O Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou na terça-feira que a China aprovou os testes clínicos de três protótipos de vacinas contra a COVID-19.
Uma vacina baseada em vetores de adenovírus, desenvolvida por uma equipe de pesquisa liderada por Chen Wei, pesquisadora do Instituto de Medicina Militar, foi a primeira a ser aprovada para o teste clínico.
A primeira fase do teste clínico acabou no fim de março e a segunda começou em 12 de abril.
Trata-se da primeira vacina contra a COVID-19 no mundo a entrar na segunda etapa de testes clínicos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
A informação foi divulgada por Wu Yuanbin, diretor geral de Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento social, em uma entrevista coletiva.
A primeira fase do estudo clínico foi concluída no final de março e a segunda fase começou em 12 de abril.
Comparada com a primeira fase, a segunda fase removeu o limite de idade para inscrever voluntários com mais de 60 anos.
Acompanhado por sua filha, Xiong Zhengxing, um homem de 84 anos em Wuhan, foi vacinado na segunda-feira, 13 de abril, tornando-se o voluntário mais velho na segunda fase do ensaio clínico.
Os 108 voluntários que completaram a primeira fase do ensaio clínico em 27 de março encerraram a observação médica centralizada e estão em boas condições.
A segunda fase recrutará 500 voluntários e apresentará o grupo de controle do placebo para avaliar ainda mais a imunogenicidade e a segurança da vacina.
A partir das 17h em 13 de abril, 273 voluntários já foram vacinados.
Segundo a agência estatal Xinhua, as empresas que receberam a autorização foram a Sinovac Biotech, de Pequim, e o Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, vinculado à estatal Sinopharm (China National Pharmaceutical Group).
Nos Estados Unidos, a empresa farmacêutica Moderna também anunciou em março que havia começado os testes com seres humanos em conjunto com o Instituto Nacional de Saúde, órgão estatal do país.
Aparentemente, os órgãos regulatórios estão queimando algumas etapas para que a vacina seja testada e disponibilizada o mais rápido possível, diante do tamanho da crise global que o vírus está causando.
“Normalmente, com vacinas você começa com animais pequenos, depois testa em outros primatas para só então começar a testá-la em humanos. Parece que eles decidiram avançar direto para os humanos”, explicou John Nicholls, professor de Patologias na Universidade de Hong Kong em entrevista à Al Jazeera.


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