Autor: da Redação

  • Praias de Itapoã estão acessíveis mas número de visitantes é limitado

    Praias de Itapoã estão acessíveis mas número de visitantes é limitado

    Confira a programação de abertura e capacidade de visitantes das praias da Pedreira, de Fora e das Pombas entre os dias 5 e 9 de fevereiro:
    Quarta, quinta e sexta-feira:
    Praia das Pombas – 200 pessoas
    Praia da Pedreira – 100 pessoas (não possui água potável)
    Praia de Fora – 200 pessoas
    Sábado e Domingo:
    Praia das Pombas – fechada
    Praia da Pedreira – 200 pessoas (não possui água potável)
    Praia de Fora – 200 pessoas (entrada somente até meio-dia)
    O valor do ingresso é de R$ 17,75 por pessoa (apenas dinheiro). Crianças até dois anos de idade são isentas. Menores de 12 anos, pessoas com 60 anos ou mais e estudantes com Carteira Nacional pagam meia entrada.
    Observações:
    *A estrada de acesso à Praia da Pedreira está em condições ruins.
    *O ingresso não garante disponibilidade de churrasqueira e quiosques.
    *A Praia de Fora tem menor número de churrasqueiras, ausência de árvores na faixa de praia, maior extensão de areia e maior distância de estruturas como estacionamento e churrasqueiras.
    *A programação pode sofrer alterações conforme o andamento do projeto.
    *Manteremos nossas redes sociais atualizadas no caso de alterações.

  • Líder chinês pede ação total contra epidemia: "Quem não cumprir com responsabilidades será punido"

    Líder chinês pede ação total contra epidemia: "Quem não cumprir com responsabilidades será punido"

    Comitê Permanente do Partido Comunista da China (PCC) realizou na segunda-feira uma reunião sobre a prevenção e controle da epidemia de pneumonia causada pelo novo coronavírus. O Comitê, integrado por 7 membros. é o órgão máximo do PCC, cujo Comitê Central tem 204 titulares (172 suplentes).
    Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do PCC, presidiu a reunião.
    Xi disse que, desde o início do surto da epidemia, o Comitê Central do PCC dá grande importância ao assunto e organiza os esforços de todos os setores para promover o trabalho de prevenção e controle em pleno andamento.
    Xi enfatizou a importância de garantir o sucesso nesta causa. O resultado da prevenção e controle da epidemia tem relação direta na vida e na saúde das pessoas, na estabilidade econômica e social geral e na abertura do país, acrescentou.
    Xi indicou que a tarefa mais crucial no momento é executar os arranjos com detalhes e pediu ações rápidas e resolutas para conter a propagação da epidemia.
    Os comitês e governos do Partido em todos os níveis devem seguir firmemente o comando unificado, a coordenação e o arranjo do Comitê Central do PCC, disse Xi, exigindo a execução estrita de ordens e proibições.
    “A prevenção e controle da epidemia não é apenas um assunto de saúde, mas um trabalho abrangente que requer apoio total”, disse Xi.
    Xi também pediu “oposição resoluta contra o burocratismo e a prática de formalidades por meras formalidades no trabalho de prevenção”.
    E advertiu: “Aqueles que desobedecerem ao comando unificado ou não cumprirem suas responsabilidades serão punidos, disse Xi, acrescentando que os líderes do Partido e do governo que os supervisionam também serão responsabilizados nos casos graves”.
    FOCO EM PEQUIM
    Na segunda-feira, um foco de infecção pelo novo coronavírus foi confirmado no Hospital Fuxing suborninado à Universidade Médica da Capital, em Beijing, de acordo com as informações dadas em coletiva de imprensa.
    Os nove casos confirmados, incluindo cinco médicos e quatro pacientes hospitalizados na UTI do departamento de cardiologia do hospital, foram enviados para um hospital designado para tratamento da doença, disse Miao Jianhong, vice-diretor do distrito de Xicheng, onde o hospital está localizado.
    A maioria dos casos é leve, segundo Miao.
    Investigações iniciais mostraram que este caso de cluster de infecção está relacionado à contaminação de um profissional de saúde. A causa específica está sendo investigada e aqueles que tiveram contato próximo com os infectados estão no momento sob observação.
    (Com informações da Xinhua Press)
     

  • Brasileiros vindos da China ficarão em base militar

    Brasileiros vindos da China ficarão em base militar

    Os ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, visitam nesta terça-feira duas bases militares para definir qual delas vai receber um grupo de brasileiros que serão trazidos da China.
    Uma das bases fica em Florianópolis, capital de Santa Catarina, e a outra em Anápolis, interior de Goiás. O governo federal já abriu licitação para contratar o avião que vai fazer o transporte de cerca de 40 pessoas. Uma medida provisória define as regras para a repatriação.
    Mandetta coordena um grupo de ministros que se reuniu pela primeira vez nessa segunda-feira, para tratar da repatriação dos brasileiros. Ele destacou que o trabalho precisa ser bem planejado.
    “Nós estamos entrando em uma cidade que está em estado de bloqueio determinado pela autoridade de saúde do país, que tem os motivos do porquê fizeram. Não é um bloqueio de uma pessoa, eles bloquearam uma cidade como um todo, e ela não é pequena, tem cerca de 11 milhões de habitantes”.
    São cerca de 40 brasileiros que moram na cidade de Wuhan, uma das mais afetadas pela epidemia de coronavírus. A localidade está interditada, em quarentena, pelo menos até o fim desta semana.
    Nessa segunda-feira, o número de mortes chegou a 426, sendo só uma fora da China, no Camboja. E já são mais de 20 mil casos confirmados – nenhum deles no Brasil.
    A preocupação é porque a cada 10 pessoas infectadas por coronavírus, pelo menos 6 vivem na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan. É lá que um hospital de emergência foi aberto nessa segunda e outro deve entrar em funcionamento nos próximos dias.
    Quem quiser voltar ao Brasil, deverá cumprir uma nova quarentena, de 14 a 21 dias de duração, na base militar que deve ser indicada nesta terça.
    O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que nenhum brasileiro com suspeita de contaminação poderá voltar para o país.
    “Não virá para o Brasil nenhuma pessoa que tenha qualquer suspeita. Irá uma equipe médica que vai fazer os exames. As pessoas que virão para o Brasil são assintomáticas”.
    A orientação do governo é trazer quem quiser vir e tiver condições de fazer a viagem. De acordo com o balanço mais recente, divulgado nessa segunda, o Brasil tem 14 casos suspeitos de coronavírus, distribuídos assim: são sete no estado de São Paulo, quatro no Rio Grande do Sul, dois em Santa Catarina e um no estado do Rio de Janeiro.
    O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a reforçar a importância de os brasileiros tomarem vacinas. Mandetta disse que, no caso de o vírus chegar ao Brasil, será mais fácil fazer o diagnóstico em quem estiver protegido contra outras doenças. E lembrou que no mês que vem começa a campanha de vacinação contra gripe.
    Na quinta-feira, Luiz Henrique Mandetta vai se reunir, em Brasília, com secretários municipais de saúde de todo o país. A pauta será uma só: coronavírus. E, até o fim desta semana, representantes de laboratórios públicos que podem analisar amostras suspeitas serão treinados por equipes da Organização Pan-Americana da Saúde, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.
  • Japão planeja construir 22 usinas a carvão

    Japão planeja construir 22 usinas a carvão

    Do New York Times
    É uma conseqüência não intencional do desastre nuclear de Fukushima há quase uma década, que forçou o Japão a encerrar seu programa de energia nuclear.
    O Japão agora planeja construir até 22 novas usinas de queima de carvão – uma das fontes mais sujas de eletricidade – em 17 locais diferentes nos próximos cinco anos, justamente no momento em que o mundo precisa reduzir as emissões de dióxido de carbono para combater o mundo aquecimento.
    “Por que carvão, por que agora?”, Disse Kanno, uma dona de casa em Yokosuka, o local de duas unidades de queima de carvão que serão construídas a algumas centenas de metros de sua casa. “É a pior coisa possível que eles podem construir.”
    Juntas, as 22 usinas emitem quase tanto dióxido de carbono por ano quanto todos os automóveis vendidos todos os anos nos Estados Unidos. A construção contrasta com o esforço do Japão de retratar os Jogos Olímpicos deste verão em Tóquio como um dos mais verdes de todos os tempos.
    O projeto Yokosuka provocou uma reação incomum no Japão, onde grupos ambientalistas costumam focar suas objeções na energia nuclear. Mas alguns moradores locais estão processando o governo por sua aprovação da nova usina de queima de carvão, no que os torcedores esperam impulsionar a oposição ao carvão no Japão.
    O governo japonês, dizem os autores, carimbou o projeto sem uma avaliação ambiental adequada. A denúncia é digna de nota porque argumenta que a usina não apenas degradará a qualidade do ar local, mas também colocará em risco as comunidades, contribuindo para as mudanças climáticas.
    O dióxido de carbono liberado na atmosfera é o principal fator do aquecimento global, porque retém o calor do sol. A queima de carvão é uma das maiores fontes isoladas de emissões de dióxido de carbono.
    O Japão já está experimentando graves efeitos das mudanças climáticas.
    Os cientistas disseram que uma onda de calor em 2018 que matou mais de mil pessoas não poderia ter acontecido sem a mudança climática .
    Por causa de preocupações com o calor, o Comitê Olímpico Internacional foi obrigado a mudar os eventos da maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio para uma cidade mais fria, a quase 700 milhas ao norte.
    O Japão usou as Olimpíadas para enfatizar sua transição para uma economia mais resiliente ao clima, mostrando inovações como estradas que refletem o calor. Os organizadores disseram que a eletricidade para os Jogos virá de fontes renováveis.
    Os investimentos em carvão ameaçam minar essa mensagem.
    Sob o acordo de Paris, o Japão comprometeu-se a controlar suas emissões de gases de efeito estufa em 26% até 2030 em comparação com os níveis de 2013, uma meta que foi criticada por ser ” altamente ineficiente ” por grupos climáticos.
    “O Japão anuncia uma Olimpíada de baixas emissões, mas, no mesmo ano, começará a operar cinco novas usinas a carvão que emitirão muitas vezes mais dióxido de carbono do que qualquer coisa que a Olimpíada possa compensar”, disse Kimiko Hirata, diretora internacional da a Rede Kiko, um grupo que defende a ação climática.
    A política do Japão o diferencia de outras economias desenvolvidas. A Grã-Bretanha, o berço da revolução industrial, deverá eliminar gradualmente a energia do carvão em 2025, e a França disse que encerrará suas usinas a carvão ainda mais cedo, até 2022. Nos Estados Unidos, as concessionárias estão retirando rapidamente a energia do carvão e não novas plantas estão ativamente em desenvolvimento.
    Mas o Japão depende de carvão para mais de um terço de suas necessidades de geração de energia. E enquanto as usinas de carvão mais antigas começarem a se aposentar, eventualmente reduzindo a dependência geral de carvão, o país ainda espera atender mais de um quarto de suas necessidades de eletricidade a partir do carvão em 2030.
    “O Japão é uma anomalia entre as economias desenvolvidas”, disse Yukari Takamura, especialista em política climática do Instituto de Iniciativas Futuras da Universidade de Tóquio. “A era do carvão está terminando, mas, para o Japão, está se mostrando muito difícil abrir mão de uma fonte de energia na qual ele confia há tanto tempo.”
    O apetite do Japão por carvão não se resume apenas a Fukushima.
    O consumo de carvão vem aumentando há décadas, enquanto o país pobre em energia, que depende de importações para a maior parte de suas necessidades energéticas, correu para se afastar do petróleo estrangeiro após os choques do petróleo nos anos 70.
    Fukushima, porém, apresentou outro tipo de crise energética, e mais um motivo para continuar investindo em carvão. E mesmo quando a economia do carvão começou a desmoronar – a pesquisa mostrou que , em 2025, poderia se tornar mais econômico para os operadores japoneses investir em energia renovável, como a eólica ou solar, do que administrar usinas de carvão – o governo manteve a crença de que as empresas de serviços públicos do país devem continuar investindo em combustíveis fósseis para manter um mix diversificado de fontes de energia.
    Juntamente com o gás natural e o petróleo, os combustíveis fósseis representam cerca de quatro quintos das necessidades de eletricidade do Japão, enquanto as fontes renováveis ​​de energia, lideradas pelas hidrelétricas, representam cerca de 16%.
    A dependência da energia nuclear, que já forneceu até um terço da geração de energia do Japão, caiu para 3% em 2017.
    A política do governo japonês de financiar a energia do carvão nos países em desenvolvimento, ao lado da China e da Coréia do Sul, também está sob escrutínio. O país perde apenas para a China no financiamento de usinas de carvão no exterior.
    Nas negociações climáticas das Nações Unidas no final do ano passado, em Madri, com a presença de um contingente japonês considerável, ativistas com roupas amarelas de “Pikachu” exibiram sinais de “Sem carvão” e gritaram “carvão de Sayonara!”
    Um alvo da ira dos ativistas tem sido o novo ministro do Meio Ambiente do Japão, Shinjiro Koizumi, um filho carismático de um ex-primeiro ministro que é visto como um possível futuro candidato ao primeiro ministro. Mas Koizumi ficou aquém de seu antecessor, Yoshiaki Harada, que havia declarado que o Ministério do Meio Ambiente não aprovaria a construção de mais nenhuma nova usina elétrica movida a carvão, mas durou menos de um ano como ministro.
    Koizumi se esquivou de tais promessas explícitas em favor de garantias mais gerais de que o Japão acabará por reverter o uso de carvão. “Embora não possamos declarar imediatamente uma saída do carvão”, disse Koizumi em uma reunião em Tóquio no mês passado, o país “deixou claro que se moverá constantemente para tornar as renováveis ​​sua principal fonte de energia”.
    O projeto Yokosuka tem um significado especial para Koizumi, que é da cidade portuária, um centro industrial e o local de uma base naval americana. As unidades de carvão estão planejadas no local de uma usina a óleo, operada pela Tokyo Electric Power, que foi fechada em 2009, para alívio dos moradores locais.
    Mas esse desligamento provou ter vida curta.
    Apenas dois anos depois, ocorreu o desastre de Fukushima, quando um terremoto e tsunami danificaram gravemente uma instalação nuclear à beira-mar, também de propriedade da Tokyo Electric. O colapso resultante levou as concessionárias a iniciar duas das oito unidades a óleo de Yokosuka como medida de emergência. Eles foram finalmente encerrados apenas em 2017.
    O que a Tokyo Electric propôs a seguir – as duas novas unidades movidas a carvão – deixou muitos na comunidade perplexos. Para piorar a situação, a Tokyo Electric declarou que as unidades não precisavam de uma revisão ambiental completa, porque estavam sendo construídas no mesmo local que as instalações de queima de petróleo.
    O governo central concordou. O processo dos residentes contesta essa decisão.
    Alguns novos projetos de carvão enfrentaram soluços. No ano passado, um consórcio de empresas de energia cancelou os planos para duas usinas de queima de carvão, dizendo que não eram mais econômicas. Enquanto isso, o Japão disse que vai investir em tecnologia de captura e armazenamento de carbono para limpar as emissões da geração de carvão, mas essa tecnologia ainda não está disponível comercialmente.
    O destino do carvão no Japão pode residir no Ministério do Comércio do país, que exerce um peso considerável nos corredores do poder de Tóquio.
    Em resposta a perguntas sobre a construção de usinas de carvão, o ministério disse que havia emitido orientações para os operadores do país encerrarem suas usinas de carvão menos eficientes e buscarem reduções globais nas emissões de carbono. Mas a decisão de prosseguir com os planos ficou com as operadoras, afirmou.
    “A política mais responsável”, disse o ministério, “é forjar um caminho concreto que permita segurança energética e uma batalha contra as mudanças climáticas”.
    Os moradores locais dizem que a posição do ministério fica aquém. Tetsuya Komatsubara, 77 anos, opera um par de pequenos barcos de pesca em Yokosuka há seis décadas, pescando moluscos gigantes, uma vez abundantes nas águas de Tóquio.
    Cientistas registraram um aumento na temperatura das águas de Tóquio de mais de 1 grau Celsius na última década, o que está causando estragos nos estoques de peixes por lá.
    Komatsubara pode sentir o aumento da temperatura da água em sua pele, disse ele, e temia que as novas plantas fossem outro golpe para uma empresa de pesca que já está em declínio. “Eles dizem que as temperaturas estão subindo. Sabemos disso há muito tempo ”, disse Komatsubara. “É hora de fazer algo sobre isso.”
     

  • Anvisa reforça controle nos aeroportos que recebem vôos de áreas afetadas

    Anvisa reforça controle nos aeroportos que recebem vôos de áreas afetadas

    Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil  São Paulo
     
    Voos com passageiros provenientes de áreas afetadas pelo coronavírus estão sendo vistoriados por equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica), na Grande São Paulo.
    No Brasil, são nove casos suspeitos da doença.
    Um dos voos examinados hoje (30) foi o proveniente de Pequim, com escala em Madri, da Air China, que pousou por volta das 16h em Cumbica. Nenhum dos passageiros foi enquadrado no critério de caso suspeito, definido pelo Ministério da Saúde.
    “A gente questiona a tripulação se houve algum caso relatado, se existe algum passageiro que relatou algum sintoma de febre, ou algum sintoma gripal, ou que manifestou que está vindo dessa área [afetada pelo coronavírus], para que a gente possa tomar alguma outra ação e fazer uma entrevista direta com esse passageiro”, disse a chefe do posto da Anvisa do Aeroporto de Guarulhos, Elisa Boccia.
    A Anvisa ainda verifica se as companhias aéreas estão emitindo, dentro dos aviões que pousam no aeroporto, as mensagens sonoras de alerta sobre a transmissão do coronavírus e de medidas de higiene. Além disso, os agentes fazem um novo controle no momento do desembarque.
    “O desembarque começa a acontecer e a gente fica na saída desses passageiros observando. Os agentes podem eventualmente abordar um ou outro passageiro que manifeste algum sintoma”, ressaltou Boccia.
    Se um passageiro é enquadrado no critério de caso suspeito do Ministério da Saúde, ele é levado para o posto médico do aeroporto para uma nova análise, e poderá ser encaminhado para um hospital de referência, caso necessário. “Identificado alguém com sintomas que encaixem na definição de quadro suspeito, a primeira coisa é colocar máscara nesse indivíduo, fazer a remoção dele para o posto médico, certificar os sintomas, e fazer uma avaliação clínica dele aqui no aeroporto. Caso se confirme que está enquadrado como um caso suspeito, vamos encaminhá-lo para a rede dos hospitais de referência determinados pelo governo do estado de São Paulo”, destacou Boccia.
    Kelvin Zhang, um estudante morador de São Paulo, estava em Pequim e chegou hoje na capital paulista no voo da Air China. Ele contou que passou por triagens tanto na cidade da partida quanto em Madri, onde a aeronave fez uma escala.
    “De Pequim para cá, fizeram teste para saber se eu tinha febre, e questionaram se fui para Wuhan, a cidade onde começou a doença. Aqui no pouso, fizeram um anúncio falando para lavar a mão com água e sabão. Também disseram que, quem tiver com tosse ou febre até 14 dias depois da viagem da China, tinha que ir para o hospital”.
    José Alves Vila Real, preparador físico de um time de futebol da China, também desembarcou no mesmo voo. Segundo ele, a equipe em que trabalha o orientou a voltar ao Brasil até que o momento mais agudo da contaminação seja superado.
    “Minha equipe pediu para eu voltar para o Brasil para a gente ficar aqui, esperar passar esse momento. Na China, todo mundo está sendo avisado o tempo todo, é muita organização. Nas cidades, parece um feriado, todo mundo em suas casas, tomando todas as precauções, porque o ritmo da contaminação está muito rápido na região de Wuhan. No voo, todo mundo estava usando máscara”
     

  • Epidemia na China: 213 mortes, 9.700 casos confirmados, 15 mil suspeitos, 102 mil em observação

    Epidemia na China: 213 mortes, 9.700 casos confirmados, 15 mil suspeitos, 102 mil em observação

    As autoridades chinesas anunciaram nesta sexta-feira (31/01) que 9.692 casos confirmados de pneumonia causada pelo novo coronavírus tinham sido informados em 31 regiões provinciais.
    O numero de mortes causadas pela doença chegou a 213 na quinta-feira.
    A Comissão Nacional de Saúde disse em seu relatório diário que até o fim da quinta-feira 1.527 pacientes permaneciam em condições críticas e que 15.238 pessoas eram suspeitas de estar infectadas com o vírus.
    Na quinta-feira 1.982 novos casos foram confirmados, além de 4.812 novos casos de suspeita e 43 mortes (42 na Província de Hubei e uma na Província de Heilongjiang).
    No mesmo dia, 157 pacientes ficaram seriamente doentes, e 47 pessoas saíram do hospital depois da recuperação.
    Um total de 113.579 contatos estreitos foi rastreado, disse a comissão, acrescentando que, entre eles, 4.201 foram liberados da observação médica na quinta-feira, com outros 102.427 ainda em observação.
    Até o final de quinta-feira, 12 casos confirmados haviam sido registrados na Região Administrativa Especial de Hong Kong, 7 na Região Administrativa Especial de Macau e 9 em Taiwan.
    As províncias e municípios da China relataram na quinta-feira que mais pacientes infectados pelo novo coronavírus (2019-nCoV) se recuperaram e tiveram alta do hospital.
    Quatro pacientes infectados pelo vírus na Província de Jiangxi, no leste da China, se recuperaram e receberam alta do hospital na quinta-feira, seguindo os três casos recuperados antes.
    Zhang Wei, um especialista do quartel-general da emergência para a prevenção e o controle da epidemia da Província de Jiangxi, disse que, baseado nas análises dos pacientes curados, o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo adequado são chaves para a recuperação.
    Uma paciente com 57 anos foi curada e recebeu alta do hospital na quinta-feira na Província de Hunan, no centro da China, que é uma província vizinha da Província de Hubei, o epicentro da epidemia.
    Em Beijing, um médico que foi infectado com o novo coronavírus após uma viagem para Wuhan se recuperou e saiu do hospital na quinta-feira. Ele foi o quinto caso registrado na capital chinesa que foi curado e recebeu alta do hospital.
    A China já alocou 27,3 bilhões de yuans (US$ 3,94 bilhões) para apoiar a campanha em todo o país contra o novo coronavírus (2019-nCoV) até às 17h00 do dia 29 de janeiro, disse o Ministério das Finanças do país na quinta-feira.
    Os recursos foram alocados para garantir o trabalho de prevenção e controle do coronavírus, informou o Ministério das Finanças em seu site.
    (Com informações da Xinhua Press)
     

  • Cientistas americanos desenvolvem vacina que pode conter coronavirus

    Cientistas americanos desenvolvem vacina que pode conter coronavirus

    Cientistas norte-americanos trabalham para desenvolver a vacina que poderá barrar o coronavírus que, até o momento, já infectou quase 8 mil pessoas em vários países e matou quase duas centenas de pessoas.
    O laboratório da farmacêutica Inovio, na cidade de San Diego, na Califórnia, é neste momento um dos locais onde a vacina está sendo desenvolvida. Os cientistas da Inovio esperam ter o produto pronto para ser testado em humanos no início do verão e já lhe deram um nome: “INO-4800”.
    O fato de as autoridades chinesas terem sido rápidas ao divulgar o código genético do vírus ajudou os cientistas a determinar a origem, as mutações que pode sofrer à medida que o surto se desenvolve e a perceber a melhor forma de proteger a população mundial do contágio.
    “Assim que a China forneceu a sequência do DNA do vírus, conseguimos colocá-lo na tecnologia dos nossos computadores e desenvolver o protótipo de uma vacina em apenas três horas”, explicou à BBC Kate Broderick, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Inovio.
    Caso os testes iniciais sejam bem-sucedidos, serão feitos testes em maior escala, principalmente na China, o que pode ocorrer até o fim deste ano. Se a cronologia prevista pela Inovio se confirmar, esta será a vacina desenvolvida e testada mais rapidamente em um cenário de surto.
    Da última vez que um vírus semelhante surgiu, em 2002 – a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) -, a China demorou a partilhar informações com o mundo e, por isso, a epidemia já estava perto do fim quando uma vacina foi desenvolvida.
    Como funciona a vacina contra o coronavírus
    A equipe responsável pelo desenvolvimento da vacina utiliza uma nova tecnologia de DNA e trabalha com uma empresa de biotecnologia de Pequim.
    “As nossas vacinas são inovadoras pois utilizam as sequências de DNA do vírus para atingir partes específicas do agente patogênico”, organismo capaz de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros, explicou a responsável pela empresa norte-americana.
    “Depois, utilizamos as células do próprio paciente como uma fábrica para a vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta naturais do corpo”.
    O trabalho desse e de outros laboratórios é financiado pela Coligação para Inovações de Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla original), uma organização não governamental que apoia o desenvolvimento de vacinas que previnam surtos.
    “A nossa missão é garantir que os surtos não sejam uma ameaça para a humanidade”, explicou Melanie Saville, uma das diretoras da organização, que foi criada depois do surto de ébola na África Ocidental.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das entidades que participam da procura global por uma vacina que combata o coronavírus, diz que não existem garantias de que qualquer um dos projetos em desenvolvimento seja suficientemente seguro e eficaz para que possa vir a ser utilizado.
    “Os especialistas vão considerar vários critérios, incluindo a segurança da vacina, as respostas imunológicas e a disponibilidade dos laboratórios para fabricarem doses suficientes no tempo necessário”, explicou a OMS.
    *Emissora pública de televisão de Portugal
    (Da Agência Brasil )

  • Combate ao coronavirus já custou 1,6 bilhão de dólares ao governo chinês

    Combate ao coronavirus já custou 1,6 bilhão de dólares ao governo chinês

    Os departamentos financeiros de todos os níveis da China já alocaram um total de 11,21 bilhões de yuans (US$ 1,63 bilhão) para frear a propagação do novo coronavírus.
    As vítimas fatais do virus subiram para 106 nesta terça-feira, com mais de 4.500 casos de contaminação confirmados no país.
    Segundo o Ministério das Finanças, os fundos foram principalmente usados para o tratamento médico e a aquisição de equipamentos médicos e materiais de controle da epidemia.
    “A China concentrará esforços para garantir apoio financeiro adequado para prevenir e controlar a epidemia”, diz um comunicado oficial.
    Na segunda-feira em reunião do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, o presidente Xi Jianping pediu que o partido assuma a vanguarda no combate a epidemia.
     

  • Empresas japonesas começam a resgatar funcionários que trabalham em Wuhan

    Empresas japonesas começam a resgatar funcionários que trabalham em Wuhan

    Firmas japonesas estão se preparando para trazer de volta ao Japão seus funcionários e familiares lotados em Wuhan, a cidade chinesa no epicentro do surto de coronavírus.
    A Organização de Comércio Exterior do Japão diz que cerca de 160 empresas do país operam na cidade e outras localidades nos arredores.
    Metade das firmas são parte da indústria automotiva, incluindo a fabricante Honda. Executivos da empresa planejam repatriar funcionários e familiares, afirmando que vão trazer cerca de 30 pessoas de volta ao país.
    A varejista Aeon também possui 12 funcionários japoneses em uma empresa do mesmo grupo, baseada em Wuhan. Foi comunicado que a firma deve trazer todos de volta, com exceção dos que ocupam cargos essenciais para a operação de cinco supermercados na cidade.
    A fabricante de pneus Bridgestone também conta com dois funcionários japoneses na região chinesa afetada pelo surto. Foi informado que um deles já voltou para o Japão e o outro espera retornar em um voo fretado.
    Um especialista japonês afirmou que será difícil controlar infecções e prevenir a disseminação do novo coronavírus, ligado a um surto de pneumonia na China.
    O professor Mitsuo Kaku da Universidade de Medicina e Farmácia de Tohoku, diz que infecções podem ocorrer mesmo quando as pessoas não apresentam sintomas. Ele alerta que o número de pacientes infectados também pode aumentar no Japão.
    Kaku diz que o número de casos na China aumenta apesar das restrições de mobilidade em grande escala determinadas para a cidade de Wuhan, o epicentro do surto, e em outras localidades no país.
    Afirmou também que autoridades chinesas parecem ter uma crescente noção de urgência em relação aos casos, pois pessoas infectadas com o vírus provavelmente continuam a disseminá-lo mesmo durante o período de incubação.
    Kaku disse que a nova linhagem do vírus é diferente dos que causaram as epidemias de síndromes respiratórias agudas SARS e MERS. Acredita-se que, na ausência de sintomas como tosse e coriza, pacientes acometidos pela SARS ou MERS não teriam infectado outras pessoas.
    O professor alerta que quem possui doenças crônicas pode ficar gravemente doente se for infectado pelo novo vírus. Ele insiste que as pessoas não encarem o vírus de forma branda, pois trata-se de uma nova linhagem que nunca antes havia infectado seres humanos.
    Kaku diz que médicos especialistas têm dificuldade em diagnosticar pacientes que apresentam apenas sintomas leves. E pede que as pessoas evitem tocar o nariz, a boca e os olhos para minimizar o contágio.

    (Com Agência Brasil )
  • Três praias de Itapuã  estão abertas ao público em fase experimental

    Três praias de Itapuã estão abertas ao público em fase experimental

    Foram reabertas ao público três praias do parque de Itapuã, em Viamão: Pombas, Pedreira e de Fora.
    Distante 57 quilômetros de Porto Alegre, o Parque de Itapuã é banhado pelas águas do Guaíba e da Lagoa dos Patos.
    Segundo a bióloga e gestora do parque, Dayse Aparecida dos Santos Rocha, o projeto ainda é piloto, pois visa melhorias e adaptações.
    “Queremos ouvir os visitantes e, quem sabe, abrir as praias durante o ano inteiro. Estamos em uma fase de testes, estudando maneiras de adaptar a estrutura e realizar a manutenção para que a praia funcione plenamente.”
    Por isso, cada visitante recebe um questionário na entrada e é convidado a deixar sua sugestão.
    Há mais de dez anos, as três praias não recebiam o público simultaneamente.
    Apenas a Praia das Pombas estava aberta. O número de pessoas é limitado a fim de preservar a fauna e flora locais. Todas as praias têm banheiros, vestiários, mesas para piquenique e quiosques. Na Praia da Pedreira não há água potável disponível.
    Dayse destaca a importância de se valorizar o local. “A Unidade de Conservação é uma área protegida. Até esse momento, a estrutura não comportava visitação e agora aprimoramos alguns serviços, testando as funcionalidades. São paisagens que valem a pena explorar”, diz.
    Serviço
    Confira os dias de visitação desta semana e o limite de pessoas:
    Quarta (22/1), quinta (23/1) e sexta-feira (24/1)
    Praia das Pombas (limite de até 200 pessoas por dia)
    Praia da Pedreira (limite de até 100 pessoas por dia)
    Praia de Fora (limite de até 200 pessoas por dia)
    Sábado (25/1) e domingo (26/1)
    Praia das Pombas – não abrirá
    Praia da Pedreira (limite de até 100 pessoas)
    Praia de Fora (limite de até 300 pessoas)
    Ingresso: R$ 17,75
    A bilheteria funciona das 9h às 12h e das 13h30min às 17h
    Horário limite de permanência: 20h
    Endereço: estrada Dona Maria Leopoldina Cirne, s/nº, em Viamão
    É proibido:
    Circular de bicicleta nas praias
    Entrar com animais domésticos
    Tirar fotos para uso comercial
    Alimentar os animais
    Coletar qualquer tipo de vegetação
    Circular nas pedras
    Prática de esportes com bola ou raquete
    Usar motos aquáticas ou barco
    Usar churrasqueiras portáteis e fogareiros
    Boias
    Som alto
    Barracas