A Agência Nova China publicou nesta quarta-feira a foto de uma estação de trens-bala, prontos para o primeiro dia de atividade normal no pós-coronavirus em Wuhan, a metrópole chinesa onde começou a pandemia.
Uma centena de trens de alta velocidade voltaram a circular com o levantamento das restrições da saúde pública.
Wuhan, capital da província da China central, é um centro comercial dividido pelos rios Yangtzé e Han, com mais de 11 milhões de habitantes.
Um show de luzes marcou a “reabertura” da cidade chinesa depois de 76 dias de confinamento.
O trânsito ferroviário da China cresce desde o feriado de três dias de Finados. Na segunda feira registrou 4 milhões de viagens de trens, recorde diário dos últimos três meses..
Desde segunda-feira nenhum novo caso de transmissão doméstica da COVID-19 foi relatado na parte continental da China.
Ainda restam muitos casos importados, mas o risco de uma segunda onda foi afastado pelas autoridades da Saúde Pública.
A China, com medidas drásticas de confinamento, conteve o surto com 88 mil casos e pouco mais de 3,3 mil mortes, num país de 1,2 bilhão de pessoas, em pouco mais de 90 dias.
As estimativas do governo chinês é de que as perdas econômicas no primeiro trimestre do ano, que é um período de menor produção devido a muitos feriados, possam ser compensadas já no primeiro semestre de 2020.
Com a pandemia alcançando todos os continentes, a China se tornou a referência obrigatória e principal fornecedora de equipamentos de proteção e aparelhos médicos para o mundo inteiro.
A tese do “virus chinês” não tem base em fatos. Mas é inegável que a pandemia, a qual a China enfrentou e superou antes de todos, dá aos chineses uma extraordinária vantagem no taboleiro geopolítico internacional, o que alimentas teorias conspiratórias de que tudo seria parte de um plano de domínio planetário.
Ideologias à parte, o coronavirus escancara perante o mundo ocidental o fenômeno do gigante asiático, que é o enigma político que o século XXI erá que decifrar.
Nos dois ultimos dias, mais de 300 voos fretados transportando profissionais médicos e suprimentos de emergência para apoiar os esforços globais antiepidemia, de acordo com as autoridades de aviação civil.
Desde 5 de abril, a Administração de Aviação Civil da China (CAAC) coordenou voos fretados para enviar mais de 110 especialistas médicos e 4.715 toneladas de suprimentos de emergência para 48 países.
Estes suprimentos incluem respiradores, máscaras faciais N95, roupas de proteção, luvas e outros dispositivos médicos e equipamentos de proteção.
(Com informações a Xinhua e BBC)


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