A Câmara de Vereadores de Porto Alegre sediou na noite desta terça-feira, 26/09, mais um debate sobre a noite boêmia do Bairro Cidade Baixa. O tema voltou a virar pauta, pois, o Ministério Público cobrou da Prefeitura uma intervenção no bairro, no dia 17 de agosto.
Na época, os promotores justificaram a iniciativa pelas reclamações de moradores em relação ao horário de funcionamento das casas noturnas e estabelecimentos que funcionam em desacordo com os respectivos licenciamentos.
A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente pediu a revisão do decreto 17.902, que estabelece o horário do funcionamento das atividades de bares, restaurantes, café e lancherias da CB.
Das diversas opiniões e divergências expostas durante a audiência, houve apenas uma unanimidade: tanto moradores como empresários não querem a redução do horário do funcionamento do comércio.
A cobrança aos serviços da Prefeitura também veio de todos os lados, porém com divergências. Uns cobram maior fiscalização e rigor das autuações do governo em relação aos vendedores ambulantes e comerciantes ilegais.
Já outros defendem a instalação de banheiros químicos em algumas ruas de maior movimento e um melhor serviço de limpeza por parte do DMLU.
Há também os que acham que o problema é de quem fica na rua, bebendo na frente dos bares ou consumindo drogas ilícitas, conforme foi relatado por moradores que também participaram do encontro.
Zilton Tadeu, presidente da Associação dos Moradores da Cidade Baixa, defendeu que bares encerrem suas atividades externas às 22h e que poderiam continuar seu funcionamento internamente até mais tarde. “Funcionem o tempo todo, só nos deixem descansar”, exclamou.
Para a representante da Associação dos Comerciantes da Cidade Baixa, Maria Isabel Nehme, os empreendedores precisam de uma legislação clara, e a partir dela, cumprirem. “Queremos o bairro vivo. Nós empresários, moradores, todo mundo que ali utiliza”.
A Prefeitura tem até o final de outubro, conforme um acordo com o MP, para apresentar um novo decreto. “Estamos ouvindo a sociedade”, declarou o representante da Prefeitura e funcionário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, André Flores. Segundo ele, a mudança no decreto também não deve passar pelo o horário nos funcionamentos. “Nós também não verificamos isso como um problema”.
Em sua fala aos presentes, André destacou as ações realizadas pela Prefeitura nos últimos seis meses. A SMDE já realizou 16 reuniões para tratar o tema. Há 102 atividades licenciadas na CB, a Prefeitura aplicou 72 autuações, 10 interdições em 21 operações de fiscalização realizadas em conjunto com a Guarda Municipal, EPTC e Brigada Militar. Ainda foram autuados 141 ambulantes e apreendidas 1242 mercadorias.
O proponente da audiência pública, Cássio Trogildo, ressaltou a importância do tema e disse que a Câmara está a disposição para uma última reunião antes da apresentação final do decreto ao MP, mas que de sua parte não haverá mais audiências para discutir o tema, que já foi assunto pelo menos sete vezes em outras oportunidades no Legislativo, somente este ano.
Diversos órgãos da Prefeitura, como a Secretaria do Meio Ambiente, o DMLU e a EPTC, fazem parte do Grupo de Trabalho que está organizando a proposta para um novo decreto.
Além de André Flores, o plenário Ana Terra esteve lotado de moradores, donos de estabelecimentos e representantes de associações de ambas categorias. A Brigada Militar também esteve representada com o Tenente-Coronel Amorim, responsável pelo 9ª BPM (Batalhão de Polícia Militar), que faz a segurança da região. O MP, requerente e provocador do debate, não compareceu.
Autor: da Redação
Cidade Baixa: nem moradores, nem comerciantes querem fechamento de bares mais cedo
Reunião Pública para debater novo decreto para a cidade baixa e o funcionamento de estabelecimentos lotou salão na Câmara / Ederson Nunes / CMPA Estudos para PPP da iluminação pública em Porto Alegre serão concluídos em seis meses
Uma equipe técnica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começou nesta terça-feira, 26/09, um estudo para estruturação, implementação e gestão do parque de iluminação pública de Porto Alegre, primeira Parceria Público-Privada (PPP) a ser concretizada na cidade.
As secretarias municipais de Parcerias Estratégicas, de Serviços Urbanos, por meio da Divisão de Iluminação Pública, de Cultura, da Fazenda e do Meio Ambiente e da Sustentabilidade terão um calendário de reuniões com o BNDES, que criou um plano de trabalho, já validado pela prefeitura, prevendo de 5 a 6 meses para a estruturação do projeto.
Além da introdução da equipe técnica, será feito um alinhamento das premissas gerais utilizadas pelo BNDES na modelagem de projetos e o aprofundamento de alguns aspectos técnicos, jurídicos e financeiros que serão necessários para o início desta primeira etapa do processo.
Para o secretário de Parcerias Estratégicas Bruno Vanuzzi, esta etapa é de grande importância para que a modelagem da Parceria Público-Privada seja o mais precisa possível e de acordo com o que a sociedade quer e necessita. “Estamos muito satisfeitos com o andamento da PPP capitaneada pelo BNDES. Esse projeto tem o potencial de oferecer uma cidade muito mais iluminada em curto espaço de tempo”, disse o secretário de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário.
O consórcio vencedor do pregão eletrônico realizado pelo BNDES é formado pelas sociedades Houer Consultoria e Concessões, RSI Engenharia Ltda. EPP, Maciel Rocha Sociedade de Advogados e Albino Sociedade de Advogados.
Para a prefeitura, o resultado do projeto permitirá que a rede de iluminação pública de Porto Alegre seja modernizada no prazo de 2 a 3 anos. A promessa é a troca de todos os seus 104 mil pontos de luminárias e a ampliação do serviço onde for necessário, com a instalação de lâmpadas LED e a aplicação de novas tecnologias que permitirão mais luz com menor gasto de energia e gestão inteligente da rede.
A PPP de iluminação pública é a primeira a ser feita em Porto Alegre.
A portuguesa Joana Reais canta jazz acompanhada por músicos gaúchos, no Renascença
“Joana Reais canta jazz” é o encontro de uma cantora portuguesa com um trio de músicos gaúchos, revisitando os grandes clássicos do gênero musical norte-americano. Neste seu inédito show, Joana demonstra porque é a nova voz portuguesa por quem o público brasileiro já se apaixonou.
Joana Reais é uma intérprete portuguesa já conhecida do grande público Porto Alegrense devido ao seu espetáculo Grande Noite de Fados, que é apresentado por aqui desde 2015. Ela agora vem mostrar todo o seu ecletismo e versatilidade no seu mais recente show, onde apresenta versões das suas composições norte-americanas favoritas, assim como temas de sua autoria, acompanhada por renomados músicos gaúchos.
É com Cristian Sperandir, considerado o pianista revelação da música contemporânea do Sul do Brasil, o contrabaixista Everson Vargas e o baterista Ricardo Arenhaldt, ambos com sólidas e premiadas carreiras, tanto no Brasil como no estrangeiro, que Joana revisita os standards que mais marcaram o seu percurso como estudante e a sua carreira internacional como cantora de jazz, demonstrando porque foi umas das primeiras estudantes de canto jazz portuguesas a ingressar no prestigiado Conservatorium van Amsterdam, na Holanda, e porque o seu álbum “a Lisboa” – que funde as linguagens do jazz com a worldmusic atual – foi aclamado pela crítica europeia.
FICHA TÉCNICA
Joana Reais | voz e direção musical
Cristian Sperandir | piano
Everson Vargas | contrabaixo
Ricardo Arenhaldt | bateria
Romes Pinheiro | produção
Serviço
JOANA REAIS CANTA JAZZ Teatro Renascença (Avenida Érico Veríssimo, 307 – Menino Deus – Porto Alegre);
Quarta-feira, dia 27 de Setembro, às 20h;
Ingressos: R$ 60 inteira R$ 30 meia entrada. À venda no próprio dia, no local (dinheiro e cartão) antecipados na Livraria Bamboletras (R. General Lima e Silva, 776) e online em http://lideringressos.com.br/joana-canta-jazz-27-09
A apresentação de 1 kg de alimento não perecível, excepto sal e açúcar, dará direito à meia entrada. Os alimentos recolhidos serão doados à Casa do Artista Riograndense.
STF afasta novamente Aécio do mandato de senador
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 3 votos a 2, afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício de seu mandato, medida cautelar pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas da empresa J&F.
Na mesma sessão, a Primeira Turma negou, por unanimidade, o terceiro pedido de prisão preventiva de Aécio feito pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que deixou o cargo no último dia 17. Outras duas solicitações de prisão foram negadas por decisões monocráticas (individuais) no STF: uma do ministro Edson Fachin e outra do ministro Marco Aurélio Mello.
Votaram pelo afastamento os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, ficando vencidos os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello. Pelo mesmo placar, foi determinado que Aécio não pode se ausentar de casa à noite, deve entregar seu passaporte e não pode se comunicar com outros investigados no mesmo caso, entre eles sua irmã Andréa Neves.
Em seu voto, Fux afirmou que a atitude mais elogiosa a ser tomada por Aécio, desde o início, seria se licenciar do mandato para provar sua inocência. “Já que ele não teve esse gesto de grandeza, nós vamos auxiliá-lo a pedir uma licença para sair do Senado Federal, para que ele possa comprovar à sociedade a sua ausência de culpa”, disse.
O ministro Roberto Barroso foi o primeiro a divergir do relator, Marco Aurélio, e de Alexandre de Moraes, que abriram o julgamento afastando qualquer medida cautelar contra o senador.
“O fato é que há indícios bastante suficientes, a meu ver, da autoria e da materialidade aqui neste caso”, afirmou Barroso, que fez um longo discurso contra a cultura de corrupção que, segundo ele, superfatura todos os contratos públicos no país.
Para Barroso, é indiferente se o dinheiro de propina vai para o enriquecimento ilícito ou o financiamento ilegal de campanhas políticas. “O maior problema é o ambiente de corrupção e de desonestidade que se cria no país para se obter os recursos para pagar essas propinas. Portanto, se nós queremos mudar essas práticas não é possível ser condescendentes com elas”, afirmou.
Denúncia
Em junho, o senador Aécio Neves foi denunciado por Janot por corrupção passiva e obstrução de Justiça, acusado de receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, com o qual foi gravado, em ação controlada pela Polícia Federal, em conversas suspeitas. Em delação premiada, o executivo assumiu o repasse ilegal.
O dinheiro teria sido solicitado pelo próprio Aécio, cujo objetivo seria cobrir despesas com advogados. Em troca, ele teria oferecido sua influência política para a escolha de um diretor da mineradora Vale. Ele nega as acusações, afirmando que a quantia se refere a um empréstimo particular.
Sobre a acusação de obstrução de Justiça, Janot acusou Aécio de “empreender esforços” para interferir na distribuição de inquéritos na Polícia Federal, de modo a caírem com delegados favoráveis aos investigados.
A irmã do parlamentar, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), também foram denunciados.
Exposição “Fotojornalismo: 75 anos do SINDJORS” está aberta para visitação no Solar dos Câmara
A exposição Fotojornalismo: 75 anos do SINDJORS, desenvolvida pelo Núcleo de Imagem do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, foi aberta na segunda-feira, dia 25, no Solar dos Câmara da Assembleia Legislativa gaúcha.
A mostra reúne cerca de 30 retratos de diferentes profissionais e pode ser visitada até a próxima sexta-feira, dia 29. A iniciativa desta exposição surgiu da parceria entre o Sindicato dos Jornalistas e a Assembleia Legislativa, que se juntou à entidade para desenvolver parte da programação de aniversário.
Além da mostra, nesta quarta-feira, dia 27, Alexandre Elmi, Vera Daisy Barcellos, Manuela D’Ávila e Marcos Rolim debatem a ética na comunicação, com mediação do presidente do SINDJORS, Milton Simas, também na AL/RS, às 18h, no Plenarinho.
Para frear ações na Justiça, Piratini apresenta projeto de indenização por atraso de salários
O governo do Estado encaminhou, na tarde desta terça-feira, 26/09, à Assembleia Legislativa, projeto de lei complementar (PLC) que estabelece indenização aos servidores públicos, ativos e inativos, e pensionistas, pelos dias de atraso no pagamento dos salários.
A indenização será calculada pelo índice da poupança e será retroativa ao início do parcelamento dos salários, em 1º de julho de 2015. Em média, cada servidor deve receber R$ 200 por pagamento atrasado. O PLC tramitará em regime de urgência. A medida foi anunciada em entrevista coletiva no Palácio Piratini.
Na prática, é uma tentativa do Governo de evitar novas ações judiciais devido ao parcelamento e a nova medida de pagar primeiro os servidores com menor salário. “A medida tem como objetivo evitar mais prejuízos aos servidores públicos, diante das atuais circunstâncias do Tesouro do Estado”, ponderou o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, que reconheceu a intenção do governo de evitar o ajuizamento de ações de cobrança contra o Estado.
Branco anunciou ainda que o governo está pedindo regime de urgência para projeto que já tramita na Assembleia e trata da correção, também pelo índice da poupança, pelo atraso no pagamento do 13º salário.
Já o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, explicou que a indenização será paga na folha do mês subsequente àquele em que ocorrer o atraso do salário e será calculada exclusivamente sobre a parcela não paga no prazo legal e por dia de atraso. A indenização relativa aos atrasos de salários retroativos, a contar de 1º de julho de 2015, será paga no mês subsequente ao da publicação da lei complementar.MP de Contas pede auditoria sobre os parcelamentos de salários no governo Marchezan
O Ministério Público de Contas (MPC) do Rio Grande do Sul expediu hoje, 26/09, requerimento ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que realize-se uma auditoria sobre os parcelamentos de salários realizados pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior desde junho.
A medida acata uma representação do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) que, juntamente com o vereadora Sofia Cavedon (PT), protocolou em 11 de setembro no MPC requerimento solicitando a verificação dos controles contábeis do Município.
O documento do MPC encaminhado nesta terça-feira trata do Processo de Contas de Gestão do Executivo Municipal de Porto Alegre referente ao exercício de 2017.
Confira os principais pontos do despacho do Procurador-geral Geraldo Da Camino:
“…Considerando a gravidade e a relevância do tema, e tendo em conta que a matéria em tela se coloca no conjunto das competências deste Tribunal (art. 71 da Carta Magna), oMinistério Público de Contas requer:
1º) auditoria sobre a efetiva disponibilidade de recursos financeiros para o cumprimento de todas as obrigações salariais até o último dia útil do mês, conforme estabelece a Lei Orgânica do Município…
2º) determinação à Direção de Controle e Fiscalização para que, na hipótese de identificar a existência de disponibilidade financeira, considerando os aspectos anteriormente delineados, submeta, de imediato, tal ocorrência à apreciação do Conselheiro-Relator, para que, considerando
a) o descumprimento ao disposto no artigo 39 da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre, que estabelece que o pagamento mensal da retribuição dos servidores, dos proventos e das pensões será realizado até o último dia útil do mês a que corresponder, a configurar, em combinação com a disponibilidade financeira detectada, o fumus boni juris;
b) que situações especiais devem merecer a pronta atenção e intervenção desta Corte, para que potenciais infrações possam ser debeladas, notadamente quando presente fundado receio de grave lesão aos direitos dos servidores e, por consequência, ao interesse público, recomenda-se ação para que, no mínimo, a ilegalidade não seja ampliada, presente o periculum in mora, determine, com fulcro no inciso XI do artigo 12 do RITCE7 e artigo 42 da Lei Orgânica do TCE8, como medida acautelatória ao Erário, que o Gestor utilize integralmente tais disponibilidades para o pagamento da remuneração dos servidores municipais, até ulterior pronunciamento da Corte sobre a matéria.
3º) verificação da possível ocorrência de despesas com multa diária pelo atraso no pagamento da remuneração dos servidores municipais, considerando o teor da decisão judicial proferida.
4º) intimação do Gestor ao qual sejam atribuídas as responsabilidades após a elaboração de Informe Técnico, em homenagem ao contraditório e a ampla defesa, para que, querendo, manifeste-se sobre eventuais irregularidades decorrentes da análise ora proposta.TRF4 aumenta pena de Dirceu e absolve Vaccari em apelação da Lava Jato
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre, aumentou em dez anos a pena do ex-ministro José Dirceu na apelação criminal da Lava Jato que envolve a empresa Engevix. Com a decisão, a pena de Dirceu sobe de 20 anos e 10 meses para 30 anos, 9 meses e 10 dias.
No julgamento, concluído na manhã de hoje, 26/09, os desembargadores absolveram o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que havia sido condenado a nove anos em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Engevix foi uma das empreiteiras que formaram um cartel para fraudar licitações da Petrobras a partir de 2005. A empresa pagou propinas a agentes públicos para garantir contratos com a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e a Refinaria Landupho lves (RLAM).
Dirceu foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. O relator da 8ª Turma do TRF4, desembargador João Pedro Gebran Neto, afirmou que as penas severas não são resultado do rigor dos julgadores, mas da grande quantidade de delitos cometidos pelos réus.
O relator também votou pela condenação de Vaccari, mas foi vencido pelos votos dos desembargadores Leandro Paulsen, que é revisor, e Victor Luiz dos Santos Laus. Eles entenderam que há insuficiência de provas do envolvimento do ex-tesoureiro nos crimes citados na denúncia do MPF.
Nesta apelação, a 18ª fase da Lava Jato no TRF4, também foram confirmadas as condenações do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, que teve a pena aumentada de 10 anos para 21 anos e 4 meses; e do ex-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada, cuja pena passou de 15 anos e 6 meses para 29 anos e 8 meses de detenção.
“Não cabe ao Exército interferir na condução política do país”, diz general
O general Edson Leal Pujol, comandante Militar do Sul, disse nesta terça-feira pela manhã, em entrevista coletiva na Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), que a classe política é quem tem a responsabilidade de restabelecer a confiança da população nas instituições.
“Apesar de tudo, as instituições estão funcionando de acordo com as leis estabelecidas, não somos um ente político, nós temos que nos restringir à atuação prevista na Constituição. Não nos cabe interferir na condução política do país, portanto, o emprego do Exército não é a solução”, afirmou.
O oficial falou também sobre a proposta que tramita no Congresso Nacional de permitir que empresas estrangeiras possam comprar terras na faixa de fronteira – a menos de cem metros do limite territorial.
“Além da garantir a lei e a ordem, e os poderes constitucionais, cabe ao Exército defender a soberania do país e as suas fronteiras, então nos posicionamos contra essa autorização quando fomos consultados”, ressaltou.
Após o encontro com os jornalistas, o general Pujol foi o palestrante do Menu Porto Alegre, evento promovido pela ACPA, onde falou a cerca de cem convidados sobre a estrutura e o trabalho realizado atualmente pelo Comando Militar do Sul, que possui 55 mil militares, de um efetivo total de 200 mil, ou seja, um quarto do Exército Brasileiro.
O general Pujol, natural de Dom Pedrito, foi chefe do Centro de Inteligência do Exército, em Brasília, Comandante das Forças de Paz da MINUSTAH, no Haiti, e Secretário-Executivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Comandou a Academia Militar das Agulhas Negras (RJ) e foi secretário de Economia e Finanças, em Brasília/DF, entre inúmeras outras atuações no Brasil. No exterior, exerceu, entre outras, as funções de Observador Militar da ONU em El Salvador (ONUSAL), e de Adido de Defesa, Naval e do Exército junto à Embaixada Brasileira no Suriname.Congresso da Ajuris em Bento Gonçalves debate o papel do juiz
Promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), o Congresso Estadual de Magistrados, acontece na quinta e sexta-feira desta semana em Bento Gonçalves, com o tema “Entre redes e muros: juízes e seus labirintos”.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin e o professor de História Leandro Karnal estão entre os principais palestrantes.
O presidente da Ajuris, Gilberto Schäfer, acredita que o 12º Congresso Estadual de Magistrados ocorre em um dos momentos mais graves da vida nacional desde que o evento bienal começou a ser realizado, em 1991.
Para ele, no entanto, é nessa hora que o Judiciário deve afirmar-se como um dos esteios da democracia e do estado democrático de direito.
Analisando a conjuntura, as investigações e julgamentos de atos relacionados à prática de corrupção, Schäfer diz que é preciso, mais do que nunca, “resguardar a independência do Judiciário e dos magistrados contra todo e qualquer tipo de pressão”.
Na quinta-feira, 28, a sessão solene de abertura inicia-se às 15h e depois realiza-se o painel “Muros e pontes no horizonte dos juízes”, com a magistrada Andréa Pachá, titular da 4ª Vara de Órfãos e Sucessões do Rio de Janeiro, o professor da USP e pesquisador da história do Direito José Reinaldo de Lima Lopes e o doutor em Filosofia e professor do mestrado e do doutorado da Unisinos José Rodrigo Rodriguez.
Na sexta, 29, às 10h30, acontece o painel Entre redes e muros: juízes e seus labirintos, com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin, que também é corregedor-geral da Justiça Eleitoral.
Às 19h, o historiador Leandro Karnal falará sobre o tema central do congresso, encerrando o evento no Hotel Dall´Onder.
O encontro abre espaço para apresentação de teses. Ao todo, foram inscritas dez teses sobre a atuação da magistratura diante do cenário atual à luz da temática “Entre redes e muros: juízes e seus labirintos”. As proposições serão discutidas e deliberadas pelo Plenário do Congresso na sexta-feira à tarde.
O tema “Entre redes e muros: juízes e seus labirintos” propõe o debate sobre o papel dos magistrados no cenário atual das redes, em que lixo digital, tribunal das massas, circulação da pós-verdade, privacidade violada são desafios para a atuação dos juízes, bem como muros a serem superados, como a desigualdade, os excluídos, a exasperação da disputa política, a fragmentação ideológica, a cultura do medo. Nesses labirintos, os juízes estaduais gaúchos refletirão sobre os caminhos da magistratura.
Programação
28/09 – QUINTA-FEIRA
Das 10h às 14h30 – Credenciamento
15h – Sessão Solene de abertura
16h30 – Painel: “Muros e pontes no horizonte dos Juízes” – José Reinaldo de Lima Lopes, mestre e doutor em Direito e professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo; José Rodrigo Rodriguez, mestre em Direito, doutor em Filosofia e professor da Unisinos; Andréa Pachá, juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
18h30 – coffee break
20h30 – Jantar com apresentação da Banda Movie Star Experience
29/09 – SEXTA-FEIRA
10h – Palestra: ministro Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin, corregedor-geral da Justiça Eleitoral do TSE.
14h – Apresentação de Teses e Plenária
16h45 – Coffee break
17h – Palestra: Leandro Karnal, doutor em História Social e professor de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
21h – Jantar de encerramento com apresentação da Banda Judges
Divulgação dos ganhadores do Concurso Cultural “Fotografe a sua Comarca”.
