Autor: da Redação

  • BRDE comemora resultado recorde para financiamentos no RS

    Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou 2021 com resultado recorde em contratações para novos investimentos no Rio Grande do Sul.

    Um total de R$ 1,428 bilhão foi aprovado em financiamentos para os mais diferentes setores da economia gaúcha.

    O crescimento é de 24,5% na comparação com as contratações fechadas em 2020  quando o volume de crédito alcançou R$ 1,147 bilhão no RS.

    A indústria gaúcha foi quem mais buscou financiamento em 2021, chegando a um total de R$ 391 milhões,  um salto de R$ 103 milhões em relação ao ano anterior.

    Produtores rurais e cooperativas receberam R$ 345,6 milhões em financiamentos, R$ 54 milhões acima do registrado em 2020.

    “Atingimos resultados históricos no Estado e em toda a região Sul, o que reforça o nosso papel estratégico em apoiar setores com maior capacidade de inovação e geração de empregos”, destacou a diretora Leany Lemos.

    Primeira mulher a presidir o banco em 60 anos de trajetória, Leany Lemos lançou, ainda em abril, o programa BRDE Empreendedoras do Sul, para apoiar empresas que tenham mulheres no comando (ou com no mínimo 40% de sócias).

    O programa Empreendedoras oferece financiamento para investimentos fixos e capital de giro, ambos disponíveis no valor de até R$ 1 milhão, e fechou 2021 superando a marca de R$ 43 milhões em financiamentos autorizados apenas no Rio Grande do Sul.

    Capital de giro

    Além de crédito para investimentos para as quais o banco se valeu de diferentes fundings, os contratos incluem linhas de capital de giro, que ganharam espaço entre as operações por conta dos impactos da pandemia.

    Do total das contratações de 2021, mais de R$ 375 milhões foram para médias, micro e pequenas empresas que atuam no RS.

    Considerando toda a região Sul, o volume de contratações autorizadas é igualmente histórico em 2021: R$ 4,1 bilhões, dos quais mais de R$ 1 bilhão corresponde a operações de crédito de 2021 nos Estados onde o banco atua.

    (com informações da Assessoria)

  • Covid 19: boletim semanal da OMS registra aumento de 70% nas infecções

    Covid 19: boletim semanal da OMS registra aumento de 70% nas infecções

    As infecções no mundo pelo coronavírus aumentaram na semana passada 70%, índice inédito, e as mortes baixaram 10%, mostra boletim epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro houve no mundo 9,5 milhões de contágios confirmados, número que quase duplica os recordes semanais anteriores, e 41 mil mortes. É a quarta semana consecutiva de diminuição de óbitos.

    A Europa, que voltou a ser o epicentro da pandemia de covid-19 devido à variante Ômicron do SARS-CoV-2, mais transmissível, concentrou mais da metade dos casos (5,3 milhões) e mortes (22 mil) mundiais.

    Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “o maior número de casos notificados até agora ocorreu na semana passada” e, ainda assim, pode estar subestimado.

    O aumento de novos casos foi da ordem de 100% na América e de 65% na Europa. As mortes por covid-19 baixaram 18% e 6% nas duas regiões, respectivamente.

    Se for mantido o ritmo de contágios na Europa, que totaliza 103 milhões de infecções desde o início da pandemia, em 2020, o continente superará a América (104 milhões) em número de casos confirmados.

    De acordo com a OMS, as mortes diminuíram na semana passada 7% no sul da Ásia, mas os novos contágios aumentaram 78%.

    Na África, onde foi detectada inicialmente a variante Ômicron, as infecções subiram apenas 7%, o menor percentual, mas as mortes cresceram 22%.

    Nesse continente, a maioria da população continua sem se vacinar – as vacinas contra covid-19 em circulação previnem a doença grave e a morte, mas não evitam a infecção e transmissão do vírus.

    O boletim da OMS mostra ainda que foram administradas mais de 9,3 mil milhões de doses de vacinas contra covid-19, que permitiram imunizar 59% da população mundial com pelo menos uma dose. Nos países mais pobres, a maioria na África, esse índice baixa para 8,8%.

    O relatório semanal não registra dados sobre a presença das diferentes variantes do coronavírus nas novas infecções, mas em vários países, a Ômicron já é dominante.

    A covid-19 provocou mais de 5,4 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia.

    Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19,05 mil pessoas e foram contabilizados 1, 53 milhão de casos de infecção, de acordo com dados atualizados da Direção-Geral de Saúde.

    A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado há dois anos em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

    Atualmente, segundo a classificação da OMS, existem cinco variantes de preocupação do SARS-CoV-2, sendo que a Ômicron, mais recente, é a mais contagiosa.

    Apesar de sua elevada capacidade de transmissão, essa variante é menos maligna quando comparada com a antecessora Delta. Na maioria dos casos, tem se revelado assintomática ou provocado sintomas ligeiros.

    O diretor-geral da OMS alertou para o risco de se desvalorizar a Ômicron, afirmando que embora a variante se mostre menos grave, especialmente entre as pessoas vacinadas, “isso não significa que possa ser classificada como ligeira”. (AB)

     

  • Ano sem feriadão: 2022 terá apenas uma data que emenda com fim de semana

    O ano de 2022 terá apenas um feriado nacional prolongado, a Paixão de Cristo, dia 15 de abril, que tradicionalmente cai em uma sexta-feira, podendo ser emendado com o fim de semana.

    Isso sem considerar os feriados estaduais e municipais e festejos como o carnaval, que é ponto facultativo (algumas cidades adotam como feriado) e vai de segunda a quarta-feira, dias 28 de fevereiro, 1º e 2 de março.

    A portaria do Ministério da Economia, que estabelece os dias de descanso no âmbito da administração pública federal, foi publicada hoje (22) no Diário Oficial da União. Os feriados estaduais e municipais também serão observados nas respectivas localidades, e os serviços considerados essenciais deverão ser preservados nesses dias.

    Três feriados nacionais serão celebrados nos fins de semana, a começar pelo 1º de janeiro, dia da Confraternização Universal e celebração do Ano-Novo, que caiu no sábado. Dias 1º de maio (Dia Mundial do Trabalho) e 25 de dezembro (Natal) serão no domingo.

    Além desses, também são considerados feriados nacionais os dias 21 de abril (Tiradentes), 7 de setembro (Independência do Brasil), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados) e 15 de novembro (Proclamação da República). Na lista do Ministério da Economia também estão os pontos facultativos de 16 de junho (Corpus Christi) e 28 de outubro (Dia do Servidor Público).

    Arte/Agência Brasil

     

  • Brasileiro queima reservas para enfrentar a crise: poupança perde 35,5 bilhões em 2021

    Brasileiro queima reservas para enfrentar a crise: poupança perde 35,5 bilhões em 2021

    Fim do auxílio emergencial, perda de renda e endividamento.

    Esses os três principais motivos apontados para a terceira maior retirada líquida da história da Caderneta de Poupança no país em 2021.

    No ano, os investidores sacaram R$ 35,5 bilhões a mais do que depositaram, segundo informou o Banco Central, nesta quinta, 6.

    A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,57 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões), em rzão da forte crise econômica.

    Em 2020, a caderneta registrou captação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – recorde de R$ 166,31 bilhões.

    Naquele ano, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, depositado em contas digitais, inflou o saldo da poupança.

    A instabilidade no mercado financeiro no início da pandemia de covid-19 também aumentou temporariamente as aplicações na caderneta.

    Apesar do resultado negativo de 2021, no mês de dezembro, os depósitos superaram em R$ 7,66 bilhões as retiradas, em função do 13º salário.

    O valor, no entanto, é muito menor do menor que a captação líquida de dezembro de 2020, quando os depósitos chegaram a R$ 20,6 bilhões.

    A aplicação começou 2021 no vermelho. De janeiro a março, os brasileiros retiraram R$ 27,54 bilhões a mais do que depositaram, influenciado pelo fim do auxílio emergencial.

    Com o pagamento da segunda rodada do benefício, a situação mudou. Os depósitos superaram os saques de abril a julho.

    A partir de agosto, a caderneta voltou a registrar mais retiradas que depósitos. Mesmo com a continuidade do pagamento do auxílio emergencial até outubro, os brasileiros continuaram a sacar.

    O rendimento abaixo da inflação acarretou a migração para outras aplicações. Ao mesmo tempo, a alta do endividamento das famílias levou a saques para compensar despesas urgentes.

    Rendimento

    Até o início de dezembro, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). No mês passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano.

    Atualmente, os juros básicos estão em 9,25% ao ano.

    O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação.

    Em 2021, a aplicação rendeu 2,99%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,42%.

    O IPCA cheio de 2020 será divulgado na próxima terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    (Com Agência Brasil)

  • Governo mantém cronograma e quer privatizar Eletrobras no primeiro semestre

    Governo mantém cronograma e quer privatizar Eletrobras no primeiro semestre

    A privatização da Eletrobras ainda está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas o governo confirmou a previsão de concluir o processo no primeiro semestre de 2022.

    Segundo o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), a venda de ações da União para investidores privados deverá ocorrer até maio.

    Segundo a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, o que pode atrasar, em função da decisão do TCU, é a assinatura dos contratos de concessão de hidrelétricas, mas  “esta será uma etapa secundária, que ocorrerá após o leilão”.

    O foco da análise do TCU são os valores definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para a outorga de novos contratos de concessão de 22 hidrelétricas.

    Criada em 1962 para coordenar as empresas do setor elétrico, a Eletrobras é uma sociedade de economia mista e de capital aberto sob controle acionário da União.

    Na década de 1990, uma reestruturação reduziu suas responsabilidades, porém a empresa ainda controla parte significativa dos sistemas de geração e transmissão de energia, estando presente em todas as regiões do país por meio de suas subsidiárias: Amazonas GT, Eletrosul, Chesf, Eletronorte, Eletronuclear, Furnas, Cepel e Eletrobras Participações. Além de principal acionista dessas empresas, a Eletrobras detém metade do capital de Itaipu Binacional. Em 2020, teve um lucro de R$ 6,4 bilhões. Em 2021, só nos dois últimos trimestres, o lucro foi de  R$ 3,5 bilhões.

    Embora venha registrando lucros líquidos anuais desde 2018, o governo federal inclui a Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização, alegando que a medida possibilitará à empresa melhorar sua capacidade de investimento. A expectativa é de arrecadar até R$ 100 bilhões com a privatização.

    Desenhada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  a modelagem do processo de privatização prevê uma capitalização. Isso significa que o governo não venderia sua participação atual.

    Serão emitidas ações para entrada de novos investidores, diluindo assim o capital da empresa até que a fatia da União seja de, no máximo, 45%. Apenas se essa oferta primária não der o resultado esperado é que haverá nova oferta incluindo a venda de ações da própria União.

    A modelagem também prevê a segregação de Itaipu Binacional e da Eletronuclear. As ações que a Eletrobras possui nessas empresas serão repassadas à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), nova estatal criada em setembro. Dessa forma, a União manterá seu controle sobre elas.

    Em 2022, os trabalhos do Tribunal devem ser retomados no dia 16 de janeiro.

    No início do ano, o governo federal trabalhava com a meta de concluir a privatização até fevereiro de 2022.

     

     

     

     

     

  • Brasil recebe primeiro lote de vacina para crianças entre 5 e 11 anos

    Brasil recebe primeiro lote de vacina para crianças entre 5 e 11 anos

    O Ministério da Saúde anunciou que as primeiras doses de vacinas contra a doença destinadas a crianças de 5 a 11 anos deverão chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro.

    Está prevista uma remessa de 1,2 milhão de doses da Pfizer – a  única aprovada até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    No primeiro trimestre de 2022, o país receberá 20 milhões de doses pediátricas destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças.

    “Não faltará vacina para nenhum pai que queria vacinar seus filhos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

    Outras 20 milhões de doses foram reservadas. O envio está condicionado à confirmação pelo laboratório e pelo andamento do ritmo de vacinação.

    O esquema vacinal será com duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O tempo é superior ao previsto na bula da vacina da Pfizer. Na indicação da marca, as duas doses do imunizante poderiam ser aplicadas com três semanas de diferença.

    Segundo o Ministério da Saúde, será preciso que a criança vá vacinar acompanhada dos pais ou responsáveis ou leve uma autorização por escrito.

    O Ministério também recomendará uma ordem de prioridade, privilegiando pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes; indígenas e quilombolas; crianças que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves da covid-19; e em seguida crianças sem comorbidades.

    A obrigação de prescrição médica para aplicação da vacina não foi incluída como uma exigência, conforme foi ventilado por membros do governo durante as discussões nas últimas semanas.

    A Anvisa autorizou a aplicação da vacina da Pfizer nessa faixa etária em 16 de dezembro, mas o Ministério decidiu realizar uma consulta pública e uma audiência pública antes de anunciar a inclusão hoje.

    “Não há atraso. Não podemos trazer doses antes da aprovação da Anvisa. Consulta pública foi importante sim para tomada de posição do Ministério”, declarou Marcelo Queiroga. “Tivemos cuidado e não foi excessivo, muito pelo contrário”.

    Marcelo Queiroga informou, ainda, que o custo total da vacinação da população de 5 a 11 anos deve ser em torno de R$ 2,6 bilhões.

    Em nota, a Pfizer confirmou a assinatura do contrato de aquisição das 20 milhões de doses e o início da entrega na “semana do dia 10 de janeiro”.

    (Com Agência Brasil)

  • Salário mínimo sem aumento real mais uma vez: em 7 anos o ganho é de apenas 1,57%

    Salário mínimo sem aumento real mais uma vez: em 7 anos o ganho é de apenas 1,57%

    O novo salário mínimo, em vigor a partir  deste 1° de janeiro, deve ficar em R$ 1.212,oo, segundo estimativa do Dieese.

    O cálculo leva em conta a intenção do governo de não conceder aumento real, repondo apenas a inflação prevista pelo IBGE, de 10,16%.

    Será o oitavo ano em que o valor do salário mínimo não tem ganho real considerável.

    Nos últimos 20 anos (desde 2003) o ganho real do salário mínimo soma  78,7%, segundo números do Dieese. Desse total, apenas 1,57% correspondem aos últimos sete anos, desde 2016.

    Nesse período o maior aumento real concedido  foi de 1,14%, em 2019.

    Segundo o Dieese os três grupos de preços que mais contribuíram para a alta da inflação foram “Alimentação e bebidas”, “Transportes” e “Habitação”.

    “Isso significa que aqueles trabalhadores com renda muito próxima ao salário mínimo foram os mais afetados com o rebaixamento drástico do poder decompra”, diz a nota técnica do Dieese, que estima em 56,7 milhões o número de pessoas que têm rendimento referenciado no salário mínimo.

    Os 10,6% de correção do mínimo representarão uma injeção de R$ 81,2 bilhões, sendo que mais da metade desse valor (R$ 43,8 bilhões) correspondem ao aumento na arrecadação tributária sobre o consumo.

     

  • IPTU em Porto Alegre: Quem paga até o dia 4 tem 8% de desconto

    Os contribuintes de Porto Alegre terão desconto de 8% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no pagamento antecipado.

    O benefício será concedido aos contribuintes que fizerem a quitação até o dia 4 de janeiro, à vista. O calendário do IPTU 2022 também inclui a opção de parcelamento em 10 vezes, sem desconto, com vencimento da primeira parcela em 8 de março.

    As guias de pagamento já podem ser acessadas no site prefeitura.poa.br/iptu, permitindo, além do acesso ao documento, que os contribuintes vejam como foi calculado o imposto cobrado pelo poder público.

    As guias também estão sendo enviadas pelos Correios. Foram emitidas 701,6 mil guias.

  • Nenhuma casa sem banheiro: governo apoia projeto dos arquitetos

    Governo do Estado investe R$ 700 mil na primeira etapa do Nenhuma Casa Sem Banheiro, um projeto do Conselho de Arquitetura e Urbanistmo (CAU).

    O governo do Estado, por meio da Secretaria de Obras e Habitação (SOP), firmou convênio, nesta terça-feira (28/12), com os primeiros municípios

    A proposta é atender famílias em vulnerabilidade social em regiões com maior déficit de saneamento no território gaúcho.

    Inicialmente, serão investidos cerca de R$ 700 mil na construção dos módulos sanitários.

    O Nenhuma Casa Sem Banheiro é um dos projetos estratégicos do governo do Estado na gestão 2019-2021. Cada prefeitura receberá, em média, R$ 80 mil para a construção dos banheiros, sendo que os valores têm origem no Fundo de Recursos Hídricos do Estado.

    A projeção é que cerca de 400 pessoas sejam beneficiadas nesta primeira etapa.

    Em pleno século 21 — lembra o secretário estadual de Obras e Habitação, José Stédile — quase 30 mil moradias urbanas gaúchas não contam com banheiros, conforme dados do IBGE. “O Nenhuma Casa Sem Banheiro” é mais um investimento do governo do Estado com foco no desenvolvimento social.

    É um programa que trará inúmeros benefícios à população, promovendo saúde, saneamento básico e qualidade de vida”, comemorou o titular da SOP, lembrando que o projeto terá continuidade no ano de 2022 quando está prevista a construção de 1.200 banheiros em todo o Estado.

    Os municípios contemplados nesta etapa (confira no final do texto) foram os primeiros a entregar a documentação necessária a ponto de celebrarem os convênios ainda em 2021.

    A iniciativa é liderada pelo departamento de Habitação da SOP (Dehab), havendo contrapartida das prefeituras.

    Os prefeitos foram unânimes ao destacar a relevância social da iniciativa e elogiaram a modalidade adotada pelo governo do Estado de repasse direto dos recursos às prefeituras.

    Segundo eles, a medida garantirá agilidade na execução dos serviços. “O que a população precisa são de pequenas ações que atendam a suas necessidades. Parabéns ao governo do Estado pela iniciativa fantástica”, refletiu o prefeito de São Sepé, João Luiz Vargas, que resumiu a fala dos presentes.

    O programa é desenvolvido em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS), que realizará os projetos de adaptação dos banheiros para as residências nos municípios da Região Metropolitana. O conselho foi representado no ato pelo assessor de Relações Institucionais, Fausto Leiria e pelo chefe de gabinete Paulo Henrique Soares.

    Os convênios foram assinados pelos prefeitos Antuir Ricardo Pansera (Sananduva), Edson Luiz Rossato (Sertão), Edivilson Brum (Rio Pardo), Jairo Jorge (Canoas), João Luiz Vargas (São Sepé), Jarbas da Rosa (Venâncio Aires) e Velton Vicente Hahn (Pontão).

    A prefeitura de Santa Cruz do Sul foi representada pelo secretário municipal de Habitação, Valdir Bruxel. A prefeita de Cruz Alta, por sua vez, Paula Rubin Facco Librelotto, assinará o convênio nos próximos dias.

    A SOP também esteve representada pelo secretário-adjunto, Giovane Wickert e por integrantes do Dehab, liderados pelo diretor Edilson Marques. A atividade também reuniu secretários municipais de Habitação dos municípios contemplados.

    Municípios e valores repassados pelo governo do Estado

    Canoas – R$ 80 mil

    Cruz Alta – R$ 80 mil

    Pontão – R$ 72 mil

    Rio Pardo – R$ 80 mil

    Sananduva – R$ 80 mil

    Santa Cruz do Sul – R$ 80 mil

    São Sepé – R$ 80 mil

    Sertão – R$ 56 mil

    Venâncio Aires – R$ 80 mil

     

  • Como serão os nove anos sob o Regime de Recuperação Fiscal no Rio Grande do Sul

    Como serão os nove anos sob o Regime de Recuperação Fiscal no Rio Grande do Sul

    O Rio Grande do Sul encaminhou ao Tesouro Nacional seu pedido de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

    Se o pedido for aceito, o último ano de Eduardo Leite e os dois governos seguintes estarão  “engessados” por regras rígidas de corte de gastos e controle estreito das contas estaduais pela Secretaria do Tesouro nacional.

    É um “remédio amargo” com muitos efeitos colaterais.

    Trata-se de um contrato que o Rio Grande do Sul  busca assinar com a União, para renegociar a dívida com o Tesouro Federal, que se tornou impagável. A dívida total do Estado chega aos R$ 70 bilhões, mais de R$ 59 bilhões correspondem ao montante devido ao governo federal.

    Desde 2017, com base numa liminar, o governo gaúcho não paga as parcelas da dívida, que já acumulam mais de R$ 14 bilhões.

    Se a União aceitar o pedido de adesão (a decisão final será de Bolsonaro) os pagamentos atrasados serão “rolados” por mais 30 anos, o governo ganha tempo e retoma o pagamento em parcelas menores e o Estado recupera sua capacidade de receber financiamentos para resolver os outros passivos.

    O governador Eduardo Leite mencionou uma possível operação de crédito de US$ 500 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), junto ao BID. para pagamentos em acordos diretos com credores de precatórios, que tem R$ 16 bilhões a receber.

    A adesão, no entanto,  tem contrapartidas.

    O que o governo do RS não pode fazer:

    1) Concessão de reajustes a servidores e empregados públicos e militares (exceto a revisão anual assegurada pela Constituição Federal e de casos envolvendo sentença judicial)

    2) Criação de cargo, emprego ou função e alteração de estrutura de carreira que impliquem mais despesa

    3) Admissão ou contratação de pessoal, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e de contratos temporários

    4) Realização de concurso público que não seja para reposição de quadros

    5) Criação ou majoração de auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação ou benefícios de qualquer natureza a servidores e empregados públicos e de militares

    6) Concessão, prorrogação, renova­ção ou ampliação de incen­ti­vo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita

    7) Empenho ou contratação de despesas com publicidade e propaganda, exceto para as áreas de saúde, segurança, educação e outras de demonstrada utilidade pública

    8) Alteração de alíquotas ou bases de cálculo de tributos que implique redução da arrecadação

    Há quase cinco anos, desde que o governador Sartori não conseguiu  mais pagar a dívida, o Estado vem fazendo ajustes para se credenciar ao acordo com a União.

    O governo Eduardo Leite deu continuidade e aprofundou as reformas iniciadas por Sartori, para reduzir o déficit crônico das contas públicas.  Venceu uma resistência histórica na Assembleia Estatual ao obter autorização para privatizar o setor de energia (Companhia Estadual de Energia Elétrica, Companhia Riograndense de Mineração  e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

    Visando o acordo, privatizou também a Corsan,  a estatal do saneamento.

    Em 30 de novembro, foi aprovado o  Teto de Gastos para as despesas do Estado, limitando o crescimento à inflação por dez anos. A medida era uma das imposições do governo federal para adesão ao RRF.

    Das exigências para ter acesso ao Regime de Recuperação Fiscal, só falta a privatização na área financeira,  que no caso do Rio Grande do Sul seria o Banrisul, o último dos bancos estaduais. O governador Eduardo Leite já declarou que considera “inevitável” a privatização do “banco dos gaúchos”

    Em seu relatório divulgado em setembro, a Comissão Especial  da Assembléia sobre a Crise Fiscal sugeriu que o governo do Estado não aderisse ao Regime de Recuperação Fiscal.

    Seria, segundo a conclusão, um caminho que exige enorme sacrifício, com precarização de serviços públicos e sem garantia de que vá resolver o desajuste financeiro.

    Essa dívida que o Estado está renegociando agora, de R$ 59 bilhões, resulta de uma renegociação feita em 1998, quanto o total devido chegava a R$ 26 bilhões (valores atualizados).

    Embora, desde então,  tenha pago todas as parcelas até a suspensão dos pagamentos em 2017,  essa dívida só cresceu.