Mais uma vez, não houve acordo entre a Secretaria Estadual da Educação e o Sindicato dos Professores sobre o final da greve que já dura quase dois meses na rede pública estadual.
A proposta apresentada pelo governo, em reunião na quarta-feira, não agradou aos dirigentes da entidade sindical e será será submetida a assembleia geral dos professores na próxima terça-feira, 14.
O secretário da Educação, Faisal Karam, disse que o governo está propondo uma “trégua” no impasse.
A proposta do governo é de pagar o salário da categoria relativo aos dias paralisados de forma integral em folha suplementar a ser rodada em até cinco dias úteis partir da adesão da categoria ao acordo.
Mas o desconto dos dias paralisados seria mantido, só que feito de forma parcelada ao longo de seis meses.
Quando forem retomadas as aulas para a recuperação dos 25 dias de aulas perdidos em 2019, o Estado propõe uma nova rodada de negociação para discutir o desconto.
“Estamos estabelecendo uma trégua ao impasse, priorizando os estudantes e toda comunidade escolar”, sintetizou o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, que participou do encontro junto com o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, e integrantes da Seduc.
O Cpers criticou a proposta e respondeu que irá levá-la para avaliação dos grevistas em assembleia geral.
“Para nós há um espaço de diálogo, mas não há nada de concreto em que se possa avançar. Chamei a atenção do governador de que isso pode criar um caldo para que o ano letivo de 2020 não seja iniciado”, alertou Helenir Schürer, presidente do sindicato que representa o Magistério.
Nota do Comando de Greve do CPERS
A proposta apresentada nesta quarta-feira (8) pelo governo constitui-se em um flagrante ataque ao direito de greve.
O Piratini propõe o pagamento em folha suplementar dos salários cortados mediante o fim da greve e a recuperação das aulas.
Mas descontará, ao longo de seis meses, os dias parados do contracheque dos educadores(as). Mesmo após a recuperação.
Ou seja, o corte de ponto seria parcelado, ao invés de integral. Assim mantendo a penalização dos grevistas.
Diante do exposto, que não condiz com o pleito da categoria expresso no dia 20 de dezembro, convocamos nova Assembleia Geral para discutir com a base, a ser realizada na próxima terça-feira (14), às 13h30, no pátio do Colégio Candido José de Godoi. Até lá, a greve continua.
Após, a categoria decidirá.
Ressaltamos que, enquanto o governo desvia o foco e ganha tempo sem solucionar o impasse, articula a votação do pacote para o final de janeiro.
É preciso compreender este movimento do governo para fragilizar o Sindicato e a resistência, que se mostrou inquebrantável no último período.
Independente da situação da greve e da recuperação das aulas, estaremos em peso em Porto Alegre na semana da votação dos projetos.
Sigamos fortes e mobilizados para evitar a destruição da escola pública. Avante educadores(as), de pé!
Abaixo, a proposta enviada pela Seduc:

Os piores professores, das piores escolas, de um dos piores ensinos do mundo . Além de ficarem vagabundeando graças à estabilidade no emprego, ainda querem aumento de salário?
Vá trabalhar vagabundo, vá trabalhar criatura, Deus permite à todo mundo, uma loucura.