Polícia já ouve testemunhas para apurar causas do incêndio da Secretaria de Segurança

Governador visitou pela manhã desta quinta o prédio da Secretaria de Segurança Pública que pegou fogo na noite de quarta. Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

O incêndio que destruiu o prédio da Secretaria de Segurança em Porto Alegre não vai afetar os serviços de segurança e policiamento.

Foi o que afirmaram nesta manhã o secretário Ranolfo Vieira Jr., a chefe de polícia Nadine Anflor e o comandante da Brigada Militar.

O impacto da tragédia, porém, ainda não pode ser medido.

Dois bombeiros que trabalhavam no combate ao fogo estão desaparecidos e o prédio de oito andares foi reduzido a um monte de escombros. O bloqueio da área, na avenida Voluntários da Pátria, tumultuou o trânsito em toda a capital, afetando várias linhas do transporte coletivo.

O governador Eduardo Leite suspendeu compromissos que tinha em São Paulo e retornou às pressas a Porto Alegre.

No prédio funcionavam toda a administração da Secretaria de Segurança, inclusive o gabinete do secretário, além de serviços especializados como a Superintendência de Serviços Penitenciários, o Departamento de Trânsito e o Instituto Geral de Perícias.

O incêndio começou no quarto andar, por volta das dez da noite e só foi controlado por volta das 5 horas da manhã desta quinta-feira, 15.

Ainda na madrugada,  o Departamento de Comando e Controle Integrado que monitora o atendimento aos telefones de emergência da Brigada Militar, Policia Civil,  Instituto Geral de Perícias e Detran. foi  transferido em caráter provisório para as dependências do 9º Batalhão de Polícia Militar.

As buscas pelos bombeiros desaparecidos começaram pouco depois das 7h10 desta quinta-feira (15). O nome deles não foi divulgado, mas trata-se de um sargento e um primeiro-tenente.

A Policia Civil informou que já abriu inquérito para investigar as causas do incêncio que começou na área onde funcionava a Superintendencia de Serviços Penitenciários. Não é descartada a hipótese de incêndio criminoso. As primeiras testemunhas, funcionários que estavam no plantão e que viram o início do fogo, começaram a ser ouvidas pelos investigadores

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