Greve dos petroleiros: refinarias estão operando com equipes de contingência

Grevistas denunciam os riscos da operação com equipes de contingência. Foto:FUP/divulgação

Mais de 20 mil funcionários da Petrobras estão em greve, segundo a Frente Única dos Petroleiros, que lidera o movimento.
Para evitar o risco de desabastecimento de combustíveis a estatal opera com “equipes de contingência” que estão mantendo a produção.
“Os profissionais contratados pela companhia, com autorização da Justiça, vêm trabalhando em condições precárias, com escalas de trabalho que colocam em risco sua integridade física e psicológica, além da segurança das instalações da empresa”, diz a denúncia do secretário de Assuntos Jurídicos e Institucionais da Federação Única dos Petroleiros (FUP) Deyvid Bacelar.
Na última semana, o presidente da Petrobras Roberto Castelo Branco garantiu que os profissionais contratados em regime de urgência até o final da paralisação garantiriam a produção de petróleo.
Outro que se posicionou a respeito da greve foi o diretor-geral da Agência de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Décio Odone, afirmando que não haveria impacto ao mercado.
No entanto, o dirigente demonstrou preocupação com as equipes de contingência, lembrando que elas são menores na comparação com os trabalhadores em regime normal.
A ANP, agência reguladora, enviou um ofício ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) demonstrando seu temor em relação a esta situação.
Atualmente 12 refinarias aderiram ao movimento grevista, segundo a FUP. A gerência da Petrobras vem recorrendo nos últimos dias a empresas estrangeiras para manter o abastecimento dos postos, mas a condição é temporária.
“Tudo isso vai ter um limite, não tem como as importadoras garantirem o abastecimento do mercado nacional se as refinarias vierem a parar por situação de emergência ou de esgotamento físico como, por exemplo, está acontecendo na Refinaria de Cubatão, onde já três unidades de processo foram paradas porque as pessoas não conseguem mais operar por questões de segurança, poderiam colocar em risco todas as instalações e as comunidades no entorno”, alertou Deyvid.
 

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