Autor: da Redação

  • Bancários se mobilizam para impedir privatização dos bancos públicos

    Os bancários gaúchos estão atentos ao projeto de privatização do Banrisul e de outros bancos públicos. Os trabalhadores preparam uma mobilização nesta segunda-feira, 09/10, para mostrar que entregar os bancos públicos não vai ser fácil para os governos Temer e Sartori.
    A partir das 16h, em frente à sede da Direção Geral (DG) do Banrisul, no Centro de Porto Alegre, o SindBancários e a Fetrafi-RS convocam os Banrisulenses para a Mobilização em Defesa do Banrisul Público.
    Após essa mobilização, os bancários sairão em caminhada para o Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, que começa às 18h30, na sede da Fetrafi-RS.
    A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos foi criada em 13 de junho no Senado Federal. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) é o autor do projeto que criou a Frente, a partir da iniciativa de entidades que integram o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.
    Na Câmara dos Deputados, o coordenador dos trabalhos é o deputado federal Zé Carlos (PT-MA). A Frente, portanto, é composta por deputados federais e senadores que têm compromisso com a defesa dos bancos públicos e com seu papel de desenvolvimento econômico e social.
    “Com a chegada dos governos do PMDB, o que era ruim para os bancos públicos ficou ainda pior. Aqui no Rio Grande do Sul, desde 2015, avisamos que o Sartori tinha um projeto ideológico e político. A estratégia dele nesse tempo todo é ficar dizendo que o Estado está quebrado e que a venda do patrimônio público é a chave para a saída da crise. Isso não é verdade. O Banrisul, BRDE, Badesul são bancos que investem no Estado. O Banrisul repassa dividendos ao Estado que é seu maior acionista. O BRDE e o Badesul financiam mais de 300 prefeituras no Estado com recursos para asfalto, educação e geração de emprego”, explica o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.
    Duro golpe
    Na última semana, o Banrisul levou um duro golpe com o acirramento da reestruturação. O anúncio da venda de ações pelo governo Sartori e o fechamento de nove das 13 agências em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Curitiba.
    “A venda de ações está abrindo espaço para a colocação de dois agentes do mercado, segundo informa o próprio governo do Estado, no Conselho de Administração do Banrisul. O fechamento de agências, a interferência de agentes do setor privado nas decisões do banco e a venda de ações configuram um processo de sucateamento do banco para facilitar uma posterior venda. Isso tudo tem a ver com a entrada no Regime de Recuperação Fiscal, um péssimo negócio para o Estado, e que foi criado por um banqueiro do governo Temer”, acrescenta Gimenis.
    O presidente do Sindicato se refere ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Foi ele que assinou o projeto de lei que criou o Regime de Recuperação Fiscal.
    Para ingressar nesse Regime, o governo do Estado precisa dar contrapartidas, como a venda de empresas públicas. O RS fica sem pagar a dívida com a União por três anos. Mas, enquanto isso, a estoque da dívida vai crescer e pode passar de R$ 50 bilhões a R$ 80 bilhões até 2020, quando termina a carência.
    Há outras saídas. Uma delas é o encontro de contas. Trata-se de apurar a dívida que a União tem com o Estado por não repassar créditos da Lei Kandir e abater daquilo o que o Estado deve à União.
    Há, inclusive, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), interposta por 15 estados, entre eles o Rio Grande do Sul, que propõe essa saída para a crise financeira.
    O STF, em novembro passado, definiu em sessão que a Câmara dos Deputados tem até o dia 30 de novembro próximo para criar uma Lei que regulamente um calendário de repasses de créditos da Lei Kandir da União para os Estados. “Várias entidades públicas e de representantes dos trabalhadores apresentam números que mostram que a dívida do Rio Grande do Sul com a União pode cair em até 10 vezes. Se hoje devemos R$ 50 bilhões, teríamos R$ 45 bilhões para receber. Basta vontade política do governo do Estado ir cobrar essa dívida. Não precisa vender patrimônio público”, finaliza Gimenis.

    Cartaz dos atos contra a privatização de bancos públicos

    Agenda de Mobilização
    16h – Mobilização em Defesa do Banrisul em frente à sede da Direção Geral (DG) do Banrisul (Rua Caldas Junior, 108, Centro Histórico de Porto Alegre).
    17h – Caminhada até a sede da Fetrafi-RS.
    18h30: Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. (Auditório da Fetrafi-RS, Rua Fernando Machado, 820, Centro Histórico de Porto Alegre)
    Com informações do SindBancários

  • Porto Alegre pode ficar mais 10 dias sem coleta seletiva

    Porto Alegre completou nesta sexta-feira, 06/10, o terceiro dia sem o recolhimento do lixo seco na cidade. A coleta seletiva é realizada pela Cooperativa de Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre (Cootravipa), mas está suspensa desde a ultima quarta-feira devido a falta de pagamento da Prefeitura.
    Segundo a cooperativa, a Prefeitura não repassou o dinheiro refente aos serviços de coleta prestados no mês de agosto e pagou somente metade das despesas do serviço de conservação de praças e parques. Os valores devidos passam de R$ 1,6 milhão.
    O advogado Artur Garrastazu Gomes, que representa a cooperativa, explica que não há como manter os serviços. “Não há dinheiro para manutenção diária, abastecer os caminhões, reposição de material, transporte dos trabalhadores, o básico”. O serviço só deve ser retomado quando algo for pago pela prefeitura.
    Mas a Secretaria Municipal da Fazenda informa que todos os recursos que ingressarem nas contas do município estão destinados ao pagamento dos salários dos servidores, que estão sendo parcelados. E a previsão é que o pagamento dos salários seja finalizada somente dia 16 de outubro. Há ainda uma liminar que suspende o repasse as empresas terceirizadas, como a Cootravipa, enquanto não for paga a integralidade dos salários dos servidores.
    Para piorar a situação, no próximo dia 10 ainda deve vencer a primeira parcela, de R$ 600 mil, referentes aos serviços de limpeza e de coleta de setembro, e que também poderá não ser paga.
    A direção da Cootravipa ingressou com uma ação judicial, em nome dos 2 mil associados da empresa, pedindo o pagamento. Nesta sexta, 06/10, o juiz Paulo Ernesto Dorn determinou prazo de cinco dias para que o município se manifeste.
    A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) orienta aos cidadão o descarte do lixo nos Postos de Entregas Voluntárias disponíveis na cidade.
    Estima-se que até 100 toneladas de lixo seletivo estão deixando de ser recolhidas em Porto Alegre diariamente, além da não manutenção e limpeza de praças e parques. Com a falta de recolhimento, o lixo já se acumula pelas ruas da cidade.
    LISTA DE POSTOS DE ENTREGA VOLUNTÁRIA:
    01- Unidade de Serviço Belém Novo (Avenida Juca Batista, 10.400)
    02- Unidade de Serviço Câncio Gomes (Travessa Carmem, 111)
    03- Unidade de Serviço Bernardino( Avenida Bernardino Silveira Amorim, 2261)
    04 – Unidade de Serviço Cavalhada (Avenida Otto Niemayer, 3.206)
    05 – Unidade de Serviço Conceição (Avenida Alberto Bins, sob a elevada da Conceição)
    06 – Unidade de Serviço Cruzeiro (Avenida Cruzeiro do Sul , 1445)
    07 – Unidade de Serviço Diário (Avenida Diário de Notícias, 1111)
    08 – Unidade de Serviço Fátima/Pinto (Rua Alfredo Ferreira Rodrigues, 975)
    09 – Unidade de Serviço Freitas de Castro (Rua Prof. Freitas de Castro, 265)
    10 – Unidade de Serviço Glória (Avenida Prof. Carvalho de Freitas, 1.012)
    11 – Unidade de Serviço Humaitá (Rua José Aloísio Filho, 780)
    12 – Unidade de Serviço IAPI (Avenida Assis Brasil, 1.715)
    13-  Unidade de Serviço Niterói (Avenida Niterói, 19)
    14-  Unidade de Serviço República (Rua da República, 711)
    15 – Unidade de Serviço Restinga (Rua Rubem Pereira Torelly, 50)
    16-  Unidade de Serviço Silva Só (Rua Silva Só, sob o Viaduto Tiradentes)
    17-  Unidade de Serviço Tenente Alpoin (Rua José Luiz  Rodrigues Sobral, 958)
    18-  Unidade de Serviço Visconde do Herval (Rua Visconde do Herval, 945)
    19-  Unidade de Serviço Zeferino Dias (Rua Dom Jaime de Barros Câmara, 815)

  • Montagem infanto-juvenil baseada na obra de Simões Lopes Neto, no Teatro de Arena

    No próximo domingo, 8 de outubro, o Teatro de Arena recebe a montagem infanto-juvenil Historietas, espetáculo que integra a programação de comemoração dos 50 anos do Teatro.
    Após realizar diversas apresentações em Porto Alegre e no interior do Estado desde sua estreia em 2015, o espetáculo baseado em João Simões Lopes Neto ganha sessão única no Arena, que acontece às 16h. E no dia 13 de outubro, a apresentação acontece no Theatro São Pedro.
    Historietas propõe ao espectador um mergulho no universo fantástico e pampeano de Simões Lopes Neto, por meio de uma encenação onde o jogo teatral assume seu estado mais puro.
    Um personagem narrador aparece personificado na figura de um velho capataz de Estância, tal qual Blau Nunes e Romualdo – personagens das obras de Simões – que conta ao público lembranças de um tempo que não retorna mais.
    Entre as lembranças estão Mayo e Janaina: dois irmãos adolescentes que em férias vão visitar a estância da sua família, localizada no interior do Estado. Acompanhados de sua amiga Rita, eles partem para uma jornada atrás do capataz da propriedade, Seu Juca, alvo de causos e histórias por parte dos outros moradores do local e conhecedor da lida campeira e dos segredos que envolvem essas e outras historietas do pampa.
    Historietas foi indicado para duas categorias no Prêmio Tibicuera de Teatro Infantil 2015, como melhor ator coadjuvante (Rodrigo Marquez) e atriz coadjuvante (Júlia Kieling).
    FICHA TÉCNICA
    Direção: Rodrigo Marquez
    Assistência de Direção: Danuta Zaghetto
    Assistência de Direção de formas animadas: Paulo Fontes e Eduardo Rocha (Cia.Gente Falante)
    Figurinos: Alexandre Grivicich
    Iluminação e operação de luz: Fabiana Santos
    Operação de som: Cícero Neves e Julio Estevan
    Elenco: Alexandre Borin, Julia Kieling, Mariana Rosa e Rodrigo Marquez
    Concepção e execução da ambientação cênica: Alexandre Grivicich e Coletivo artístico
    Trilha Sonora Original: Marcão Acosta
    Criação de Arte Gráfica: Alexandre Grivicich arquitetura combinada
    Direção de Produção: Rodrigo Marquez
    Assistência de Produção e divulgação: José Renato Lopes
    Produção Geral: Palco Aberto Produtora
    Realização: Coletivo Artístico Palco Aberto
    SERVIÇO
    Espetáculo Historietas
    QUANDO: 8 de outubro, às 16h;
    ONDE: Teatro de Arena (Av. Borges de Medeiros, 835);
    INGRESSO: R$ 10,00.
    ___________________________________
    QUANDO: 13 de outubro, às 18h;
    ONDE: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°);
    INGRESSO: Plateia, camarote central e cadeira extra R$ 50,00, camarote lateral R$ 40,00 e galeria R$ 25,00. Meia entrada para maiores de 60 anos, estudantes e para sócios AATSP.

  • Comerciantes da CB debatem decreto e apresentam propostas de parklets ao prefeito

    Em um almoço-reunião nesta última quinta-feira, 05/10, a Associação dos Comerciantes da Cidade Baixa demonstrou seu interesse de se aproximar da Prefeitura Municipal e apresentou ao prefeito Nelson Marchezan Júnior projetos da entidade, que objetiva revitalizar o bairro.
    No encontro, os comerciantes demonstraram interesse na implantação de parklets em frente a vários pontos comerciais, com o objetivo de tornar o bairro mais atrativo. De acordo com Maria Isabel Neme, consultora da associação, até agora 15 empresários mostraram-se interessados nos espaços.
    Marchezan elogiou a iniciativa e disse que as parcerias são uma forma de efetivar ações como esta. Os projetos foram concebidos pelo arquiteto Reinaldo Moura com o ideal de trazer o impacto de vários parklets na região.
    Os parklets são espécies de mini parques, que ocupam o local de vagas de estacionamento com locais de convívio. Os parklets podem ser instalados em vias com velocidade máxima até 40km/h, devem ocupar área de no máximo duas vagas de estacionamento para automóveis e serão de acesso público.
    Vale lembrar que a Prefeitura foi intimada pelo Ministério Público a reformular um decreto que regulariza a noite boêmia do Bairro Cidade Baixa. O decreto revisado deve ser apresentado até o final de outubro e foi debatido na reunião.
    Já está praticamente decidido que os atuais horários não serão alterados e que o novo decreto deverá versar sobre a proibição da venda de qualquer bebida por ambulantes, principalmente na Rua João Alfredo. Os comerciantes pedem maior fiscalização e rigor das autuações do governo em relação aos vendedores ambulantes e comerciantes ilegais.
    O MP cobrou da Prefeitura uma intervenção no bairro, no dia 17 de agosto. Na época, os promotores justificaram a iniciativa pelas reclamações de moradores em relação ao horário de funcionamento das casas noturnas e estabelecimentos que funcionam em desacordo com os respectivos licenciamentos, foi pedida a revisão do decreto 17.902, que estabelece o horário e condições do funcionamento das atividades de bares, restaurantes, café e lancherias da CB.

  • Sábado será lançada a 59ª edição do Prêmio ARI de Jornalismo

    Neste sábado, 07/10, a partir das 10h, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) realizará o lançamento oficial do Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo de 2017, que chega a sua 59ª edição.
    O evento ocorre no salão nobre da Ari. Premiados em ocasiões anteriores contarão suas experiências na produção das matérias vencedoras e será gravado um vídeo com os participantes do encontro.
    O regulamento e as inscrições da distinção promovida pela entidade estarão à disposição dos interessados até 21 de novembro, e a cerimônia de entrega dos troféus está prevista para 19 de dezembro.
    Profissionais e universitários que desejaram concorrer poderão submeter seus trabalhos nas categorias Charge, Jornalismo universitário, Reportagem cultural, Webjornalismo, Mídia impressa, Radiojornalismo e Telejornalismo.
    Cada uma das modalidades, com exceção das três primeiras, possui subcategorias.
    Os conteúdos de rádio e TV poderão ser enquadrados em Reportagem Geral ou Esportiva, enquanto no impresso, além destas duas opções, terão as possibilidades de Crônica, Fotojornalismo e Projeto gráfico/Ilustração/Infografia. Informações adicionais no site da ARI.
     

  • Delegado Abud é condenado a 32 anos por lavagem de dinheiro e organização criminosa

    O Juiz Roberto Coutinho Borba, da 2ª Vara Criminal do Foro de Alvorada, proferiu sentença nesta quinta-feira (5/10), condenando o Delegado de Polícia Omar Abud e mais seis pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa.
    Segundo a denúncia, os réus utilizavam um mercado na cidade de Alvorada e uma empresa de segurança para lavar dinheiro de crimes de tráfico, roubo de cargas, entre outros.
    Após as investigações da Operação Financiador, o Ministério Público denunciou o Delegado de Polícia Omar Sena Abud, o comissário de Polícia aposentado Luiz Armindo de Mello Gonçalves, além da esposa do Comissário, Maria dos Santos Gonçalves, o filho deles, Rafael Mello Gonçalves e o sobrinho do Delegado, Thiago Abud Dias. Em outro processo (nº 003/2.17.0000140-0), o MP denunciou Jair Borges da Silva, Cristiano Oliveira Vargas,  Lourenço Flores dos Santos e Paola Paz da Silva.
    Conforme o Juiz, com a quebra do sigilo financeiro e fiscal foi possível apurar que parte dos recursos movimentados por um mercado de Alvorada eram de Omar Abud e Luiz Armindo de Mello Gonçalves, que na época ainda era membro da polícia civil.
    Através dos mandados de busca e apreensão foi possível localizar anotações, comprovantes de depósitos bancários e recibos vinculados ao delegado e ao policial aposentado.
    “A estabilidade do grupo veio demonstrada nos afastamentos de sigilos, que revelaram duradouros vínculos bancários entre os acusados, contrato social, fluxo de capitais e aumento patrimonial”, registrou o Juiz.
    Entre os anos de 2013 e 2016, estima-se que os réus tenham lavado mais de R$ 2,1 milhões.
    Testemunhas ouvidas durante o processo afirmaram que o Delegado e o Comissário agiam como agiotas, cobrando os devedores dentro da 22ª Delegacia de Polícia. Em outras ocasiões, o próprio policial ia buscar o dinheiro utilizando viatura.
    Ainda, conforme a denúncia, o grupo foi descoberto após cruzamento de informações relativas à Operação Mercado Jean 012, na qual se investigava lavagem de dinheiro praticada por facção criminosa no Supermercado Alegria, em Alvorada, RS. Naquela investigação verificou-se que parte do dinheiro “sujo” provinha do Delegado Omar Abud e do policial Luiz Armindo, passando-se a se suspeitar de que serviam como financiadores de delitos de receptação, roubos e de estelionatos.
    Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em galpões clandestinos e empresas de fachada, descobriram-se anotações, comprovantes de depósitos bancários e recibos vinculados a Abud e Luiz Armindo. Segundo o Ministério Público,eles agiam em parceria, ora emprestando, ora cobrando, e assim se alternavam. Tratavam direta e indiretamente com agentes do crime. Recebiam e efetuavam por suas contas e por contas de terceiros os envios de valores.
    A empresa de segurança era de propriedade do policial Luiz Armindo, tendo sua mulher Maria Gonçalves e o filho Rafael como sócios.
    Decisão
    O magistrado afirmou que ficou comprovado que Omar Abud era um dos principais líderes do grupo e se valia da sua condição de delegado para executar as atividades criminosas.
    “O réu, ademais, valeu-se de sua influência como Delegado de Polícia, para lograr êxito nos delitos praticados, ficando evidenciado que se utilizou da estrutura disponibilizada pelo cargo para acesso a informações sigilosas. A grande movimentação financeira e consequente enriquecimento obtido pelo réu com os crimes perpetrados, nessa oportunidade, também deve ser considerado como forma de quantificação da pena”, destacou o Juiz.
    Na decisão, o magistrado também afirmou que as provas mostraram que os demais réus envolvidos no supermercado alegria, de Alvorada, colaboraram nos crimes na medida em que inseriram valores provenientes de infrações criminais no capital de giro do supermercado, mesclando-os com aqueles recursos regularmente obtidos pela finalidade social da pessoa jurídica no pagamento de funcionários, matéria-prima, fornecedores etc.
    Delegado indiciou jornalista
    O delegado Omar Abud foi o responsável pelo indiciamento dos dez maiores de idade presos pela Brigada Militar durante a ocupação da Secretaria da Fazenda.
    Entre os indiciados estão o repórter do Jornal Já Matheus Chaparini, preso enquanto trabalhava, fazendo a cobertura da ocupação, e o cineasta independente Kevin D’arc, que está produzindo um filme sobre as ocupações escolares em vários estados brasileiros.
    O delegado indiciou os dez por quatro crimes: dano qualificado ao patrimônio, resistência, associação criminosa e obstrução ao trabalho. O Ministério Público denunciou todos por dano qualificado e desobediência. A juíza Cláudia Junqueira Sulzbach, da 9ª Vara Criminal do Foro Central acolheu a denúncia, tornando réus os dez presos.
    Na ocasião, o delegado afirmou à reportagem do JÁ que Chaparini e D’arc não estavam trabalhando, mas participando da manifestação. “Estavam todos com o mesmo intuito”, declarou.
    Abud disse ter assistido a todos os vídeos publicados sobre o episódio. Um destes vídeos mostra Chaparini se identificando como jornalista aos policiais pelo menos três vezes.
    Abud Ingressou na corporação há 28 anos, como agente, e se tornou delegado em 1990. Em sua carreira, por diversas delegacias do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e delegacias regionais como a 12ª DP, a 22ª DP e a 15ª DP. Omar Abud estava no topo da carreira, como delegado de 4ª classe, com salário bruto de R$ 22,4 mil.
    Penas

    • O Delegado Abud foi condenado a 32 anos e um mês de reclusão, em regime inicialmente fechado. Também foi determinada a perda do cargo público e pagamento de 400 dias-multa, sendo cada dia o valor equivalente a um salário mínimo vigente à época dos fatos.
    • O policial Luiz Armindo de Mello Gonçalves foi condenado a 17 anos e um mês de reclusão, em regime inicialmente fechado. Foi fixada pena pecuniária no valor de 250 dias-multa, sendo cada dia o valor de uma salário mínimo vigente à época dos fatos. Também foi decretada a perda do cargo público (inclusive aposentadoria), assim como a sua interdição para o exercício de função pública por oito anos e perda de todos os bens.
    • Thiago Abud Dias foi condenado a seis anos e oito meses, em regime inicialmente semiaberto, e pagamento de multa no valor de 50 dias-multa, sendo cada dia equivalente ao salário mínimo vigente à época dos fatos. Também foi decretada a perda de todos os bens.
    • Maria dos Santos Gonçalves e Rafael Mello Gonçalves receberam a pena de seis anos e oito meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e pagamento de 50 dias-multa, sendo cada dia equivalente ao valor de um salário mínimo vigente à época dos fatos. Também foi decretada a perda de todos os bens.
    • Jair Borges da Silva e Cristiano Oliveira Vargas foram condenado a 13 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. Pagamento de 150 dias-multa, cada dia no valor de um salário mínimo à época dos fatos e perda de todos os bens.
    • Lourenço Flores dos Santos foi condenado a 9 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pagamento de 100 dias-multa equivalente à metade do salário mínimo vigente
      à época dos fatos e perda de todos os bens.
    • Paola Paz da Silva recebeu a pena de 9 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pagamento de 100 dias-multa, sendo cada dia equivalente à metade do salário mínimo vigente à época dos fatos e perda de todos os bens.

    Aos réus Jair, Lourenço, Cristiano e Paola foi determinada interdição para o exercício de cargo ou função pública por oito anos, assim como a perda de cargo ou função pública e perda da aposentadoria, se for o caso.
    Os réus Maria e Rafael Gonçalves, Paola Silva, Lourenço Santos e Thiago Abud poderão recorrer em liberdade. Segundo o Juiz, eles não possuem antecedentes criminais e tiveram participação menos expressiva nos grupos criminosos.
    Já os réus Jair, Luiz Armindo Gonçalves, Omar Abud e Cristiano Vargas não poderão recorrer em liberdade, sendo determinada a imediata execução das penas.
    Os bens confiscados serão em favor do Estado e terão como limite o valor da movimentação financeira mencionada em cada uma das denúncias.
     

  • Morre vigia que ateou fogo em crianças na cidade de Janaúba

    O vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, que ateou fogo e provocou a morte de quatro crianças da creche onde trabalhava, no município de Janaúba, no norte de Minas Gerais, morreu nesta tarde, no hospital onde estava internado em estado grave. Damião era funcionário efetivo do município desde 2008.
    Inicialmente, chegou a ser divulgada a morte de uma professora, mas a assessoria informou que ela continua viva, após ter sofrido diversas paradas cardíacas, e que seu estado é muito grave. Vinte pessoas, entre crianças e adultos, ficaram feridas.
    A prefeitura de Janaúba decretou luto oficial de sete dias. Em nota, manifestou solidariedade às famílias envolvidas na tragédia.
    “Toda a administração e a sociedade civil de Janaúba está consternada em virtude da tragédia ocorrida hoje na Creche do Bairro Rio Novo. A administração municipal manifesta profunda preocupação com o lamentável episódio e direcionou todos os seus esforços para atender os envolvidos e amenizar, de alguma forma, a dor que acomete a todos”, diz o texto.
    Da Agência Brasil

  • Agentes da Polícia Civil gaúcha entram em greve segunda

    A continuidade do parcelamento de salários feito pelo Governo Estadual gera mais uma consequência à população. Nesta quinta-feira. 05/10, agentes da Polícia Civil decretaram uma greve, que será iniciada na próxima segunda-feira e deve durar até o dia 17, quando o pagamento dos salários da categoria deverá ser integralizado. Na próxima quarta-feira (11), os policiais realizarão uma nova assembleia para avaliar o movimento.
    As direções da UGEIRM e da ASDEP, que representam os agentes da Civil, , foram chamadas, na quarta-feira (04), para uma reunião com a cúpula do governo, no Palácio Piratini. Estavam presentes na reunião, os Secretários de Modernização Administrativa e Recursos Humanos, Raffaele Marsiaj Quinto Di Cameli, e da Casa Civil, Fábio Branco, além do deputado Ronaldo Santini (PTB), que tem servido de interlocutor junto ao governo.
    Durante a assembleia da categoria nesta quinta, o diretor da UGEIRM, Cládio Wohlfahrt fez um breve relato da reunião: “reagindo à mobilização da categoria, o governo fez uma série de propostas. Como resolver a questão das aposentadorias, a isenção do ICMS para compra de armas, resolver o problema da PGE que está demitindo servidores inocentados pelo Conselho. O principal, que é a questão do salário, o governo se comprometeu que parte do dinheiro arrecadado com a venda de ações do Banrisul será reservada para o 13º e para os salários de dezembro”, informou Cládio.
    Cládio lembrou, ainda, que apesar das ofertas colocadas na mesa, o governo deixou claro que não poderia garantir duas das principais demandas da categoria: o fim definitivo dos parcelamentos e a efetivação das promoções atrasadas.
    A categoria decidiu pela greve e deve manter apenas os serviços básicos e atendimentos de casos graves, como crimes contra a vida e que envolvam mulheres, crianças e idosos.
    Operações e investigações de outros casos devem ser suspensas ou diminuídas até o fim do movimento.

  • Deputado pede audiência pública para discutir recuperação fiscal do RS

    O deputado estadual Pedro Ruas, líder do Psol, protocolou na Assembleia Legislativa um pedido de audiência pública para discutir a adesão do RS ao Plano de Recuperação Fiscal proposto pelo Governo Federal.
    “Queremos oferecer um espaço para que representantes do governo venham debater esse plano de recuperação que visa, sobretudo, vender todo o patrimônio do Rio Grande do Sul”, afirma Ruas.
    O anúncio feito pelo governo do Estado, através da imprensa, de que encaminhou à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) proposta para a recuperação fiscal do Estado, foi avaliado pelo deputado Pedro Ruas “como mais um desrespeito do governo Sartori com a Assembleia Legislativa. Acredito que nem o conjunto da base do governo saiba do que se realmente se trata”.
    A audiência pública deverá abranger desde as propostas de venda de empresas estatais quanto a proposta de congelar salários por até três anos. “Como nada sobre esse plano chegou à Assembleia, o que é um desrespeito, teremos que trabalhar com os dados que a imprensa nos oferece sobre negociações de patrimônio público”, disse Ruas.
    “As isenções fiscais alcançaram R$ 9 bilhões em 2016, a sonegação é de R$ 7,8 bilhões ao ano, e desconhecemos medidas de combate à sonegação. A dívida ativa é de R$ 31 milhões, dos quais R$ 8 bilhões apenas poderiam ser cobrados. Se o governo desse atenção para mudar esses números, sobrariam recursos para governar. A sociedade precisa saber disso tudo”, afirma Pedro Ruas. O líder do Psol critica, ainda, o fato de o governo não buscar uma solução adequada capaz de acabar com as perdas da Lei Kandir. “O Governo anuncia a tentativa de ressarcimento, mas não luta pela revogação dessa legislação, e ainda critica quem está nessa luta”, diz.

  • Quatro crianças e uma professora morrem queimadas por vigia de creche em Minas Gerais

    Janaúba (MG) – Vigia ateia fogo e mata 4 crianças e 1 professora em uma creche / Divulgação / Polícia Militar

    Quatro crianças e uma professora morreram queimadas, na manhã desta quinta-feira (5), em uma creche na cidade de Janaúba, no norte de Minas Gerais. Segundo autoridades policiais e a prefeitura, o incêndio foi provocado por um segurança da Creche Municipal Educacional Infantil Gente Inocente, que fica no bairro Rio Novo. Mais de 15 pessoas, entre crianças e adultos, ficaram feridas.
    De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio ocorreu por volta das 9h40. Oito viaturas e dois helicópteros foram utilizados no atendimento às vítimas, que foram encaminhadas para o Hospital Regional de Janaúba (Fundação Hospitalar de Janaúba) e o Hospital Fundajan. Equipes de bombeiros que estavam de folga também foram escaladas, devido à gravidade do caso.
    O homem apontado como autor do crime sobreviveu e foi socorrido em estado grave. Ele teria sido afastado do trabalho há pouco tempo.
    Nas redes sociais, a população pede a doação de luvas, dipirona injetável, soro fisiológico, sulfadiazina de prata (pomada bactericida usada no tratamento de queimaduras), agulhas, seringas, cateter do tipo Jelco e pomadas.
    Da Agência Brasil