Porto Alegre tem 100 pessoas contaminadas pela Covid 19 em leitos de UTI nesta segunda-feira, segundo informou o prefeito Nelson Marchezan em entrevista.
Com isso, a capacidade dos hospitais da cidade para atender pacientes em estado grave está praticamente esgotada. O tempo médio de cada paciente na UTI por Covid é de 15 dias, o que aponta para o agravamento da situação.
A ocupação de leitos de UTI em Porto Alegre dobrou nos últimos 19 dias e a previsão é de que dobre novamente nos próximos 15 dias, chegando a uma demanda de 200 leitos em Unidades de Tratamento Intensivo. Isso sinaliza uma iminência de colapso.
Na noite do sábado, 20, foram abertos cinco novos leitos de CTI no HCPA, totalizando 51 dedicados à covid-19.
Nesta segunda-feira, outros cinco serão entregues e, ao longo do mês, mais leitos serão instalados, com a intenção de que, em julho, os 105 previstos estejam prontos.
A situação das UTI levou a Prefeitura a decretar novas medidas restritivas a circulação de pessoas, que entraram em rigor nesta segunda-feira, 22.
A decisão do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus foi tomada em reunião extraordinária nesse sábado, 20, após a equipe passar os últimos dois dias analisando todos os dados importantes para a tomada de decisão.
Os motivos levados em conta são o rápido avanço da ocupação de leitos de UTI e a grande circulação de pessoas nas ruas.
“Neste momento temos muita gente circulando e a ocupação das UTIs avançando rapidamente. Nenhum lugar do mundo conseguiu frear o avanço da doença sem evitar a circulação de pessoas e restringir atividades econômicas”, disse o prefeito Nelson Marchezan.
Com o decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), ficam impedidos de abrir cerca de 29 mil CNPJs cadastrados na categoria de microempresas para atividade de comércio, além de aproximadamente 4.700 empresas de pequeno porte também cadastrados na categoria de comércio. Todos CNPJs juntos empregam perto de 60 mil trabalhadores formais.
Os restaurantes poderão continuar abertos até as 17h com limite de quatro clientes por mesa, ou em cadeiras intercaladas e espaçamento entre as mesas, como já estava previsto em decreto.
O executivo também estabelece regramento para evitar aglomerações em estabelecimentos como supermercados, shoppings e parques e praças. Pessoas que desrespeitarem o distanciamento social e as medidas de proteção individual ou supermercados e shoppings que não evitarem aglomerações poderão ser multados.
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