Autor: da Redação

  • Governo Temer decide anular decreto que extinguia Renca

    O presidente Michel Temer decidiu anular o decreto que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). No final de agosto, ele havia assinado um decreto que acabava com a área e a decisão foi questionada por ambientalistas, artistas e repercutiu na mídia internacional. O novo decreto, anulando o primeiro, será publicado amanhã (26) no Diário Oficial da União.
    No início de setembro, o governo já havia determinado a suspensão do decreto. A decisão pela anulação da extinção do Renca ocorreu após a repercussão negativa da medida. Para o Planalto, houve falta de clareza sobre os efeitos da extinção. No entanto, o tema continuará na pauta do governo. O próximo passo será a realização de uma consulta pública, ainda sem data prevista.
    Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que as razões que levaram a pasta a pedir a extinção da reserva continuam presentes e defende mais debate sobre o tema. “O país necessita crescer e gerar empregos, atrair investimentos para o setor mineral, inclusive para explorar o potencial econômico da região”, diz o texto divulgado após o anúncio do Palácio do Planalto.
    “O MME reafirma o seu compromisso e de todo o governo com a preservação do meio ambiente, com as salvaguardas previstas na legislação de proteção e preservação ambiental, e que o debate em torno do assunto deve ser retomado em outra oportunidade mais à frente e deve ser ampliado para um número maior de pessoas, da forma mais democrática possível.”
    A Renca
    A área de proteção foi criada em 1984 pelo governo de João Figueiredo, último presidente do período militar. Na ocasião, foi definida a proteção da área de 47 mil quilômetros quadrados (km²), incrustada em uma região entre os estados do Pará e do Amapá.
    Desde então, pesquisa mineral e atividade econômica na área passaram a ser de responsabilidade da Companhia Brasileira de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico Brasileiro) ou de empresas autorizadas pela companhia. Além do cobre, estudos geológicos apontam a ocorrência de ouro, manganês, ferro e outros minérios na área.
    Dois dias após o decreto que extinguia a Renca, o Palácio do Planalto divulgou nota afirmando que o objetivo era “coibir a exploração ilegal” e recolocar o Estado como administrador de jazidas minerais da Renca, que atualmente sofre com a existência de garimpos clandestinos de ouro.
    Da Agência Brasil

  • Governo negocia emendas até com a oposição para aprovar revisão do IPTU

    Ficou para quarta-feira, dia 27, a decisão sobre o projeto que altera o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em Porto Alegre. A agitada sessão plenária desta segunda-feira na Câmara de Vereadores durou quase quatro horas e abriu a discussão para a matéria, que ainda não tem resultado certo.
    “Desde o projeto do Uber não via um movimento tão grande” comentou um assessor da Diretoria Legislativa (DL). A toda hora vereadores e assessores parlamentares chegavam ao balcão da DL para protocolar emendas e subemendas. A sessão que começou com 22 emendas apregoadas encerrou com 39. Até o final das discussão mais emendas ainda podem ser apresentadas.
    O Governo, que se articulou bem para a aprovação do projeto, tem hoje quase certo os 19 votos necessários.
    Pela manhã reuniu os líderes dos partidos da base pedindo que votassem favoráveis ao projeto. No período da tarde a força-tarefa continuou, o vice-prefeito Gustavo Paim, o secretário Leonardo Busatto e o ex-vereador Matheus Ayres, agora chefe de gabinete de Paim, estiveram na Câmara tentando convencer parlamentares em dúvida.
    “É preciso revisar o IPTU que já está defasado. Não é um projeto de Governo, é para a cidade”, salientou Busatto.
    O entra e sai na sala do presidente da casa, Cássio Trogildo (PTB), foi constante. Apesar de ter aparentemente todos os votos necessários, o resultado final ainda não é certo. Muitos vereadores condicionam seus votos a uma aprovação de suas emendas.
    Votos do PT podem ser decisivos
    É o caso da bancada do PT. O partido que defende a revisão do IPTU protocolou duas emendas. O governo precisa dos 4 votos do maior partido da oposição. O PSOL já declarou que irá votar contra o projeto.
    Empresários e representantes de clubes também estiveram na sessão. Eles são contra o projeto que aumenta em até 13% o valor da arrecadação já no primeiro ano. Para os clubes, a proposta prevê a retirada da isenção.
    A discussão do projeto irá recomeçar nesta quarta-feira.
    O projeto propõe que a planta genérica de valores seja atualizada a cada quatro anos, com uma faixa de isenção (alíquota de 0%) para imóveis de valor venal de até R$ 60 mil. A alíquota única atual para imóveis residenciais, de 0,85%, deixa de existir.
    Segundo a Prefeitura, o repasse do reajuste causado pela mudança na lei será distribuído ao longo de quatro anos, com um limitador de 30% de aumento ao ano nos primeiros três anos. As alíquotas serão as seguintes:
    • 0% para imóveis até R$ 60 mil;
    • 0,4% para imóveis entre R$ 60 e R$ 100 mil;
    • 0,5% para imóveis entre R$ 100 mil e R$ 300 mil;
    • 0,6% para imóveis entre R$ 300 mil e R$ 500 mil;
    • 0,7% para imóveis entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão;
    • 0,8% para imóveis de mais de R$ 1 milhão;
    * 0,9% para imóveis não-residenciais.
    Isenções
    A proposta do Executivo acaba com as isenções para entidades culturais, recreativas e esportivas sem fins lucrativos, como clubes de futebol e clubes sociais. O projeto também altera a regra para concessão de isenção de IPTU a aposentados com renda de até três salários mínimos e que possuam um único imóvel na cidade. Pela proposta, para ter direito à isenção, “o aposentado não poderá ter outro imóvel em qualquer localidade, como uma casa na praia ou na serra”, diz o projeto.
     

  • The Brothers Orchestra é atração do Festival Chapéu Acústico

    Formada por 19 músicos, a “The Brothers Orchestra” é a convidada do Festival Chapéu Acústico, que celebra um ano do projeto musical homônimo, realizado na Biblioteca Pública do Estado (BPE), com contribuição espontânea. A alta qualidade de seus integrantes, 19 no total, e o cuidado nas interpretações marcam o coletivo, que toca autorais, clássicos do jazz, sambas e chorinhos brasileiros, além de sons latinos, trilhas de cinema e TV.
    A Brothers Orchestra surgiu em 2010, reunindo vinte músicos (cinco trompetes, cinco trombones, cinco saxofones, piano, baixo, guitarra, bateria e percussão). Durante cinco anos tocou todas as segundas-feiras no Insano Bar, sempre acrescentando músicas novas. Apresentou-se em universidades, teatros, auditórios e salões de eventos. Destes shows, destacam-se o do Salão de Atos da UFRGS, com o grande clarinetista Nailor “Proveta”, lider da Banda Mantiqueira, na abertura do show da mesma. E também a Homenagem ao Jazz, no Parque da Redenção, com a participação de Hermeto Pascoal, que foi homenageado. Seu repertório contém mais de cem arranjos dos mais variados estilos, desde músicas conhecidas pelo público, como composições próprias.
    O projeto Chapéu Acústico é realizado sempre às terças-feiras, com apresentações de músicos dispostos a movimentarem a cena local, sem depender de verba pública ou privada. Não há cobrança de ingressos, e o chapéu é usado como forma de arrecadação voluntária, como acontece nas performances de rua.
    Confira os próximos shows do Festival Chapéu Acústico:
    Dia 28 (quinta) – Um Piano e Dois Trompetes – Jorginho do Trompete, Rochinha e Luiz Mauro Filho
    Dia 29 (sexta) – Dinho Oliveira Quarteto. 
    Serviço:
    Dia: 26 de setembro 2017 (terça-feira).
    Hora: 19h
    Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190).
     

  • Juiz deve decidir em outubro sobre Fundação Zoobotânica

    cleber dioni tentardini
    O juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, encerrou a fase de inspeção nas coleções da Fundação Zoobotânica (FZB) do Rio Grande do Sul e abriu prazo de 20 dias úteis para as partes envolvidas – o Governo do Estado e o Ministério Público Estadual – manifestarem-se e juntar aos autos do processo fotos dos locais inspecionados.
    “Após, em princípio, haverá decisão”, garantiu nesta segunda-feira. O magistrado está julgando uma Ação Civil Pública, do MP-RS, em defesa da FZB. Terra já realizou duas inspeções. Na primeira, no dia 25 de agosto, visitou o Núcleo Regional de Ofiologia de Porto Alegre (NOPA), o serpentário, que está fechado, e uma área restrita do Jardim Botânico que faz limite com a vila Juliano Moreira, cuja entrada é pela avenida Cristiano Fischer. Ali, pode constatar a falta de segurança da área porque partes do muro que separa o JB das casas caiu e não foi reconstruído.
    A segunda visita ocorreu no dia 21 de setembro. Desta vez, começou a visita pelo Bromeliário e o Cactáreo do JB, e depois foi ao herbário e à coleção de insetos do Museu de Ciências Naturais.
    As inspeções judiciais foram acompanhadas pelas promotoras de Justiça Annelise Steigleder e Ana Maria Marquesan, da Defesa do Meio Ambiente, pelos funcionários curadores das coleções, pelo presidente da FZB e diretores do JB e MCN.
    Ação Civil Pública corre desde fevereiro
    A liminar solicitada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre impede que o governo do Estado demita o quadro técnico-científico e se desfaça de qualquer bem, móvel, imóvel e de animais que constituem o patrimônio material e imaterial do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, duas das três instituições vinculadas à FZB. O Parque Zoológico não está contemplado nesta ação.
    O pedido de liminar proíbe ainda a rescisão de acordos ou contratos que impliquem as atividades de educação ambiental, preservação dos acervos ou pesquisa científica, e impede o desmembramento ou fracionamento da matrícula do imóvel do Jardim Botânico. No caso de descumprimento, multa de R$ 50 mil.
    A ação requer que o Estado apresente em juízo um plano para a extinção da FZB que garanta a continuidade e a mesma qualificação de todos os serviços e atividades do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, e providenciar imediatamente o conserto do muro que faz a divisa com a Vila Juliano Moreira com o Jardim Botânico. Por fim, determina ao IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul) a inscrição do Jardim Botânico no Livro Tombo, por já ter sido declarado patrimônio cultural do Estado, em 2003.

  • Governo RS passa a pagar primeiro os servidores com salários menores

    O governador José Ivo Sartori anunciou, na manhã desta segunda-feira, 25/09, mais uma medida polêmica em relação aos salários dos servidores gaúchos. A partir da folha de setembro, o Estado pagará de forma integral primeiro os servidores que ganham menos. Somente após esta quitação sairá o pagamento dos vencimentos dos demais funcionários.
    “Todos sabem que, desde o começo do parcelamento de salários, pedi que fosse encontrada uma forma de pagar primeiro quem ganha menos. É uma questão de justiça social: não se pode tratar igualmente os desiguais. Entretanto, algumas questões judiciais impediram que essa decisão fosse aplicada”, justificou a medida o governador.
    A decisão foi motivada pelo acirramento da crise financeira e o ingresso de centenas de ações de dano moral por parte de servidores com salários em atraso. O governador determinou à Secretaria da Fazenda que, já na folha deste mês, execute a decisão de pagar primeiro quem ganha menos. Sartori comunicou ainda que “o governador, o vice e os secretários, que já tinham seus salários parcelados, vão receber depois que o último servidor tiver seu salário quitado”.
    O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, informou que na próxima quinta-feira será definido o valor a ser pago, de acordo com o total de recursos disponíveis no caixa do Estado. “Não se trata de estabelecer faixas. O grupo será formado de acordo com o montante disponível em caixa”, afirmou Feltes, que descreveu a situação como “angustiante”, mas não revelou quanto será pago. O parcelamento dos salários continuará.
    Para justificar a medida, o procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel, explicou que o decreto orienta, entre outras ações, a seleção de medidas necessárias para o enfrentamento de tal situação, incluindo prazo de pagamento dos vencimentos dos servidores públicos. O parecer salienta que a medida proposta deve ser executada somente neste período de “severa crise, num momento de excepcional transitoriedade. Chegamos a um ponto que não se atende ao valor mínimo existencial das pessoas”, disse Ruschel.
    Regime de Recuperação Fiscal
    Nos próximos dias, será apresentada aos deputados a proposta de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que envolve um conjunto de medidas que o governo tem que adotar. “Precisamos encarar essas pautas, por mais que elas possam ser momentaneamente difíceis”, ponderou Sartori, citando que não é hora de pensar na próxima eleição, mas ter responsabilidade política e social para com a população. “A omissão de hoje vai custar muito caro no futuro”, afirmou.
     

  • Luiz Carlos Felizardo mostra “O Percurso de um Olhar”, no Campus Central da Ufrgs

    Um dos maiores fotógrafos brasileiros, Luiz Carlos Felizardo, tem exposição nova em Porto Alegre, chamada “O Percurso de um Olhar”.  Ela acontece em um lugar emblemático para o autor da mostra, a Ufrgs. Na programação de abertura está previsto também um encontro com o fotógrafo.
    No texto abaixo, divulgado pelo Departamento de Difusão Cultural da Ufrgs, Feliz, como é conhecido por seus amigos e pares, explica o que estará sendo visto:
    “Faz muito tempo que faço fotografia. Desde que fiquei encantado com a visão da primeira imagem emergindo do revelador lá se vão mais de quarenta anos (só um pouco mais, não sou tão velho assim…). De qualquer forma, em termos de história pessoal, é um bom tempo.
    Para fazer bem feito é preciso refletir sobre o que se faz – o que, aplicadamente, venho fazendo esses anos todos. É natural, portanto, que tenha não apenas conhecido bem os principais processos que fazem uma fotografia, como tenha tido tempo para compreender as relações que reúnem processos, imagem fotográfica e… a vida da gente. Se não todas essas relações, algumas, pelo menos.
    Descobri que fotografar é bem mais do que apenas ver. Os processos de transformar uma visão em fotografia tomam tempo, dão trabalho e exigem respeito pelo assunto que transformamos. E é preciso que se entenda alguma coisa da estrutura que amarra os vários elementos que compõem nossa imagem, a mesma estrutura que ordena as frases musicais, ou da literatura, e limita e sustenta as criações da arquitetura. Mais importante ainda, a fotografia tem de ser vista e compreendida com um olhar tão amplo que abrace a história da arte.
    O tempo, por sua vez, desempenha um papel fundamental na construção da imagem fotográfica. E talvez só a fotografia tenha o dom de vencê-lo – talvez não, mas ela não se importa se não tiver exclusividade. Pois apenas em suas mãos o tempo é tratado de maneira tão íntima: ele é vertiginoso, é uma fração de si mesmo, é implacável, é voraz, pode ser elástico. E pode parar para ela.
    A fotografia traz informações e gera considerações sobre o que foi passado, fazendo com que ele assuma, novamente, a condição de presente. Se pensarmos bem, tudo o que a fotografia revela já é passado – seja a pessoa fotografada em 1840, seja o pensamento do artista que se valeu dela, seja o que fotografamos há poucos minutos atrás. E se tivermos consciência da múltipla e inevitável presença do tempo na imagem fotográfica, a fotografia fará tudo reviver.
    Esta exposição nasceu de um convite feito pelo Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, universidade tão importante em minha formação quanto a música ou a arquitetura. Afinal, cantei no Coral da Faculdade de Filosofia, toquei no Madrigal da UFRGS – nos quais a notável e saudosíssima Madeleine Ruffier, sua regente, me ensinou quase tudo – estudei no Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia e na Faculdade de Arquitetura (onde também namorei, militei contra a ditadura, fiz amigos queridíssimos). Graças ao mesmo Departamento da UFRGS pude assistir a shows, concertos e exposições – colaborei numa delas – quase todos inesquecíveis.
    A exposição é composta de trinta fotografias feitas em momentos variados, selecionadas por mim entre imagens digitais e mais de dezoito mil negativos 35 mm, 6×6 cm, 4×5 e 8×10 polegadas – sempre pensando em reunir fotografias que, por uma ou outra razão, deixaram marcas em meu trajeto até aqui”.
    Luiz Carlos Felizardo
    SERVIÇO
    Exposição O Percurso de um Olhar, por Luiz Carlos Felizardo Abertura: 27 de setembro, às 17h30min Local: Pátio do Campus Centro da UFRGS Período e horário de visitação: de 27 de setembro a 22 de dezembro (segunda a sexta), das 07h às 22h30min
    Encontro com Luiz Carlos Felizardo Data: 27 de setembro Horário: 18h15min Local: Mezanino do Museu da UFRGS | Av. Osvaldo Aranha, 277
     

  • Flores e mais flores, nas aquarelas da nova exposição de Graça Craidy

    Em tempos de primavera, flores, flores e mais flores. Esse é o tema da nova exposição da artista plástica Graça Craidy, com 23 aquarelas no Café do Porto. Hibiscos, azaleias, camélias, strelitzias, entre outras, levam a primavera para as paredes do tradicional espaço da Padre Chagas.
    Graça, conhecida por suas pinturas expressionistas de denúncia sobre violência contra a mulher (“Até que a morte nos separe”, “Livrai-nos do Mal”), desta vez suaviza o gesto e se dedica ao exercício de uma das técnicas mais antigas e delicadas da arte da pintura, praticada por ela com a professora Ana Lovatto, no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre.
    Inventada na China há 2000 anos, a aquarela, que na Europa foi usada geralmente para esboçar os anteprojetos das obras dos grandes mestres, ganhou notoriedade no mundo ocidental renascentista com o alemão Albrecht Dürer, e conquistou seus dias de glória com o britânico William Turner no século 19. Também frequenta, com grande estilo, os compêndios de botânica e biologia e os diários dos viajantes, como o do francês Jean-Baptiste Debret, que registrou o Brasil dos anos 1800 para a posteridade. “Aquarelar é um outro jeito de voar”, explica a artista, que confessa ser apaixonada por aquarela, palavra cuja tradução para o japonês – não à toa – é “ukyo-e” (mundo flutuante).  
    “A aquarela me acalma, me faz transcender, é como se minha alma saísse de mim e desaguasse no papel” – poetiza Graça. A mostra vai até 2 de outubro, no horário de funcionamento do café, e todas as obras estão à venda.

    Hibisco, de Graça Craidy / Divulgação

    SERVIÇO
    O quê: Exposição Delicadezas, Aquarelas de Graça Craidy.
    Quando: de 19 de setembro a 2 de outubro de 2017
    Onde: Café do Porto- Rua Padre Chagas, 293.M. Vento -Porto Alegre, RS
    Horário: Das 8h às 23h, diariamente.

  • Câmara vota revisão do IPTU nesta segunda-feira

    A Câmara Municipal de Porto Alegre inicia nesta segunda-feira, 25/9, a partir das 14 horas, a votação do projeto de lei do Executivo que altera a legislação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na Capital.
    O governo do prefeito Nelson Marchezan Júnior quer alterar a chamada planta genérica de valores (que estipula o valor venal dos imóveis) e definir critérios para correções futuras destes valores; o projeto ainda extingue a alíquota única atual, de 0,85% para imóveis residenciais, e cria seis alíquotas, que variam de 0% a 0,8%, conforme o valor da propriedade. O projeto ainda modifica a sistemática de isenções para o pagamento do tributo.
    Marchezan e PT juntos para aprovar revisão do IPTU
    A sessão será decisiva para o planejamento das finanças do governo Marchezan. Se aprovado, o governo espera arrecadar ao menos R$ 70 milhões a mais anualmente.
    Com forte resistência dentro da própria base, Marchezan trabalha para conseguir aprovar o projeto com a ajuda de onde menos se espera e pretende contar com os quatro votos do PT para angariar os 19 necessários à aprovação. Hoje, o governo teria entre nove e dez votos garantidos. Contar com o PT é fundamental.
    Na base há posições fortemente contrárias a medida. O vereador Ricardo Gomes (PP), ex-secretário da atual gestão, reitera sua contrariedade: “Somos contra o aumento de imposto. O governo tem de encontrar outras soluções”. O PP deve ter três de quatro votos contra. Felipe Camozzato (NOVO), considerado liberal de cartilha, também deve votar contra.
    Já a oposição se mostrou a favor do IPTU progressivo, porém, os dois partidos, PT e PSOL, tem divergências. Na bancada do PSOL é defendido uma ampla discussão do projeto. No PT, a vereadora Sofia Cavedon é uma das parlamentares que defende a alteração do valor venal na planta de imóveis. Ela lembra que a revisão do IPTU foi tentada na última gestão do PT, em 2001, mas que o projeto foi recusado.
    Alíquotas
    O projeto propõe que a planta genérica de valores seja atualizada a cada quatro anos, com uma faixa de isenção (alíquota de 0%) para imóveis de valor venal de até R$ 60 mil. A alíquota única atual, de 0,85%, deixa de existir. As demais alíquotas serão de 0,4% a 0,8%, conforme o valor do imóvel.
    Segundo a Prefeitura, o repasse do reajuste causado pela mudança na lei será distribuído ao longo de quatro anos, com um limitador de 30% de aumento ao ano nos primeiros três anos. As alíquotas serão as seguintes:
    0% para imóveis até R$ 60 mil;
    0,4% para imóveis entre R$ 60 e R$ 100 mil;
    0,5% para imóveis entre R$ 100 mil e R$ 300 mil;
    0,6% para imóveis entre R$ 300 mil e R$ 500 mil;
    0,7% para imóveis entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão;
    0,8% para móveis de mais de R$ 1 milhão.
    Isenções
    A proposta do Executivo acaba com as isenções para entidades culturais, recreativas e esportivas sem fins lucrativos, como clubes de futebol e clubes sociais.
    O projeto também altera a regra para concessão de isenção de IPTU a aposentados com renda de até três salários-mínimos e que possuam um único imóvel na cidade. Pela proposta, para ter direito à isenção, “o aposentado não poderá ter outro imóvel em qualquer localidade, como uma casa na praia ou na serra”, explica o Executivo.

    Até o momento, os vereadores ainda apresentaram 22 emendas e três subemendas ao projeto. As alterações serão discutidas também nesta segunda.

  • Mães bloqueiam avenida em São Paulo em protesto contra Dória

    Um grupo de mães portando faixas e cartazes fechou a avenida Prestes Maia, uma das principais da capital paulista, durante toda a manhã de sexta-feira.
    Elas têm filhos matriculados em três escolas de educação infantil em que o prefeito João Doria (PSDB), planeja eliminar o ensino integral na educação infantil – para crianças de 4 e 5 anos.
    As três unidades ficam no Bom Retiro, região central da cidade. “Estamos pedindo que o prefeito mantenha o período integral. Vai causar muita dificuldade para as famílias, a gente trabalha o dia todo. Se for só meio período eu não vou ter como buscar (a filha), não tenho condições de pagar alguém”, explicou a comerciante Elisabete Sairem Pinheiro.
    As mães protestavam em frente à escola, mas decidiram bloquear a avenida para chamar a atenção da população e da imprensa. Elas estão fazendo um abaixo-assinado para reivindicar a manutenção do Ensino Infantil no Cemei Dom Gastão e o não fechamento dos períodos integrais das Escolas Municipais de Ensino Infantil (Emei) Antonio Figueiredo Amaral e Alceu Maynard.
    Dizem que a prefeitura anunciou o fim do período integral nas três escolas sem qualquer diálogo com as famílias.
    A medida contradiz o discurso de Doria na campanha eleitoral, quando prometeu expandir o ensino integral na rede municipal de educação.
     

  • A Rocinha: atritos com moradores revelam dificuldades de uma operação prolongada

    Vladimir Platonow* 

    O trabalho das Forças Armadas na Rocinha, em apoio às operações das polícias Civil e Militar, está interferindo na rotina dos moradores, que reclamam do excesso de revistas e até de agressões verbais e físicas. Neste sábado (23), a comunidade permanece ocupada.
    “Ser revistado não é o problema. O pior é o esculacho [desrespeito]. Hoje mesmo já apanhei duas vezes. Levei chutes na canela. Se pudesse, eu revidava”, reclamou um jovem, na parte baixa da comunidade, ao lado de uma quadra esportiva.
    Outro morador, que acabava de ser revistado por homens da Polícia do Exército (PE), estava indignado: “Não tenho nada a ver com isso aí”, protestou, dizendo que já era a segunda revista do dia.
    No mesmo local, ao lado da quadra esportiva, que fica na saída do Túnel Zuzu Angel, uma briga entre dois homens que bebiam num bar foi dispersada por homens da PE com uso de gás de pimenta. Porém, o gás se espalhou com o vento e atingiu um grupo de mulheres e crianças, incluindo dois bebês de seis meses e quatro meses.
    “Foi horrível. Eu vomitei e o meu bebê está com o rosto todo vermelho”, reclamou uma das mães.
    O sargento da PE que disparou o gás explicou que apenas usou força proporcional e que a alternativa do gás é melhor do que o contato físico. “Se nós intervimos, um dos homens pode agarrar nossas armas. Infelizmente o vento não foi favorável”, explicou o sargento.
    Caveirão atropela moto
    Em outro ponto da comunidade, conhecido como Largo do Boiadeiro, um blindado da Polícia Militar (PM), conhecido como Caveirão, passou por cima da moto de um mototaxista.
    “O prejuízo passa de R$ 3 mil. Empenou o chassis, quebrou a balança e a pedaleira. Dependo desse trabalho para sustentar minha família”, reclamou Henrique Gonçalves de Araújo.
    O Comando Militar do Leste  (CML) foi procurado, mas até a publicação desta matéria não havia se pronunciado sobre a reclamação dos moradores. A PM também foi procurada, mas ainda não se pronunciou sobre a questão da moto.
    *Da Agência Brasil