O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspendeu, nesta quarta-feira, a comercialização de 33 marcas de azeites de oliva.
Análises feitas desde 2018, comprovaram que os produtos estavam adulterados com a mistura de óleo de soja e outros óleos de origem desconhecida em sua composição.
São estas as marcas retiradas do mercado por fraude:
Aldeia da Serra
Barcelona
Casa Medeiros
Casalberto
Conde de Torres
Dom Gamiero
Donana (premium)
Flor de Espanha
Galo de Barcelos
Imperador
La Valenciana
Lisboa
Malaguenza
Olivaz
Oliveiras do Conde
Olivenza
One Paschoeto
Porto Real
Porto Valencia
Pramesa
Quinta da Boa Vista
Rioliva
San Domingos
Serra das Oliveiras
Serra de Montejuno
Temperatta
Torezani (premuim)
Tradição
Tradição Brasileira
Três Pastores
Vale do Madero
Vale Fértil.
As fiscalizações que detectaram as 33 marcas irregulares são resultantes da “Operação Isis”, iniciada em 2016. Os lotes adulterados se referem a coletas realizadas em 2017 e 2018. O nome da operação é uma referência à deusa do antigo Egito que detinha o conhecimento sobre a produção das oliveiras.
“O processo é lento, pois envolve exames laboratoriais, notificação dos fraudadores, perícias, períodos para apresentação de defesa (podem apresentar dois recursos) e julgamentos desses recursos em duas instâncias administrativas”, diz o trecho da nota divulgada pelo Ministério da Agricultura.
Modernização
Em 2020, a fiscalização vai se tornar ainda mais rigorosa, pois o Mapa estuda a utilização de aparelhos portáteis, que fazem análise preliminar bastante precisa, no momento da fiscalização, sem a necessidade de aguardar os resultados laboratoriais que em geral demoram mais de 30 dias entre a coleta e o recebimento do laudo.
“O uso desses equipamentos deverá tornar a fiscalização mais ágil e eficiente, cumprindo com o principal objetivo da nossa atividade, que é assegurar a oferta de produtos seguros e conformes à sociedade”, diz Caruso.
(Com informações da Assessoria de Imprensa).
Certa feita, transportei um Senhor do Rio que me contou que era engenheiro químico e que estava aqui para contestar uma análise do Min da Agricultura que vetou determinado lote da produção de alimento da empresa que o contratara. Por que aqui? Aqui em Porto Alegre? Porque aqui no Lami está o unico laboratorio federal que sobrou após o desmonte do Min da Agricultura. Ou seja, os interesses escusos de fornecer alimentos sem a necessária vigilância sanitária está em curso no Brasil…. Após a liberação dos agrotóxicos vem a venda sem fiscalização. Ele explicou que como a análise demora muito eles obtem na justiça autorização para venda preliminar alegando prejuízo pois investiram na produção e esbarram na “burocracia” do Estado. E nóis ó….
Ótimo conteúdo.É um alerta a nós consumidores.
Temos de “ficar de olho” sempre.