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  • Gasto per capita em saúde no Rio Grande do Sul é 30% menor do que em Santa Catarina

    Gasto per capita em saúde no Rio Grande do Sul é 30% menor do que em Santa Catarina

    Em audiência pública na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o secretário municipal Fernando Ritter comparou os recursos destinados à saúde pelos governos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. “Praticamente o mesmo valor, em números absolutos”, disse ele.

    Conforme o orçamento de 2025, os dois estados vizinhos vão aplicar em saúde pouco mais de R$ 7 bilhões cada um.

    A diferença é que Santa Catarina tem pouco mais de 8 milhões de habitantes, enquanto o Rio Grande do Sul tem uma população de mais de 11 milhões.

    Além disso, com um orçamento na casa dos R$ 85 bilhões o Rio Grande destina 9% à saúde (3% a menos do que o mínimo constitucional, conforme reconhece o próprio Tribunal de Contas do Estado), enquanto Santa Catarina, com orçamento de R$ 56 bilhões aplica 14,2% em saúde*.

    Significa que o gasto per capita na saúde dos catarinenses é de 750 reais por habitante, enquanto no Rio Grande do Sul é de  545 reais para cada gaúcho, uma diferença de quase 30%.

    *Dados da Lei Orçamentária Anual para 2025

     

     

     

     

  • Emergências e UTIs superlotadas configuram “situação de guerra” em Porto Alegre

    Emergências e UTIs superlotadas configuram “situação de guerra” em Porto Alegre

    Os hospitais de Porto Alegre vivem o que a secretária da Saúde, Arita Bergman, definiu como “situação de guerra”, com emergências e UTIs superlotadas, pacientes em macas pelos corredores e até no chão, como se podia ver nesta segunda-feira no Hospital Nossa Senhora da Conceição.

    O colapso da rede hospitalar da região metropolitana tem como causa principal a  falta de investimentos ao longo dos últimos anos e foi agravado pela enchente do ano passado que atingiu hospitais em várias cidades.

    O aumento exponencial de doenças respiratórias com a chegada do inverno completou o quadro de colapso na saúde pública na capital do Estado.

    Quase cinco mil internações foram registradas pela Secretaria de Saúde este ano, com 66 mortes já contabilizadas.

    Para agravar o quadro, já dramático, uma guerra política se acirra entre os governos estadual e federal com a proximidade das eleições e 2026.

    Nesta terça-feira, em reunião de emergência com prefeitos e representantes do setor de saúde, o presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, apresentou proposta de usar o dinheiro do Fundo de Reconstrução do Rio Grande.  O fundo tem recursos do governo federal no total de R$ 1,5 bilhão e é gerido pelo governo Estadual. Um grupo de trabalho com representantes dos prefeitos da região metropolitana e dos setores de saúde  está detalhado a proposta.

    Uma nova reunião nesta quarta-feira vai definir a proposta.
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  • Secretária da Saúde alerta para o baixo indice de vacinação contra gripe em crianças e idosos

    Na reunião com os prefeitos da Região Metropolitana de Porto Alegre, na sexta-feira 23/05, a Secretária  da  Saúde do RS,  Arita Bergman fez um apelo para que os municípios intensifiquem a vacinação contra a gripe.

    A secretária disse que até o momento, apenas 35% dos grupos prioritários se vacinaram no Rio Grande do Sul.

    A situação é mais crítica entre crianças, com apenas 21,4% de cobertura, e idosos, com 39,7%.

    Apesar da campanha ter sido ampliada para toda a população acima de seis meses de idade, a prioridade segue sendo para os grupos de maior risco.

    “Se as pessoas não se vacinarem, não haverá leitos suficientes. É fundamental que cada um faça sua parte”, alertou Arita.

    Em 2025, foram notificados no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep Gripe), 318 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza, sendo que 26 deles evoluíram para óbito. O principal vírus identificado foi o da influenza A, subtipo H1N1.

    Embora o período de maior circulação do vírus seja o inverno, em meados de abril já foi verificado um aumento no número de casos e de óbitos. Foram notificados 66 casos de SRAG por influenza, e seis deles evoluíram para óbito.

    Estratégia de vacinação no RS

    O público-alvo da estratégia de vacinação contra gripe no Rio Grande do Sul, iniciada em abril, supera 5,3 milhões de pessoas.

    Elas fazem parte dos grupos prioritários selecionados pelo Ministério da Saúde para serem imunizados, seja por estarem mais expostos, seja por causa dos riscos de agravamento da doença.

    A estimativa é que 5.324.874 pessoas pertençam aos grupos prioritários, cuja distribuição é a seguinte:

    • Crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias): 830.039
    • Gestantes (em qualquer período gestacional): 90.731
    • Idosos (a partir de 60 anos): 2.314.385
    • Trabalhadores da saúde: 453.057
    • Puérperas (até 45 dias após o parto): 14.915
    • Professores dos ensinos básico e superior: 153.385
    • Povos indígenas: 41.091
    • Pessoas em situação de rua: 4.128
    • Profissionais das forças de segurança e de salvamento: 28.178
    • Profissionais das Forças Armadas: 38.899
    • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade): 665.072
    • Pessoas com deficiência permanente: 464.668
    • Caminhoneiros: 128.564
    • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso): 29.034
    • Trabalhadores portuários: 4.051
    • Trabalhadores dos Correios: 5.347
    • Funcionários do sistema de privação de liberdade: 6.745
    • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos): 34.948

    A meta é vacinar 90% das gestantes, das crianças e dos idosos. Esse índice, contudo, ficou abaixo do esperado nos últimos anos: 79,3% em 2021; 65,2% em 2022; 56,4% em 2023; e 52,3% em 2024.

    Para os demais grupos que serão vacinados na estratégia especial, não é estipulada uma meta, uma vez que o número de pessoas aptas a receberem o imunizante é apenas uma estimativa.

    Uma das novidades a partir deste ano é a inclusão da vacina da gripe no Calendário Nacional de Vacinação para crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos), tornando permanente a proteção para esses públicos, ou seja, a vacinação fica disponível ao longo de todo o ano a partir da chegada das doses.

    Proteção

    A vacinação é considerada a melhor estratégia de prevenção contra a influenza e possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos.

    A influenza causa uma infecção aguda que afeta o sistema respiratório. Ele possui uma elevada transmissibilidade, distribuição global e tendência de fácil disseminação em epidemias sazonais, podendo levar, inclusive, a uma situação de pandemia. Os casos de influenza variam de quadros leves a graves e podem levar ao óbito.

    A vacina contra influenza é produzida no Brasil pelo instituto Butantan. Os imunizantes das campanhas atuais são trivalentes e protegem contra os vírus da influenza A (de dois subtipos, H1N1 e H3N2) e da influenza B, que são os de maior importância epidemiológica, de acordo com a própria Organização Mundial da Saúde.

    Situação epidemiológica no RS

    São contabilizados para registro epidemiológico os casos de hospitalizações por síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), caracterizadas por quadros de síndromes gripais, dispneia (desconforto respiratório) e/ou sinais de gravidade, como baixa saturação de oxigênio no sangue. Quando identificado um caso com essas características no momento da internação, é feita a coleta de amostras (secreção nasal) para a realização de exame.

    Entre os vírus que podem ser detectados estão o da influenza, a da covid-19 e o sincicial respiratório (VSR). Para melhorar a visualização das notificações desses tipos de hospitalizações, a SES, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), dispõe desde 2023 de um painel aberto para consulta e acompanhamento. As notificações podem ser filtradas por local (Estado, cidades, coordenaria regional), tempo (datas do início dos sintomas), evolução (internado, recuperado ou óbito) e perfil das pessoas (faixa etária, sexo e raça).

    Se for considerada a série histórica iniciada após a pandemia de H1N1 ocorrida em 2009, os casos de influenza tem aumentado nos últimos anos. O maior número deles foi registrado em 2024. 

    (Com informações da Secretaria da Saúde do  RS)

  • Gripe aviária: Secretaria desativa barreiras sanitárias mas mantém vigilância na região

    Gripe aviária: Secretaria desativa barreiras sanitárias mas mantém vigilância na região

    A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul  desativou três das sete barreiras sanitárias instaladas contra a  gripe aviária.

    Um foco da doença detectado numa granja em Montenegro levou à suspensão das exportações de franco do Brasil para mais de 100 países.  Sete barreiras sanitárias foram instaladas na região.

    Na sexta-feira, 23, os técnicos deram por concluída a primeira etapa de vistorias nas propriedades rurais, em um raio de dez quilômetros a partir do foco em Montenegro. Não houve registro de novos casos.

    A vigilância, porém, permanece. Funcionando 24 horas, ficarão instaladas as duas barreiras de desinfecção em um raio de três quilômetros nas estradas vicinais, além da estrutura na RS-124.

    A barreira de bloqueio ao foco também segue posicionada. Até o momento, 2.805 veículos já foram abordados e desinfetados.

    Na quinta-feira (22/5), a equipe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal manteve as atividades de educação sanitária nos municípios da região.

    Houve ações em 32 escolas municipais e estaduais, além de reuniões com gestores de escolas e agentes de saúde e agentes de endemias.

    Sobre a gripe aviária

    A influenza aviária, ou gripe aviária, é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas que também pode infectar mamíferos, inclusive o ser humano. A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e por meio da água e de materiais contaminados.

    O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou adquiridos em pontos de venda é seguro, já que a doença não é transmitida por meio do consumo. Assim, não há qualquer restrição nesse sentido.

    Todas as suspeitas da doença – sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves – devem ser notificadas imediatamente à Seapi, por meio da Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

    Balanço até quinta-feira (22/5)

    Sete barreiras sanitárias
    Área de foco (três quilômetros): um bloqueio e duas barreiras sanitárias
    Área de vigilância (dez quilômetros): quatro barreiras sanitárias
    2.805 veículos abordados e desinfetados (acumulado)
    Propriedades visitadas

    540 propriedades e uma granja
    Área de foco (três quilômetros): 30 propriedades de subsistência (conclusão do segundo ciclo)
    Área de vigilância (dez quilômetros): 510 propriedades de subsistência e uma granja de recria de aves (encerramento do primeiro ciclo)
    Equipes envolvidas

    Servidores da Secretaria da Agricultura: 85, entre fiscais estaduais agropecuários, técnicos agrícolas e outros
    Servidores do Ministério: cinco
    Servidores da Prefeitura de Montenegro: cinco
    Servidores da Brigada Militar: 50
    Servidores do Corpo de Bombeiros: cinco

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Fraudes no INSS: R$ 292 milhões descontados depois do bloqueio serão devolvidos até 6 de junho

    Fraudes no INSS: R$ 292 milhões descontados depois do bloqueio serão devolvidos até 6 de junho

    O INSS devolve a partir desta segunda-feira, 26, os primeiros R$ 292 milhões descontados indevidamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

    O valor corresponde aos descontos feitos em abril, quando já estavam bloqueados os pagamentos a associações e sindicatos, mas não foi possível excluí-los da folha que já estava pronta. O calendário de pagamentos vai até 6 junho.

    O total a ser devolvido pode superar os R$ 6 bilhões.

    Cerca de 4 milhões milhões de aposentados e pensionistas  foram lesados pelo esquema fraudulento que operava com ramificações dentro do INSS desde 2019, pelo menos.

    O restante a ser devolvido depende de manifestação do aposentado ou pensionista pelo site Meu INSS ou pelo telefone 135.

    Depois disso, o INSS afirma que “vai acionar a entidade para que comprove a autorização. Caso não haja comprovação, a entidade deverá devolver os recursos ao Instituto, que posteriormente fará o repasse ao beneficiário.

    A devolução será feita pelo mesmo meio que o INSS faz os pagamentos regulares – seja conta bancária ou cartão magnético.

     

  • Crise nos hospitais: prefeitos da região metropolitana culpam Eduardo Leite

    Crise nos hospitais: prefeitos da região metropolitana culpam Eduardo Leite

    Os prefeitos dos municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, terão nova reunião com a Secretaria Estadual da Saúde nesta sexta-feira (23), para buscar saídas para a superlotação dos hospitais.

    O governo do Estado decretou emergência na saúde pública no dia 19 de abril,  justificando a medida com o grande aumento de pacientes  com infecções respiratórias com o início do frio.

    Dois dias antes,  os prefeitos da RMPA tinham se reunido com o governador Eduardo Leite e, segundo a imprensa, “não saíram satisfeitos”.

    Na ocasião, o governador Eduardo Leite anunciou o investimento de R$ 39 milhões pelo programa Assistir para a Região Metropolitana, e acenou com a possibilidade de assumir a gestão dos atendimentos médicos de média e alta complexidades em Porto Alegre.

    A negociação terminou frustrada.

    Os prefeitos alegam  que a verdadeira causa do colapso na rede hospitalar no Estado é o corte nos investimentos que o governo deveria fazer.

    Eles cobram a aplicação de 12% do orçamento na saúde conforme estabelece a Constituição.

    Atualmente, o governo chega a esse percentual por artifícios contábeis, incluindo como investimento a contribuição para o IPE Saúde e outros gastos com aposentadorias e pensões.

    Sem esses itens indevidamente considerados investimento, o orçamento para a saúde atinge cerca de 9%.

    Durante uma reunião, no dia seguinte à decretação de emergência, o secretário da saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, fez críticas ao governo do Estado.

    Segundo Ritter,  R$ 18 bilhões deixaram de ser investidos na saúde do RS nos últimos 10 anos. ” Ainda não tivemos uma resposta à altura das necessidades da Região Metropolitana. O problema é que precisamos desembolsar recursos próprios e, com a crise financeira, os gastos em função das enchentes, a situação econômica do país que ainda não se recuperou em função da pandemia, fazem com que os municípios fiquem numa situação difícil”, declarou Ritter.

    Enquanto isso, os hospitais da Região Metropolitana registram aumento das filas de espera, superlotação nas emergências e a lista de municípios em situação de emergência aumenta.

  • Gripe aviária: teste descarta contágio em trabalhador da granja onde surgiu o foco

    Gripe aviária: teste descarta contágio em trabalhador da granja onde surgiu o foco

    Deu negativo o exame de um trabalhador da granja comercial de Montenegro, onde foi identificado foco de gripe aviária que fez o Brasil suspender as exportações de carne de frango para mais de 100 países. O funcionário havia tido contato com as aves doentes e apresentou sintomas gripais.

    Os exames  foram feitos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio,  que emitiu o laudo negativo nesta terça-feira.

    De acordo com a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, o exame foi feito por método da análise do material genético presente na amostra coletada, conhecido pela sigla PCR.

    Também foram realizadas análises para gripe (influenza) e covid-19, todos com resultados negativos.

    De acordo com a secretaria, apenas esse trabalhador da granja, até o momento, apresentou sintomas gripais. Ele chegou a ser isolado em seu domicílio.

    Desde a última sexta-feira (16), trabalhadores e funcionários da granja em Montenegro (RS) e do zoológico de Sapucaia do Sul (RS), locais com foco confirmado de gripe aviária entre os animais, estão sendo monitorados pelas equipes de saúde do estado.

    O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) do Rio Grande do Sul reforçou que o risco de infecção por influenza aviária em humanos é considerado baixo.

    A transmissão ocorre predominantemente em pessoas com contato próximo e frequente com aves ou mamíferos infectados, vivos ou mortos.

    “A doença não é transmitida pelo consumo de alimentos bem cozidos ou preparados adequadamente, e a transmissão entre pessoas é extremamente limitada”, disse em nota.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária investiga sete casos de doenças respiratórias em aves, segundo o painel Síndrome Respiratória e Nervosa em Aves, da pasta, atualizado às 13h01 desta terça-feira (20). 

    Dois dos casos analisados são em granjas comerciais, em Ipumirim (SC) e em Aguiarnópolis (TO); quatro, em criadouros de subsistência, em Triunfo (RS), Estância Velha (RS), Salitre (CE), e Eldorado dos Carajás (PA); e um, em aves silvestres, em Derrubadas (RS).

    Os casos em investigação, segundo o ministério, podem vir a ser de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP ou gripe aviária), doença de Newcastle (DNC) ou outras doenças respiratórias.

    No momento, segundo o painel, há dois “focos em andamento” de gripe aviária no país: em Montenegro (RS) – o primeiro foco registrado no Brasil em uma granja comercial – e em Sapucaia do Sul (RS), no zoológico da cidade, em aves consideradas silvestres.

    A granja segue interditada e está sendo concluído o trabalho de desinfecção. Um total de 17 mil galinhas matrizes de ovos férteis morreram na granja, na última semana, a maioria em decorrência da doença e as demais foram sacrificadas. Barreiras sanitárias foram montadas em rodovias e estradas, além de visitas em propriedades de um raio de 10 quilômetros. Alguns outros casos suspeitos de focos estão sob análise no Estado e país, mas nenhum foi confirmado.

  • Gripe aviária: segundo foco confirmado no zoológico de Sapucaia; quatro suspeitas em análise em outros Estados

    Sete casos suspeitos de gripe aviária estão em investigação no Brasil, segundo informou nesta segunda-feira o Ministério da Agricultura.

    Três deles – no Mato Grosso, Sergipe e Ceará –  já foram descartados. Seguem em análise laboratorial as suspeitas no Tocantins e em Santa Catarina.

    No Rio Grande do Sul, confirmou-se um segundo foco em patos e gansos do zoológico de Sapucaia, na região metropolitana de Porto Alegre, a 46 quilômetros de Montenegro, onde se registrou o primeiro caso, na quinta-feira passada.

    Os dados foram atualizados às 19 horas desta segunda-feira no painel de monitoramento do Ministério da Agricultura e Pecuária.

    O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Em 2024,  vendeu 5,2 milhões de toneladas do produto,  para 151 países, com receita de US$ 9,9 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    O mercado externo absorve pouco mais de 35% de toda a carne de frango produzida no Brasil. Quase 80% das exportações saem do Paraná, Santa Catarina e RS.

    Os principais destinos internacionais dos produtos da cadeia brasileira do frango são China, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Filipinas, União Europeia, México, Iraque e Coreia do Sul, com mais de 60% dos volumes embarcados.

    O ministro Carlos Fávaro deu uma entrevista otimista quanto a possibilidade de manter sob controle os dois focos confirmados e retomar as vendas externas, com a volta gradativa à normalidade.

    No mercado interno, a previsão é de estabilidade de preços, uma vez que dois terços da produção nacional fica no mercado interno.

    Exportações afetadas

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou o número de mercados que estão com exportações suspensas para o frango brasileiro oriundo de qualquer parte do território nacional.

    Sete deles comunicaram a suspensão diretamente ao governo: México, Coreia do Sul, Chile, Canadá, Uruguai, Malásia e Argentina.

    Outros 10 tiveram, por força dos acordos sanitários bilaterais, a interrupção automática dos embarques: China, União Europeia (27 países), África do Sul, Rússia, Republica Dominicana, Bolívia, Peru, Marrocos, Paquistão e Sri Lanka.

    Já para outros mercados, a suspensão das exportações, também por força de acordos bilaterais, devem abranger apenas o estado do Rio Grande do Sul ou o município de Montenegro. São eles: Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Japão, Singapura, Reino Unido, Cuba, Filipinas, Jordânia, Hong Kog, Argélia, Timor Leste, Índia, Lesoto, Paraguai, Suriname, Vanatu e Vietnã.

    No caso dos Estados Unidos, o maior importador de ovos do Brasil, o comércio desse produto mantido em todo o território nacional, mas as vendas de material genético foi suspensa temporariamente.

    Sistema eficiente

    Carlos Fávaro explicou que o Brasil possui um dos melhores sistemas de defesa agropecuária do mundo, e lembrou que o vírus circula no mundo desde 2006, só agora, 19 anos depois apareceu em planteis comerciais do país.

    Desde maio de 2023, mais de 2 mil investigações de casos de gripe aviária foram feitas de forma recorrente.

    Para o secretário de Defesa Agropecuária da pasta, Carlos Goulart, o país está preparado para responder de forma adequada o foco.

    “O Brasil é o único país do mundo que disponibilizado painel, em tempo real, com duas atualizações ao dia. Assim que o laboratório dá o diagnóstico, ele coloca no site. Isso é o nível de transparência que a gente teve que adotar por ser o líder global de produção e exportação de aves e ovos. Foi uma maneira de responder a essa incredulidade que algumas autoridades sanitárias tinham de a gente produzir sem influenza”, afirmou.

    Segundo ele, das 538 propriedades rurais da região de Montenegro, mais da metade (310) já foi visitada, incluindo todas em um raio de três quilômetros (km) do foco, além da instalação de barreiras de controle de circulação. Cerca de 17 mil aves foram mortas pela doença ou sacrificadas nas granjas.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Documentário: PT diz que Eduardo Leite faz promoção pessoal com dinheiro público

    Documentário: PT diz que Eduardo Leite faz promoção pessoal com dinheiro público

    “Autopromoção com recursos públicos”, é a acusação que o Partido dos Trabalhadores levou ao Ministério Público do Rio Grande do Sul contra o governador Eduardo Leite (PSDB).

    O alvo é o documentário “Todos Nós por Todos Nós”, lançado para marcar um ano das enchentes de maio de 2024 no estado. A bancada do PT na Assembléia Legislativa  pede a suspensão imediata do filme e a abertura de investigação por “improbidade administrativa”.

    Segundo a representação, o documentário, já no circuito local,  apresenta-se como uma peça institucional, embora seja “uma estratégia de promoção pessoal do governador com vistas às eleições presidenciais de 2026, para as quais Leite já é pré-candidato declarado”.

    “O que se vê nitidamente é uma peça de publicidade cujo objetivo é promover nacionalmente a imagem do senhor governador com vistas a projetá-lo enquanto futuro candidato ao cargo de Presidente da República”, afirma o documento entregue ao procurador-geral de Justiça do estado, Alexandre Saltz.

    Dinheiro público
    O PT alega que a obra foi financiada com recursos do governo estadual, o que configura uso indevido de verba pública. Os petistas pedem que Eduardo Leite seja responsabilizado pessoalmente e obrigado a ressarcir os cofres públicos.

    Um dos principais argumentos é a expressiva presença do governador no filme. De acordo com a representação, em um total de 42 minutos e 14 segundos de duração, Eduardo Leite aparece em 9 minutos e 2 segundos — o que representa 21,83% do tempo. “É possível concluir de forma objetiva que o filme não é sobre o papel dos gaúchos perante a tragédia, mas para exaltar a participação de Eduardo Leite nos eventos”, diz o texto.

    O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que atuou como ministro extraordinário da Reconstrução do Rio Grande do Sul durante a catástrofe climática, afirmou que o partido tomará outras medidas contra o governador. Em tom crítico, Pimenta comparou a situação com sua própria atuação institucional:

    “Imagina se eu, como ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, tivesse produzido um documentário comigo e com Lula sobre nossas ações no Rio Grande do Sul? O que Leite fez é um escândalo. Ele só fez isso porque tem certeza da impunidade”, afirmou.

    Governo do RS nega irregularidades
    Em nota, a Secretaria de Comunicação do governo estadual defendeu a produção e negou qualquer tentativa de promoção pessoal. Segundo o órgão, o documentário foi elaborado com material captado pelo próprio Departamento de Jornalismo do governo, e tem como objetivo prestar contas à população, destacando ações de enfrentamento à crise e o andamento do Plano Rio Grande — programa voltado à reconstrução do estado.

    “A obra tem valor histórico, reúne depoimentos de pessoas da comunidade atingida, além de falas de diversas autoridades, incluindo o presidente Lula”, afirmou a secretaria. O governo diz ainda que a exibição faz parte de uma ampla programação organizada para lembrar a maior tragédia climática da história gaúcha e destacar os esforços de reconstrução.

    Próximos passos
    A representação agora está sob análise do procurador-geral Alexandre Saltz, que decidirá se há indícios suficientes para instaurar uma investigação formal contra o governador.

     

  • Aumento de doenças respiratórias: Prefeitura decreta emergência em Porto Alegre

    Aumento de doenças respiratórias: Prefeitura decreta emergência em Porto Alegre

    Diante do avanço da sazonalidade de vírus respiratórios e da alta nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), a Prefeitura de Porto Alegre declarou emergência em saúde pública no município.

    O decreto está publicado no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) desta sexta-feira, 16.

    A medida tem como objetivo ampliar a capacidade de resposta da rede assistencial e evitar a desassistência da população mais vulnerável, especialmente crianças e idosos.

    De acordo com o monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde, houve um aumento progressivo de internações por Sindrome Respiratória desde os primeiros dias de abril.

    A situação ocorre em paralelo à superlotação de leitos de prontos atendimentos e hospitais da Capital, agravada pela redução da oferta de atendimentos do SUS na região metropolitana.

    Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, Porto Alegre encontra-se em nível de alerta para crescimento de longo prazo dos casos de Srag, com 95% de probabilidade de alta nas próximas semanas. As faixas etárias mais afetadas são as crianças de 0 a 4 anos (42,3% das notificações) e os idosos com 60 anos ou mais (36%).

    Os dados mais recentes do sistema municipal indicam superlotação nos leitos de enfermaria adulto e pediátrico, tanto em unidades de pronto atendimento quanto em hospitais de média e alta complexidade. A ocupação crítica compromete a capacidade de atendimento imediato e pode resultar em desassistência em cenários de agravamento clínico. No atual período, Porto Alegre registra 10% a mais de ocupação em comparação com mesmo período do ano passado.

    “Já alertamos há mais tempo: é preciso se antecipar ao agravamento do inverno. Não podemos esperar a crise bater à porta. Os recursos estaduais, infelizmente, seguem insuficientes. Mais uma vez, quem segura a ponta são os municípios — que, com esforço próprio e apoio da União, têm garantido o atendimento à população. É hora de reconhecer quem está na linha de frente e cobrar responsabilidade compartilhada”, avalia o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter.

    Medidas extraordinárias – A declaração de emergência permite à administração municipal adotar medidas administrativas excepcionais e temporárias, como reforço de equipes, ampliação de leitos e flexibilização de processos de contratação e aquisição. A medida também viabiliza o acesso a recursos federais específicos para o enfrentamento da crise, conforme previsto na portaria GM/MS nº 6.914.

    A prefeitura destaca que a situação é agravada pelo cenário epidemiológico da dengue, que já havia motivado outra declaração de emergência em abril. A combinação de surtos simultâneos pressiona ainda mais a rede pública de saúde, exigindo ações coordenadas, emergenciais e intersetoriais.

    A SMS reforça que segue monitorando os indicadores em tempo real e mobilizando esforços para proteger a população de maior risco, com foco na manutenção da capacidade de resposta do sistema de saúde municipal.