Da pesquisa à agricultura familiar, cortes de Bolsonaro atingem áreas vitais

O corte de mais 5.600 bolsas de pós-graduação que seriam ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), anunciado pelo governo Bolsonaro, compromete uma área vital do país, que é a formação de pesquisadores e cientistas sem os quais nenhuma nação se desenvolve.
O congelamento, que passa a vigorar a partir deste mês soma-se a outras 6.198 bolsas que haviam sido bloqueadas no primeiro semestre de 2019.
O bloqueio foi anunciado nesta segunda-feira (02) pelo presidente da instituição Anderson Ribeiro Correa, e é reflexo da redução do orçamento da instituição.
Haviam sido reservados para este ano R$ 4,250 bilhões, dos quais R$ 819 milhões foram bloqueados.

A Capes financia também bolsas para professores de educação básica. A área, contudo, ainda não foi atingida pelos cortes.

Na outra ponta, passando por cortes nas universidades e em programas sociais, a orientação liberal do governo atinge um dos mais bem sucedidos programas de inclusão e promoção social no país: a agricultura familiar

Com o orçamento estagnado desde 2016, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), vai perder R$ 6 bilhões na safra 2019/2020.

A verba total destinada pelo governo de Jair Bolsonaro ao Plano Safra até subiu, mas o aumento direciona-se exclusivamente ao agronegócio.

A agricultura familiar  responde por 70% dos alimentos consumidos no país, ocupando apenas 25% das terras destinadas à produção agropecuária.

Parte dessas terras é oriunda da reforma agrária, também severamente atingida pelos cortes.

Entre 2003 e 20015, foram assentadas 747 mil famílias assentadas, segundo o Incra.. Nos dois anos seguintes, o número de familias assentadas não chegou a duas mil.

Este ano, o governo Bolsonaro determinou ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que cancelasse processos de desapropriação em andamento.

(Com informações da Exame e da RBA)

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