Quarenta cidades dos Estados Unidos, inclusive a capital, com toque de recolher

Os protestos foram desencadeados pela morte do cidadão negro George Floyd por um policial branco de Minneapolis na segunda-feira (Foto Mark Vancleave / Star Tribune via Getty Images)

Já são 40 cidades americanas com toque de recolher depois de seis dias de protestos violentos, desencadeados pelo caso George Floyd, um ex-segurança negro morto por asfixia por um policial branco.

George Floyd, de 46 anos foi preso por suspeita de passar uma nota falsa. Algemado e imobilizado, foi asfixiado pelo policial Derek Chauvin, que apertou seu pescoço com o joelho por mais de oito minutos. O vídeo gravado por um celular com Floyd gritando que não conseguia respirar provocou uma onda de indignação no país.

Cinco mortes e mais de 1.400 pessoas detidas foram registradas pelo jornal “The New York Times”.  Manifestações nesta domingo ocorreram em 75 cidades.

A revolta deflagrada pelo crime racista se alimenta também da crise econômica e social, decorrente da pandemia, que já matou mais de 100 mil pessoas e elevou o desemprego para 40 milhões, o maior índice em 70 anos.

Entre as cidades com toque de recolher estão Los Angeles, a segunda maior cidade dos EUA, e a capital Washington. A maior parte dos protestos ocorreu de maneira pacífica, mas houve confrontos com a p0lícia em Nova York, Chicago, Boston e San Diego.

Em Minneapolis, cidade onde George Floyd morreu, um homem com um caminhão-tanque avançou contra os manifestantes, que tentaram linchá-lo. Ele foi preso com ferimentos leves.

Na capital Washington, centenas de pessoas se dirigiram à Casa Branca, sede do poder dos EUA.

Por volta das 20h (de Brasília), a situação ao redor do edifício ficou mais tensa, e policiais foram chamados para evitar que o grupo ultrapasse barreiras de contenção.

Desde a meia-noite desta segunda-feira (1º) a capital americana também entrou em toque de recolher. Bombas de gás foram lançadas contra manifestantes que atearam fogo em carros e objetos. Todas as luzes da Casa Branca foram apagadas por medidas de segurança.

Os protestos se espalharam por outros países, como Reino Unido, Alemanha e Canadá. O Brasil também teve manifestações antirracistas.

Em Atlanta, onde houve cenas de violência no centro da cidade, as autoridades de segurança demitiram dois policiais acusados de uso excessivo da força nos manifestantes.

No sábado, o presidente Donald Trump disse que as forças dos EUA estariam “de prontidão” caso precisassem intervir nos protestos.

Pelas redes sociais, Trump parabenizou a atuação da Guarda Nacional nos protestos e criticou a mídia e o movimento antifascista “Antifa”. Em tuíte, ele disse que irá designar o Antifa como uma “organização terrorista”

No Rio de Janeiro, manifestantes organizaram a passeata “Vidas Negras Importam” em protesto pela morte de João Pedro, um adolescente negro morto numa ação policial. Houve confronto com a polícia

Na cidade canadense de Toronto, o protesto contra o racismo também foi em homenagem a Regis Korchinski-Paquet, um homem negro que morreu depois de cair de um prédio durante uma abordagem policial.

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