Instituto Datafolha divulgou nesta quinta-feira (16) a primeira pesquisa de opinião depois dos eventos de 7 de Setembro.
O governo Bolsonaro caiu 2 pontos em relação ao levantamento feito em julho: eram 51%, agora são 53% os que consideram o governo ruim ou péssimo, “o pior índice do mandato”.
A pesquisa ouviu 3.667 pessoas com mais de 16 anos, de 13 a 15 de setembro, em 190 municípios brasileiros.
A queda está dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos. Foi menos do que as expectativas da oposição, depois do recuo do 7 de setembro.
Segundo o Datafolha, se na média da população a reprovação a Bolsonaro subiu dois pontos percentuais, em alguns segmentos essa alta foi mais intensa.
“Foi o que aconteceu entre os mais velhos (de 45% para 51%), na parcela de menos escolarizados (de 49% para 55%), no grupo com renda familiar de 5 a 10 salários (de 41% para 50%) e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (de 41% para 48%)”.
Diminuiu, por outro lado, a reprovação entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários (de 58% para 46%).
Os empresários se mantêm como o único segmento em que Bolsonaro tem índice de aprovação (47%) superior ao de reprovação (34%).
A rejeição também subiu entre os que ganham até 2 salários mínimos (54% para 56%). E também entre os que recebem de 2 a 5 mínimos (47% para 51%).
Entre os evangélicos, a diferença entre aprovação e reprovação, era três pontos em julho (34% a 37%), saltou para 12 pontos em setembro (29% aprovam, 41% desaprovam).
A reprovação de Bolsonaro entre os evangélicos aumentou 11 pontos percentuais entre janeiro e setembro (de 30% para 41%).
Bolsonaro é mais rejeitado por quem tem ensino superior (85%), estudantes (73%), quem prefere o PSOL (63%), homossexuais/bissexuais (61%), quem tem de 16 a 24 anos (59%) e pretos (59%).
Síntese dos resultados da pesquisa:
- Ótimo/bom: 22% (eram 24% no levantamento anterior)
- Regular: 24% (eram 24%)
- Ruim/péssimo: 53% (eram 51%)
- Não sabe: 1% (era 1%)
(Com informações da Folha e do G1)


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