Uma comissão com representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público será formada nesta quarta-feira para retomar o diálogo com o movimento dos policiais militares do Ceará.
O MP vai coordenar as negociações, que será acompanhada pelo comando do Exército, que está no Estado reforçando a segurança. Parte do efetivo da Policia Militar do Ceará está paralisada e pelo menos três batalhões em Fortaleza continuam ocupado por policiais amotinados.
Após a criação da comissão, o movimento será procurado para indicar representantes que tenham legitimidade para apresentar as demandas e fechar um acordo para a volta da normalidade.
Nas reuniões em que foi decidida a criação da comissão, foi descartada a hipótese de anistia aos policiais amotinados.
A estratégia é individualizar as condutas, para separar os agentes que não se envolveram em atos de protesto e hierarquizar as responsabilidades. “Quem cometeu crime paga pelo crime. Alguns fizeram mais, outros fizeram menos, e outros não fizeram nada”, segundo uma fonte ouvida pelo Diário do Nordeste.
Mais de 200 policias já foram afastados por motim no Ceará, 43 foram considerados desertores e estão presos
O movimento dos policiais militares, até o fim da noite desta terça-feira (25), não havia sido informado, de maneira oficial, sobre a criação da comissão.
Na noite desta terça-feira, os três Poderes divulgaram uma nota conjunta sobre a iniciativa, sem entrar em detalhes.
“Os Poderes Constituídos do Estado do Ceará – Legislativo, Executivo e Judiciário – informaram na noite desta terça-feira (25/02), em nota conjunta, por sugestão do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), a criação de comissão com objetivo de buscar uma solução para por fim à paralisação dos Policiais Militares do Estado. A Comissão será formada por integrantes de cada poder, com do participação do MPCE e acompanhamento do Exército Brasileiro”, informou uma nota publicada pela Assembleia Legislativa, pelo Governo do Ceará e pelo Tribunal de Justiça do Ceará.


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