Essa é a posição da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) ao analisar a pretendida paralisação marcada para esta sexta-feira.
Segundo o presidente da entidade, Gilberto Porcello Petry, “além da ilegalidade, há grupos de sindicalistas que se utilizam do bloqueio de vias de trânsito, estradas e garagens do transporte coletivo para dar a falsa impressão de adesão de trabalhadores da iniciativa privada”.
O movimento também é inoportuno quando, lamentavelmente, existem no País mais de 13 milhões de pessoas desempregadas.
“Se quisermos ajudar a mudar o Brasil temos que olhar criticamente para essas tentativas de greve”, disse Petry.
A FIERGS também esclarece que a legislação prevê o desconto do dia parado dos salários dos trabalhadores, já que a falta é entendida como suspensão do contrato de trabalho, de acordo com a Lei nº 7.783/1989.
Fiergs diz que "tentativa de greve não tem amparo legal"
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul emitiu nota nesta quinta, 13: “A tentativa de realizar uma greve geral amanhã, dia 14, não tem amparo legal, pois não se trata de mobilização de uma categoria e sim sob o pretexto de ser contra a Reforma da Previdência. Portanto, é um movimento nitidamente político”.