No mês de setembro, o governo do estado apresentou o Projeto de Lei nº 191/2017, que cria a Política Estadual do Carvão Mineral e institui o Polo Carboquímico do RS, possivelmente uma das derradeiras oportunidades para impulsionar o uso deste bem mineral no estado de forma sustentável em seus aspectos social, econômico e ambiental.
Neste cenário, em que mais se precisa de apoio técnico, o Poder Executivo segue atacando as fundações da área tecnológica e as estatais gaúchas, abrindo mão de quadros técnicos altamente especializados em vez de se beneficiar da sua expertise nas políticas públicas propostas pelo projeto.
As fundações e as sociedades de economia mista possuem corpo técnico qualificado para trabalhar na implementação e apoio à instalação de empreendimentos carboquímicos, assegurando requisitos de viabilidade técnica e econômica, com idoneidade e compromisso social e ambiental.
A indústria carboquímica permite que produtos químicos sejam obtidos a partir do carvão mineral, assim como é possível através do petróleo na petroquímica, aplicando modernos conceitos de Engenharia e tecnologia em prol da sociedade e do desenvolvimento do estado e da Metade Sul.
Reconhecemos a importância da Política Estadual do Carvão Mineral, uma vez que o nosso estado concentra 90% das reservas nacionais de carvão, uma verdadeira riqueza a que podemos chamar de “Pré-Sal Gaúcho”. Entretanto, o Sindicato dos Engenheiros alerta para o imprescindível diferencial tecnológico que representam os quadros técnicos das fundações e empresas públicas na exploração deste potencial e para a implantação de complexos carboquímicos resilientes. Isso irá refletir diretamente no desenvolvimento desta importante cadeia produtiva.
A experiência da CIENTEC no desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao carvão mineral e seus subprodutos está sendo desprezada, como também dados estatísticos e econômicos da FEE na elaboração da política pública e no planejamento de ações.
O desenvolvimento de políticas ambientais sem o acompanhamento de técnicos especialistas em conjunto com a Fundação Zoobotânica (FZB), por exemplo, não estão previstos nesse Projeto de Lei, tampouco os impactos do crescimento demográfico, na infraestrutura e logística nas regiões alvo do projeto, onde poderia estar presente a Metroplan. Além disso, temos a capacidade da CRM na exploração do carvão e o poder de distribuição da SULGÁS – ambas sociedades de economia mista – levando gás natural à população e contribuindo diretamente com a indústria e o desenvolvimento econômico do estado.
A retomada do crescimento com a modernização da estrutura pública passa, necessariamente, pelo trabalho destas instituições, no sentido inverso do que está sendo proposto pelo governo. Inúmeros são os exemplos do trabalho das fundações e empresas públicas que, nos últimos anos, vêm contribuindo com o desenvolvimento.
A instalação do Polo Petroquímico do Sul há 35 anos foi decorrente dos esforços conjuntos da FEE e da CIENTEC e, hoje, o complexo conta com seis empresas e aproximadamente 6.300 funcionários, gerando riquezas em produtos e serviços, bem como impostos.
Na indústria do carvão mineral, temos importantes contribuições da CIENTEC aos estudos para gaseificação do carvão mineral de Candiota e reutilização das cinzas da sua combustão na construção civil, e ainda o trabalho da CRM no desenvolvimento da planta de beneficiamento a seco, método que evita a geração e o lançamento de efluentes líquidos em nossos mananciais.
É preciso aproximar e fortalecer ainda mais essas instituições e suas competências específicas como resposta do estado e da sociedade gaúcha às demandas para o desenvolvimento.
É fundamental o engajamento destas estruturas nas políticas públicas, sob pena de implantar o Polo Carboquímico de maneira não sustentável, com viés exclusivamente comercial, deixando de lado o necessário projeto de retomada do crescimento do estado como um todo, seguindo as boas práticas para o desenvolvimento tecnológico sem viés político.
O SENGE continuará denunciando as consequências prejudiciais dessas medidas, que representam um grave ataque às fundações, empresas públicas e seus quadros técnicos, bem como à pesquisa e à tecnologia, impactando diretamente uma área que deveria ser incentivada como propulsora de desenvolvimento: a Engenharia.
Autor: da Redação
A importância das fundações e estatais gaúchas no Polo Carboquímico
Senado muda Lei Maria da Penha e organizações pedem que Temer vete a proposta

A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, Defensores Públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças / Tânia Rêgo / Agência Brasil
O Senado aprovou, na terça-feira (10), Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, projeto que altera a Lei Maria da Penha, a fim de permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência às mulheres que sofreram violência e a seus dependentes, uma prerrogativa que hoje é exclusiva dos juízes. A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, Defensores Públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças. Elas pedem que o presidente Michel Temer vete a proposta.
O projeto determina que a concessão de medidas pelo delegado só será admitida em caso de risco real ou iminente à vida ou à integridade física e psicológica da mulher e de seus dependentes. A autoridade policial deverá comunicar a decisão ao juiz e também consultar o Ministério Público em até 24 horas, de acordo com a proposta, para definir pela manutenção da decisão. Entre as medidas que podem ser aplicadas em caso de violência, estão a proibição de o agressor manter contato ou se aproximar da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, vetando-o de frequentar determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da agredida, e o encaminhamento da mulher à rede de apoio às vítimas de violência.
Na justificativa da proposta de autoria do deputado Sergio Vidigal (PDT-ES), consta que ela acelerará a apreciação dos pedidos, a fim de garantir segurança, e que objetiva promover melhorias no sistema de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Nesse sentido, também determina que deve ser priorizada a criação de delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), núcleos investigativos de feminicídio e equipes especializadas para o atendimento e investigação de atos graves de violência contra a mulher; estabelece que a vítima de violência deve ser atendida, preferencialmente, por outras mulheres; e fixa diretrizes para a escuta de vítimas e testemunhas, como a garantia de que sejam ouvidas em local isolado e específico e de que não haverá contato com investigados ou suspeitos.
A mudança, contudo, está longe de ser consensual. Antes mesmo da aprovação da proposta, várias instituições manifestaram-se contra, entre as quais o Grupo Nacional de Direitos Humanos e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União; a Comissão Especial para Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher do Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais, bem como as organizações que elaboraram o anteprojeto de lei Maria da Penha (Cepia, Cfemea, Cladem e Themis) e outros grupos feministas, de mulheres e de defesa dos direitos humanos.
Diante das mudanças, Leila Linhares Barsted, diretora da ONG CEPIA – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação e uma das redatoras do texto da Lei Maria da Penha, antecipou a Agência Brasil que organizações que atuam em defesa dos direitos das mulheres pedirão que o presidente Michel Temer vete a proposta.
Ela explica que, em vez de significar avanços, o projeto aprovado subverte a lógica da Lei Maria da Penha e seu foco em garantir acesso das mulheres à Justiça e à rede de apoio, como instituições de acolhimento e de atenção à saúde. “Nós, mulheres que trabalhamos na proposta original, queríamos realmente garantir às mulheres o acesso à Justiça, que é uma garantia prevista não apenas na Constituição, mas especificamente no caso das mulheres, em convenções internacionais das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos [OEA]”, relembra Leila.
Acesso à Justiça
Ela explica que a norma em vigor prevê a competência do Judiciário na determinação de medidas, dando à polícia o dever de orientar a vítima sobre medidas protetivas e outras questões, como registro de ocorrência, além de apoiá-la para buscar pertences em casa. Para Leila, além do direito das mulheres de ter acesso ao Judiciário, isso é importante porque é neste momento que a vítima é acompanhada pela Defensoria Pública, recebe apoio e informações sobre seus direitos. “É uma maneira de fortalecer essas mulheres, sabendo dos seus direitos e requerendo, de forma eficaz, as medidas protetivas, e de afastar mecanismos de conciliação tão comumente utilizados”, diz, relatando que, nas delegacias, as mulheres costumam ser discriminadas.
Questionada sobre a eficácia do Judiciário nesse combate, já que 900 mil processos sobre violência doméstica tramitam na Justiça brasileira , a advogada e representante brasileira no Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a violência contra a Mulher da OEA afirma que “a concessão de medidas protetivas é um ato rápido, enquanto o processo criminal tem que obedecer ao rito de ampla defesa” e destaca que os problemas existentes não pode levar à substituição do Judiciário pelas delegacias de polícia.
A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) alertou, em nota técnica, que ela pode impedir que as mulheres violentadas apresentem seus pleitos à Justiça. A proposta, para o Conamp, abole a “capacidade postulatória direta da vítima para o juiz para as medidas protetivas de urgência, pois agora apenas se o delegado de polícia entender necessário ele é quem representará ao juiz para a aplicação de outras medidas protetivas”.
Direitos do acusado
O órgão defende que a alteração é ilegal. Apontando que a decisão por medidas protetivas de urgência “é uma grave ingerência nos direitos fundamentais do investigado”. “A proibição de aproximar-se dos parentes da vítima pode importar, inclusive, na supressão do direito de visita regulamentado por decisão judicial, criando a situação absurda de um despacho policial revogar decisão judicial. E restringir o direito fundamental à liberdade do cidadão”.
Opinião semelhante é exposta por Leila Linhares Barsted. Ao mesmo tempo que o Estado tem o dever de punir agressores a fim de que as mulheres sejam protegidas e possam viver sem violência, diz, ele não pode negar direitos aos acusados. “Não podemos ampliar o poder de polícia de limitar a liberdade de indivíduos”.
Da Agência BrasilIPE tentou repassar cota de investimento no Cais Mauá
O Instituto de Previdência do Estado aplicou R$ 17,7 milhões numa cota de investimento do FIP Cais Mauá, o fundo criado para financiar o projeto de reforma do cais de Porto Alegre, orçado em R$ 600 milhões.
Com o atraso do projeto, há uma preocupação com esse investimento.
Houve tentativa de vender a quota aos outros acionistas, mas não surgiu interessado.
O regulamento do FIP impede o resgate antes do quarto ano. A aplicação foi feita em maio de 2014 e reforçada em 2015.
Outros fundos de servidores, de municípios distantes como Oeiras, no Pará, Santana, no Amapá, ou Ipojuca, em Pernambuco, também estão preocupados com o atraso do projeto e querendo resgatar valores aplicados no projeto de revitalização do Cais Mauá.
As informações constam de reportagem do jornal Metro, desta quarta, 11/10.
Cohousing: alternativa para envelhecer entre amigos
Enquanto muitos velhinhos não encontram razões para comemorar o “mês do idoso” no atual outubro, em Porto Alegre outros encontram motivação e força para – usando a experiência de vida adquirida – planejar um futuro melhor, mais saudável e produtivo.
Um grupo de pessoas maduras criou a associação Cohousing-Brasil-Sul que, como o nome já adianta, pretende aplicar o sistema Cohousing para viver em coletividade sem perder a individualidade, criando assim o primeiro Senior Cohousing do Sul do Brasil.
Numa tradução livre, são “moradias colaborativas” organizadas de forma a compartilhar espaços e recursos comuns mas, principalmente, um senso de comunidade muito forte. Uma forma de envelhecer entre amigos.
Comunidade cohousing na pioneira Dinamarca / Divulgação
A comunidade que se cria em Porto Alegre não é nova no mundo. A ideia – e as primeiras comunidades – surgiu na Dinamarca na década de 1970 e logo se espalhou por toda Europa e também nos Estados Unidos.
Foram tão bem-sucedidos, que na década de 1990 – tendo como primeiros moradores os habitantes jovens – começaram a pipocar os chamados Senior Cohousing, projetos que atendiam às necessidades daqueles que tinham chegado à maturidade e entrando na velhice. Hoje, espalham-se pelo mundo: Cohousing para os mais jovens, Senior Cohousing para pessoas com mais de cinquenta anos de idade e ainda os chamados Cohousings Inter Geracionais, onde ambas faixas etárias se misturam.
Não é condomínio, nem cooperativa, kibutz ou comunidade hippie
Embora tendo algo de cada um, os cohousing não são simplesmente condomínios, porque nestes, quem tiver dinheiro, compra ou aluga, mas as pessoas não se conhecem até serem vizinhas. No cohousing é feito um processo chamado ‘engenharia social’, antes que os moradores ocupem a comunidade. Quando o fazem já se transformaram em bons amigos ou pelo menos em bons vizinhos.
Sem hierarquia, os moradores tomam decisões por consenso / Divulgação
Em uma cooperativa há uma estrutura hierárquica de administração. No cohousing, não há hierarquias e todos participam e tomam decisões por consenso.
Num kibutz ao estilo israelense, a vida é totalmente associativa e nada é privado. Em cohousing, cada morador ou família tem sua própria casa e privacidade, mas divide os equipamentos como lavanderias, refeitórios, academias, bibliotecas, hortas, assim como serviços compartilhados de carros e bicicletas, a fim de economizar recursos naturais e aproximar pessoas.
Cada comunidade tem suas próprias regras, mas geralmente seguem os mesmos princípios, com moradias pequenas, de baixo custo e o uso de estratégias sustentáveis de construção e urbanismo. A tomada de decisão é em grupo, geralmente sem hierarquia, para lidar com as questões de manutenção e outras preocupações da comunidade. Está perfeitamente definida a propriedade particular, e os moradores podem escolher, segundo o dia e circunstâncias, permanecer nas suas residências ou participar das atividades colaborativas.
Embora existam comunidades chamadas ‘verticais’, onde as moradias são pequenos apartamentos, em um prédio ou numa grande construção adaptada (coisa frequente na Europa), as comunidades horizontais são as que têm dado melhores resultados: um conjunto de casas pequenas rodeiam ou ficam muito próximas de uma casa comum, onde as atividades coletivas são realizadas.
Um dos principais atrativos da ideia é que está cientificamente comprovado que a vida em comunidade propicia uma melhor saúde física e mental. Na velhice, quando já cessaram as atividades profissionais, o convívio com amigos diminui as possibilidades de depressão e até o Alzheimer e outras doenças senis são drasticamente reduzidas.
Além disso, o mero fato das moradias serem menores (pois muitas atividades são realizadas colaborativamente na casa comum) pode baratear os custos em até 60%. Serviços como vigilância, limpeza, manutenção, antes realizadas individualmente, podem ser coletivizadas com importante economia.
Os custos com alimentação também tendem a cair pelo simples fato de poder comprar volumes maiores de mantimentos.
Serviços médicos, que individualmente custam caro, quando contratados para uma comunidade, podem ser muito mais acessíveis.
Praticamente acabam-se as viagens de carro com um único passageiro, seja para compras ou lazer ou turismo, ficam mais baratas (e provavelmente mais divertidas).
Um dos organizadores da associação Senior Cohousing Sul Brasil, Rúsbel Nicola, lembra que “ainda não caiu a ficha” para quem está na faixa dos quarenta ou cinquenta anos de idade, mas que já é hora de planejar a forma que querem viver na velhice. “É nesta idade que começamos a fazer o caminho de volta”, afirma. E, para os que já vivenciam os 70 anos, sugere que sempre é tempo de se mudar. Nos Senior Cohousing, um dos critérios para localização é o acesso rápido a serviços médicos e arquitetura planejada pensando em segurança e mobilidade.
Mais informações:
(51) 98283-7765 e (51) 98117-1537 (ambos com WhatsApp).
http://www.facebook.com/groups/371673693287145/?ref=bookmarksSTF decide que parlamentar não pode ser afastado sem aval do Congresso
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (11) que deputados e senadores não podem ser afastados do mandato por meio de medidas cautelares da Corte sem aval do Congresso. A conclusão foi definida com voto decisivo da presidente do STF, Cármen Lúcia. O julgamento foi finalizado em 6 votos a 5.
A decisão deverá ser aplicada no caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que recorreu da medida adotada pela Primeira Turma, na última semana de setembro. Por 3 votos a 2, o colegiado determinou o afastamento dele do mandato e seu recolhimento noturno em casa. No entanto, a decisão não é automática, e ainda não foi definido como será decidida na Corte.
Após cerca de 10 horas de julgamento, os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello votaram pela possibilidade de afastamento sem autorização da Câmara dos Deputados ou do Senado. Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e a presidente, Cármen Lúcia, votaram pela necessidade de aval do Legislativo.
No voto decisivo para o julgamento, a ministra Cármen Lúcia entendeu que a Corte pode determinar medidas cautelares, mas a palavra final é do Congresso para preservar a soberania do voto popular. No entanto, a ministra ponderou que imunidade não é sinônimo de impunidade. Segundo ela, contra decisões judiciais cabe recurso e “não desacato”.
A Corte julgou nesta tarde uma ação direta de inconstitucionalidade protocolada pelo PP e pelo PSC, que entendem que todas as medidas cautelares diversas da prisão previstas no Código de Processo Penal (CPP) precisam ser referendadas em 24 horas pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado quando forem direcionadas a parlamentares. Entre as previsões está o afastamento temporária da função pública. A ação foi protocolada no ano passado, após a decisão da Corte que afastou o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato.Liminar suspende 13 artigos da lei que regula transporte por aplicativos em Porto Alegre
A Lei 12.162/16, que regula o serviço de intermediação de transporte por aplicativos (Uber, Cabify e 99Pop, entre outros) em Porto Alegre, está com 13 de seus artigos suspensos em caráter liminar a partir desta quarta-feira, 11/10.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) foi proposta pelo Diretório Municipal do Partido NOVO, que afirma que a lei cria distorções, consistentes no monopólio do transporte individual de passageiros em detrimento do consumidor e do mercado.
A legislação tinha instituído a obrigatoriedade do uso de dinheiro em espécie, emplacamento em Porto Alegre, exigência de autorização ou validação administrativa para exploração privada, vistoria do carro, limitação da idade veicular em seis anos, instituição de Taxa de Gerenciamento Operacional, entre outros. Estes e outros artigos estão vetados até o julgamento do mérito do caso no Tribunal de Justiça.
“A fundamentação jurídica constante da peça inicial é relevante. Com efeito, o inovador sistema de transporte individual de passageiros propiciado por plataformas digitais operadas por empresas como Uber, Cabify, 99POP e similares, conectadas em tempo real à rede mundial de computadores, consiste em atividade econômica tipicamente privada. Tanto assim que os recursos materiais empregados, os agentes que prestam o serviço, os clientes que dele se utilizam, a empresa que gerencia a prestação do serviço, são todos desta natureza, é dizer, privados”, afirma a desembargadora Ana Paula Dalbosco, no texto.
Ela destaca ainda que “os usuários parecem satisfeitos, de modo geral, com a inovação propiciada pelos dispositivos tecnológicos de transporte – e todos os outros que de certa forma facilitam a vida moderna – Airbnb, Spotify, OLX, Mercado Live, plataforma de consultas de preços de passagens aéreas, etc, que democratizam o acesso ao desburocratizar serviços”.
A ação teve por objetivo, segundo o partido Novo, reconhecer como inconstitucional a legislação em vigor, em face da Constituição Estadual e da Constituição Federal. “Em linhas gerais, pode-se dizer que a legislação municipal equipara serviços privados inovadores a serviços públicos tradicionais. Em síntese, o serviço tem funcionado em Porto Alegre de forma satisfatória para os consumidores, mas isso se dá pela não aplicação da lei até o momento”, afirma o presidente estadual do NOVO, que também assina a ADIN, Carlos Molinari.
Estão suspensos 13 artigos da Lei nº 12.162/2016. até o julgamento do mérito pelos demais Desembargadores do Órgão Especial, os artigos 1º, 2º, 3º, 4º, 9º, 11, II, “a”, “b”, “c” e “d”, 13, caput e parágrafo 1º e 2º, 14,17,II,22,34 e 39.
A Procuradoria-Geral do Município (PGM) deve recorrer da decisão.Governo nunca teve intenção de negociar, diz Frente Jurídica em Defesa das Fundações
A Frente Jurídica de Defesa das Fundações divulgou na tarde desta quarta-feira, 11/10, uma nota contestando a decisão do Ministro Gilmar Mendes que permitiu que o Governo Estadual retome o processo de extinção das Fundações estaduais, confira:
1. Não surpreendeu a concessão de liminar, pelo Ministro Gilmar Mendes, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) proposta pelo governo do Estado do RS para encerrar o processo de negociação em curso, perante o TRT IV Região, com as entidades sindicais representativas dos empregados das Fundações cuja extinção é pretendida.
2. O Ministro, além de um renomado jurista, é conhecido por seu ativismo contra a atuação da Justiça do Trabalho e os direitos trabalhistas e sindicais. Assim, dado o tal alinhamento, não havia dúvidas de que o pedido de liminar seria atendido, ainda que violando a remansosa jurisprudência do STF.
3. O Governo do Estado nunca teve a intenção de negociar. Foi obrigado a fazê-lo por decisão judicial. Ao longo das conversações mantidas, mesmo diante de propostas mais vantajosas para o erário, por razões ideológicas, nunca se demoveu do objetivo de promover as demissões compulsórias daqueles empregados que imagina não estáveis.
4. Abre-se, portanto, uma nova fase. Embora persistam abertos ao diálogo e à negociação, diante desses fatos, os trabalhadores das Fundações e da CORAG, sentem-se liberados para tomar todas as medidas judiciais necessárias para restabelecer o primado da Lei e da Justiça.
Porto Alegre, 11 de Outubro de 2017.
Frente Jurídica em Defesa das Fundações
SEMAPI
Sindicato dos Jornalistas
Sindicato dos Radialistas
SENGE/RSTaxistas pedem Impeachment de Marchezan
FELIPE UHR
Representantes do sindicato dos taxistas, Lucas da Costa Braga e Lisandro Zwicenirk, protocolaram na tarde desta quarta-feira, 11/10, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, um pedido de impeachment do prefeito Nelson Marchezan Júnior.
No pedido, os requerentes alegam que o prefeito não cumpriu a lei 12 162, de 2016, sancionada em março pelo prefeito, e que obriga a prefeitura a cobrar a TGO (Taxa de Gerenciamento Operacional) e o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), de todas as empresas operadores de aplicativos e proprietários de veículos autorizados a prestar o serviço.
Segundo o documento “oito empresas e mais de 15 mil veículos circulam em Porto Alegre sem pagar a TGO e respectivo imposto”.
O pedido agora está na mesa do presidente da Câmara, Cassio Trogildo e posteriormente será analisado pela procuradoria da casa. Após isso os trâmites ainda são desconhecidos. Até o momento da publicação desta matéria a reportagem não havia conseguido falar com os procuradores da casa que estavam em reunião.
“Ainda não posso falar, ainda vou ler o pedido” comentou Trogildo ao fim da sessão plenária.
Liminar suspendeu 13 artigos da lei nesta tarde
Coincidentemente, a Lei 12.162/16, que regula o serviço de intermediação de transporte por aplicativos (Uber, Cabify e 99Pop, entre outros) em Porto Alegre, teve 13 artigos suspensos em caráter liminar, pela desembargadora Ana Paula Dalbosco.
Valesca de Assis é a patrona da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre
“Viva a sororidade! A nova patrona da Feira do Livro é a escritora Valesca de Assis”, foi assim que a patrona da Feira de 2016, Cíntia Moscovich, passou o patronato para a professora e escritora Valesca de Assis nesta manhã chuvosa de 11 de outubro. “É uma grande honra, vou tentar representar da melhor forma possível, pensar e refletir porque somos a resistência”, agradeceu Valesca. É a primeira vez que uma patrona sucede à outra patrona na Feira do Livro de Porto Alegre.
Nesta manhã chuvosa de outubro, o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Marco Antônio Cena Lopes, também deu as boas vindas ao público e aos apoiadores da 63ª Feira do Livro.
Fazendo uma analogia com o tempo complicado e com o ano complicado para a Cultura, Cena disse que mesmo na crise se conseguiu fazer a Feira do melhor modo possível. “Estamos cercados de gente que acredita em literatura, no livro, e essa é a melhor maneira de sair do estado de crise que estamos passando. Foi um ano que revolucionou meus sentimentos no otimismo e que nós não estamos sozinhos”, diz.
A escritora Valesca de Assis nasceu em Santa Cruz do Sul/RS, em 1945. Cursou a Faculdade de Filosofia da UFRGS. É professora de História especializada em Ciências da Educação e ministrante de oficinas de escrita criativa.
Estreou como escritora em 1990, com a publicação de ‘A Valsa da Medusa’. ‘Harmonia das Esferas’ foi vencedor do Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes e Prêmio Especial do Júri da União Brasileira de Escritores, em 2000; indicado para o Prêmio Açorianos de Literatura, categoria Romance, em 2001. Prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Crônica, em 2003, por ‘Todos os Meses’. Foi também finalista do Prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores, em 2009, categoria Infanto-juvenil, por ‘Vão Pensar que Estamos Fugindo’. Já ‘Um dia de gato’ recebeu o Prêmio AGEs Livro do ano em 2011/ Literatura Infantil e, em 2017, o romance ‘A ponto do silêncio’ fez jus ao Prêmio AGEs Livro do ano, categoria Narrativa Longa e obra indicada como leitura obrigatória para o Vestibular/2018 da Unisc (UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL).
A indicação de um patrono ocorre desde a 11ª Feira do Livro de Porto Alegre, em 1965. O patrono inaugural foi Alcides Maya, jornalista e escritor gaúcho falecido em 1944. Por um tempo, a distinção foi concedida a autores falecidos como uma homenagem a sua obra e memória.
Em 1989, já homenageando autores vivos, a 35ª Feira do Livro de Porto Alegre conheceu sua primeira patrona: Maria Dinorah. A partir de 1997, instituiu-se um sistema de eleição que conduziu ao posto Luiz Antonio de Assis Brasil, marido da agora nova patrona, na 43ª Feira do Livro.Margs promove oficinas gratuitas direcionadas ao público infantil
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, por meio do seu Núcleo Educativo, desenvolveu uma programação especial para o Dia das Crianças. Nos sábados de outubro e novembro serão realizadas oficinas gratuitas com professores especializados na área, direcionadas ao público infantil.
São duas oficinas: no dia 21 de outubro e 4 de novembro, para as faixas etárias de 6 a 10 anos e de 8 a 14 anos. E História em quadrinhos ministrada pelo artista gráfico Alexandre Carvalho, nos dias 14 e 28 de outubro, destinada à crianças de 08 à 14 anos.
Os encontros serão realizados às 15h no torreão do MARGS (4º andar do museu), com entrada franca. As inscrições podem ser feitas no e-mail educativo@margs.rs.gov.br e as vagas são limitadas.
O objetivo é proporcionar ao público infantil no mês das crianças vivências práticas ligadas à arte e em sintonia com as exposições do museu. Serão disponibilizados materiais de desenho para uso durante as aulas.
No dia 10 de outubro também abriu a exposição “Livros e Leitores no Acervo do Margs”. A mostra está na galeria Oscar Boeira, com visitação até dia 26 de novembro. São 16 obras de artistas diversos, nacionais e estrangeiros, cujo foco principal é o livro e o ato de ler.
Durante a exposição serão disponibilizados no espaço expositivo materiais para os visitantes criarem seus próprios livros, se assim o desejarem. A ideia é proporcionar uma atividade livre às crianças, sem necessidade de mediação. São pequenos livrinhos para elas experimentarem como é criar um livro de artista. Os trabalhos poderão ficar expostos num espaço na mostra.
A exposição pode ser visitada de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.
Programação:
OFICINAS PARA CRIANÇAS
Sábados, às 15h.- 21/10 – Oficina de Gravura realizada pelo grupo Horizontes: Crianças de 06 a 10 anos;
- 4/11 – Oficina de Gravura realizada pelo grupo Horizontes: Crianças de 08 a 14 anos. 15 vagas;
- 14/10 e 28/10 – Oficina de História em quadrinhos com Alexandre Carvalho: Crianças de 08 a 14 anos em ambas as datas. 20 vagas.
Inscrições antecipadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br
Vagas limitadas. Entrada Franca.
Exposição Livros e Leitores no Acervo do MARGS
Curadoria: MARGS;
Visitação: De 10 de outubro a 26 de novembro;
Local: Galeria Oscar Boeira;
Entrada Franca.
Museu de Arte do Rio Grande do Sul
Localização: Praça da Alfândega, s./n.
Centro Histórico, Porto Alegre, RS
Telefone: (51) 3227 2311
Entrada Franca



