Vinte quatro horas depois do ataque em que o presidente Nicolas Maduro e sua mulher Cilia Flores foram sequestrados por forças militares dos Estados Unidos, não há um desfecho previsível para a crise internacional desencadeada pela invasão da Venezuela, no sábado, 3.
Donald Trump, o presidente americano, que comemorou nas mídias sociais o sucesso da operação, disse no primeiro momento que os Estados Unidos assumiriam a administração do país até a escolha de novos governantes.
Na manhã seguinte, porém, a vice presidente, Delcy Rodrigues assumiu o governo venezuelano declarando que Maduro é o “único presidente” e, logo depois, o ministro da Defesa, Vladimir Padrinho Lopez, em pronunciamento por uma cadeia de televisão, disse que as forças armadas do país estão unidas e “em apresto nacional para enfrentar o agressor”.
Trump, então, ameaçou com nova intervenção se os venezuelanos “não se comportarem”. A presidente interina recuou declarando-se disposta “ao diálogo e ao entendimento”.
Dividida, a população foi as ruas, parte comemorando a intervenção, parte rechaçando o golpe à soberania do país.
Os propósitos de Trump estão claros: remover o “poder bolivariano” representado por Maduro, há 12 anos na presidência e com mandato até 2030, e retomar o controle das reservas do petróleo venezuelano, as maiores do mundo.
Primeira intervenção militar dos Estados Unidos na América do Sul, o ataque à Venezuela suscitou contestações veementes na comunidade internacional.
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