Servidores públicos municipais, estaduais e federais anunciaram greve para esta quarta-feira (18).
A paralisação, convocada pelos principais sindicatos, é contra a reforma administrativa contida na Proposta de Emenda à Constituição 32, do governo Bolsonaro.
A proposta ainda está em discussão na Câmara dos Deputados e deve ser votada até o fim deste mês.
O presidente da Casa, Arthur Lira, informou que pretende entregar ao Senado até setembro.
A justificativa é reduzir o peso do governo sobre a economia, tornando a máquina pública, menos pesada e mais eficiente.
Segundo as entidades representativas dos funcionários, a PEC só mexe com os servidores de salários mais baixos, os que estão na linha de frente do atendimento à população.
Serão atingidos, por exemplo, trabalhadores de serviços como Dataprev, Caixa Federal e SUS, cuja importância se tornou notória nestes tempos de pandemia da covid-19.
De acordo com a campanha, a reforma administrativa de Bolsonaro “altera e retira direitos e garantias já consagrados para os servidores públicos, ao mesmo tempo que protege as Forças Armadas, a cúpula do Judiciário, do parlamento e do Executivo”.
Segundo a CUT, a mobilização será em todo o país e deve se estender até 7 de setembro, feriado de Independência do Brasil e data de mobilizações a favor do governo Jair Bolsonaro.
A CUT, no entanto, não informou se haverá manifestações programadas em locais públicos ou só se haverá a paralisação. O governo federal também não se pronunciou sobre a possibilidade de greve.
Constituição (PEC) 32/2020.
No Rio, os trabalhadores organizam uma caminhada no Centro, da Candelária, na Avenida Presidente Vargas, em direção à nova sede da Assembleia Legislativa (Alerj), na Rua da Ajuda. O ato está marcado para as 16h.
Em Niterói, haverá manifestação às 9h, em frente ao Colégio Estadual Liceu Nilo Peçanha.
Na Região Serrana, em Nova Friburgo, a mobilização está programada para as 17h, na Rodoviária Urbana. No mesmo horário, em Resende, no interior fluminense, acontecerá um protesto no Mercado Popular.
A reforma administrativa, proposta pelo governo federal, muda regras para novos servidores públicos — por exemplo, reduzindo a estabilidade a apenas algumas categorias.
Em Brasília, a partir das 10h desta quarta-feira, servidores farão uma manifestação na Esplanada dos Ministérios. A ideia é prosseguir até a Câmara dos Deputados.
Atos convocados por centrais sindicais também estão confirmados em Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Recife (PE), Teresina (PI), Porto Velho (RO), Florianópolis (SC), São Paulo, Santos (SP), Santo André (SP), Bauru (SP) e Aracaju (SE).
O presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), Felipe Gonçalves, sustentou que o objetivo da reforma administrativa é sucatear o serviço público, sob o pretexto de inchaço da máquina, apesar do décit de servidores — no Judiciário, o número já chega a cinco mil postos de trabalho vazios, segundo ele.
— Essa PEC não ataca somente os servidores públicos, ela é um ataque à concepção de Estado. Ela quer acabar com os direitos que foram garantidos na Constituição de 88, como o direito a saúde, educação e saneamento básico — disse.
Segundo a CUT, a mobilização será em todo o país e deve se estender até 7 de setembro, feriado de Independência do Brasil e data de mobilizações a favor do governo Jair Bolsonaro.
A CUT, no entanto, não informou se haverá manifestações programadas em locais públicos ou só se haverá a paralisação. O governo federal também não se pronunciou sobre a possibilidade de greve.


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