Neste ano, até 8 de junho, o número de pacientes com confirmação de infecção por vírus da dengue em Porto Alegre é de 360. Do total, 345 são autóctones (contraídos na cidade) e 15, importados..
No início de abril, o boletim epidemiológico registrava 14 casos de dengue na cidade.
Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde e indicam que em pouco mais de dois meses, os casos confirmados de dengue na capital cresceram 2.500 por cento. E a expectativa de que o fio do inverno estancaria o surto tem sido frustrada pelo calor dos últimos dias.
Segundo o Boletim Semanal da Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da SMS, até o dia 8 foram notificados 895 casos suspeitos de dengue entre moradores de Porto Alegre. Do total, 360 foram confirmados, 473 descartados e 63 continuam em investigação.
O bairro com maior número de casos confirmados é o Santa Rosa de Lima, onde 294 pessoas foram infectadas. Em março, quando soou o alerta, 13 dos 14 casos confirmados na cidade eram neste bairro, que é um dos mais novos (criado em 2016) e dos mais populosos de Porto Alegre ( 35 mil pessoas, em 11 mil domicílios) .
Outros bairros com confirmação de casos autóctones foram Jardim Lindoia (14), Jardim Floresta (13), Sarandi (6), Rubem Berta (5), Bom Jesus (3) e Floresta (3), além de Cristo Redentor, Sétimo Céu, São Sebastião, Jardim Leopoldina, Jardim Carvalho, Vila Ipiranga e Jardim São Pedro, que tiveram um caso cada.
Dos 15 casos importados,14 foram de pacientes que viajaram para fora do Rio Grande do Sul: dois de Fernando de Noronha (PE), um de Palmas (TO), um de Belém do Pará (PA), um Vitória (ES), um de Betim (MG), um de São José do Rio Preto (SP), um de Campinas (SP), dois de São Paulo (SP), dois do Rio de Janeiro (RJ), um de Dourados (MT) e um de Marechal Cândido Rondon (PR). Um paciente foi infectado em Canoas (RS).
Esses números estão sujeitos à revisão. Ainda não há previsão de pulverização de inseticida nesta semana, mas em 2019 mais de 90 ações foram feitas nos bairros com transmissão confirmada.
Cuidados
A médica veterinária Rosa Maria Carvalho, chefe do Núcleo de Vigilância de Roedores e Vetores da SMS, faz um apelo aos moradores:
“Eliminar todos os focos de água parada, virar potes, garrafas, pratos de plantas, verificar se há calhas entupidas ou ralos com água são medidas simples, que exigem pouco tempo e são muito efetivas para o controle vetorial”.
Se os criadouros se mantêm, novas gerações de mosquitos nascem a cada semana, e no período de sete a 10 dias saem do ovo e passam pelas fases larva, pupa e começam a voar.
A transmissão da dengue, da Febre Chikungunya e do vírus Zika ocorre pela picada de mosquito Aedes aegypti. Ele tem em média menos de 1 centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo.

O Aedes costuma ter sua circulação intensificada no verão, em virtude da combinação da temperatura mais quente e chuvas. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do mosquito.
Veja abaixo o boletim de casos mais recente das doenças transmitidas pelo mosquito:
Informativo Epidemiológico dengue, zika e chikungunya (Semana 23 – c
A prefeitura deveria fazer uma campanha de educação para os moradores da capital dos gaúchos, visando esclarecimentos a respeito da doença e como fazer uma prevenção para evitar a proliferação desta epidemia, ou será que vão esquecer quando esfriar e os mosquitos sumirem, temporariamente, pois voltarão com mais “força” quando o tempo voltar à aquecer. As providências tomadas até agora são paliativas, tanto é que o número de pessoas infectadas vem aumentando mês a mês, como muito bem está registrado na matéria do Jornal JA Porto Alegre.