto, sem
    que se abrisse mão das exigências ambientais, sanitárias e tributárias,
    garantindo aos consumidores produtos de qualidade.
    “Em seis anos de Susaf havia 30 prefeituras habilitadas e em seis meses de flexibilização, este número passou para 80”, completa.
    A feira é promovida pela Emater/RS-Ascar, Fetag/RS, Sindicato dos
    Trabalhadores Rurais de Torres e Prefeitura.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Lara na posse: "É preciso abrir a Caixa Preta dos incentivos fiscais"

    Luís Augusto Barcellos Lara,de 50 anos, natural de Bagé tomou posse nesta quinta-feira como 67º presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
    Lara, de 50 anos, cumpre o sexto mandato como deputado estadual, reeleito com 56.396 votos pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
    Sua base eleitoral, Bagé, lhe deu a maioria dos votos (20.836), seguida de municípios da região como Dom Pedrito (6.298) e Rosário do Sul (1.611). Registrou muitos votos também em Porto Alegre (2.642) e Pelotas (1.747).
    Na última legislatura, Lara dedicou-se ao estudo detalhado da crise das finanças públicas no Rio Grande do Sul, que tem como consequência final a precarização dos serviços públicos essenciais como saúde, segurança, sem falar na falta de investimentos para gerar emprego.
    Bacharel em Direito, Lara fez da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, que presidiu durante duas oportunidades nos últimos quatro anos, “uma trincheira para vasculhar os vazamentos que tornam o orçamento do Estado incapaz de ordenar as receitas e direcionar as despesas para o que é essencial”.
    Sua conclusão: “É preciso abrir a caixa preta dos incentivos fiscais”. Ele se diz tão convencido que chegou a indicar esse caminho para o governador, Ivo Sartori, e já recomentou o mesmo a Eduardo Leite.
    Nas suas contas, os incentivos fiscais (redução de ICMS ou juros subsidiados a empresas) comprometem um terço da arrecadação estadual.
    “É o dinheiro que falta para hospitais, segurança pública, emprego”, diz o deputado ao mostrar que o Estado é o que mais concede incentivos na Federação, supera 30% do orçamento.
    A outra ponta do vazamento orçamentário está na sonegação fiscal, mostra Lara, preocupado com o desmonte dos mecanismos de fiscalização. “Então, abrir a caixa preta dos incentivos fiscais e reforçar o combate à sonegação é o principal pilar para vencermos a crise do Estado”, acredita Lara.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)