Felipe Uhr
“Por que nasceu o Fórum Social Mundial”?
Com essa pergunta Oded Grajew, um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, abriu seu discurso durante o debate realizado no climatizado auditório do Araújo Viana.
Grajew criticou a riqueza concentrada. “Não tem sentido”, reclamou. Entretanto, a sociedade não consegue reagir para mudar esse quadro.
Lembrou que o evento surgiu para oferecer propostas a fim de mudar o estado das coisas, mas perdeu o vigor ao longo de seus 15 anos. “O Fórum Social Mundial está em crise”, admitiu.
O empresário israelense naturalizado brasileiro repetiu várias vezes ao longo de sua fala que o FSM está sem foco. “ Reconhecer isto é fundamental”, avaliou.
A auto-critica é importante para que se abram novos caminhos. “Gostaria que essa crise fosse reconhecida, o que ainda não ouvi em nenhuma das intervenções aqui”, criticou.
Sem reconhecer a crise e fazer a auto-crítica, “não teremos força para mobilizar corações a fim de um mundo melhor”.
Não será fácil. “Vai doer, vamos sofrer e cortar na carne, mas é assim que vamos levar adiante este evento”, concluiu.
Porto Alegre berço do evento
O idealizador do Fórum também recordou porque Porto Alegre foi escolhida sede do evento mundial. Salientou o engajamento progressista da cidade e as conquistas populares importantes, como o Orçamento Participativo. Citou o atual prefeito, José Fortunati, e antecessores seus que quando comandavam o executivo municipal acolheram o Fórum na capital gaúcha.
Lembrou que o evento das esquerdas internacionais é um contraponto ao Fórum Econômico de Davos. “O ser humano é capaz de escolhas”, justificou, para logo completar: “quem está lá não faz parte de outro mundo possível”.
Oded Grajew: “O Fórum Social Mundial está em crise”
Escrito por
em
Adquira nossas publicações
texto asjjsa akskalsa

Deixe um comentário