Deu partida nesta sexta-feira, no município de Candiota (RS) a Usina Termelétrica Pampa Sul em construção desde 2014 por uma empreiteira chinesa.
A usina de 345 megawatts instalados custou R$ 2 bilhões e antes de começar a operar já estava a venda pela Engie, francesa que controla cinco termelétricas a carvão no Sul do Brasil. Todas estão à venda, mesmo a de Charqueadas, que está fechada há três anos.
Gigante mundial de energia, a Engie adotou em 2016 uma nova estratégia global, saindo da geração a carvão, colocando à venda todas as suas termelétricas em diversos países.
As obras da Pampa Sul já estavam em andamento e não foram interrompidas.O que entrou em operação agora é a primeira etapa de um projeto que já prevê duplicação da termelétrica.
A expectativa da empresa é que, com a entrada em operação, se acelerem as negociações que já existem e são cercadas de sigilo.
Além da Pampa, a Engie está negociando a venda das três unidades do complexo Jorge Lacerda, em Santa Catarina, que gera 857 megawatts, e está em plena operação.
A primeira unidade de Jorge Lacerda começou a funcionar em 1965, a segunda é da década de 1970, a mais nova é de 1997.
A venda das usinas é consequência da estratégia global da Engie, não está relacionada com o mercado de energia no Sul do Brasil.
Nas condições atuais, a matriz energética da região não tem como dispensar as termelétricas a carvão. Ao contrário, se houver crescimento elas serão imprescindíveis para atender à demanda por energia.
O Rio Grande do Sul, principalmente, depende do carvão para garantir o suprimento de energia elétrica no curto prazo. Atualmente, mesmo com a economia estagnada, o Estado está importando energia do Uruguai.
A energia eólica que seria a alternativa mais sustentável não é “firme”, com rendimento médio de 50%, ou seja, metade do tempo os cataventos não giram.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)
Enquanto o mundo investe em novas fontes de energia renovável, o Brasil empaca nestas usinas de carvão que destroem o meio ambiente.