A China pediu que os Estados Unidos “obedeçam à Carta da ONU e às normas básicas que governam as relações internacionais e parem de interferir nos assuntos internos da Venezuela”.
A advertência foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying.
Hua fez as observações numa entrevista coletiva ao responder sobre a decisão do Departamento de Justiça dos EUA, anunciada na semana passada, de processar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro e seus auxiliares, por narcoterrorismo.
O Departamento de Estado dos EUA ofereceu uma recompensa de até US$ 15 milhões para informações que levem à detenção ou condenação de Maduro.
“A Venezuela é um país soberano e independente”, disse Hua.
“A China sempre se opõe à violação da soberania da Venezuela e à interferência nos assuntos internos do país por qualquer força externa e sob qualquer pretexto, e está firmemente contrária às sanções unilaterais ilegais.”
“A China pede que todas as partes deem prioridade ao bem-estar do povo venezuelano, se encontrem no meio do caminho, façam mais para salvaguardar a estabilidade na Venezuela e na região, e promovam a solução pacífica da questão venezuelana”, acrescentou Hua.
A China, que mantém acordos com a Venezuela desde a ascensão de Hugo Chavez, é o maior credor do país sul-americano, com investimentos que chegam a 50 bilhões de dólares.
Em setembro de 2018, Maduro foi à China em visita oficial, recebido com honras de chefe de Estado. Perante o mausoléu de Mao Tsé-Tung (1893-1976), o fundador de República Popular da China, Maduro disse que “a China é nossa irmã mais velha”.
O ditador venezuelano foi em busca de uma nova linha de crédito de mais US$ 5 bilhões e a extensão de prazo para o pagamento de juros da dívida.
“Graças à sólida relação Venezuela-China, hoje a Venezuela está de pé, está batalhando e está em melhores circunstâncias do que jamais esteve”, disse Maduro na ocasião.
Durante a reunião com o presidente chinês Xi Jinping e outras autoridades, os dois países assinaram memorandos sobre a cooperação para criação de uma rota de comércio para conectar por mar e terra Ásia, Oriente Médio, Europa, África e Américas.
Maduro assinou 28 acordos de cooperação nas áreas de energia e mineração. A China tem grande interesse no petróleo venezuelano.
(Com informações da Xinhua News)


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