Um representante da Dutch Wheels, maior fabricante de rodas gigantes do mundo, com sede em Weert na Holanda, estava no lançamento do edital para concessão do trecho 2 da Orla do Guaiba, na manhã desta segunda-feira, no salão nobre da prefeitura municipal.
Ele não se apresentou publicamente porque o negócio ainda está na fase inicial de prospecção. Pelo menos uma grande empresa do ramo imobiliário da capital já recebeu sua visita e conheceu as possibilidades do projeto.
A “roda de observação”, como agora se chama a velha “roda gigante”, é uma proposta do arquiteto Jaime Lerner para o trecho 2 da Orla. Seria a cereja do bolo da concessão por 35 anos da área de 134 hectares, com 3,8 km de extensão junto ao Guaiba.
A Dutch Whelles tem rodas gigantes instaladas em 17 países, em cidades como Baku, no Azerbaijão, Montreal, no Canadá, Hong Kong, Chicago, Washington, Cancun.
A mais alta está em Dubai, tem 200 metros, mas é uma exceção entre os modelos fabricados pela companhia holandesa, em que as cadeirinhas balouçantes são substituidas por cabines (gôndolas), envidraçadas com assentos estofados.

Seus três modelos principais são:
1) de 40 a 53 metros de altura, gôndolas para 6 pessoas, movimento anual entre 2 e 3 milhões de pessoas
2) de 60 a 140 metros de altura, gôndolas para 8 a 20 pessoas, movimento anual de 3 a 7 milhões de pessoas
3) 100 metros de altura ou mais, gôndolas para 20 a 50 pessoas, movimento de 5 a 3 milhões de pessoas por ano.
O prefeito Nelson Marchezan falou em 80 metros de altura para uma roda na Orla 2, mas é provável é que Porto Alegre tenha que se contentar em ficar na altura de Chicago (60 metros), por questões de custo. Com 20 metros a mais na altura, o custo de construção, em torno de R$ 40 milhões, dobra.
