A AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) realiza nesta semana um Super Bazar, organizado e executado pelo grupo de voluntários da entidade. De terça a quinta-feira, 24 a 26, haverá o bazar com todos os itens por apenas R$ 2,00. Todo o recurso arrecado com as vendas é revertido aos atendimentos gratuitos.
A AACD é uma instituição sem fins lucrativos que trabalha na reabilitação física de crianças, adolescentes e adultos com deficiência física de forma multidisciplinar em 7 áreas terapêuticas e 3 especialidades médicas. Mensalmente, são realizados, em média, 7.000 atendimentos gratuitos a 700 pacientes em tratamento.
Os horários da liquidação são: terça a quinta-feira, das 08h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30. A AACD Porto Alegre fica na Av. Prof. Cristiano Fischer, 1.510.
Autor: da Redação
AACD tem bazar com produtos a R$ 2,00
Relatório de CPI do Senado diz que Previdência Social não tem déficit
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, senador Hélio José (PROS-DF), apresentou nesta segunda-feira, 23/10, no Senado Federal em Brasília, o relatório final dos trabalhos ao colegiado, com a conclusão de que a Previdência Social não é deficitária, mas, sim, alvo de má gestão.
Segundo o senador, “está havendo manipulação de dados por parte do governo para que seja aprovada a reforma da Previdência”. Ele acrescentou que “quando o assunto é Previdência, há uma série de cálculos forçados e irreais”.
Em 253 páginas, o relatório destaca que o “maior e mais grave problema da Previdência Social vem da vulnerabilidade e da fragilidade das fontes de custeio do sistema de seguridade social”. No documento, o relator destaca que, “antes de falar em déficit, é preciso corrigir distorções”.
Outro trecho do documento ressalta que “a lei, ao invés de premiar o bom contribuinte, premia a sonegação e até a apropriação indébita, com programas de parcelamento de dívidas (Refis), que qualquer cidadão endividado desse país gostaria de poder acessar”.
Proposta
Ao contrário da maioria das CPIs, que, segundo Hélio José, ao final costumam pedir o indiciamento de pessoas, desta vez, o relatório é apenas propositivo. Nesse sentido, sugere dois projetos de lei (PLS) e três propostas de emenda constitucional (PECs). Uma delas proíbe a aplicação da Desvinculação de Receitas da União às receitas da seguridade social.
Votação
Após um pedido de vista coletiva – mais tempo para analisar o parecer – o relatório precisa ser votado até o dia 6 de novembro, quando termina o prazo de funcionamento da comissão. Antes da votação final os membros da CPI podem sugerir mudanças no documento.
Histórico – Instalada no fim de abril , em pouco mais de seis meses, a CPI realizou 26 audiências públicas e ouviu mais de 140 pessoas entre representantes de órgãos governamentais, sindicatos, associações, empresas, além de membros do Ministério Público e da Justiça do Trabalho, deputados, auditores, especialistas e professores. A comissão é presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), e é formada por seis senadores titulares e cinco suplentes.
Da Agência BrasilCleonice Bourscheid faz sessão de autógrafos e pré-lançamento do livro Ave, Água, em Porto Alegre
A escritora, professora, tradutora e produtora cultural Cleonice Bourscheid faz pré lançamento de seu novo livro de poesias Ave, Água, com sessão de autógrafos no dia 26 de outubro.
A obra reúne poemas inéditos da autora, inspirados na natureza e ilustrados com fotografias de Aristóteles Bourscheid, esposo e companheiro de viagem de Cleonice.
A sessão de autógrafos será acompanhada de um recital, às 19h30min, no Clube Jangadeiros – Rua Ernesto Paiva, 139 – Porto Alegre (RS). A entrada é gratuita e aberta ao público em geral.
O projeto propõe o diálogo entre diferentes formas de expressão artística: poesia, fotografia e música. Ave, água é o terceiro volume da trilogia composta por mais dois livros: Ave, pássaro e Ave, flor, todos com a proposta de unir verso, imagem e sensação. O encontro da natureza e o verso são presentes na obra de Cleonice.
Em 2015 ela recebeu o Prêmio Filoteo Amodeo, em Castiglioni di Sicilia, pelo livro Piquenique no Jardim, obra poética que propõe a interação entre poesia, arte, culinária e o teatro infantil.Um recorte da pintura de Scheffel, em exposição no Margs
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli promove a abertura da exposição “Scheffel por Ele Mesmo”, com curadoria de Angelo Rheinmer, nessa terça-feira, 24, às 19h, na Pinacoteca do MARGS.
A Exposição “Scheffel por Ele Mesmo”, reúne obras da Coleção Família Zelmanowicz, , Fundação E. F. Scheffel e acervos privados e propõe revelar ao público um recorte sobre a obra de Scheffel, talvez o mais instigante de sua produção: a década de 1970, que permanece ainda pouco conhecida.
A escolha das obras forma um conjunto estabelecido pelo próprio Scheffel – com texto de sua autoria – em uma exposição por ele sonhada e não realizada em vida. Apresenta ainda, uma mostra de retratos, promovendo uma visão panorâmica sobre a produção artística de Scheffel, a partir da década de 1950 até os anos 2000.
Coletânea de obras
Obra de Scheffel exposta no Margs / Divugação
Em diálogo com a exposição, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul apresenta uma coletânea de obras dos professores do artista, no Instituto de Belas Artes (atual Instituto de Artes da UFRGS), do período entre 1941 e 1946. Entre eles, nomes consagrados da pintura gaúcha, como: João Fahrion, Ângelo Guido, José Lutzenberger, Benito Castañeda, Maristany de Trias e Fernando Corona, possibilitando ao público um olhar sobre os Mestres que influenciaram diretamente a obra de Ernesto Frederico Scheffel.
O Margs fez agradecimento público ao Dr. Rolf Udo Zelmanowicz, Presidente da Sociedade de Amigos da Fundação Scheffel, grande incentivador desta exposição.
A exposição pode ser visitada de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br
A batalha do retrato
O autor das obras expostas escreveu o seguinte texto sobre o desafio de pintar retratos:
O retrato: uma batalha à parte
O retrato é considerado uma especialidade no mundo das Artes Plásticas – pintura e escultura – e significa para o artista, em particular, um duplo desafio. Trabalho de arte único, é uma proposta pessoal, elaborada através de recursos próprios. O retrato é a proposta que se antepõe e, eventualmente, se contrapõe ao artista que, paulatinamente, se exercita mental e fisicamente a devorar o seu objeto, de ponta a ponta, ao ponto de romper com o espaço e o tempo, pondo em desordem o pensamento e o sentimento. Isso não significa caos ou confusão, mas um diálogo pelos caminhos ocasionais das imagens e das sensações, interligadas numa atmosfera de contato, resultado de um pacto comum.
A relação artista-retratado não é, portanto, uma divisão, uma oposição, um combate de rivais em exercício de mútua eliminação de personalidades antagônicas. O relacionamento artista-retratado, frente à frente, é um ato de antropofagia figurada, leal, pré-determinada pelas partes interessadas em criar, como resultado final, uma obra de arte de alto nível em conteúdo e forma.
Com este procedimento – a posse através de uma absorção intensa – o artista não engravida o retratado nem recorre ao Espírito Santo, algo vindo de fora ou de cima, na realização da obra de arte. A obra nasce do entendimento e relacionamento de artista e retratado que decidem remover as máscaras, uma a uma, num ritual de concessão das diferentes formas assumidas pelo indivíduo. Aí que se encontra a revelação mais profunda de um caráter – em contínua formação – de uma individualidade única que é “relatada” com seriedade e simplicidade.
Montaigne, nos Ensaios, expressa alguns conceitos mais permanentes e atuais que podem definir essa seriedade e simplicidade, necessárias ao artista, no ato da concepção do retrato, sintetizando numa só virtude: a fidelidade. “Os outros formam o homem (os moralistas), eu o relato”, escreve no Livro III, capítulo 2.
Concluído o retrato, rompe-se o liame entre artista e retratado, em favor de uma obra de arte que pode ter atingido um estado de vida permanente, como se tocada pelo imprevisto sopro dos deuses, caprichosos, através da qualidade na composição, na técnica pictórica e na menção do mundo interior do indivíduo. Está superado o desafio da realização pessoal, como obra de arte”
Ernesto Frederico Scheffel
O artista e sua obra
Ernesto Frederico Scheffel nasceu em 8 de outubro de 1927, em Campo Bom, Rio Grande do Sul. É descendente de imigrantes alemães de Berghausen – Westfalen, chegados em 1825 e estabelecidos na antiga colônia de São Leopoldo.
Aos 12 anos de idade, Scheffel fez parte do Grupo de “coloninhos” que foram levados a Porto Alegre, numa ação do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, dentro das políticas de nacionalização do Estado Novo. Foi convidado a estudar no Instituto de Belas Artes e, simultaneamente, na Escola Técnica Parobé.
Em 1950, segue para o Rio de Janeiro, com bolsa de estudos do Estado do Rio Grande do Sul. É acolhido pelo pintor Osvaldo Teixeira, Diretor do Museu Nacional de Belas Artes, com quem trabalha como assistente. Scheffel participou dos Salões Nacionais de Belas Artes. Após receber as medalhas de bronze e prata, em 1958 conquista o Prêmio Viagem ao Estrangeiro com a obra “Jerônimo”. O quadro premiado está no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Década de 70
Partiu para a Europa, em 1959. Depois de viajar e conhecer diversos países estabeleceu-se em Florença, na Itália, onde desenvolveu sólida carreira. Trabalhou com o Professor Augusto Vemehren, Diretor do Laboratório de Restauro da Galeria dos Ofícios, restaurando pictoricamente obras de Rubens, Velázquez, Ticiano, entre outros. Ao longo dos anos 1960, Scheffel realizou oito obras públicas, a maioria de cunho religioso, em Florença.
Inicia a década de 1970 influenciado pelas manifestações e protestos contra as instituições e os valores vigentes, que eclodem na Europa, na segunda metade da década de 1960, inaugurando uma nova fase, mais ousada e autêntica. Como o próprio Scheffel define:
“… finalmente posicionei-me no campo da arte pela valorização da individualidade, no esplendor de suas características próprias, cujas qualidades devem ser exaltadas como um direito estético que une a humanidade…”.
Em 1974, retorna ao Brasil como convidado oficial do Município de Novo Hamburgo para uma exposição retrospectiva, dentro das comemorações do Sesquicentenário da Imigração e Colonização Alemã no Brasil, que resultou na criação do Museu de Arte e também sua mantenedora Fundação Ernesto Frederico Scheffel, tornando possível a exposição permanente de grande parte da sua obra. Scheffel também inicia uma verdadeira cruzada pela preservação do patrimônio histórico relativo à colonização alemã no Rio Grande do Sul. A escolha de um prédio de características neoclássicas, construído em 1890, para a instalação do Museu de Arte, sinaliza o trabalho a ser desenvolvido nas décadas seguintes, culminando com o tombamento do Centro Histórico de Hamburgo Velho e o acervo pictórico da Fundação Ernesto Frederico Scheffel, pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em maio de 2015.
Scheffel viveu os últimos anos da sua vida entre Itália e Brasil, e manteve sua rotina através da pintura e composição musical. Faleceu em Porto Alegre, em 16 de julho de 2015.
SERVIÇO
Scheffel Por Ele Mesmo
Abertura: 24 de outubro de 2017, às 19h;
Visitação: 25 de outubro a 5 de dezembro de 2017;
Terças a domingos das 10h às 19h;
Local: Pinacoteca do MARGS (Praça da Alfândega, s./n.).
FDRH, Metroplan e Cientec também garantem liminares que impedem demissões
A Justiça do Trabalho voltou a atuar nesta segunda-feira, 23/10, e reconheceu, por meio de liminar, a estabilidade dos servidores que tenham sido aprovados em concurso e completado o estágio probatório de três anos na Fundação de Recursos Humanos (FDRH), na Metroplan e na Cientec.
Com a decisão, já são sete órgãos com liminares que impedem demissões – além das FDRH, Cientec e Metroplan, estão contempladas por decisões semelhantes a FEE, a Zoobotânica, a Fundação Piratini e a SPH. As liminares declaram a estabilidade dos servidores, incluídos os regidos pela CLT, que tenham sido aprovados em concurso e completado o estágio probatório de três anos.
Desta forma, estão impedidas demissões e avisos prévios e fixa multa de R$ 100.000 em caso de descumprimento.
A Procuradoria Geral do Estado já divulgou que irá contestar as liminares e que pretende dar continuidade as extinções.
Para a Frente Jurídica de Defesa das Fundações não existe contrariedade entre as liminares agora concedidas e a decisão do Ministro Gilmar Mendes que suspendeu as negociações trabalhistas que vinham ocorrendo. Segundo a Frente, as ações que foram agora ajuizadas pelos Sindicatos dos trabalhadores discutem quem são os funcionários estáveis que não poderão, então, ser demitidos.Estado leiloa os primeiros 12 imóveis com valor mínimo de R$ 8 milhões
O governo do Estado vai vender 12 imóveis de seu patrimônio, na expectativa de arrecadar pelo menos R$ 8 milhões.
Esse é o valor inicial do leilão marcado para o dia 7 de novembro. Ainda não foram divulgados detalhes, como localização e avaliação de cada imóvel. A Central de Licitações (Celic) promoverá o leilão, às 15h, no Auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff).
O auditório, onde ocorre o leilão, fica localizado no térreo do Caff, na Avenida Borges de Medeiros, 1501, em Porto Alegre.
Os imóveis estão divididos em 12 lotes (um imóvel em cada lote). O valor inicial do total dos lotes está estimado em R$ 8.360.461,24.
Mais informações serão divulgadas no site da Celic – consultando o edital nº 13/2017.
Com informações da Secom/RS
Sartori lança edital para financiar R$ 4,5 milhões em projetos culturais
O Fundo de Apoio à Cultura, o Pró-Cultura, do governo estadual, lança um novo edital nesta segunda-feira (23).
Serão destinados R$ 4,5 milhões para o financiamento de projetos culturais no Rio Grande do Sul.O lançamento merece cerimônia no Palácio Piratini, às 15h30, com presença do governador José Ivo Sartori, do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e do secretário da Cultura, Victor Hugo.
O edital será publicado nesta terça-feira (24) no Diário Oficial do Estado (DOE).
A inscrição de projetos poderá ser feita por Pessoas Físicas e Jurídicas de direito privado que receberão financiamento do Pró-cultura RS – FAC. O prazo para efetuar o registro é de 24 de outubro de 2017 a 24 de janeiro de 2018 no site do Pró-cultura RS.
Serviço
O quê: Lançamento do edital do Pró-cultura RS – Fundo de Apoio à Cultura (FAC)
Quando: Segunda-feira, às 15h30
Onde: Palácio PiratiniA Cabeça de Gumercindo Saraiva: novo Filme de Tabajara Ruas ganha vida
Na última semana, os Campos de Cima da Serra serviram como cenário do filme “A Cabeça de Gumercindo Saraiva”, uma realização da Walper Ruas Produções, com direção e roteiro de Tabajara Ruas.
“A cidade de São Francisco de Paula está sendo uma grande inspiração para este trabalho. Quando olho essa paisagem verde, ondulada, na linha do horizonte, lembro muito de minha infância”, diz o diretor.
A história acontece no final da revolução federalista de 1893, quando o capitão Francisco Saraiva e cinco cavalheiros cruzam o Rio Grande do Sul numa exasperante caçada para resgatar a cabeça de Gumercindo Saraiva, cortada pelos legalistas e levada como troféu para o governador Júlio de Castilhos, pelo major Ramiro de Oliveira.
Nesta primeira etapa, a produção gravou com todos os principais atores. No núcleo Republicano, liderado pelo Major Ramiro, vivido pelo ator Murilo Rosa, gravaram coronel Firmino (Marcos Breda), vaqueano Caçapava (Marcos Verza) e tenente Lobo (Pedro de Oliveira).
Já do lado rebelde dos maragatos, liderados por Francisco Saraiva, vivido por Leonardo Machado, estavam os tenentes Rosário (Marcos Pitombo) e Teófilo (Allan Souza Lima), mais o sargento Caminito (Sirmar Antunes) e o cabo Latorre (Rodrigo Ruas).
A destacar também a participação especial do escritor Alcy Cheuiche, estreando como ator no papel de Aparício Saraiva.
Este é o início da trama de perseguição e conflitos que vai cruzar o Rio Grande numa perseguição implacável. O filme foi o único representante da região Sul entre os 22 longas contemplados pelo edital PRODECINE 01 do Fundo Setorial do AudiovisualFSA/BRDE, de 142 propostas apresentadas.
A Cabeça de Gumercindo Saraiva conta com o patrocínio master do Banrisul, e é inspirado no livro do mesmo nome escrito em 1997 por Tabajara Ruas e o jornalista Elmar Bones.
O diretor Tabajara Ruas – Cineasta e escritor, tem 12 longas como roteirista, dos quais dirigiu quatro: Os Senhores da Guerra, que estreou em 2016 e recebeu dois Kikitos no Festival de Gramado; Netto e o Domador de Cavalos, Brizola Tempos de Luta e Netto Perde Sua Alma, o mais premiado filme gaúcho."Ações não afrontam decisão de Gilmar Mendes", diz Frente Jurídica em Defesa das Fundações
A Frente Jurídica de Defesa das Fundações divulgou nota sobre as decisões liminares da Justiça do Trabalho, emitidas na sexta-feira, 20, que beneficiam trabalhadores da Fundação Piratini, responsável pela TVE e FM Cultura, e da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), da Fundação Zoobotânica (FZB) e Fundação de Economia e Estatística (FEE).
A nota
A Frente Jurídica de Defesa das Fundações vem a público, tendo em vista a publicização de notícias equivocadas sobre as medidas liminares concedidas nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, pela 18º Vara do Trabalho de Porto Alegre, prestar os seguintes esclarecimentos à opinião pública de nosso Estado.
Não existe contrariedade alguma entre as medidas liminares agora concedidas e a decisão do Ministro Gilmar Mendes na ADPF 486 ajuizada há alguns dias pelo Governo do Estado, não se constituindo, portanto, em nenhuma forma de descumprimento daquela liminar.
Aquela decisão tinha como objeto as negociações coletivas que estavam em andamento e tinha como fundamento teórico uma possível obstrução ao cumprimento da lei 14.982/17. O Estado do Rio Grande do Sul postulou ao STF a oportunidade para demitir os funcionários não-estáveis das fundações.
As decisões ora concedidas pela Justiça do Trabalho tratam, exatamente, do preciso cumprimento daquela lei. Esta norma, que autorizou a extinção de seis fundações públicas, prevê expressamente que não serão demitidos os funcionários estáveis em seus empregos.
As ações que foram agora ajuizadas pelos Sindicatos dos trabalhadores discutem exatamente quem são os funcionários estáveis que não poderão, então, ser demitidos.
Frise-se que foi o próprio Estado quem autolimitou-se na lei 14982 e vedou a demissão de funcionários estáveis e as decisões da Justiça do Trabalho apenas aplicaram a pacífica jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho na matéria.Reportagens premiadas sobre Zoobotânica têm repercussão internacional
“Patrimônio Ameaçado”, série de reportagens sobre a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, publicadas pelo jornal JÁ, e vencedora do 4º Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental, ganhou repercussão nos jornais da Europa.
Duas matérias da série receberam o segundo lugar e menção honrosa na categoria Webjornalismo. A série tem mais de 40 reportagens e 350 fotos e ilustrações e traz uma visão ampla das três instituições que estão vinculadas à FZB, destacando o trabalho realizado no Jardim Botânico, Museu de Ciências Naturais e Parque Zoológico e os prejuízos para o Estado frente ao desmonte de uma estrutura de conservação do meio ambiente, fundamental para a pesquisa científica e a conservação da biodiversidade rio-grandense.

A cerimônia ocorreu na terça-feira à noite, no Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. O prêmio é realizado pela ARI e Braskem, em parceria com a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-AL) e Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal).

Teve 158 trabalhos aprovados nas categorias: Fotojornalismo, Jornalismo Impresso, Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, além do Prêmio Braskem de Jornalismo Universitário.



