O desafio de Eduardo Leite é quebrar uma tradição de meio século e eleger o sucessor

O desafio do governador  Eduardo Leite, depois de barrada sua pretensão de ser candidato a presidente da República pelo PSDB em 2022, é eleger o sucessor, já que ele é contra a reeleição.

Leite tem um histórico de sucesso.

Com sólida maioria da Assembleia, completou o ciclo de reformas de ajuste iniciado por Sartori, botou em dia os salários do funcionalismo, anuncia equilíbrio das contas e até alguns investimentos.

Mas o desafio permanece, até porque o equilíbrio fiscal obtido é temporário.

Na história recente, não há caso de governador que tenha sido reeleito ou feito o sucessor no Rio Grande do Sul.

Durante o  regime militar, os governadores eram nomeados, indicados pelo partido que apoiava o governo.

Desde que voltou a eleição direta, há 40 anos, nenhum governo foi aprovado nas urnas no Estado.

Descartada a reeleição, resta a Eduardo Leite eleger o sucessor.

Perguntado recentemente se o candidato seria o vice (candidatura natural) Leite elogiou Ranolfo Vieira, disse que ele tem todas as credenciais para ser candidato do governo, mas jogou pra frente a decisão que pode ser crucial para seu futuro.

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