Protestos deste sábado: algo de novo nas ruas de Porto Alegre

Foto: Fernanda Scur

A manifestação contra o governo Bolsonaro, na tarde deste sábado, 29, foi a maior já registrada em Porto Alegre, desde o início da  pandemia.

Foi maior, talvez, que as mobilizações de 2016 e comparável até às históricas jornadas de 2013.

Tanto em número ( na casa das dez mil pessoas ), quanto em organização (com alas, alegorias e grupos de percussão), o protesto sinaliza para uma “volta do povo às ruas”,  depois de um longo período de recesso e timidez nas mobilizações por conta da pandemia.

Pelo país inteiro protestos de rua pediram vacina e gritaram fora Bolsonaro, neste sábado. Mobilizações expressivas, além de Porto Alegre,  registraram-se em São Paulo, onde uma multidão tomou a avenida Paulista, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

Em Porto Alegre, chamou atenção a reduzida presença de bandeiras e simbolos partidários e a participação de jovens e quase nenhuma referência a eleições ou candidaturas presidenciais.

Esses sinais, lembram as chamadas “jornadas de 2013”, quando os protestos em Porto Alegre, contra o aumento das tarifas de ônibus, anteciparam um grande movimento nacional, que depois foi manipulado e se voltou contra a então presidente Dilma Rousseff.

O uso de máscara e o distanciamento entre os manifestantes também marcaram os protestos deste sábado.

As manifestações foram convocadas por centrais sindicais, sindicatos e entidades de sociedade civil e os partidos PSOL e PCdoB.

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