Boletim da Fiocruz mostra queda nos casos de Síndrome Respiratória em 12 Estados

Foto: Tania Regô/Agência Brasil

Da Agência Brasil

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) apresentam tendência de queda em 12 unidades federativas.

Apenas o Acre tem probabilidade de alta nas projeções divulgadas hoje (28) pelo Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em oito Capitais, incluindo Porto Alegre e São Paulo a tendência é de alta.

Os quadros graves de síndrome respiratória têm sido acompanhados por pesquisadores como um parâmetro para indicar a evolução da pandemia de covid-19, já que 96% dos casos positivos para vírus respiratórios foram causados pelo SARS-CoV-2.

Alagoas, Roraima, Piauí, Tocantins e Sergipe são os estados com a mais forte probabilidade de queda nos casos. Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba, Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul também tendem a apresentar queda, porém com menor probabilidade.

O boletim divulgado hoje mostra que a maior parte do Brasil apresenta tendência de estabilidade para os casos de SRAG. Já entre as capitais, o maior grupo, com 14 regiões metropolitanas, é o que apresenta tendência de queda.

Apesar do cenário, o boletim aponta tendência de alta nos casos de SRAG para Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Porto Velho, Rio Branco e Rio de Janeiro.

Os pesquisadores alertam que, mesmo entre as cidades com tendência de queda ou estabilidade, o patamar de casos e óbitos se mantém elevado. Todas as capitais estão em regiões onde a transmissão comunitária do SARS-CoV-2 é considerada alta, muito alta ou extremamente alta.

A transmissão comunitária do vírus significa seu contágio entre membros de uma mesma população, sem depender de viagens ou da chegada de pessoas contaminadas vindas de outros locais.

O nível de transmissão comunitária é considerado extremamente elevado em Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Goiânia, Macapá, Porto Alegre e São Paulo.

O coordenador do InfoGripe Marcelo Gomes avalia que esse cenário manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, com tendência de agravamento nas próximas semanas, caso não haja nova mobilização por parte das autoridades e população locais.

síndrome respiratória aguda grave, também conhecida pelas siglas SRAG ou SARS, é um tipo de pneumonia grave que surgiu na Ásia e que é facilmente transmitida de pessoa para pessoa, causando sintomas como febre, dor de cabeça e mal estar geral.

Essa doença pode ser causada pelo corona vírus (Sars-CoV) ou pelo Influenza H1N1, e deve ser tratada rapidamente com ajuda médica, pois ela pode evoluir rapidamente para uma insuficiência respiratória grave, que pode levar à morte.

Principais sintomas
Os sintomas da SARS são parecidos com os da gripe comum, surgindo inicialmente febre acima de 38ºC, dor de cabeça, dores no corpo e mal estar geral. Mas após cerca de 5 dias, surgem outros sintomas como:

Tosse seca e persistente;
Dificuldade intensa para respirar;
Chiado no peito;
Aumento da frequência respiratória;
Dedos e boca azulados ou arroxeados;
Perda de apetite;
Suores noturnos;
Diarreia.
Por ser uma doença que piora muito rapidamente, cerca de 10 dias após os primeiros sinais podem surgir sintomas graves de dificuldade respiratória e, por isso, muitas pessoas podem necessitar ficar internadas no hospital ou em UTI para receber a ajuda de máquinas para respirar.

Como confirmar o diagnóstico
Ainda não existe um exame específico para identificar a SARS, e, dessa forma, o diagnóstico é feito com base principalmente nos sintomas apresentados e na história do paciente ter ou não tido contato com outras pessoas doentes.

Além disso, o médico pode pedir exames de diagnóstico como raio X dos pulmões e tomografia computadorizada para avaliar a saúde dos pulmões.

Como se transmite
A SARS é transmitida da mesma forma que a gripe comum, através do contato com a saliva de outras pessoas doentes, principalmente no período em que há manifestação dos sintomas.

Como é feito o tratamento
O tratamento da SARS depende da gravidade dos sintomas.

Por isso, caso sejam leves, a pessoa pode ficar em casa, mantendo o repouso, alimentação balanceada e bebendo água para fortalecer o corpo e combater o vírus da doença e evitar contato com pessoas que não esteja doentes ou que não receberam a vacina da gripe H1N1.

Podem ser usados remédios analgésicos e antipiréticos, para aliviar o desconforto e facilitar a recuperação, e uso de antivirais, para reduzir a carga viral e tentar controlar a infecção.

Já nos casos mais graves, em que a respiração está muito afetada, pode ser preciso ficar internado no hospital para fazer os remédios diretamente na veia e receber ajuda de máquinas para respirar melhor.

 

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