O tempo teimou, mas, o público não arredou o pé de uma das extremidades do espelho d’água da Redenção, neste sábado, 30/09, à tarde e início da noite, durante a terceira edição do Festival BB Seguridade de Blues e Jazz.
O Bando com o Tributo Deuses da Guitarra e os grupos gaúchos Cumbuca Jazz e Nicola Spolidoro Quarteto, abriram o festival.
O carismático saxofonista americano Leroy Jones e o conceituado guitarrista Nuno Mindelis, Hermeto Pascoal e Zeca Baleiro contagiaram o público.
Fora as atrações artísticas, as crianças tiveram à disposição oficinas de desenho e colagem, de malabares, de musicalização, artística facial.
A terceira edição do Festival BB Seguridade foi criado com um conceito simples: um dia para curtir com a família e os amigos. Os shows são sempre realizados em locais ao ar livre, com bons espaços para o convívio social, loung com tomadas para carregar celular, no melhor espírito “música no parque”.
Em 2015, em sua edição inaugural, o Festival BB Seguridade de Blues e Jazz contemplou São Paulo e Brasília com nomes como Stanley Jordan, Blues Etílicos, entre outros, com ótima repercussão. Em 2016, tivemos Maria Gadú, Steve Guyger, Marco Lobo Quinteto e David Liebman e Toninho Horta, com etapas em São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Recife.
O projeto é realizado via Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, com patrocínio da BB Seguridade e realização da Marolo Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Autor: da Redação
Blues e Jazz da melhor qualidade na Redenção
Hermeto Pascoal saudando o público / Ricardo Stricher / JÁ Zeca Baleiro fechou a noite / Ricardo Stricher / JÁ Descrença no sistema político "pode levar a tragédias", adverte ministro do STJ
O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual é corregedor, sustentou nesta sexta-feira (29), em palestra no Congresso Estadual de Magistrados, promovido pela Ajuris em Bento Gonçalves, que não há questão mais importante no país do que a reforma do sistema político-eleitoral.
“Se nós não mudarmos o arranjo político-institucional, os riscos são enormes e alguns deles podem nos levar a tragédias. Primeiro, a tragédia do descrédito no sistema político-eleitoral. Se nós não acreditarmos no voto popular, a porta estará escancarada para o desastre político. O que salva o Brasil da guerra civil, do sangue correndo na rua, é que a população ainda acredita, a cada dois anos, numa crença renovada, cada vez exigindo mais otimismo, que alguma coisa vai mudar”, disse ele para a plateia de magistrados gaúchos.
O ministro defendeu a alternativa do financiamento público de campanha. “Sou absolutamente favorável ao fundo público”, disse ele, para quem é preciso “entender o processo político-eleitoral como algo que pertence a nós”, em vez de deixá-lo à mercê dos aproveitadores. É a forma pela qual, segundo ele, pode-se dar condições para que o processo eleitoral, ao qual tudo se relaciona, seja democrático.
Benjamin descartou o financiamento empresarial, que considerou ter sido “a madrasta da democracia brasileira”, aludindo aos casos de corrupção. Na sua opinião, o caixa 2 “é um passaporte para escravidão” até mesmo de político honesto que acaba refém de doadores envolvidos com crimes.
De acordo com ele, a Justiça Eleitoral brasileira, apesar de ser uma das melhores do mundo, não consegue controlar esse tipo de financiamento. “É impossível controlar o financiamento empresarial”. Quanto à hipótese de os candidatos bancarem suas despesas de campanha, resultaria na “aberração” de um “parlamento recheado de ricos”.
Herman Benjamin lamentou que ainda exista compra de voto no Brasil, não só nas regiões mais remotas, como também nas áreas mais ricas. E, pior, não só compra do mandato, como também do produto do mandato, que é a lei. “O que fazemos com a lei comprada? Qual a natureza jurídica de uma lei comprada?”, indagou, demonstrando muita preocupação com essa anomalia, desprovida de legitimidade popular. Sem citar nomes, avançou em caso em que houve compra de lei e também de medida provisória.
Mas ele condenou a generalização na crítica aos políticos. “Não podemos generalizar e não vamos imaginar que o Parlamento é dominado por representantes de má fé. Posso afiançar que a esmagadora maioria tem preocupação com o país. Mas há uma minoria, infelizmente, que consegue negociar até mesmo um texto legal”. O magistrado disse que há políticos que veem o Poder Judiciário não mais como uma instituição distante, mas como uma fonte de mandado de prisão.
Municipários decidem entrar em greve a partir do próximo dia 5
Em assembleia geral, que contou com cerca de três mil servidores municipais de Porto Alegre, realizada na noite desta sexta-feira, 29/09, no Largo Zumbi dos Palmares, a categoria decidiu, por larga maioria, pela greve a partir do dia 5 de outubro.
A notificação ao prefeito Nelson Marchezan Júnior será feita na próxima segunda-feira, dia 2. Ainda ficou acertado um novo encontro para o dia 10, quando haverá assembleia de avaliação do movimento.
A assembleia desta sexta ainda decidiu por ter um comando de greve aberto — que irá se reunir na próxima segunda-feira, às 18h, no Simpa — e um comando de negociação, formado pela diretoria e cinco representantes da categoria.
Segundo o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), “a greve de hoje foi deflagrada após um longo processo de tentativa de diálogo com a prefeitura, cujo capítulo mais recente aconteceu nesta tarde. Na reunião entre a direção do Simpa e o secretário de Gestão e Planejamento, José Alfredo Parode, não houve avanços nos itens da pauta da categoria, nem no que diz respeito à retirada dos projetos que estão na Câmara e ao fim do parcelamento. Paralelamente, a categoria se mobilizou realizando atos e atividades para possibilitar a realização de uma assembleia massiva e representativa”.
A diretora do Simpa, Luciane Pereira, disse no ato que: “Ser servidor, hoje, é um ato de resistência”. O diretor Jonas Tarcísio Reis enfatizou que “Marchezan não representa Porto Alegre” e “vai engolir estes projetos; vamos tomar as ruas já!”.
Os municipários contestam as contas da Prefeitura, que, desde junho, parcela parte dos salários dos servidores e alega enorme deficit financeiro. O Executivo também já encaminhou à Câmara de Vereadores projetos de lei que alteram as gratificações dos servidores.
O Ministério Público de Contas (MPC) do Rio Grande do Sul expediu no dia 26/09 requerimento ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que realize-se uma auditoria sobre os parcelamentos de salários realizados pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior.
A medida acata uma representação do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) que, juntamente com o vereadora Sofia Cavedon (PT), protocolou em 11 de setembro no MPC requerimento solicitando a verificação dos controles contábeis do Município. O TCE acolheu o recurso e deverá determinar prazo para a Prefeitura apresentar as justificativas para o não pagamento da folha integralmente em parcela única. Já há uma decisão judicial que proíbe o parcelamento dos salários.Professores mantêm greve e milhares de servidores protestam contra atraso de salários
Os professores da rede estadual no Rio Grande do Sul vão manter a greve contra o parcelamento dos salários, iniciada há 25 dias. A decisão foi tomada em assembleia nesta sexta-feira, 29/09, em Porto Alegre.
O novo calendário de pagamentos, anunciado pelo governador José Ivo Sartori, que começa pelos salários mais baixos, mas mantém o parcelamento para as demais faixas, não demoveu os professores. O depósito integral para quem ganha até R$ 1.750 líquidos foi considerado “insuficiente” pela categoria.
O Cpers estima que a adesão à greve já chegou a 70% e que deve aumentar com a nova decisão. Mais de 10 mil professores participaram da assembleia no ginásio Gigantinho, conforme a direção do sindicato.
Ao iniciar o encontro, a presidente, Helenir Schürer, destacou que a forte mobilização foi construída na base da categoria e que será mantida, acima de tudo, pela dignidade dos educadores. “Fizemos o governo sair da sua zona de conforto. Somos bem claros, queremos o pagamento dos nossos salários, integralmente, no último dia do mês trabalhado. Queremos o pagamento dos juros, mas não os de poupança. Já ganhamos uma ação coletiva para recebermos os juros com a correção monetária e vamos cobrar. A cada dia que passa o governo aprofunda a possibilidade de não terminarmos o ano letivo”, afirmou a professora.
Marcha reuniu 40 entidades
Da assembleia, onde decidiram manter a greve, os professores iniciaram uma caminhada pelas ruas de Porto Alegre, até o Largo Glênio Peres, no Centro. Lá, se uniram com outros servidores estaduais que protestavam também contra o parcelamento.
Os funcionários públicos, capitaneados pelos professores e entidades de representantes da segurança, policiais civis e agentes penitenciários, iniciaram novo ato, que reuniu mais de 10 mil pessoas, segundo a BM.
O protesto conjunto contou com apoio de 40 entidades e sindicatos. “Abre-se a possibilidade de se discutir com os servidores a construção de uma greve geral”, falou Helenir Schürer, do Cpers.
Juntos, eles rumaram para a Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado. O efetivo policial foi reforçado no local.
Segurança foi reforçada na porta do Palácio Piratini / Ricardo Stricher / JÁ
Apesar do aparato de segurança, o ato foi pacífico. Por volta de 16h, após horas de manifestações, os manifestantes começaram a dispersar.
No fim da tarde, o governo estadual emitiu uma nota “conclamando os professores a voltarem às salas de aula e anunciando o corte do ponto dos que não comparecerem a partir de segunda-feira”.
De acordo com o governo, 47% dos servidores da Educação receberam os salários integralmente nesta sexta e, até o dia 11 de outubro, todos estarão com os salários quitados, assim como ocorre com a maioria dos trabalhadores.
Em resposta ao corte do Governo, o Cpers se manifestou: “Como é que se corta o ponto de quem não recebe salário?”. A entidade informa que pretende entrar com medida judicial contestando a decisão.
Veja abaixo a nota do governo, intitulada “Decisão de cortar ponto de grevistas atende interesse público”
Hoje, dia 29 de setembro, 47% dos servidores da Educação já receberam seus salários integralmente. Até o dia 11 de outubro, praticamente todos estarão quitados, assim como ocorre com a maioria dos trabalhadores em geral. Mesmo assim, com o apoio irresponsável da oposição, o Cpers decidiu manter a greve por período indeterminado.
Não chegamos a esta crise por vontade do atual governo. E para sair dela, precisamos de responsabilidade política e financeira, não de populismo e demagogia. Estamos fazendo todos os esforços para recuperar os serviços públicos e normalizar o pagamento dos servidores. O governo sempre manteve o diálogo e, nesta semana, anunciou o pagamento prioritário a quem ganha menos e a indenização pelos dias de atraso.
Alertamos a população para a tentativa de gerar tensão social, comandada justamente pelos atores políticos que agravaram a atual crise quando estavam no governo. Infelizmente, não estão preocupados com a educação, mas com seus próprios objetivos eleitorais.
Em virtude disso, tendo em vista o interesse público, não resta outra alternativa senão o corte do ponto dos grevistas. Conclamamos os professores a manter as aulas. Pedimos a colaboração dos pais e da comunidade escolar. A responsabilidade pela preservação do ano letivo é compartilhada por toda a sociedade. O governo do Estado segue aberto ao diálogo.78% dos servidores municipais tem salário de setembro parcelado
A Prefeitura de Porto Alegre realiza nesta sexta-feira, 29/09, o depósito da primeira parcela da folha de pagamento do funcionalismo do mês de setembro. Serão creditados R$ 1.650, integralizando os salários de 22% dos servidores (7.158 matrículas). Os valores somam R$ 47,5 milhões.
A Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) estimava um valor ainda mais baixo para essa primeira parcela, mas, com o acordo entre Famurs e Banrisul que antecipou o ICMS para as prefeituras, foi possível ampliar a faixa de valor. Nesta quarta-feira, 27, ingressaram R$ 7,5 milhões de ICMS nos cofres municipais.
O saldo restante de R$ 91,7 milhões (78% das matrículas) será pago até 16 de outubro, conforme o ingresso de receitas nos cofres municipais.
De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, todos os recursos que ingressarem nas contas do município estão destinados ao pagamento dos salários dos servidores.
A projeção da Secretaria Municipal da Fazenda aponta déficit de R$ 99 milhões para o mês de setembro, incluídos o saldo de R$ 58 milhões da folha de agosto que migrou para este mês.Santander Cultural avisa que não reabrirá exposição Queermuseu
O Santander Cultural reafirmou nesta sexta, 29/09, que não reabre a exposição Queermuseu – Cartografias da diferença da arte brasileira, em Porto Alegre.
O Ministério Público Federal (MPF) emitiu nota no dia anterior afirmando que “o precedente do fechamento de uma exposição artística causa um efeito deletério a toda liberdade de expressão artística”. O MPF indicou que o banco deveria reabrir a mostra
A exposição, que conta com mais de 270 obras de 85 artistas, foi encerrada cerca de um mês antes do previsto após protestos iniciados nas redes sociais acusando a mostra de apologia à pedofilia e à zoofilia.
Através de nota, o Santander afirmou que “a mostra Cartografias da Diferença da Arte teve sua exibição finalizada no Centro Cultural de Porto Alegre, de cunho privado, no dia 10.9.17 e não será reaberta conforme comunicado do mesmo dia”.
O MPF irá analisar a posição do espaço e poderá ingressar com ação judicial pedindo a reabertura ou alguma sanção ao banco.Termina operação de tropas das Forças Armadas na Rocinha
As tropas das Forças Armadas que faziam a segurança da região da Favela da Rocinha, no bairro de São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, não estão mais na comunidade. O último grupo de militares deixou o local às 8h desta sexta-feira, 29/09, segundo informou o porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Roberto Itamar. A operação de saída dos militares começou às 4h da madrugada.
As tropas estavam na Rocinha desde o último dia 17, quando foram acionadas por solicitação do governo fluminense em função de um conflito entre traficantes rivais pelo controle de pontos de venda de drogas na região, colocando em risco a vida dos moradores.
Nessa quinta-feira (28), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou a saída das tropas, diante da situação da Rocinha “ter se estabilizado com o fim dos confrontos entre os traficantes”. Na avaliação do ministro, os resultados das operações desencadeadas nos últimos dias também mostraram redução nas apreensões de armas e nas prisões de criminosos.
Além disso, segundo Jungmann, com o deslocamento de traficantes da comunidade para outras regiões, de acordo com o ministro, não havia motivo para manter o efetivo de 950 militares no local e deixar outras áreas da cidade sem o apoio das Forças Armadas.
Os conflitos na Rocinha se agravaram com a tentativa de invasão, no dia 17, do grupo de aliados do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, para a retomada do comando do tráfico de drogas no local, que foi assumido por Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, ex-segurança de Nem. Houve intensos tiroteios que deixaram moradores em pânico, crianças sem aulas, unidades de saúde com atendimento suspenso e o comércio fechado.
Da Agência BrasilMorre Wianey Carlet, aos 68 anos
Morreu nesta sexta-feira, 29/09, o comunicador Wianey Carlet, aos 68 anos. Na noite de ontem ele havia sido internado no hospital São Francisco, da Santa Casa, por conta de uma cirurgia vascular nas pernas. Apesar do sucesso, complicações levaram a um infarto. Wianey sofria de diabetes e cardiopatia havia alguns anos.
Natural de Três Passos, ele deixou o Grupo RBS em julho deste ano, depois de 22 anos. Havia acertado com a Band em 4 de setembro, quando passou a integrar a equipe do programa de rádio Toque de Bola, de segunda a sexta-feira, às 12h30.
Em nota, a atual casa de Wianey lamentou a perda do comunicador que “contagiou os colegas com sua simpatia e competência nos microfones”. “O Grupo Bandeirantes de Comunicação, colegas e funcionários se solidarizam neste momento triste, com profundo sentimento pela perda do companheiro”, registrou.
Além da RBS, Wianey teve passagens pelas rádios Sideral, em Getúlio Vargas, Erechim; Difusora (atual Rádio Bandeirantes); Sucesso e Guaíba e no Correio do Povo, onde foi colunista.
Nas eleições de 1992, Wianey candidatou-se a vereador de Porto Alegre, pelo PMDB. Recebeu 2.747 votos, mas ficou na suplência. Em outubro de 1996, assumiu a titularidade por alguns dias, em substituição a um colega que havia entrado em licença.
O velório será nesta tarde, no crematório Saint Hilaire, em Viamão, onde residia. A despedida está marcada para as 18h.
Com informações do Coletiva.netServidores fazem vigília no HPS contra parcelamento de salários e corte de gratificações
Nesta quinta-feira, 28/09, servidores municipais de Porto Alegre fizeram o que chamaram de uma vigília luminosa, com lanternas e velas, em frente ao Hospital Pronto Socorro (HPS).
O ato foi realizado enquanto acontecia uma audiência da Comissão Especial da Câmara de Vereadores que analisará os Projetos de Lei 07, 08, 10 e 11/2017, enviados pelo prefeito Nelson Marchezan Jr ao legislativo municipal. Os municipários são contra os Pls.
De acordo com levantamento feito pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA), os projetos de lei retiram até 50% da remuneração do servidor. Para o sindicato, o estudo mostra as perdas a curto, médio e longo prazo por área de atuação e cargo. A amostra foi realizada com 142 servidores de forma aleatória. Os PLs geram perdas porque mudam a forma de contar os avanços, passando a ser quinquênio de 3%, acabam com as gratificações de 15% e 25% e permitem a retirada unilateral dos regimes pelos gestores, sem consulta ao servidor.
Para o Simpa, com essas medidas, o Plano de Carreira do municipário deixa de existir.
Nesta sexta-feira, o Simpa realiza uma assembleia geral, às 18h, no Largo Zumbi dos Palmares, com indicativo de greve devido ao parcelamento dos salários e os projetos enviados ao Legislativo.
Na audiência da comissão, no sexto andar do HPS, o vereador Dr. Thiago Duarte (DEM) disse que “Os méritos por esse ato são todos de vocês, pois os cargos não pertencem a governos”, destacou o presidente da comissão. “Vamos mostrar que não é possível realizar qualquer votação desses projetos sem que a comissão termine os seus trabalhos. E, quem decide quando terminam esses trabalhos são os vereadores e mais ninguém”, avisou Dr, Thiago.
A servidora Rita de Cássia Elói, formada em administração de empresas, com especialização em gestão de pessoas, explicou a situação. Se forem aprovados, de imediato se torna extinta a licença-prêmio, os salários poderão ser honrados até o dia cinco de cada mês e parcelados, e o 13º poderá ser pago até o 5º dia útil de janeiro, pós-virada de ano.
Cássia detalhou ainda como ficariam os vencimentos do funcionalismo com a extinção das gratificações por dedicação exclusiva, além do fato de que, se o regime vier a ser ser congelado, haveria perda para os servidores, e os avanços, após o oitavo, passariam de 5% para 3%, e as gratificações adicionais de 15 ou 25% perderiam a proporcionalidade. “Não se discutiu nada de melhoria, o foco é redução salarial. Não há nada técnico que justifique as medidas”, pontuou Cássia
Para o presidente da Associação dos Servidores do HPS, Everaldo Nunes da Silva, as proposta do Executivo se configuram num ataque brutal aos servidores do HPS. “Marchezan será o gestor da desqualificação do serviço público”, afirmou Silva.Estado paga servidores que ganham R$ 1750 nesta sexta-feira
O governo do Estado paga integralmente, nesta sexta-feira (29), os salários de setembro para os servidores com menor rendimento líquido. Serão depositados os salários correspondentes a até R$ 1.750,00, o que contempla 40% do funcionalismo vinculado ao Executivo.
A medida atende determinação do governador José Ivo Sartori para priorizar os salários menores. Ao todo, são 137 mil vínculos com o salário pago no último dia útil do mês.
Em relação ao Magistério, que é a maior categoria do serviço público, o pagamento de R$ 1.750,00 significa a quitação para 47% dos professores (76.734 matrículas). Para liquidar a folha deste primeiro grupo de servidores, a Secretaria da Fazenda precisou dispor de R$ 184,2 milhões em caixa.
O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, igualmente confirmou para esta sexta-feira (29) o crédito da décima parcela do 13º salário de 2016 para todos os servidores (mesmo aos que ganham acima de R$ 1.750,00 líquidos)
A Fazenda também anunciou que, no máximo, até 11 de outubro haverá o pagamento integral para mais um grupo de funcionários. Somente neste data servidores com rendimento líquido de até R$ 4 mil receberão.
A quitação integral da folha de setembro está prevista somente para 17 de outubro.

