O presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados no Rio Grande do Sul (Agergs), disse nesta quarta-feira, 22, que uma das causas do colapso do transporte público em Porto Alegre são os “contratos primitivos” que hoje regulam as concessões na capital.
A pandemia, ao reduzir pela metade o número de passageiros, apenas agravou uma situação “que vem de muito tempo”, segundo Luis Afonso Senna, que é engenheiro, especialista em mobilidade urbana.
“Precisamos de arranjos inteligentes, para dar sustentação ao sistema. Não pode ser um cartório”, disse Sena, ex-presidente da Empresa de Transporte Coletivo e ex-secretário da Mobilidade em Porto Alegre.
Desde junho de 2020, ele preside a AGERGS, que regula as concessões de serviços públicos no Rio Grande do Sul.
Senna criticou a falta de um planejamento de curto, médio e longo prazo para o transporte coletivo da capital gaúcha (“É um problema não só de Porto Alegre”) e disse que, sem planejamento, as medidas que vem sendo propostas “não passam de paliativos”.
O debate sobre “o futuro das cidades”, no programa Atualidade, da Rádio Gaúcha, contou também com o urbanista Augusto Portugal.


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