Como o nosso quadro de repórteres internacionais está desfalcado e imprensa nacional não deu nada até agora, perguntamos ao Google se o Brasil vai participar do “Will for peace 2026” ? De que forma? Confirmamos também o anúncio do “exercício marítimo” e as reações a ele até agora.
Confira:
O Brasil participará do exercício marítimo “Will For Peace 2026” apenas na condição de observador.
O país declinou o convite para participação ativa com navios de guerra, optando por enviar apenas observadores, assim como Egito, Etiópia e Indonésia.
O exercício foi anunciado oficialmente pelo Ministério da Defesa Nacional da China 9 de janeiro de 2026. Ele ocorre entre os dias 10 e 16 de janeiro de 2026* nas águas da África do Sul, com base naval em Simon’s Town.
Objetivo Oficial: Operações conjuntas de segurança marítima, exercícios de interoperabilidade e proteção de rotas comerciais contra ameaças como pirataria e terrorismo.
Reações ao Exercício
As reações têm sido polarizadas devido ao contexto geopolítico:
Países do BRICS+: China, Rússia e Irã (participantes ativos) apresentam o exercício como um novo modelo de cooperação de segurança do Sul Global, focado na “vontade coletiva de manter a ordem marítima” e romper monopólios de alianças tradicionais.
Críticas Internas (África do Sul): Partidos de oposição, como a Aliança Democrática (DA), criticam o governo sul-africano por comprometer sua neutralidade internacional ao realizar manobras com Rússia e Irã em meio a tensões globais.
Percepção Ocidental: Analistas e governos ocidentais veem o exercício como uma “militarização” do bloco BRICS e um desafio estratégico às arquiteturas de segurança dominadas pelo Ocidente.
Posição do Brasil e Índia: Ambos optaram por não participar militarmente (a Índia declinou formalmente), o que é interpretado como uma tentativa de manter o equilíbrio diplomático e evitar alinhamentos automáticos em blocos militares opostos aos Estados Unidos.
* A data ainda não foi divulgada. A agência chinesa Xinhua fala em “meados de janeiro”.