“É possível acomodar no Orçamento um valor mais elevado para o Bolsa Família”.
Foi o que disse o ministro da Economia nesta sexta-feira num evento no Rio de Janeiro.
Há duas semanas, o presidente Bolsonaro disse que quer aumentar o Bolsa Familia para R$ 300 reais. De olho em 2022, ele quer também prorrogar o auxílio emergencial.
“Acomodar” no dicionário do ministro Paulo Guedes quer dizer que ele tem um jeito de pagar os 300 reais “sem sair da Lei de Responsabilidade Fiscal e do limite do teto”.
Atualmente, o valor médio do Bolsa Família está na casa dos R$ 190. Seria um aumento de mais de 50%, para chegar aos R$ 300..
Para isso, segundo Guedes, será preciso “controlar gastos inesperados que costumam ocorrer em decisões dos Três Poderes da República”.
Seria uma rubrica do orçamento para atender “gastos que estão fora da sua órbita de controle”.
“Até agora, a nossa ideia do Orçamento era essa e imprevistos sempre acontecem e terão que ser atacados diretamente. Estamos analisando e, pelas primeiras informações que estão chegando, é possível que a gente tenha que rever alguma coisa”, disse.
Segundo Guedes, a equipe econômica sempre calcula previsões para eventuais gastos que estão fora da sua órbita de controle. “Há sempre gastos que vêm seja em questões do Judiciário, seja do Legislativo, ou às vezes até exigências do próprio governo mesmo, que quer fazer o Bolsa Família um pouco maior. Há sempre um sinal amarelo, que passa rapidamente para o vermelho”, disse.
Sobre o desemprego, que chegou a 14,6%, o ministro desdenhou da pesquisa, disse que “o IBGE está na idade da pedra”


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