Homenagem reabre a polêmica sobre a morte do ex-presidente João Goulart

Ainda que já tenha sido amplamente investigada, inclusive com exumação do cadáver, a hipótese de que João Goulart foi vítima de assassinato, estará presente na homenagem que a Câmara Municipal de Porto Alegre presta ao ex-presidente nesta terça-feira, 7 de julho.

A própria organização do evento informou que o palestrante principal, o jornalista Juremir Machado da Silva abordará “os debates que ainda cercam as circunstâncias da morte do ex-presidente”. A comprovaçao recente de que o ex-presidente Jucelino Kubistcheck – que morreu três meses antes num acidente de carro – foi mesmo alvo de um atentado reforçou as suspeitas em relação a Jango.

O evento, proposto pelo vereador Pedro Ruas,   começa às 18h30min no plenário Ana Terra. Marca o início de uma série de inciativas para marcar os 50 anos da morte do único Presidente da República a morrer no exílio, em dezembro de 1976.

Desde a proclamação da República, seis presidentes conheceram o exílio, forçado ou voluntário*. Todos puderam voltar, menos Jango.

As verdadeiras causas da morte do ex-presidente João Goulart já foram alvo de exaustivas investigações, incluindo uma exumação de seus restos mortais, em 2013.

O laudo pericial apontou que não foram encontrados vestígios de veneno no corpo. Os peritos ressaltaram, porém, os quase 40 anos passados entre a morte e a exumação, tornavam impossível detectar qualquer substância químicas no cadáver. Permaneceu a dúvida que agora, com a recente confirmação do atentado contra Jucelino Kubistcheck,  reacende.

*Deodoro da Fonseca (1891), Hermes da Foneca (1922), Washington Luís (1930), Julio Prestes (1932), Café Filho (1955), João Goulart (1964)

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