“Vamos lutar para entregar em outubro”, diz responsável pelas obras do Viaduto da Borges

“A data é agosto, como está no nosso site”, disse ao repórter Nei Rafael Filho a assessora de imprensa da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, Larissa Carlosso, nesta quarta-feira, 10 de abril.

”Vamos lutar para entregar em outubro”, informou na mesma tarde o engenheiro Wilson Braga, responsável pelas obras da maior reforma da história do viaduto Otávio Rocha, inaugurado há 92 anos.

Outubro é o novo prazo acordado entre a prefeitura e a Concrejato, empresa paulista que executa a reforma. Para acelerar os trabalhos foi criado um turno noturno e reforçadas as equipes para 60 homens. “Durante a noite uma equipe de 7 homens e durante o dia nunca tem menos de 40 homens nos canteiros”, disse o engenheiro Braga.

O valor do contrato também será revisto.

Não há contudo garantia de que o prazo fixado será cumprido. “São muitas variáveis que influem no andamento da obra… não dá para ter certeza”.

Entre alguns chefes de turma ouvidos pelo JÁ duvida-se que antes de dezembro a reforma esteja pronta.

O principal complicador da obra é sua localização no coração da capital, com intenso movimento de pedestres, automóveis e ônibus, dia e noite. Cerca de 30 mil pessoas em média passam por cima e por baixo do “viaduto da Borges”, que é uma monumental estrutura de aço e cimento (encravada entre dois blocos de uma rocha que dividia a cidade) ligando o centro histórico às regiões leste e sul da cidade.

A Concrejato assumiu a reforma a convite da prefeitura, por sua reconhecida expertise no restauro de prédios históricos, entre eles o edifício do Instituto de Educação, em Porto Alegre.

O contrato com a Concrejato foi assinado em maio. Em agosto de 2022, foi apresentado o projeto d reforma orçada em R$ 13,5 milhões, quase a metade de um projeto anterior, da Engeplus, contratado em 2015 e rescindido em 2017.

As obras só puderam começar em novembro de 2022, depois da remoção dos permissionários que ocupavam as 36 lojas no térreo do viaduto. Três nunca foram encontrados, as negociações com os demais arrastaram-se por meses.

Depois de iniciados os trabalhos, a realidade  do viaduto foi se mostrando pior do que apontava o diagnóstico existente, com profunda deterioração das estruturas, minadas pela umidade e por fungos.

“O viaduto estava há mais de dez anos praticamente sem manutenção. As tubulações de escoamento d’água, as instalações elétricas, esgoto, tudo teve que ser refeito”.

As quatro escadas internas do viaduto, lacradas há anos, serão abertas ao uso público. O sirex, a cobertura especial característica,  está sendo removido  e além das novas camadas superpostas será aplicado um produto sintético “antipichação”.

A reforma contempla também a acessibilidade universal, para as passarelas internas e para a área de passagem externa (calçadas externas).

Nota: No site da SMOI não foi possível encontrar informações ou fotos sobre a reforma do Viaduto Otávio Rocha.

Reportagem: Nei Rafael Filho

Edição: Elmar Bones

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