Entregadores fazem paralisação e pressionam aplicativos por melhores condições de trabalho

A mobilização desta quarta é nacional e pode ocorrer em outras datas. Foto Cleber Dioni / JÁ

Quem nunca pediu uma entrega por aplicativo? Em época de pandemia e confinamento é comum. Mas já parou pra pensar nas condições de trabalho dos milhares de entregadores que andam de um lado pra outro em nossas cidades?

Para chamar atenção de suas condições não favoráveis de trabalho e, principalmente, pressionar as empresas de aplicativos, está sendo realizado nesta quarta-feira, 01/07, um movimento nacional dos entregadores de aplicativos, cobrando mudanças nas suas rotinas e valorização do trabalho.

O movimento surgiu via internet e troca de mensagens, por iniciativa dos próprios profissionais e de suas constantes reclamações.

As principais reivindicações são:

– Aumento do valor do Km e aumento do valor mínimo: É pedido que os apps aumentem o valor mínimo das entregas, para compensar o deslocamento tanto dos proprietários de motos, quanto de bicicletas;

– Seguro contra roubo, acidente e de vida: Os entregadores pedem seguro contra roubo de seus instrumentos de trabalho, bem como um seguro que forneça uma compensação financeira em caso de acidente de trabalho;

– Auxílio pandemia (EPI’s e licenças): Os entregadores pedem não apenas a distribuição de EPIs, como máscaras e álcool gel, como também licença remunerada caso eles sejam contaminados pela Covid-19;

– Fim do sistema de pontuação e restrição de local: No app do Rappi há um sistema de pontos que obriga entregas em horários noturnos e locais longínquos para que a remuneração cresça.

O movimento é intitulado #BrequedosApps. Em Porto Alegre, uma concentração ocorre na Praça da Alfândega, no centro da Capital. Segundo panfletos distribuídos pelo grupo, “a pandemia mostrou como o trabalho é essencial. Corremo, riscos, recebendo mal, e somos desrespeitados todos os dias pelos aplicativos”.

O baixo valor pago é uma das principais reclamações. O maior pagamento vem do Ifood, entre $ 6 e R$ 6,50 por corrida de bicicleta, e um pouco acima disso nas motos. No Uber, a média é de R$ 3,50 por entrega.

A mobilização desta quarta é nacional e pode ocorrer em outras datas. Nas redes sociais o movimento cresceu de tal forma que ganhou adesão de trabalhadores em outros países da América Latina, como Colômbia, Argentina e Chile.

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