O comando da Brigada Militar e o Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers) abriram sindicância para investigar as denúncias de experimentos irregulares com proxalutamida no Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre.
O caso foi revelado pelo portal Matinal, em reportagem publicada na última terça-feira, 23, e teve repercussão na imprensa nacional.
Em nota, na quarta-feira, o comando da BM informou que abriu a sindicância apesar de “informações preliminares do Departamento de Saúde” da instituição “darem conta de que o estudo teria obedecido às exigências dos órgãos competentes”.
No mesmo dia, em entrevista à Band, o coordenador da Conep, Jorge Venâncio, negou que tenha havido pedido de realização de estudo nesse hospital:
“Nossa avaliação é que o estudo está inteiramente irregular”, afirmou. Ao G1, a Conep também confirmou a informação do Matinal.
Responsável por fiscalizar o exercício da medicina no Estado, o Cremers confirmou que abriu uma sindicância “para investigar as graves denúncias e a existência de ilícito ético”.
Vice-presidente da entidade, Eduardo Trindade, afirmou que o processo abrangerá “todas as pessoas denunciadas e informações relatadas na matéria”. A apuração corre em sigilo e pode ter consequências que vão de sanções confidenciais até a cassação do registro médico – algo raro, que só ocorre com chancela do Conselho Federal de Medicina.
Após a publicação da reportagem, o autor, Pedro Nakamura, e a redação foram alvo de ataques nas redes sociais, “inclusive com a tentativa de derrubar o site do Matinal, que recebeu apoio de entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e a Associação de Jornalismo Digital”,


Deixe uma resposta