Autor: da Redação

  • Nas ruas, JÁ Porto Alegre de novembro

    Já nas ruas, nas praças e nas feiras!
    Saiu a edição de novembro do JÁ Porto Alegre!
    Nesta edição:
    Carris no fim da linha: em curso o projeto de extinção da empresa pública de transporte
    Com serviço em transição, faltam bicicletas no Bikepoa
    Redenção, 210 anos do parque mais querido
    Desafios de uma Feira do Livro que encolheu
    Carnaval de rua terá seis datas na Cidade Baixa
    Um cartum e três perguntas para Moa
    E mais!
     
    Onde tu encontra o JÁ:
    Banca da ARI (Associação Riograndense de Imprensa) na Feira do Livro – em frente ao Margs
    Lancheria do Parque – Osvaldo Aranha, 1086
    Café Coletânea – José Bonifácio, 731
    Café Imprensa – Borges de Medeiros, 915
    Barbearia Joni – Venâncio Aires, 1071
    Drogaria do Porto – Jerônimo de Ornelas, 349
    Boteko República – Rua da República, 429
    Cia Das Empadas, José do Patrocínio, 649
    Jerônimo Café – Jerônimo de Ornelas, 568
    Clube de Cultura – Ramiro Barcellos, 1853
    Banana Verde – Henrique Dias, 106
    Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736
    Usina do Gasômetro – Av. Pres. João Goulart, 551
    E nos principais bares, cafés, restaurantes e estabelecimentos comerciais dos bairros de circulação do JÁ: Centro Histórico, Bom Fim, Santana, Farroupilha, Cidade Baixa, Independência, Santa Cecília, Rio Branco, Petrópolis e Jardim Botânico.

  • Carris: do lucro a um déficit anual de 50 milhões, em sete anos

    Desde o começo da década, a empresa pública de ônibus de Porto Alegre vem apresentando uma queda vertiginosa. Prejuízos enormes e crescentes, diminuição na qualidade do serviço e graves problemas de gestão, chegando a ter mais de cem ônibus parados por falta de peça.
    Até 2010, a Carris dava lucro. Os balanços eram positivos e a empresa recebia prêmios pela qualidade do serviço. Nos anos anteriores, chegou a ser escolhida duas vezes a melhor empresa de transporte público do Brasil, em 1999 e 2001.
    Foi no início da gestão de José Fortunati na prefeitura que a empresa começou a apresentar prejuízos. Em 2011, o prejuízo foi de quase R$ 6 milhões. Em 2012, um salto negativo: mais de R$ 21 milhões negativos. O déficit nas contas da empresa chegaram a mais de R$ 50 milhões em 2015 e 2016. Para este ano, a previsão é de resultados ainda piores.
    Funcionários já falaram publicamente que há um processo de sucateamento provocado. Reclamam também de assédio e falta de diálogo, por parte da nova direção. Desde o início de ano, um diretor-presidente recém nomeado, Luís Fernando Ferreira, em fevereiro, e uma procuradora, Jaqueline Simões, em julho, pediram demissão da Carris.
    Ao longo de quase onze meses de governo, a atual gestão não apresentou um plano de recuperação para a empresa. Periodicamente, o prefeito Nelson Marchezan Júnior cita a Carris como um problema em suas entrevistas. Agora, Marchezan subiu o tom. Afirmou que a empresa não é mais viável e está com seus dias contados.
    Mais de cem ônibus parados

    Carris deixa de realizar até 300 viagens por dia devido a problemas em veículos. O prejuízo mensal com a falta dessa arrecadação chega a R$ 2 milhões por mês / Ricardo Stricher / JÁ

    Com cento e quarenta e cinco anos de serviços prestados, levando e trazendo a população de Porto Alegre, de bonde ou de ônibus, a Carris vê no horizonte o fim da linha. Pelo menos é o que se desenha, na gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior, para o modelo de empresa pública de transporte de passageiros.
    Se ao longo da campanha eleitoral, a possibilidade de venda da empresa era negada pelo então candidato Marchezan, desde que assumiu o Paço, o prefeito volta e meia dá o recado. Recentemente, Marchezan foi taxativo: “a Carris está com os dias contados.” O prefeito já apresentou as três possibilidades: privatização, venda ou extinção.
    Um mar de ônibus parados, na garagem da empresa, é o retrato da grave crise de gestão. Um terço da frota da Carris não vai para a rua, garante funcionários da empresa. Ao longo deste semestre, o número varia entre 100 e 120 automóveis parados, a maioria por falta de peças. No dia 14, dos 347 carros da frota, 112 não tiveram condições de sair.
    “Considerando que já passamos muito do número da frota reserva (32), todos os dias são cerca de 80 ônibus que não andam pela cidade, cerca de 300 viagens que deixam de serem realizadas. É a realidade atual”, lamenta o delegado sindical da Carris, Felipe Suteles. Segundo o sindicalista, a situação, que vem piorando gradualmente na última década, piorou de vez nos últimos meses.
    Quase metade dos automóveis são da Volvo e a reposição de peças depende de um contrato com a montadora. Assim, veículos novos, com falta de peças simples, dividem o espaço com carcaças que já foram descartadas. “Há ônibus parados por falta de parafusos de poucos reais”, lamenta.
    A falta de entendimento entre os funcionários, direção e o prefeito também tem se tornado uma rotina. Na mais recente controvérsia, Marchezan declarou em entrevista que o alto índice de roubo de peças é uma das causas da situação precária da empresa. Os funcionários responderam com indicativo de greve, mensagens pela internet e panfletos distribuídos para a população. “Já houve alguns furtos de peças, sim, mas justificar a precariedade atual com isso é criminoso”, classifica Suteles.
    Em entrevista recente, Marchezan afirmou que o índice de furto de peças na empresa é muito alto. Funcionários reagiram, afirmando que a intenção do prefeito é desmoralizar os servidores. Um procedimento interno está apurando a denúncia. Funcionários da empresa ainda se queixam de uma rotina de assédio por parte da direção. “Foram revistar o meu carro na saída, eu disse ‘pode revistar, se tiver roubo não é aqui, é lá dentro”, afirmou um servidor da companhia que não quis ser identificado.
    Tribunal de Contas: auditoria especial não é necessária
    O caso da Carris chegou ao judiciário. Vereadores do PT pediram providências ao procurador geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo Da Camino. Em junho, o MPC solicitou à presidência da companhia um relação da frota constando quantos veículos estavam em circulação e quantos estavam parados.
    Também foram questionados se a frota atual era suficiente para atender a demanda exigida e se a empresa cumpria os horários e itinerários. A Carris respondeu que haviam 47 veículos retirados por problemas mecânicos aguardando manutenção, um número bem abaixo do denunciado por funcionários da empresa.
    Em agosto, Da Camino pediu ao Tribunal de Contas (TCE) uma auditoria na Carris em razão de um possível sucateamento da frota, além dos prejuízos acumulados nos últimos exercícios. Em outubro, uma nova manifestação do MPC foi entregue ao Tribunal de Contas. Nela, o procurador pediu “que seja elaborado diagnóstico atualizado da gestão operacional da Carris”. Da Camino também pediu que a apuração tivesse caráter obrigatório.
    O TCE não realizará uma auditoria especial como quer o procurador. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal, a área técnica do órgão analisou o pedido do MPC e avaliou não ser necessária a auditoria especial, visto que o TCE avaliará os mesmos itens e pontos questionados por Da Camino no relatório 2017-2018 da empresa.
    Do sucateamento ao déficit
    Desde o ano passado, as empresas privadas de ônibus da Capital gaúcha vem reclamando de prejuízos na prestação do serviço. Atualmente, nenhum dos consórcios consegue cumprir a tabela, gerando centenas de multas emitidas pela EPTC. As gratuidades e a redução na quantidade de passageiros do sistema então entre as causas apontadas. Entretanto, o problema da Carris é anterior.
    Em duas ocasiões foi eleita a melhor empresa de transporte público do Brasil pela ANTP (Associação Nacional dos Transportes Públicos), em 1999 e em 2001. É também a empresa de transporte público mais lembrada pelos porto-alegrenses, com 17 prêmios Top of Mind, promovido pela revista Amanhã.
    Em seis anos, a companhia passou de referência no transporte público do país a empresa deficitária a caminho da privatização. Até 2010, os balanços eram positivos. Em 2011, começaram os crescentes prejuízos. Para este ano, a projeção é de que os cofres do Município precisem colocar aproximadamente R$ 60 milhões para zerar as contas.
    Ao longo deste período, foram abertos procedimentos para apurar irregularidades. Em 2016, o ex-diretor-presidente, Sérgio Zimmermann, foi condenado a devolver R$ 317 mil.
    O diretor nomeado por Marchezan para criar um plano de salvação da empresa, Luis Fernando Ferreira, durou apenas 20 dias no cargo e pediu demissão. A vaga foi ocupada quase dois meses depois por Helen Machado, que assumiu afirmando não se tratar de um problema para ser resolvido “em dois ou seis meses”. Até o momento, não foi anunciado nenhum plano de recuperação para a Carris.
    O que diz a direção
    Ao longo de uma semana, o JÁ tentou entrevistar a direção da Carris. Na tarde de sexta-feira, 17, a empresa enviou uma resposta por email ao jornal. A Carris afirma que o contrato com a Volvo foi retomado e 50 ônibus voltaram a circular na primeira quinzena de novembro.
    A frota total é de 347 ônibus, sendo 32 destinados à reserva. No dia 17, eram apenas 33 carros retidos, segundo a direção. A empresa ainda coloca que está implementando projetos de manutenção preventiva dos veículos. o que não era feito anteriormente.
    Parte do depósito é um ferro velho a céu aberto. Uso de peças de carros velhos, prática adotada para tentar minimizar falta de peças, foi proibida pela nova direção / Ricardo Stricher / JÁ

  • Justiça mantém sessão que aprovou aumento de alíquota do Previmpa

    O Tribunal de Justiça do RS aceitou o agravo de instrumento interposto pela Câmara Municipal de Porto Alegre e concedeu o efeito suspensivo solicitado contra medida liminar que havia declarado a nulidade de sessão extraordinária realizada em 5 de julho.
    Naquela ocasião, os vereadores haviam aprovado Projeto de Lei Complementar do Executivo, que determinava o aumento de 11% para 14% da contribuição previdenciária dos servidores públicos ativos e inativos do Município, bem como dos pensionistas do regime próprio de previdência social. A sentença foi proferida, nesta quinta-feira (16/11), pelo desembargador Eduardo Delgado, da Terceira Câmara Cível da Comarca de Porto Alegre.
    A sentença liminar que determinava a anulação da sessão extraordinária, concedida no dia 8 de novembro, atendia a mandado de segurança impetrado pela vereadora Sofia Cavedon e pelos  vereadores Marcelo Sgarbossa e Aldacir José Oliboni, todos da bancada do PT. Eles questionavam o modo como foi convocada a sessão extraordinária pela Mesa Diretora, e solicitavam tornar sem efeito qualquer deliberação aprovada naquela sessão.
    Ainda conforme os petistas, a decisão da Mesa Diretora confrontava o Regimento Interno, que determinaria a obrigatoriedade de convocar a sessão com pelo menos 48 horas de antecedência.
    Em sua decisão, o desembargador observa que o mandado de segurança é cabível “nas hipóteses em que ilegalidade ou abuso de poder respondam por violação de direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data”. A mesma norma, segundo ele, prevê que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido “quando houver fundamento relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida”. Delgado também ressalta que a natureza jurídica da liminar em mandado de segurança “tem natureza antecipatória” e a demonstração documental deve ser capaz de evidenciar a concretude do direito alegado. “Necessário, pois, para o deferimento da liminar, a prova escrita, inequívoca e pré-constituída dos fatos, bem como o relevante fundamento do direito que consiste rigorosamente nos modelos normativos para a aferição da evidência.”
    O presidente Cassio Trogildo (PTB) afirmou que a decisão restabelece a “decisão soberana da Câmara de Vereadores de Porto Alegre de legislar com regras claras, que foram respeitadas pela Mesa Diretora e pelos parlamentares que votaram o projeto”.

  • Movimento Roessler lança campanha de financiamento coletivo para comemoração dos 40 anos

    Fundado em 1978, o Movimento Roessler de Defesa Ambiental, com sede em Novo Hamburgo, comemorará 40 anos de atividade em 2018. Para marcar a data, a entidade está lançando uma série de produtos.
    A meta é atingir R$ 12 mil em contribuições. A arte dos produtos foi desenhada pela ilustradora Silvana Santos e as camisetas são produzidas pela marca gaúcha Vertentes. A campanha está sediada no site catarse.me e estará no ar somente até 20 de janeiro de 2018.

    Entre os produtos oferecidos aos colaboradores estão camisetas temáticas / Divulgação

    Uma das mais antigas e combativas ONGs do Rio Grande do Sul, o Movimento Roessler faz firme defesa dos ideais daquele que inspirou seu nome: Henrique Luis Roessler, pioneiro ecologista com atuação no Vale do Sinos.
    E é justamente nesta região que o “Movimento”, como é comumente conhecido, atua mais fortemente desde sua fundação em 16 de junho de 1978.
    A data marcou negativamente a história da Ecologia no Estado, a partir do famoso episódio da maré vermelha ocorrida na praia do Hermenegildo, no litoral sul gaúcho. Mas também inspirou um grupo de estudantes liderado pelo professor Kurt Schmeling a coletar assinaturas exigindo a solução para a tragédia.
    Desde então um grupo de colaboradores passou a se reunir e discutir soluções para os problemas, não somente de Novo Hamburgo, como de outras cidades do Vale do Sinos, na Região Metropolitana de Porto Alegre, altamente industrializada.
    Ações de preservação
    Subida do Morro dos Bois. Atividades de preservação e educação fazem parte dos trabalhos do movimento / Cátia Cylene / Arquivo JÁ

    As ações do Movimento Roessler cresceram muito quando a entidade assumiu a direção do Comitesinos, uma espécie de conselho formado por representantes do poder público, do setor privado e ongs, que gerencia ações para a preservação das águas da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos.
    Como exemplo de atuação, pode-se citar a realização de cursos de Formação de Gestores Ambientais Comunitários, além da conclusão do Plano de Bacia e um projeto de recuperação de matas ciliares e preservação de áreas verdes na região, chamado de Verdesinos.
    Apesar do trabalho no Comitesinos envolver boa parte da capacidade da entidade, o Movimento Roessler também está presente no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), fiscalizando as ações do poder público e canalizando denúncias dos cidadãos.
    Roessler, o homem
    Henrique Luís Roessler, nome inspirador da ONG de Novo Hamburgo, nasceu em Porto Alegre em 16 de novembro de 1896, falecendo na mesma cidade em 14 de novembro de 1963. Foi um dos precursores da proteção ambiental no Brasil.
    Fiscalizava fontes poluidoras dos curtumes, derrubada de matas nativas, caça clandestina, sempre denunciando na imprensa os danos ao ambiente. Publicou 301 crônicas no Correio do Povo, sempre procurando alertar sobre os impactos ao meio ambiente, numa época em que pouco se comentava sobre o assunto.
    Criou, em 1955, a União Protetora da Natureza, com sede em sua própria casa. Essa entidade morreu com seu fundador.
    Um dos mais importantes órgãos ambientais do Rio Grande do Sul, a Fepam – responsável, entre outras coisas, pela fiscalização e licenciamento de empreendimentos no Estado – também carrega o nome do ambientalista, pois chama-se, oficialmente, Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler.
    Em 2006, a JÁ Editores lançou uma biografia do ecologista, assinada pelo jornalista Ayrton Centeno, que, além da história de vida do pioneiro, traz uma compilação das principais crônicas assinadas por Roessler no Correio do Povo.

  • 2017: da "pós verdade" à "pós-mentira"

    mariano Senna
    A Oxford Dictionaries elegeu “pós-verdade”(post-truth) como a palavra de 2016.
    Segundo a editora inglesa, a expressão se refere a uma condição em que fatos objetivos influem menos na formação de opinião do que apelos a emoção e crenças pessoais. Ela surge como efeito da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, mas também serve para entender muitos acontecimentos recentes pelo mundo.
    Para o aclamado jornalista britânico, Robert Fisk, tal condição surge hoje como resultado de dois fatores combinados. O primeiro deles, o surgimento das redes sociais como amplificador da voz dos ignorantes ou dos mal-intencionados.
    O outro, a falta de credibilidade dos jornais causada pelos próprios profissionais de mídia. “Jornalistas veem mentido para seus leitores há anos”, escreve ele.
    Exemplos não faltam. O ataque a um mercado natalino na capital alemã ocorrido na véspera do Natal passado é um caso excepcional para ilustrar tal crise do mainstream internacional. Semanas após a tragédia, o noticiário repetia o ocorrido como fato consumado e esclarecido.
    O foco já estava nos desdobramentos e a retórica de alguns argumentos aproxima o jornalismo da propaganda política de direita.
    Na grande mídia o atentado foi obra de um imigrante ilegal Tunisiano, que as autoridades insistem em chamar de refugiado. Anis Amri, de apenas 24 anos, teria sequestrado e matado o motorista da carreta com que invadiu o mercado de Natal. Dali ele fugiu a pé, não se sabe para onde. Apareceu três dias depois em Milão na Itália onde foi morto pela polícia.
    As autoridades supõem que o jovem Tunisiano tenha fugido da Alemanha de trem. Passou primeiro pela Holanda. Depois França e finalmente Itália. Olhando com cuidado para os detalhes da história contada e repetida exaustivamente pela mídia, toda essa versão parece ser conveniente demais para ser verdade.
    Primeiro que são todos fatos de origem oficial. Toda apuração é exclusivamente baseada em informações das autoridades, dando grande credibilidade ao relato. Não há filmes ou fotos de Amri próximo ao local do ataque.
    Mais ainda, nenhum veículo de comunicação estabelecido se atreveu até agora a questionar a prova que incriminou Anis Amri: um documento negando o seu pedido de asilo que ele misteriosamente esqueceu dentro do caminhão que usou para patrolar uma esquina do mercado de Natal.
    “Esses terroristas vivem esquecendo documentos por aí”, ironiza Junet A., dono de um comércio em Berlin e criado nas redondezas onde o atentado aconteceu, em Berlim Ocidental. Como muitos, ele não acredita na versão da policia.
    Lembra que a área é talvez uma das com o maior numero de câmeras e sistemas de observação e controle de todo país. São hotéis, casas de show, cinemas, restaurantes, zoológico e a estação de trens juntos em três quarteirões ao redor da praça atacada. “Seja quem tenha feito aquilo era alguém profissional e muito bem preparado. Coisa de agente secreto de filme, não de um garoto que andava ilegal por aí”, finaliza o comerciante, lembrando os últimos cinco casos de terrorismo internacional em que a policia solucionou a questão da mesma forma.
    Em todos a versão oficial é repetida com tamanha intensidade e insistência que se torna verossímel, indubitável.
    Foi assim no 11 de setembro, onde um dos terroristas foi identificado pelo passaporte chamuscado encontrado nos escombros das torres gêmeas.
    No ataque ao Charlie Hebdo, na França e outros. No final nenhum dos suspeitos foi preso ou capturado, todos acabam mortos, como se não houvessem profissionais dentro das melhores polícias do mundo. Só os terroristas é que são profissionais e por isso assassinos implacáveis que não deixam alternativa entre matar ou serem mortos.
    Para os mais conservadores e oficialistas, tudo isso é apenas teoria conspiratória. Esquecem apenas de ver que a lógica, a verossimilhança e a probabilidade passam muito longe das versões oficiais desses eventos.
    Mais do que uma meia verdade ou uma pós-verdade, trata-se de uma pós-mentira extraída e lapidada exclusivamente dos relatórios oficiais.
    O impacto político, calculado ou não, é hoje muito claro. Assim como os atentados de 11 de setembro serviram para justificar uma nova onda intervencionista norte-americana pelo mundo, o atentado de Berlim e outros Europa afora servem para justificar uma politica desumana dos europeus para com os que procuram refúgio de conflitos armados.

  • Ospa apresenta ‘Festival Tangos’ no Araújo Vianna

    A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) preparou uma fina seleção de tangos para o seu próximo concerto no Auditório Araújo Vianna. No dia 19 de novembro, domingo, às 11h, obras de consagrados compositores do estilo musical ganham roupagem especial em arranjos orquestrais. A regência fica a cargo do maestro Arthur Barbosa. O solista convidado da exibição é o músico, arranjador e regente uruguaio Carlitos Magallanes, referência no gênero, que já se apresentou ao lado de Fito Páez, Hique Gomez, Família Lima e Paula Fernandes.
    Os dançarinos Marlise Machado e Maurício Miranda fazem performances a partir da trilha sonora. Na ocasião, a sinfônica homenageia os 100 anos de “La Cumparsita”, música considerada o “tango dos tangos” e reverenciada no mundo inteiro. A entrada é franca com distribuição de senhas.
    Distribuição de senhas:
    Sábado, dia 18/11, das 10h às 17h, na bilheteria do Auditório;
    Domingo, dia 19/11, das 8h às 11h, na bilheteria do Auditório;
    Cada pessoa poderá retirar duas senhas.
    Serviço
    Concerto da Série Araújo Vianna | Festival Tangos
    Quando: 19 de novembro, domingo, às 11h
    Onde: Auditório Araújo Vianna (Avenida Osvaldo Aranha, s/nº – Redenção).
    Entrada franca
     

  • Como criar um logotipo exclusivo para a sua empresa

    Os logos são o meio pelo qual uma empresa se distingue da concorrência e comunica os seus produtos ou serviços.
    Contudo, existem diferentes formas de criar um logotipo. Por exemplo, você já sabe o que é um isologótipo figurativo? E um isologo? Pois bem, vamos explicar-lhe de seguida.
    Ter um logo exclusivo para a sua empresa é essencial
    Um logotipo é um símbolo que é normalmente composto de letras ou imagens e que tem como principal finalidade identificar uma empresa específica, uma marca ou sociedade (hoje em dia já é possível criar logo online de forma simples e muito económica).
    Os mesmos são essencialmente o meio pelo qual uma empresa se distingue da concorrência e comunica os seus produtos ou serviços, conferindo benefícios ou vantagens aos consumidores.
    Por exemplo, quando vemos o logotipo da BMV, não estamos a ver uma simples marca de carros, mas um veículo high-tech, que tem um alto valor económico em comparação com outros carros de gama mais baixa.
    Assim sendo, é possível dizer que o logo da BMW é reconhecido por qualquer consumidor e suscita no mesmo o desejo de compra. Daí, a importância de criar um bom logotipo.
    Desta forma, se está a pensar criar a sua própria empresa, é importante perceber quais são os tipos de logos que existem, de modo a projetar o mais apropriado para o seu negócio.
    1 – Logotipo – É aquele que é feito apenas com texto.
    2 – Isologo – É aquele que usa apenas imagens.
    3 – Isologótipo – É uma mistura de imagem e texto.
    4 – Logo figurativo – Logos que são representados com imagens da realidade.
    5 – Logos Abstratos – Têm uma forma geométrica que não apresentam imagens reais.
    Como vê, é importante perceber bem o seu negócio de forma a escolher qual o tipo de logo que mais se adequa ao mesmo.
    Mas, além do logotipo, é importante que tenha alguns cuidados na criação da sua loja online, já que deve ter uma imagem coerente.

    Cuidados a ter na criação de uma loja virtual
    Pois bem, depois de ter criado o seu logo, está na hora de começar a criar loja virtual grátis.
    No entanto, existem alguns pontos a ter em conta na criação da mesma, nomeadamente o fato de a imagem corporativa ter de ser mantida.
    Assim sendo, se está a pensar criar o seu próprio site em vez de contratar alguém para o fazer, tenha em mente o seguinte:

    • A grande maioria dos sites permite-lhe comprar um template que depois apenas necessita de ajustar (o que torna muito mais simples o seu trabalho);
    • Deve criar uma página por produto ou serviço, e colocar fotografias com boa qualidade;
    • Invista em SEO pois é a melhor forma de conseguir obter alcance orgânico no seu site;
    • Invista em campanhas e ações de marketing digital para alavancar o seu negócio.

    Como vê, não é assim tão complicado começar hoje mesmo a criar o seu logo e a sua loja virtual. Pode demorar algum tempo, contudo, acredite que vai conseguir ter sucesso nos seus negócios.

  • Comitê Carlos Ré promove o “Sarau das Resistências”, no Clube de Cultura

    Como é tradicional nos finais de ano, o Comitê Carlos Ré da Verdade e Justiça do RS realiza o “Sarau das Resistências”, ocasião em que pessoas e entidades que lutaram contra a ditadura militar se confraternizam em um sarau com poesia, música e conversas. A celebração acontece no próximo sábado, dia 18/11, no palco do Clube de Cultura, um local simbólico na resistência cultural de Porto Alegre.
    Segundo o músico Raul Ellwanger, um dos organizadores do evento, “como temos ao longo deste ano manifestado e nos solidarizado, estamos vivendo um período de intenso ataque as organizações e coletivos que lutam diariamente em defesa dos Direitos Humanos fundamentais. Estamos propondo este encontro como um momento de uma troca alegre entre as muitas resistências e lutas que circulam pela cidade”.
    Haverá a participação musical da dupla “Unoamérica”, formada por Zé Martins e Dão Real. Outras participações artísticas são esperadas. Ellwanger conclama: “esperamos à todas e todos com o palco e os braços abertos”.
    Serviço:
    “Sarau das Resistências”;
    Sábado, 18 de novembro;
    Hora: a partir das 19h;
    Local: Clube de Cultura, Rua Ramiro Barcelos, 1853.
     

  • Prefeitura forma grupo para estruturar PPP da Iluminação Pública

    O prefeito em exercício Gustavo Paim assinou na terça-feira, 14, a portaria que constitui o Grupo de Trabalho (GT) da Parceria Público-Privada (PPP) de Iluminação Pública, que envolve servidores de diversas secretarias municipais. A PPP de iluminação pública é a primeira a ser feita no Rio Grande do Sul.

    Para a prefeitura, o resultado do projeto “permitirá a modernização da rede de iluminação pública de Porto Alegre no prazo de dois a três anos”.

    Entre as mudanças previstas, está a troca potencial de todos os 104 mil pontos de luminárias. “Queremos mostrar aos cidadãos de Porto Alegre que é possível fazer diferente, melhor e mais barato. Todos vamos fazer parte de um projeto inédito que só trará mais qualidade de vida para a população”, disse Paim.

    O secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, destacou  que a primeira PPP no Estado será realizada em Porto Alegre porque é um projeto com viabilidade e tem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Vamos começar a remar a favor da maré. Porto Alegre precisa mudar e temos certeza do sucesso”, garantiu o secretário.

    A audiência contou com a presença da equipe técnica do BNDES, que fará a estruturação da PPP, e de representantes do consórcio vencedor do pregão eletrônico realizado pelo banco, formado pelas sociedades Houer Consultoria e Concessões, RSI Engenharia Ltda, Maciel Rocha Sociedade de Advogados e Albino Sociedade de Advogados.

  • Bikepoa terá novas bicicletas somente no final de novembro, diz empresa

    O novo sistema Bikepoa começa a ser implementado no final de novembro, ainda sem uma data exata. Quem garantiu foi Gabriela Gomes, gerente comercial da Tembici, empresa que opera o sistema desde agosto, durante uma reunião na Câmara Municipal, na tarde desta terça-feira, 14/11.
    “Vamos precisar de pelo menos três semanas para colocarmos todas as novas estações”, afirmou Gabriela. Primeiro, serão instaladas 15 novas estações. O restante deve ser concluído até o final do ano. As 41 novas estações terão 733 vagas para 410 bikes disponíveis.
    O encontro, que surgiu a partir da escassez de bikes desde que a Tembici assumiu as operações no lugar da Sertel, serviu para que a empresa explicasse como irá operar em Porto Alegre. Além de Gabriela, Olívio Silva era o outro representante da empresa na reunião, que também contou com a presença de vereadores, usuários, e o gerente de projetos da EPTC, Antonio Vigna.
    Tanto Gabriela quanto Olívio desmentiram a informação, publicada pelo Grupo RBS, de que as novas bikes começariam a operar a partir desta quarta-feira. “Não sabemos de onde veio a informação” ressaltou Olívio, afirmando que hoje estão disponíveis 72 bicicletas e não 130, como informa a EPTC.
    Conforme os representantes da empresa, o sistema terá nova tecnologia, já usada em cidades como Nova Iorque e Londres, além de uma manutenção preventiva. “Vamos ter gente consertando as bikes na rua”, garantiu a gerente.
    Não foi apresentado o novo mapa da localização das estações. O que se sabe é que serão mais próximas uma das outras e abrangerão um raio menor do que o atual. Ainda assim, a Tembici espera aumentar o número de viagens e usuários. “Em Pernambuco tivemos uma experiência muito positiva”, afirmou Olívio. A implementação do serviço em Pernambuco foi a primeira da empresa, Porto Alegre será a segunda.