Pandemia: Estudo da Science aponta má gestão do governo federal por mortes no Brasil

Bolsonaro gerou aglomeração na Esplanada repetidas vezes e sem usar máscara. Foto: Reprodução redes sociais

Conduzido por pesquisadores brasileiros e norte-americanos, o artigo publicado na revista Science, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo, aponta que a ‘perigosa inação e irregularidades’ do governo de Jair Bolsonaro, incluindo a promoção de remédios ineficazes como a cloroquina no tratamento, gerou o agravamento da pandemia no Brasil.

“A resposta federal tem sido uma combinação perigosa de inação e irregularidades”, escrevem os cientistas.

Segundo o artigo, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderia ter dado uma resposta eficaz à pandemia, mas a falta de incentivo e ações imediatas, tendo em vista o negacionismo do Planalto, travam a contenção do vírus.

“Sem uma estrategia nacional coordenada, as respostas locais variaram em forma, intensidade, duração e horários de início e fim, até certo ponto associadas a alinhamentos políticos. O país tem visto taxas de ataque muito altas e carga desproporcionalmente maior entre os mais vulneráveis acentuando as desigualdades locais”, pontuam.

Os cientistas também citam a variante brasileira de Manaus, na qual eles qualificam como “uma nova variante de preocupação que é estimada em 1,4-2,2 vezes mais transmissível e capaz de escapar da imunidade de infecção anterior”.

“Essa variante está se espalhando por todo o país. Tornou-se o mais prevalente em circulação em seis dos oito estados onde as investigações foram realizadas”, escreveram.

Ainda segundo o artigo, o Brasil deve enfrentar fome e miséria caso nada seja feito com urgência. “O fracasso em evitar essa nova rodada de propagação facilitará o surgimento de novos VOCs [variantes de preocupação], isolará o Brasil como uma ameaça à segurança da saúde global e levará a uma crise humanitária completamente evitável”, finaliza.

 

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