A Justiça autorizou uma perícia particular nos cinco celulares apreendidos com Ronnie Lessa e Élcio Queiroz presos em março, apontados como autores dos assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.
Os telefones foram remetidos à Cellebrite, empresa de São Paulo. A polícia não conseguiu desbloquear os aparelhos, protegidos por senha.
“A situação da perícia é crítica e vem piorando há anos”, afirma José Ricardo Bandeira, presidente do Conselho Nacional de Peritos. “Não se investe em inteligência e em perícia. Com isso, investigações são paralisadas, o que gera um baixo índice de resolução de casos”.
Em abril, uma reportagem da GloboNews mostrou houve inutilização de prova encontrada na cena do crime.
Um documento da Polícia Federal apontou que cápsulas recolhidas no local “não foram tratadas com o cuidado necessário”.
Das nove cápsulas periciadas, os policiais encontraram fragmentos de impressões digitais em apenas uma.
A PF disse que “os estojos passaram por algum exame prévio, já que foram marcados com caneta verde para indicar o código do lote de cada estojo”.
Afirmou ainda que “o exame do estojo em que foi encontrado um fragmento de impressão digital revela ausência de cristais papilares nos locais marcados com caneta”.
Isso, de acordo com a Polícia Federal, indica que a caneta “apagou” uma parte do fragmento.
O PM reformado Ronnie Lessa é apontado como o autor dos 13 disparos que mataram Marielle e Anderson; ele estava no banco de trás do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora. O Ex-PM Élcio Vieira de Queiroz dirigiu o carro na noite do crime.
Ambos estão presos na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.
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