O que será do patrimônio das fundações extintas? JÁ promove debate nesta quinta

No canal do You Tube do Jornal JÁ Editora, a partir das 18h30 desta quinta-feira, haverá debate sobre o destino do patrimônio das fundações estaduais recentemente extintas ou em processo de extinção em andamento no Rio Grande do Sul.

As fundações públicas são formas jurídicas que os governantes adotaram para escapar das regras paralisantes do orçamento público.

Com mais liberdade para fazer contratos, captar recursos e tomar decisões gerenciais, as fundações foram concebidas para dar mais agilidade à gestão governamental.

Tornaram-se inseparáveis e indispensáveis à administração pública moderna.

​No entanto, instituições consagradas devido aos serviços prestados ao governo e à população deixaram de existir por proposta do governo Sartori aprovada na Assembleia Legislativa. O então governador imaginou que a estrutura da máquina pública estatal poderia absorver suas atribuições, transferindo outras para a iniciativa privada. Foi um desastre.

Sartori alegou que o Estado “economizaria” R$ 320 milhões por ano. Esse cálculo, já de início, se revelou equivocado – não considerou os custos para contratar os mesmos serviços junto à iniciativa privada e esqueceu que grande parte dos mais de mil funcionários dessas fundações tem estabilidade.

O mais grave foi que não houve estudo prévio para avaliar o impacto das extinções. Os prejuízos à sociedade gaúcha são incalculáveis.

Afinal, o que mudou até agora com a extinção das fundações estaduais?

É o que os convidados do irão abordar no debate virtual PATRIMÔNIO AMEAÇADO, promovido nesta quinta-feira, às 18h30. Para acessar o canal do no You Tube, clique aqui.

Participarão na live:

Vera Maria da Costa Dias, química, mestre em Agronomia e em Ciências Analíticas e doutora em Ciências, pesquisadora da Cientec, na sua origem, hoje na Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia;

Aline Barcellos Prates dos Santos, bióloga, pós-graduada em Entomologia, uma das curadoras da coleção científica de insetos do Museu de Ciências Naturais, vinculada antes à Fundação Zoobotânica, hoje à Secretaria do Meio Ambiente;

Domício Grillo, radialista e delegado sindical, apresentador da TVE e da rádio FM Cultura, vinculadas antes à Fundação Piratini, hoje à Diretoria de Radiodifusão e Audiovisual da Secretaria de Comunicação do Estado;

Antônio Escosteguy Castro, advogado, representante do Sindicato dos Radialistas na Frente Jurídica de Defesa das Fundações;

Leonardo Beroldt, engenheiro agrônomo, mestre em Fitotecnia, doutor em Desenvolvimento Rural, e atual reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, que pode herdar parte do patrimônio de algumas das fundações.

Pelo , participam os jornalistas Elmar Bones, que acompanhou desde o início otrabalho das fundações como repórter, editor e diretor de jornais, revistas e livros; e Cleber Dioni Tentardini, autor da série de reportagens sobre as fundações, que resultaram no livro Patrimônio Ameaçado, lançado em 2018, que mediará o debate.

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