Porto Alegre será por quatro dias a capital da arquitetura brasileira

A arquitetura brasileira vai desembarcar em porto alegre de  09 a 12 de outubro com o 21° Congresso Brasileiro de Arquitetos.
As inscrições já passam de mil e a expectativa dos organizadores é de superar os três mil participantes, entre eles grandes nomes da arquitetura e urbanismo nacional, como a professora, pesquisadora e ativista brasileira Ermínia Maricato, Paulo Mendes da Rocha, Claudia Favero, Luiz Merino, Doris de Oliveira, entre outros nomes que estão por confirmar.
Uma grande exposição de projetos e trabalhos arquitetônicos tomará conta da Praça da Alfândega, onde um palco será montado para eventos abertos ao público.
Uma palestra sobre “Espaço e Democracia”, também aberta ao público, abre o evento no Araújo Viana. Nos três dias seguintes, em todos os espaços culturais do centro históricos e do Campus Central da UFRGS haverá exposições, apresentações, palestras, debates, oficinas, mini-curso. “A cidade vai respirar arquitetura e urbanismo”, diz Rafael Passos, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil/RS, anfitriãodo evento. Ele falou ao JÁ sobre o Congresso.

O que marca esse congresso brasileiro de arquitetos de 2019?
O importante neste Congresso é que ele não vai se realizar num local, um centro de de convenções. Ele acontecer em vários pontos da cidade, com eventos abertos para levar a arquitetura para a cidade, aproximar a população das questões da arquitetura. Haverá uma programação específica, fechada para quem paga inscrição, mas a tônica é essa.
Mas haverá um polo, um ponto de referência…
O centro vai ser a Praça da Alfândega onde haverá um palco para debates abertos ao público e também uma espécie de “Feira da Arquitetura”, com a exposição de 200 trabalhos e projetos. Em atividades diversas, serão também utilizados os demais espaços culturais do centro histórico – o Multipalco, o Museu Erico Verissimo, o Museu de Arte, o Salão de Atos da UFRGS, o Memorial, no antigo prédio da Quimica no Campus Central, e o Solar do IAB. A ideia é falar sobre espaço e democracia na prática, promovendo vivências nos espaços públicos, prédios históricos, praças e parques.
É a terceira vez que os arquitetos fazem um congresso nacional em Porto Alegre, sendo que a última foi há 50 anos…
Sim. Porto Alegre sediou o segundo congresso brasileiro de arquitetos, em 1948, onde foram lançadas as bases da Faculdade de Arquitetura de Porto Alegre, oficializada quatro anos depois. O outro congresso na cidade foi 21 anos depois, em 1969. Foi depois do AI-5, que endureceu a ditadura e o congresso refletiu muito o ambiente político radicalizado. Foi também uma espécie de preparatório para o Congresso Mundial que seria em Buenos Aires no ano seguinte.
No ano que vem terá um congresso mundial de arquitetos no Rio. Esse aqui não deixa de ser um preparatório também...
Certamente os debates e as posições tiradas aqui influirão na pauta que os arquitetos brasileiros apresentarão no Congresso mundial no Rio em 2020. O que vamos discutir aqui em torno do tema “Espaço e Democracia” é uma demanda universal.
“Espaço e Democracia” é o tema central que orienta toda a programação, em que consiste?
Vamos debater os espaços públicos ocupando os espaços públicos. A ideia é fazer a sociedade ver o evento acontecendo,  falar sobre espaço e democracia na prática, promovendo vivências nos espaços públicos, prédios históricos, praças e parques.
Programação Completa: http://www.21cba.com.br
Nota do Editor: Esta é a primeira de uma série de matérias que o JÁ vai fazer sobre o CBA.

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