Autor: da Redação

  • Prefeitura quer alterar ainda este ano isenções no transporte público de Porto Alegre

    O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Marcelo Soletti de Oliveira, pediu  na última segunda-feira (20), durante o primeiro encontro da Comissão Especial do Transporte público que  os projetos do Executivo que propõem mudanças no transporte coletivo da capital gaúcha sejam votados ainda este ano.
    As alterações propostas pela empresa pública incluem limitação às isenções, fim da obrigatoriedade de cobradores em determinados dias e horários e aumento da vida útil dos veículos.
    Para Soletti o ideal é que as novas medidas fossem aprovadas já em 2018, antes do cálculo tarifário que ocorre quase sempre no fim de janeiro, início de fevereiro.
    Entre a justificativas, o diretor lembrou que na capital  35% dos usuários são isentos, perdendo apenas para São Paulo. Na capital o sistema é subsidiado pelo governo, mas já é motivo de preocupação em razão de que já se gastou o dobro na aplicação de recursos públicos em relação a previsão no início do ano.
    O diretor-presidente da EPTC afirmou que o Executivo enviou os projetos para a Câmara Municipal por ser esse, na visão do governo, o fórum adequado para o debate e que existem pontos a serem discutidos e ajustados pelos vereadores. Mas quando provocado por parlamentares não sinalizou qualquer sinal de recuo por parte do Executivo.
    Soletti iniciou apresentando os argumentos do governo para os seis projetos. No caso da limitação de renda para a concessão do passe escolar, a ser fornecido apenas para estudantes cuja renda familiar não ultrapasse a três salários mínimos, disse que se trata de uma questão de justiça social. Também defendeu a proposta de redução do número de cobradores para a redução de custos operacionais, a partir da gradual extinção de postos, por aposentadorias, mediante a não contratação desses profissionais para dias de passe livre, no horário entre 22h e 6h e em casos de demissão por justa causa.
    Ainda manifestou posição favorável à utilização de cartão ou uniforme como pré-requisito para a manutenção da isenção para policiais militares e guardas municipais. Para ele, é preciso colocar fim à isenção para idosos entre os 60 e os 64 anos, permanecendo apenas a isenção constitucional para aposentados a partir dos 65 anos;

    Diretor Presidente da EPTC, Marcelo Soletti falou sore projetos do Executivo. Foto:Henrique Ferreira Bregão/CMPA)

    Soletti justificou o pedido de aumento do tempo de uso da frota devido à modernização tecnológica e à utilização de novos tipos de combustíveis menos poluentes, assim como a limitação do uso de todas as isenções que permanecerem em vigor. “Sem as isenções, as passagens em Porto Alegre teriam o valor aproximado de R$ 2,60 e não de R$ 4,05 como é hoje”, disse, ressaltando, no entanto, que na média, com a exclusão de alguns benefícios e a manutenção de outros, o valor poderia chegar aos R$ 3,80.
    Vereadores cobram maior debate com a sociedade
    André Carus (PMDB), vice-presidente da comissão especial, cobrou posição clara do governo se a partir das mudanças haverá a redução do valor da passagem. “Isso não está claro em nenhuma manifestação do Executivo”, disse o parlamentar. Também provocou o governo a dizer, de forma objetiva, quais são os pontos em que pode haver recuo.
    Por fim, pediu que fosse dada a palavra, em uma fala de três minutos, aos representantes da União Gaúcha de Estudantes Secundaristas (UGES) e da União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa), com perguntas objetivas ao diretor-presidente, o que não foi aceito pelo vereador Reginaldo Pujol, presidente dos trabalhos. Carús se retirou da reunião para formular Pedido de Informações ao Executivo, visto que no próximo sábado os estudantes promovem ato público para debater o tema e, segundo o parlamentar, as respostas dadas por Soletti, previamente, seriam importantes.
    Clàudio Janta (SD) destacou que a falta de diálogo, inclusive dentro do próprio governo, foi um dos motivos pelo qual deixou a base e a liderança do Executivo no Legislativo. Para Janta, o grande problema está na desigualdade criada no setor de transportes com a entrada dos aplicativos que não pagam impostos e oferecem mais qualidade por menor valor unitário pago por usuário. “Uma viagem em um carro de aplicativo, com quatro passageiros, que são apanhados na porta de casa e descem em frente ao seu destino, em muitos casos é mais barata que o valor da passagem do transporte por coletivo”, disse.
    Janta ainda acusou o prefeito de tratar o Legislativo com desrespeito, utilizando expressões impróprias para se referir aos vereadores e, para jogar nas costas da Câmara Municipal um problema criado pela incompetência de gerir o setor. “Ninguém está preocupado em carregar celular em parada, mas ter um sistema eficiente e qualificado, como o que já deu o título a Porto Alegre de o melhor do país”, lembrou.
    Cassiá Carpes (PP) questionou a falta de abertura dos números das isenções. “Precisamos saber onde está o maior comprometimento desses benefícios, analisar com maior propriedade o conjunto de informações”. O parlamentar também trouxe ao debate o fato de que a maioria das viagens ao centro da cidade – “que na verdade não é o centro físico geográfico do município” – se dá em razão da concentração do polo comercial da cidade na região. “É onde as pessoas encontram tudo, com menor preço, diferentemente dos shoppings, principalmente aquelas famílias de menor poder aquisitivo”, salientou.
    Cassiá ainda destacou o problema enfrentado pelo sistema de lotação, que, na sua opinião, é pior que o dos ônibus. Citou como exemplo o fim da linha Medianeira, por falta de passageiros. Disse também que está apresentando emenda para que seja tomado como referencial, na questão da restrição de renda para a concessão de isenções, o salário mínimo regional, que é maior do que o nacional.
    O vereador Aldacir Oliboni (PT) apresentou um ofício ao presidente Pujol com uma série de encaminhamentos à comissão, como o de chamamento de ex-gestores da área, referindo no texto, Mauri Cruz e Luiz Carlos Bertotto. Também que sejam feitas audiências públicas regionais sobre o tema, com a presença de usuários. Oliboni cobrou a oitiva do Tribunal de Contas, que teria posição divergente sobre a fórmula do cálculo tarifário e reforçou a importância em ouvir também diretores e servidores da Carris.
    Alvoni Medina (PRB) disse que é defensor da causa dos idosos e, por isso, não concorda com o tratamento que os mesmos estão tendo, quando o debate é o corte dos benefícios que estes têm no sistema de transporte coletivo da capital. “Muitos idosos, por necessidade, seguem contribuindo para o desenvolvimento econômico da cidade e isso não pode ser deixado de lado”.
    Ao responder aos parlamentares, Soletti reiterou que o ideal é que a Câmara tome uma definição sobre os projetos ainda esse ano para que eles sejam colocados em prática já no cálculo tarifário do ano que vem. Disse ainda que a metodologia utilizada e possíveis alterações já vêm sendo estudadas com a participação do Tribunal de Contas e, portanto, esse é um debate salutar. Afirmou que reconhece o fato de que a crise financeira, a insegurança e a presença dos aplicativos reduziram as viagens e que as fraudes no uso das isenções chegam a 15% e precisam ser coibidas.
    Um novo encontro deverá ocorrer na próxima sexta-feira (24/11) pela manhã. Desta vez, a oitiva será a dos representantes dos consórcios das empresas e dos sindicatos. Na sequência, quem manifestará opinião sobre os projetos serão os representantes de ongs, entidades estudantis e organizações da sociedade civil.
    *Com informações da Câmara

  • Margs promove exposição " Nervo Óptico e os novos meios – experiências na arte contemporânea"

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli  promove a exposição “Nervo Óptico e os novos meios – experiências na arte contemporânea”, com curadoria do próprio MARGS. A mostra, contendo 20 obras, pode ser visitada desta quarta feira, 22 de novembro, a 11 de março de 2018, com entrada franca.
    Dando continuidade à proposta de divulgar a história da arte no Rio Grande do Sul a partir de obras do Acervo do MARGS, este módulo contempla as ações realizadas por um coletivo de jovens artistas gaúchos, ligados ao Instituto de Artes da UFRGS, intitulado “Nervo Óptico”.
    Entre as décadas de 70 e 80, esses artistas passam a experimentar novas linguagens para expressar suas poéticas visuais, dentre elas, fotografia, instalações, performance, super-8, objetos, fotomontagem; sem a preocupação com o suporte, muito menos em gerar um produto final, apenas queriam manifestar-se artisticamente.
    Coletivo e manifesto
    Inicialmente, o coletivo era formado por Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Vera Chaves Barcellos e Telmo Lanes. Sendo que também fizeram parte, os artistas Jesus Escobar e Romanita Disconzi.
    Em 1976, assumiram uma posição pública de repúdio às políticas culturais locais que valorizavam a arte somente como objeto de mercado, através de um “Manifesto” (cartazete) e uma exposição-relâmpago (24 horas ininterruptas), denominada “Atividades Continuadas”, no Museu de Arte do RS – MARGS. Os cartazetes ou publicações do “Nervo Óptico” além de divulgar a produção dos artistas serviam também como espaço expositivo de suas propostas.
    Em 1977, lançaram o primeiro periódico – de um total de treze edições- intitulado “Nervo Óptico”, com uma tiragem de três mil exemplares distribuídos gratuitamente a críticos e artistas locais e internacionais, visando ampliar a rede de diálogo sobre arte, o que gerou uma maior legitimidade e visibilidade ao coletivo e suas novas proposições.
    Espaço N.O.
    O Centro Alternativo de Cultura Espaço N.O.”, mais conhecido como “Espaço N.O.”, idealizado em 1979, por Vera Chaves Barcellos e alguns alunos do Instituto de Artes da UFRGS, deu prosseguimento ao trabalho iniciado pelo coletivo, visando criar em Porto Alegre um local destinado às atividades relacionadas à arte contemporânea, realizando exposições, palestras, cursos, debates, tanto nas artes visuais, quanto nas áreas da dança, teatro, literatura e música.
    O coletivo de artistas Nervo Óptico, com sua atitude provocativa e sua postura irônica, se desfez em 1978, deixando uma reflexão sobre o que era ser artista, para que servia a arte, quem a consumia ̶ questões que marcaram um período de intensa renovação no meio artístico/cultural local e que reverbera até os dias atuais.
    O MARGS funciona de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.
    ARTISTAS PARTICIPANTES
    CARLOS ASP, CARLOS PASQUETT,CLÓVIS DARIANO, JESUS ESCOBAR, MARA ALVAREZ, ROMANITA DISCONZI, TELMO LANES E VERA CHAVES BARCELLOSSERVIÇO
    SERVIÇO
    Exposição Nervo Óptico e os novos meios – experiências na arte contemporânea
    VISITAÇÃO: 22 de novembro de 2017 a 11 de março de 2018
    Curadoria: MARGS
    Local: Galeria Aldo Locatelli do MARGS
    Entrada Franca
     
     

  • PF investiga fraudes de milhões em licitações no transporte escolar no Rio Grande do Sul

    A Polícia Federal e o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) realizam hoje (21) a Operação Laranja Mecânica para desarticular organização criminosa que fraudava licitações de serviços de transporte escolar em municípios do Rio Grande do Sul.
    De acordo com a CGU, as investigações começaram em setembro de 2016 para apurar denúncia da existência de um esquema criminoso entre empresários que tinha como objetivo fraudar o caráter competitivo de licitações nos municípios de Santana do Livramento e Dom Pedrito.
    “Acordos previamente estabelecidos definiam quais as empresas ficariam responsáveis por determinadas ‘linhas’, de maneira que todas obtivessem contratos nesses municípios”, diz a corregedoria.
    A investigação apurou ainda que empresas, constituídas apenas formalmente, atuavam como “fantasmas”. “Somente em 2016, o valor pago pela prefeitura de Santana do Livramento à empresa prestadora de transporte escolar ultrapassou o montante de R$ 5 milhões”.
    Cerca de 150 policiais federais e seis auditores da CGU cumprem 36 mandados de busca e apreensão, cinco de prisão temporária e quatro ordens judiciais de afastamento da função pública nas cidades de Santana do Livramento, Dom Pedrito, Rosário do Sul, São Gabriel, Alegrete e Uruguaiana.

  • Governo insiste no PDV para demitir servidores das fundações

    O governo do Estado oficializou nessa segunda-feira, 20/11, mais uma proposta à Frente Jurídica em Defesa das Fundações  durante encontro no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), tendo por base o Programa de Desligamento Voluntário (PDV).
    O governo oferece indenização em valor equivalente a 1 salário para cada 4 anos trabalhados e todos os direitos previstos em lei. Aqueles que não possuem estabilidade seriam demitidos, no caso de não aderirem ao PDV.
    A Frente propôs ao governo uma indenização de 1 salário a cada ano de contrato de trabalho, com referência ao mês de desligamento, o que não foi aceito pelo governo.
    A Frente salientou que a proposta do Estado ainda está bem abaixo do esperado para que haja maior adesão pela categoria.
    O Estado registrou que chegou ao teto a ser pago e que está no seu limite. Desta forma, os sindicatos irão analisar a proposta junto às suas categorias e darão uma resposta oficial até o dia 27/11.

  • Vereadores querem que Prefeito explique ofensas em discurso

    Um grupo de 16 vereadores quer convocar o prefeito Nelson Marchezan Júnior para prestar esclarecimentos sobre declarações feitas em discurso durante o congresso nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), no dia 11. Um requerimento assinado pelos parlamentares foi entregue nesta segunda-feira ao presidente da casa legislativa, vereador Cássio Trogildo (PTB).
    Em vídeo que circula pelas redes sociais, Marchezan afirma: “parlamentar é cagão”. O prefeito, que deixou o cargo de deputado federal no início do ano para assumir o executivo da capital, também faz referência a políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Comunista do Brasil (PC do B).
    O requerimento entrou na ordem do dia e pode ser votado já na próxima sessão, quarta-feira. A proposta precisa ser aprovada por maioria simples dos vereadores presentes na sessão. Ao todo, são 36 vereadores na Câmara Municipal.
    Segundo o documento, Marchezan “proferiu termos ofensivos contra o parlamento e parlamentares, partidos políticos, entidades representativas da sociedade civil e, por consequência, ao conjunto da população de Porto Alegre e democracia brasileira.”
    No requerimento são citadas outras questões sobre as quais os vereadores pedem esclarecimento, como o benefício para a municipalidade e legalidade da sua participação na atividade do MBL, “visto que, conforme Of nº 1784/GP encaminhado a esta Casa, no qual solicita autorização ao legislativo para viagem internacional, o Senhor Prefeito estaria afastado do país.”
    O documento pede explicações ainda sobre as nomeações de dois diretores, Michel Costa, na Carris e na Procempa, e Rafael Zanetti, no Dmae, e sua manutenção nos cargos “mesmo após divulgação pública da participação dos mesmos em sociedade privadas com atuação no ramo em que atuavam na Administração Pública.” Os parlamentares pedem ainda “os reais motivos” para o afastamento de 15 dirigentes nos primeiros 11 meses de gestão.
    Confira quais vereadores assinaram o requerimento:
    Aldacir Oliboni (PT)
    Adeli Sell (PT)
    André Carus (PMDB)
    Karen Santos (PSOL)
    Claudio Janta (Solidariedade)
    Dr. Marcelo Rocha (PSOL)
    Dr. Thiago Duarte (DEM)
    Fernanda Melchionna (PSOL)
    João Bosco Vaz (PDT)
    José Freitas (PRB)
    Marcelo Sgarbossa (PT)
    Marcio Bins Ely (PDT)
    Paulinho Motorista (PSB)
    Prof. Alex Fraga (PSOL)
    Reginete Bispo (PT)
    Sofia Cavedon (PT)

  • Marchezan ofende classe política em evento do MBL: "Parlamentar é cagão"

    O fato ocorreu dias atrás, em 11 deste mês, mas veio à tona somente agora. Durante o congresso nacional do MBL, o prefeito Nelson Marchezan Júnior teceu duros comentários contra políticos do Legislativo. “Aqui entre nós, Parlamentar é cagão”, disse o prefeito, esquecendo-se que foi deputado estadual e federal por três legislaturas.
    As palavras do chefe do Executivo municipal ganharam repercussão nesta tarde de segunda-feira, na Câmara Municipal de Vereadores, quando por pelo menos duas vezes  parlamentares exibiram o vídeo, de três minutos. No vídeo, Marchezan cita políticos da oposição como os ex-governadores do PT Tarso Genro e Olívio Dutra. “Também tenho raízes pra arrancar por lá” bradou Marchezan, ao referir-se a esses políticos.
    No trecho exibido o prefeito também elogia as ações do MBL para o Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Sobre sua administração falou: “Estou quebrado em Porto Alegre, não pago salário, não pago fornecedores mas se botar dinheiro ele vai de novo pra despesa de pessoal. E Porto Alegre gasta 52% com pessoal. A gente tem que mudar a estrutura assim como foi feito a reforma trabalhista”.
    Marchezan também criticou os protestos contra a sua gestão, que classificou de “pauladas agressivas de PT e PSol”.
    No Legislativo, o primeiro a comentar o discurso do prefeito foi o vereador Clàudio Janta,(SDD) ex-líder do governo e atualmente um dos mais críticos da atual gestão. “Somos covardes? É isso que o prefeito nos chama”.
    Parlamentares de outros partidos foram à tribuna e lamentaram a postura do prefeito. A principal consequência foi a aprovação de um requerimento convocando Marchezan a comparecer à Câmara Municipal para prestar esclarecimentos aos vereadores. O requerimento será votado nesta quarta-feira.

  • Defensoria Pública inaugura nesta terça nova Unidade Central de Atendimento e Ajuizamento

    A Defensoria Pública do Estado inaugura nesta terça-feira, 21/11, às 17 horas, a nova Unidade Central de Atendimento e Ajuizamento (UCAA-DPE/RS), localizada na rua Sete de Setembro, 666,  Centro Histórico.
    Os três primeiros andares, área equivalente a 1.664m², são exclusivos para atendimento à população, proporcionando mais agilidade nos processos. Além de mais conforto, os espaços possuem privacidade adequada, climatização completa e acessibilidade total – da entrada aos banheiros – e aprimoramento na qualidade na prestação do serviço.
    A UCAA-DPE/RS conta com sala de triagem no térreo, nove balcões de atendimento, 18 salas privativas de atendimento nos 1º e 2º pavimentos, salas administrativas e um auditório. Também há sala do setor de segurança e sala exclusiva para psicologia, todas devidamente sinalizadas.
    Conforme o relatório anual de 2017, somente a UCAA-DPE/RS realizou cerca de 87 mil atendimentos administrativos e os Defensores Públicos mais de 57 mil atendimentos, além do ajuizamento de 10 mil ações.

  • Feira do Livro mantém bom público mas registra queda de 14% nas vendas

    A Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) divulgou no final de tarde deste domingo, 19/11, o balanço de público e de vendas da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre. Foi registrada queda nas vendas de 14% em relação a 2016. Em dezenove dias, 1.4 milhão de pessoas frequentou o evento, segundo a Brigada Militar – mesmo número do ano passado. A divulgação aconteceu em coletiva de imprensa, apresentada pelo presidente Marco Cena, pela diretoria da CRL, pela coordenadora da Área Infantil e Juvenil e da Área Internacional Sônia Zanchetta e pela coordenadora da programação para público adulto Jussara Rodrigues no Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul (Rua Sete de Setembro, 1020, Praça da Alfândega – Porto Alegre/RS)
    Programação para público adulto
    Com um enfoque aprofundado na diversidade étnica e de orientação sexual, a programação para público adulto promoveu um amplo exercício de empatia e convivência em 331 eventos para um público de 19.168 pessoas com 665 participantes (escritores, palestrantes, convidados e mediadores). Crescimento notável em relação ao ano passado, quando o público contemplado ficou um pouco acima de 17 mil pessoas.
    Sessões de autógrafos
    Foram realizadas 739 sessões de autógrafos, entre obras individuais e coletivas. A sessão de autógrafos mais concorrida foi a de Monja Coen, no dia 11 de novembro.
    Oficinas
    Foram realizadas 25 oficinas, para um público de 457 pessoas.
    Países Nórdicos
    A região homenageada contribuiu com uma delegação de 11 nomes da Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Islândia, além de chefes de estado e embaixadores. Saiba mais:bit.ly/paisesnordicos.
    Estrutura
    A 63ª Feira do Livro de Porto Alegre contou com 91 expositores na Área Geral, 13 na Área Infantil e Juvenil, 5 na Área Internacional – além do estande da região homenageada, formada pelos Países Nórdicos. O evento teve uma área total de 7 mil metros quadrados, sendo 5 mil metros quadrados de área coberta.
    Balcão de Informações
    Foram realizados em torno de 20.500 atendimentos ao público pelo Balcão de Informações da Feira nos 19 dias de evento.
    Área Infantil e Juvenil
    Participaram dos encontros com autores, na Feira, 331 turmas de escolas de 23 municípios gaúchos e dois de Santa Catarina, com um total de 9.015 alunos, sem contar o público espontâneo. Entretanto, muitos professores deixaram de agendar suas turmas em função das greves da Rede Estadual de Ensino e da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, enquanto outros, que as haviam agendado ainda no mês de agosto, cancelaram sua visita à Feira porque suas escolas aderiram às greves posteriormente. Contribuiu, ainda, para a queda de 22% registrada na participação de alunos nos encontros com autores (foram 11.589 em 2016), o fato de a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre ter diminuído a verba repassada às escolas municipais, para custear a visitação escolar à Feira.
    Foram realizadas 631 atividades para público infantil e juvenil; incluindo 62 encontros com autores; 185 sessões de contação de histórias; 32 sessões de autógrafos e apresentações artísticas de escolas; 54 mesas-redondas, saraus, oficinas e atividades promovidas por editoras e entidades parceiras, e muitas outras.
    Tecnologia
    A 63ª Feira do Livro foi notadamente marcada pela tecnologia. O Game da Feira, desenvolvido sobre a plataforma da empresa finlandesa Seppo, registrou 200 participantes entre os dias 1º e 18 de novembro; foram premiados com livros o primeiro, segundo e terceiro lugares. O Espaço do Conhecimento Petrobras realizou 63 atividades relacionadas às novas tecnologias, desde debates sobre ciberfeminismo até apresentação de robótica. O Tour Virtual em 360º foi produzido pela empresa Acena360 e permite uma imersão total por entre as bancas de livros e espaços de eventos. O vídeo tem duração de 10 minutos e segue disponível aqui.
    A 63ª Feira do Livro de Porto Alegre é uma realização da Câmara Rio-Grandense do Livro em parceria com Ministério da Cultura e Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer. Patrocinadores máster: Braskem, BNDES, Zaffari. Banco Oficial da Feira: Banrisul. Seja Vero. Patrocínio Especial Encontros com o Livro: Santander Cultural. Patrocínio Especial Tenda de Pasárgada: SulGás. Patrocinador Especial da Praça de Alimentação: Dado Bier. Patrocinador Especial do Espaço do Conhecimento: Petrobras. Apoio Especial: Prefeitura de Porto Alegre. Financiamento: Pró-cultura RS, Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
    Sobre a Feira do Livro de Porto Alegre
    A Feira do Livro de Porto Alegre foi inaugurada em 1955 por incentivo do jornalista Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias, junto aos livreiros e editores da cidade. O evento é considerado referência no país por seu caráter democrático e pela consistência do trabalho que desenvolve na área da promoção da literatura e da formação de leitores. Realizada desde sua primeira edição na Praça da Alfândega, Centro Histórico da capital gaúcha, a Feira é dividida em Área Geral, Área Internacional e Área Infantil e Juvenil. Centenas de escritores, ilustradores, contadores de histórias e outros profissionais participam do evento, que conta com sessões de autógrafos, mesas-redondas, oficinas, palestras e programações artísticas, entre outras atividades. Alguns desses eventos são realizados no Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo e Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa.
    Em 2006, a Feira do Livro de Porto Alegre recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República, que a reconheceu como um dos mais importantes eventos culturais do Brasil. Um ano antes, havia sido declarada bem do Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e, em 2010, foi o primeiro bem registrado, pela Prefeitura de Porto Alegre, como integrante do Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial da cidade.
    A 63ª edição ocorreu de 1º a 19 de novembro de 2017 e, entre os destaques da programação, estiveram Conceição Evaristo, Otávio Jr., Daniel Munduruku, Sergio Vaz, Ondjaki, Ricardo Araújo Pereira, Rosana Rios, Mia Couto, Lobão, Gregorio Duvivier, Luis Fernando Verissimo, Luiz Felipe Pondé, Sam Bourcier e Manuel Filho, entre dezenas de outros convidados, além de uma delegação de doze autores dos países nórdicos, região homenageada pelo evento. Todas as atividades têm entrada gratuita.
    Sobre a Câmara Rio-Grandense do Livro
    A Câmara Rio-Grandense do Livro é uma sociedade civil sem fins lucrativos, que tem por objetivo unir entidades e empresas que trabalham pelo livro, promovendo sua defesa e seu fomento, a difusão do gosto pela leitura, a formação de leitores e o fortalecimento do setor livreiro. A entidade conta com mais de 140 de associados, entre editores, livreiros, distribuidores e outras instituições que se dedicam à produção, à comercialização e à difusão do livro, todas com sede ou filial no Rio Grande do Sul.

  • Universitários fazem blitz na Feira do Livro em defesa da Zoobotânica

    Estudantes dos cursos de Biologia de quatro universidades gaúchas – UFRGS, IERGS, Ulbra e Unisinos – aproveitaram o último dia da Feira do Livro, a maior festa cultural de Porto Alegre, para reforçar junto à população a importância da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
    Com a ajuda de pesquisadoras do Museu de Ciências Naturais, os alunos, a maioria  bolsista de iniciação científica na FZB, improvisaram uma banquinha próxima a uma das entradas da feira para expor alguns trabalhos, distribuir panfletos e conversar com visitantes da praça.
    “Aproveitamos a oportunidade para divulgar o trabalho único e imprescindível da Zoobotânica  na proteção da biodiversidade e do meio ambiente no Rio Grande do Sul. Sabemos que os argumentos econômicos apresentados pelo Estado já foram desmentidos. Além disso, a SEMA (Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) não possui condições estruturais nem técnicas para executar o trabalho altamente especializado da FZB, o que aliás já foi admitido pelos próprios servidores da Secretaria e também da Fepam. Por isso, continuamos nossa luta em defesa da pesquisa em biodiversidade”, explicou o estudante João Pedro Mello.
     

  • Os desafios de uma Feira que encolheu

    Com 7 mil metros quadrados ocupados na Praça da Alfândega, a Feira do Livro de Porto Alegre de 2017 teve a metade do tamanho alcançado nos anos em que parecia não haver limites para sua expansão.
    Em 2005, por exemplo, no cinquentenário, além de toda a praça e a avenida Sepúlveda, a feira ocupou três armazéns do Cais Mauá com os livros infantis e uma programação que incluía até um campo de futebol para garotos de rua. Até uma regata pelo Guaíba foi promovida.
    Todas as grandes redes de comunicação tinham verdadeiras estações dentro da feira. A RBS tinha um stand de 300 metros quadrados num ponto central da Praça. Os patrocinadores eram: Gerdau, Correios, Braskem, Ipiranga, Caixa Federal. A Câmara do Livro levantou mais de R$ 6 milhões para fazer a festa.
    Em 2017, quando noventa barracas não ocuparam mais do que dois terços da praça, chega-se ao máximo de um declínio, iniciado há dez anos. Inicialmente lento, quase imperceptível. Nos últimos três anos acelerado, quase assustador.
    Das redes de rádio e tevê, apenas a Pampa manteve seu estúdio na feira. A Câmara do Livro orçou em R$ 4 milhões o custo da feira deste ano, já com muitos cortes. Levantou R$ 2 milhões “a pau e corda”.
    “Chegou a um ponto, ali por agosto/setembro, que achamos que não ia ter feira este ano”, diz o presidente, Marco Cena Lopes.
    Cena está encerrando o segundo mandato de dois anos como presidente da Câmara Riograndense do Livro.
    À frente de uma diretoria de nove voluntários, ele enfrentou o período mais difícil, que culmina com a “feira da resistência”, como definiu.
    Segundo ele, mesmo com tamanho menor, a feira manteve a qualidade de seus eventos, ainda que com algum prejuízo.
    A palestra do escritor Mia Couto, por exemplo, teve metade do público porque o Teatro Carlos Urbim que antes tinha quase mil lugares num galpão do cais, agora está numa barraca de lona com capacidade para 300 pessoas.
    Crítico do “gigantismo”, que ameaçava transformar a feira num mega-evento dominado pelo marketing, o presidente vê na crise uma oportunidade de repensar a feira e devolvê-la à sua verdadeira vocação, que é promover o livro e a leitura.
    Para isso, terá necessariamente que rever suas relações com o poder público, com quem as negociações este ano foram extremamente desgastantes.
    O governo do Estado cortou isenções fiscais, limitando a captação de patrocínios pela Lei de Incentivo à Cultura.
    A prefeitura alimentou a expectativa de que seriam mantidos os patrocínios. Em julho, simplesmente anunciou que não tinha dinheiro.
    No final, depois de muita pressão, liberou pouco mais de 20% do valor esperado, que era mais de R$ 1 milhão.
    Além disso, anunciou, às vésperas da abertura da feira, que o serviço de limpeza da praça pelo DMLU só seria feito mediante pagamento, mais de R$ 30 mil. “Como não tínhamos o dinheiro, tivemos que improvisar contratando garis para limpar a área ocupada pela feira. O problema é que o restante da praça está um lixão, uma vergonha”, diz o presidente da Câmara.
    Este ano foi também suspenso o serviço de desratização, feito sempre pela Saúde, e o resultado se podia ver nos pontos mais sujos da praça, onde nutridas ratazanas circulavam.
    “Bibliotecas já tem muitos livros”, diz secretário
    A prefeitura financia um dos mais importantes programas da Feira do Livro, o “Adote um Escritor” que este ano envolve 90 escolas.
    O programa tem 16 anos, é referência, copiado por várias cidades. As atividades, junto às escolas, duram o ano inteiro. Durante a feira, uma intensa atividade envolve milhares de estudantes.
    A prefeitura dispendia R$ 1 milhão por ano com cachê de escritores, compra de livros, passagens e hospedagem. Este ano liberou R$ 220 mil reais.
    O secretário de Educação do município, Adriano Naves, tentando justificar o corte e  chegou a afirmar que “as bibliotecas já têm muitos livros”.
    Foi preciso muita criatividade para manter o essencial do programa, o que só foi possível com o apoio das editoras, dos autores e das próprias escolas e professores.
    “Foi essa solidariedade que permitiu manter o programa cortando algumas atividades, improvisando locais, mas mantendo a qualidade no essencial. E é isso que nos anima e nos faz acreditar que vamos superar esse momento”, diz Sônia Zanchetta, que tem 21 anos de feira e coordena a área infanto juvenil.
    Ela vê nisso o lado positivo da atual crise.: “O envolvimento é muito grande. A feira mobiliza muitas energias e é daí que vai vir a solução”.
    Prefeitura cobra pelos serviços
    A prefeitura vai cortar toda a verba da Feira do Livro e ainda pretende cobrar por todos os serviços utilizados pela feira, inclusive um aluguel pelo uso da praça da Alfândega.
    Dirigentes da Câmara do Livro, que participaram das negociações com a prefeitura este ano, afirmaram ao JÁ que esse recado já foi passado aos organizadores. O presidente da Câmara não confirma. Ele teve uma reunião, rápida e formal, com o prefeito antes da feira e diz que isso não foi falado: “Não ouvi isso do prefeito mas, da maneira como as coisas foram encaminhadas este ano, não é de se duvidar que façam isso”.
    Nesse caso, a Câmara, além da desratização e da limpeza da praça, terá que pagar pelos serviços da Procempa, que fornece os serviços de informática, e da EPTC, que cuida do trânsito no entorno.