Manifestações em Brasília e 19 Estados contra reforma administrativa e privatizações

Greve dos Servidores Públicos em Porto Alegre. Foto: Carolina Lima

Em 19 estados e no Distrito Federal ocorreram manifestações de funcionários públicos municipais, estaduais e federais na manhã desta quarta-feira (18).

Eles apostam na mobilização para barrar a PEC 32, da reforma administrativa, que está para ser votada na Câmara.

A mobilização, convocada por centrais sindicais, denuncia a falta de diálogo por parte do governo e os danos que a reforma, se aprovada, pode causar ao serviço público, principalmente nas áreas que atendem diretamente à população mais carente.

Manifestantes também pedem o impeachment de Jair Bolsonaro e a volta do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia.

Outros alvos dos protestos são a “minirreforma trabalhista” e as privatizações dos Correios e da Eletrobras.

Os organizadores alertaram para necessidade de manter o distanciamento social e o uso de máscaras durante os atos.

Confira o levantamento feito pelo Brasil de Fato:

Centro-Oeste

As principais vias de Brasília (DF) amanheceram com mensagens de protesto contra a PEC 32. “A aprovação dessa lei significa o fim da educação e saúde públicas, por exemplo, além de privilegiar juízes, parlamentares e militares”, afirmaram os organizadores na convocatória.

Em Brasília, performance contra a reforma

Antes do nascer do sol, Brasília já tinha cartazes contra a reforma administrativa. Na capital federal, também houve intervenções artísticas contra a PEC 32. Artistas fizeram performance em protesto contra Bolsonaro e Paulo Guedes em Brasília.  Trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também protestaram.

Em Goiânia (GO), urbanitários chamaram atenção para a agenda de privatizações do atual governo e lembraram os riscos de privatizar a Eletrobras.  Em Campo Grande (MS), servidores públicos se concentraram logo cedo para protestar no centro de Campo Grande.

Sudeste

Nos quatro estados do Sudeste, houve manifestações contra a reforma administrativa e a política econômica de Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia.

Ato unificado das centrais sindicais na Praça Mauá, em Santos (SP) / Leandro Olímpio |@esquerdaonline

Além das bandeiras nacionais de luta desta quarta, manifestantes de Niterói (RJ) questionaram o retorno às aulas presenciais sem os protocolos sanitários necessários, com protesto em frente ao Liceu Nilo Peçanha.

Trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) protestaram na Lapa, em São Paulo (SP), em apoio à greve contra a privatização dos correios e à PEC 32.

Em Minas Gerais, trabalhadoras e trabalhadores da Petrobras fizeram ato na porta da Refinaria Gabriel Passos (Regap) contra a reforma administrativa e as privatizações.

Nordeste

Em Fortaleza (CE), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) foi às ruas “contra a PEC 32 e as privatizações, em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, por vacina e emprego.”

Em Fortaleza / MAB Ceará

Protesto em Fortaleza pediu a saída imediata de Bolsonaro do governo / MAB/Ceará

 

Norte

Em Belém (PA), centrais sindicais fizeram caminhada e panfletagem contra a precarização do serviço público.

Manifestação começou cedo no centro da capital paraense / Will Mota | @esquerdaonline

Sul

Mesmo debaixo de chuva, trabalhadores protestaram contra a reforma administrativa em frente ao Hospital Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre (RS).

Em Caxias do Sul / Daniela Fagundes

Na região serrana, houve ato dos servidores públicos contra a PEC 32 em Caxias do Sul (RS).

Em Criciúma (SC), sindicalistas ocuparam desde cedo a Praça Nereu Ramos para dialogar com a população sobre a PEC 32. Além das panfletagens, eles exibiram faixas pressionando os três deputados federais da região – Ricardo Guidi (PSD), Geovania de Sá (PSDB) e Daniel Freitas (PSL) – para votarem contra a reforma.

Dezenas de servidores paralisaram atividades para protestar no centro de Criciúma / Sabrina Pereira | @jornallivresc

(Com informações da RBA e do Brasil de Fato)

Comentários

Uma resposta para “Manifestações em Brasília e 19 Estados contra reforma administrativa e privatizações”

  1. Avatar de Mauro
    Mauro

    Só com funcionários públicos federais, o Brasil gasta mais de 320 bilhões. Deste valor, 56,5% é consumido por trabalhadores ativos e 43,5% com inativos. E estamos falando só dos federais, sem contar os estaduais e municipais. Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), um estudo do Banco Mundial que mostra que a remuneração de trabalhadores do setor público federal é 67% maior que os salários dos trabalhadores da iniciativa privada. É o índice mais alto entre 53 países analisados. A vantagem salarial dos servidores estaduais (31%) também se encontra entre as maiores do mundo. As empresas estatais, fontes inesgotáveis de cabides de empregos para apadrinhados de políticos são o maior exemplo de incompetência e ineficiência. Empresas como UPS, DHL e outras dão um banho de eficiência com baixos custos e sem os privilégios tais como a estatal Correios oferece aos seus funcionários inclusive pagando dias parados com greves absurdas quando seus funcionários não querem perder os mimos como: vale-peru, vale-cultura, vale refeição durante as férias, férias com gratificação com 2/3 do salário, adicional noturno de 60% sobre a hora trabalhada, hora extra referente a 70% do salário base, licença maternidade de 180 dias,auxílio creche para dependentes até 7 anos e por aí vai. Eletrobrás, Petrobrás e outras “brás” seguem o mesmo caminho do descalabro pago por nós , brasileiros que realmente trabalham para sustentar a vagabundagem de sindicalistas e funcionários incompetentes. Incluo nesta lista os professores, que até em época de pandemia fazem greve. Professores estes que levam a educação no Brasil à patamares ridículos, dignos de republiquetas de bananas. “O Correio é nosso”, “O Petróleo é nosso”. Nosso? Deixe de palhaçada. Só se for teu porque eu tenho que pagar caríssimo pelos combustíveis, pelos lubrificantes, pelo gás de cozinha, pagar absurdos para mandar um sedex qualquer e por aí vai.

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